Não Abras os Olhos

David Gurney sentia-se quase invencível… até que esbarrou com o assassino mais inteligente que alguma vez teve de enfrentar.
Duas semanas é o prazo que Dave Gurney – inspetor de homicídios recém-reformado da Polícia de Nova Iorque e protagonista do primeiro romance de John Verdon, Pensa Num Número – se impõe para resolver um caso intrigante que lhe chega às mãos: uma jovem noiva é decapitada durante o copo-d’água, rodeada por centenas de convidados. Não há testemunhas, arma do crime ou qualquer pista do assassino. Um desafio ao qual é impossível resistir. Mas a que custo?
Todos os indícios apontam para o novo jardineiro, um homem misterioso e conturbado, mas nada se encaixa – nem o motivo, nem a ausência da arma do crime e, acima de tudo, o cruel modus operandi. Deixando de lado o óbvio, Gurney começa a ligar os pontos longe de imaginar que está prestes a travar uma batalha épica com o pior dos inimigos, um sádico implacável, que não hesitará em arrastá-lo para a beira do precipício e, pior… à sua mulher, Madeleine.

ISBN: 9789720044167 – Porto Editora / 2012 – 554 páginas

 


Este é o segundo volume da série de policiais Dave Gurney. O primeiro volume (Pensa num Número) foi um verdadeiro abre-olhos, no sentido em que me abriu os olhos para um novo talento no universo de literatura policial. Foi um livro intrigante, com uma escrita verdadeiramente viciante e que me deixou com imensa vontade de conhecer melhor os trabalhos deste escritor que tanta sensação tem feito. 
Não Abras os Olhos começa com uma premissa tão ou mais intrigante que a do livro anterior. O autor tem uma imaginação incrível e explora muito essa vertente na construção do seu enredo e dos crimes. Também explora com grande dedicação a vertente psicológica dos seus assassinos e igualmente do homem que tanto sofre para resolver estes puzzles perigosos. 
Apesar de existir um consenso que este segundo volume é ainda melhor que o primeiro, eu reservo o meu julgamento quanto a esse ponto em particular. Acho que estão ao mesmo nível, este segundo volume melhor no desenvolvimento do caso, mas pior no que toca à vertente pessoal. Na verdade, embora tenha gostado muito de ler este volume e acompanhado mais aventuras do Dave, não posso dizer que este livro me tenha conquistado de forma irremediável. Mas uma coisa é certa, este escritor sabe muitíssimo bem como escrever um bom policial e no fundo é isso que me interessa. 
As coisas boas que se podem encontrar neste livro podem ser reunidas em poucas palavras: boa escrita – o que faz com que esta seja uma leitura compulsiva -, um enredo muito bem construído, personagens bem exploradas e a possibilidade de poder conhecer mais sobre a vida pessoal deste investigador tão misterioso e com uma personalidade tão complexa que chega a ser frustrante. Não há muito mais que se possa pedir deste policial.
Para mim, esta leitura não resultou a cem por cento por dois factores: o facto de ter suspeitado logo desde início de uma pessoa e ter sido essa exactamente que cometeu o crime (o factor surpresa não foi por aí além) e segundo porque acredito que o autor tenha exagerado um bocadinho na complexificação da personagem de Dave. Percebo que ele seja um investigador com os seus problemas e que circunstâncias passadas o tenham deixado  com várias situações para resolver, pendentes de uma paz interior que este não consegue encontrar em lado nenhum, nem na resolução dos mistérios com que se depara. Prova disso, o autor passou este livro sempre a bater na mesma tecla e nessa vertente pessoal, este segundo livro não mostrou nenhuma evolução quanto ao anterior. Como diz o povo, o que é demais enjoa e creio que este livro teria ganho muito se o autor não estivesse sempre a insistir no quão complicada a relação com o Dave e a mulher é e no quão complicado é o Dave sentir-se como um indivíduo normal e no pouco esforço que ele faz para realmente encontrar o equilíbrio interior de que precisa para poder viver. 
De qualquer forma, não coloco de parte a leitura do terceiro livro que já foi publicada pela Porto Editora (e que com muita pena minha modificaram o estilo das capas do qual eu tanto gostava). Espero deliciar-me em breve com o próximo volume desta série que ainda tem tanto para nos oferecer. 

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Percy Jackson e o Último Olimpiano

O aguardado desfecho da premiada série de fantasia «Percy Jackson e os Olimpianos».
Os mestiços passaram o ano inteiro a preparar para a batalha contra os Titãs, sabendo que a vitória é pouco provável. O exército de Cronos está mais forte do que nunca, e a cada novo deus ou mestiço que é recrutado, o poder de Cronos aumenta cada vez mais.
Enquanto os Olimpianos lutam para travar o monstro Tifão, Cronos avança em direção à cidade de Nova Iorque, onde o Monte Olimpo quase não tem vigilância. Cabe agora a Percy Jackson e ao seu exército de jovens semideuses travarem o Senhor do Tempo.
Neste muito aguardado quinto e último livro da série best-seller «Percy Jackson e os Heróis do Olimpo», a profecia envolve o dia do 16.º aniversário de Percy. E, enquanto luta por travar o fim da civilização ocidental nas ruas de Manhattan, Percy enfrenta a terrível sensação de que, na realidade, está a lutar contra o seu próprio destino.

ISBN: 9789724622415 – Casa das Letras (Leya) / 2014 – 368 páginas


Chegada ao último livro da série Percy Jackson, tenho pena de me despedir. Foi uma viagem e tanto, porque desde o primeiro momento em que peguei nesta série nunca mais a larguei e por isso é com muita pena que tenho de dizer adeus aos personagens que me acompanharam nestas mil e uma aventuras mitológicas. O autor ofereceu-me muitos momentos bem passados nestes cinco livros que tiveram de tudo um pouco: acção, mistério, aventura, conhecimento e ainda romance.
Em todas as minhas opiniões desta série tenho feito sobressair (e sob pena de me repetir, peço desculpa por o ter de fazer mais uma vez) a escrita do autor e a forma tão inteligente e vivaz com que ele dá vida à mitologia grega num cenário contemporâneo. E de forma incrivelmente credível, devo acrescentar.
Este livro foi o clímax da série porque Percy celebra os seus 16 anos e é nesta altura que se espera que uma grande profecia se realize e claro, Percy, encontra-se no meio dessa profecia que pode ditar o final da mitologia grega como a nós conhecemos neste universo ficcional.
Este volume, por ser o último é ligeiramente diferente dos outros. Este livro é praticamente todo ele passado em cenas de batalha e de sobrevivência e há poucos momentos de stress-relief, ou melhor dizendo, há poucos momentos de descontracção. Está sempre algo a passar-se que necessita de atenção urgente. É um livro cheio de movimento e acção pelo que tem um ritmo de leitura muito rápido (neste aspecto, nada difere dos outros livros).
Por ser um livro decisivo, foi um volume que li com extrema avidez. Estava ansiosa para saber qual seria os destinos das personagens que tanto gostei de conhecer tal como Percy, Annabeth e Grover. É realmente incrivelmente difícil despedir-me deste trio maravilha.
Não estou desiludida com o final desta trilogia, muito pelo contrário. O final que o autor escolheu para esta saga fez-me sorrir e esperar pela possibilidade de mais.
Esta será daquelas séries que me vai deixar recordações muito felizes e posso igualmente dizer que quero ler mais livros deste autor, que é sem dúvida uma experiência a repetir.

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Percy Jackson e a Batalha do Labirinto

Percy está prestes a começar o ano letivo numa escola nova. Ele já não esperava que essa experiência fosse muito agradável, mas quando teve de enfrentar um esquadrão de líderes de claque tão esfomeadas quanto demoníacas, imediatamente se apercebeu que tudo podia ficar muito pior.
Neste quarto volume da série Percy Jackson, o tempo está a esgotar-se e a batalha entre os Deuses do Olimpo e Cronos, o Senhor dos Titãs, está cada vez mais próxima. Mesmo o acampamento dos meio-sangues, o porto seguro dos heróis, torna-se vulnerável à medida que os exércitos de Cronos se preparam para atacar as suas fronteiras, até então impenetráveis.
Para detê-los, Percy e seus amigos semideuses partirão numa jornada pelo Labirinto — um interminável universo subterrâneo que, a cada curva, revela as mais temíveis surpresas.

ISBN: 9789724620855 – Casa das Letras (Leya) / 2012 – 376 páginas


Este é o quarto e penúltimo livro da série de Percy Jackson. Durante estes últimos tempos tenho-me dedicado a esta série com uma paixão e uma dedicação incríveis. A verdade é que desde que me agarrei ao primeiro livro, não tenho conseguido parar e só parei mesmo quando acabei a série. A escrita do autor é tão viciante que é impossível mesmo parar de ler os seus livros. Em termos gerais, receio que não haja nada de novo que eu possa dizer sobre o livro. Este está estruturado à semelhança dos anteriores e a fórmula é exactamente a mesma. Contudo, o enredo vai avançando e desenvolvendo um pouco mais a cada volume que se lê. Além disso, Percy vai ficando mais velho e com mais responsabilidades. Conforme se aproxima dos seus 16 anos, mais peso nos seus jovens ombros ele tem.
Ainda assim, este volume retrata a jornada de Annabeth, Grover, Tyson e Percy pelo Labirinto com os muitos perigos que este esconde. É o Labirinto mais mortal de qualquer existência e aqueles que de lá conseguem sair, por vezes, não saem de lá com a sua sanidade mental intacta.
Este volume foi, de longe, o meu favorito na série (como já acabei a série, posso dizer isto com absoluta certeza). Não é que este livro seja fundamentalmente diferentes dos seus companheiros, porque não o é, mas de qualquer forma adorei esta ideia de uma demanda por um Labirinto. Senti-me como a Annabeth, fascinada pela criação deste Labirinto e pela sua estrutura, a forma como compreende os nossos pensamentos e se vai modificando e crescendo e tornando-se mais caótico.
De igual forma, também gostei imenso de conhecer a história por detrás do criador deste Labirinto e acho que o autor, como sempre, consegue trazer a mitologia antiga de forma à vida de uma forma maravilhosa que não só nos suscita a vontade de melhorar a nossa cultura geral mas também de aprofundar o conhecimento que temos da mitologia grega.
Nunca tinha encontrado uma série juvenil que me agradasse tanto e acho que a vertente mitológica e a escrita do autor é o grande forte nestes volumes todos.
Adorei o livro, continuo a adorar acompanhar as aventuras do Percy Jackson e companhia e fiquei delirante com a possibilidade de ler logo de seguida o volume que encerra esta série maravilhosa.
Com livros assim, sinto sempre alguma dificuldade em exprimir-me com muitas palavras mas o que interessa é que a viagem valeu mais que a pena.

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Percy Jackson e a Maldição do Titã

Uma chamada urgente e aflita do amigo Grover é o sinal para Percy Jackson da iminência de mais uma batalha memorável. É também hora de convocar todos os seus poderosos aliados semideuses, de pegar na sua confiável espada de bronze e¿ ter a ajuda de sua mãe. Os semideuses correm imediatamente em seu auxílio e descobrem que Grover fez um importante achado: dois poderosos meio-sangues, Bianca e Nico di Angelo, cujo parentesco é desconhecido. Mas não é só isso que os espera. O titã Cronos criou a sua mais traiçoeira estratégia, e os jovens heróis caíram como presas indefesas. Mas não são os únicos em perigo. Um antigo monstro – que dizem ser tão poderoso que poderia destruir o Olimpo – ressurgiu e Artemis, a única deusa que parece saber como combatê-lo, está desaparecida. Percy e os seus amigos juntam-se aos Caçadores de Artemis e têm apenas uma semana para encontrar a deusa desaparecida e desvendar o mistério sobre este terrível monstro. Pelo caminho eles enfrentarão o seu mais perigoso desafio: a petrificante profecia da maldição do titã.

ISBN: 9789724620251 – Casa das Letras (Leya) / 2011 – 336 páginas


Este é o terceiro volume da série Percy Jackson, série esta que não consigo largar de tão viciada que estou. Estes livros são incrivelmente compulsivos e estou muito contente por estes se terem cruzado no meu caminho. Tenho lido os livros todos de seguida, numa autêntica maratona de Percy Jackson e companhia. Como disse nas minhas opiniões aos livros anteriores (que conseguem encontrar aqui e aqui) fiz vários elogios à escrita de Rick Riordan, os quais mantenho neste volume. A forma como ele conduz o seu enredo e a sua história é incrivelmente fluída e integra o leitor nas aventuras os personagens, de maneira que se torna difícil separarmo-nos destas histórias. O segundo volume tinha acabado de forma muito abrupta, com o conhecimento de que algo importante viria a caminho das vidas de Jackson e companhia e por isso, este terceiro livro prometia muitas revelações bombásticas.
Foi sem dúvida um volume cheio de acção, à semelhança dos seus anteriores, em que Percy, Thalia e Annabeth junto com outros companheiros vêem-se a par de uma profecia que os assombra há muito tempo. Estes estão numa batalha constante contra o grande Deus Titã, Kronos, que ameaça o reinado dos Deuses do Olimpo.
Esta será a primeira vez que digo que o relato de Percy não me parece demasiado adulto para a idade que o autor lhe deu, porque a esta altura do campeonato, Percy tem já 14 anos e agora sim, sinto que as suas palavras já estão à altura da idade que ele tem.
Estes livros são sempre cheios de movimento e nunca se tornam aborrecidos. A cada capítulo acontece sempre algo que nos impele a continuar a leitura de forma ávida e isso, aliado à escrita do autor, ajuda a que estes livros sejam lidos de um momento para o outro, com incrível facilidade. Por outro lado, simplesmente adoro a maneira como o autor trouxe de novo à vida a mitologia grega. É simplesmente fantástico. Este é um universo muito rico, que o autor sabe explorar como ninguém. Apesar de ser um tema que me interessa, a forma como o autor deu uma nova perspectiva a estas figuras mitológicas e às suas personalidades, foi algo que me conquistou irremediavelmente.
E como não poderia deixar de ser, este livro também acaba de uma forma que é impossível não ir a correr ler o quarto livro. Coisa que não perdi tempo a fazer. Os últimos dois livros da série ainda prometem oferecer muito e eu estou ansiosa para saber mais.
Como última nota, estou ansiosa para saber quais serão os destinos de Annabeth, de Rachel, de Grover e claro: do grande herói Percy.

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De Malibu, Com Amor

Quando o detective privado das estrelas de cinema, Mac Reilly, ouve o grito de uma mulher a sobrepor-se ao ruído das ondas a rebentar, a sua vida altera-se para sempre. Uma bela mulher perturbada envergando apenas um negligée preto de renda à porta de uma fabulosa casa de praia aponta-lhe uma arma.
Mac escapa à bala, mas por pouco. Quem é aquela mulher? Dias depois já desapareceu e a Smith & Wesson com que quase o matou aparece no carro dele.
Praticamente ao mesmo tempo, Allie Ray, estrela do grande ecrã e namoradinha da América, desaparece também. As duas mulheres estão relacionadas e Mac vê-se de repente envolvido numa teia de enganos. Vai precisar de ajuda para conseguir apurar toda a verdade.
É aqui que entra em cena Sunny Alvarez. Sunny e Mac têm uma relação marcada por alguns arrufos. Ultimamente, muitos arrufos. Mas agora ele precisa dela mais do que nunca.
Juntos iniciam uma perseguição que os levará da Califórnia do Sul até às praias do México, das ruas de Roma até às zonas rurais de França. Mantêm-se um passo atrás de um assassino esquivo e um passo à frente de uma actriz que só quer desaparecer…
Com as descrições, reviravoltas no enredo e personagens irresistíveis que são a imagem de marca de Elizabeth Adler, De Malibu, com Amor é suspense no seu melhor.
Em Malibu, Mac Reilly é um especialista em crimes relacionados com o mundo do cinema. No entanto, o detetive certamente não esperava deparar com uma mulher em negligée preto a apontar-lhe uma arma. Assim que se esquivou da bala, a desconhecida fugiu. Quem poderia ser aquela beldade misteriosa? Ao mesmo tempo, é anunciado o desaparecimento de Allie Ray, estrela de cinema, querida da América. Mac está convencido de que os dois casos se encontram relacionados… Mas como prová-lo? Para o ajudar, conta com a sua noiva eterna, a sublime Sunny Alvarez. Ambos irão envolver-se numa investigação que os leva da Califórnia às praias do México, das ruas de Roma ao interior da França em busca de um assassino e de uma atriz que quer a todo o custo recuperar o anonimato…

ISBN: 9789897260087 – Quinta Essência (Leya) / 2012 – 352 páginas


 

De Malibu, Com Amor é um livro que marca um novo quarteto da autora Elizabeth Adler. Tenho acompanhado os lançamentos desta autora e fico contente que continuem a publicar os romances dela, que oferecem entretenimento e são leituras leves perfeitas para acompanhar o verão. Em vez de termos uma sinopse, temos praticamente um resumo da obra pelo que não vale a pena estar a repetir as mesmas coisas na minha opinião só porque sim. Por isso mesmo, começo por dizer que já sabia muito bem o que esperar deste livro. Esperava um livro com muito mistério e muito romance à mistura e foi isso mesmo que encontrei. Já descobri que os livros desta autora são perfeitos para mim quando estou a precisar de ler coisas leves, que me ocupem a cabeça por alguns momentos sem puxar muito por mim. São leituras muito fáceis, com uma escrita simples mas ainda assim muito agradável. Para quem gosta de policiais mas gosta de ver também acompanhar uma história de amor, esta é a combinação perfeita. São livros que se devoram num instante e apesar de nunca chegarem, para mim, a ser leituras extraordinárias, conseguem sempre atingir as minhas expectativas: que é passar uns bons momentos na companhia de um livro que descreve boa comida, boas paisagens e um mistério interessante.
Tendo já lido todos os livros anteriores da autora não posso dizer que este Malibu seja dos meus favoritos. De facto, está bem longe de ser o meu favorito. O enredo é simples, com as habituais reviravoltas de um policial mas os personagens é que não me deixaram de todo convencida. MacReilly parece uma personagem interessante e com espaço para progredir ao longo dos restantes três livros, mas já a Sunny provocou-me alguma urticária, com aqueles acessos de mesquinhice, de birras de criança. O romance dele também não chegou a passar do morno/frio, pelo que nessa vertente este livro não foi nada de especial. Já a Allie, é outro caso. Gostei bastante da personalidade dela e parecia promissora na sua descoberta pessoal em França, mas acabou por me desiludir com aquele final.
Em suma, sinto que não há muito mais a dizer sobre este livro: é uma leitura que nos entretém e que nos deixa a babar com as descrições das paisagens e cenários paradisíacos. Mas se queremos algo mais que isto, talvez este não seja o livro indicado. Para mim, estas leituras continuam a resultar em certos momentos da minha vida e em certas disposições pelo factor de entretenimento e por serem histórias com contornos mais simples e mais românticos.

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Percy Jackson e o Mar dos Monstros

O ano de Percy Jackson foi surpreendentemente calmo. Nenhum monstro se atreveu a colocar os pés no campus da sua escola em Nova Iorque. Mas quando um inocente jogo do mata entre Percy e seus colegas se transforma numa disputa mortal contra um grupo de gigantes canibais, as coisas ficam… digamos, complicadas. E a inesperada chegada da sua amiga Annabeth traz mais más noticias: as fronteiras mágicas que protegem a Colónia dos Mestiços foram envenenadas por um inimigo misterioso e, a menos que encontrem uma cura, o único porto seguro dos semideuses tem os seus dias contados. Nesta emocionante e divertida continuação da série iniciada com Os Ladrões do Olimpo, Percy e seus amigos precisam se aventurar no mar dos Monstros para salvar a Colónia dos Mestiços. Antes, porém, o nosso herói descobrirá um chocante mistério sobre sua família — algo que o fará questionar se ser filho de Posídon é uma honra ou simplesmente uma piada de mau gosto.

ISBN: 9789724619958 – Casa das Letras (Leya) / 2010 – 249 páginas


Depois de ter lido sofregamente o primeiro volume da série Percy Jackson, saltei imediatamente para o segundo, com a certeza que este livro me iria oferecer uma dose generosa de acção e entretenimento. Não estava enganada. Neste segundo volume da série, Percy começa a ter sonhos estranhos com o seu amigo e ex-protector Grover, que tinha partido numa demanda perigosa à procura do Deus Pan. Percy acha que o seu amigo pode estar em perigo de vida e quando este retorna com Annabeth e o seu amigo introvertido da escola, Tyson, à colónia, (que está a passar por uma fase de perigo também com a destruição da árvore que mantinha vivas as barreiras de protecção mágicas) estes decidem ir numa demanda também: salvar Grover e encontrar aquilo que permitirá salvar o campo a que chamam de lar. Contudo, isto implica que eles têm que passar pelo Mar dos Monstros e essa será uma tarefa nada fácil para estes heróis.
Este foi mais um livro que adorei. Não me quero repetir muito com os elogios que já dei ao autor, aquando escrevi a minha opinião sobre o livro Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo. O que é importante salientar neste volume é que a escrita do autor continua viciante, fluída e incrivelmente agradável. É como se mergulhássemos neste universo mitológico e não conseguíssemos voltar à tona para respirar. Até agora, tenho constatado que estes são livros que se lêem compulsivamente e que se devoram em muito pouco tempo. Embora sejam virados para um público mais jovem, não posso deixar de me sentir mágica e heróica quando entro neste mundo e quando acompanho as aventuras de Percy.
Quanto às personagens, os meus elogios e também as minhas críticas mantêm-se. Acho que o autor explora bem os personagens e neste volume claramente deu-se mais espaço a Annabeth para ela crescer. Contudo, continuo a achar que o relato de Percy é demasiado adulto para a idade que ele tem (já fez os 13 anos neste segundo volume). Ainda assim, é muito fácil o leitor esquecer-se da idade do protagonista quando está embrenhado na sua leitura e talvez possa assumir que isso não é um pormenor tão importante. Pelo menos não estraga a experiência da leitura, mas ainda assim, esperava mais consistência.
O livro acaba de uma forma fantástica, com um twist maravilhoso e que me deixou com vontade de ir a correr ler o terceiro livro (óbvio que fiz isso mesmo e encontro-me de momento a lê-lo). O autor, até agora, soube explorar bem os acontecimentos e creio que é muito inteligente a forma com que ele tem manipulado o enredo para que cada livro pareça melhor que o outro.
Posso dizer que estou sinceramente viciada neste universo do Olimpo e dos Deuses e vou continuar a ler a série com muito entusiasmo.

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Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo

Percy Jackson está prestes a ser expuso do colégio interno…novamente.E esse é o menor dos seus problemas.Ultimamente, criaturas fantásticas e os deuses do Olimpo parecem estar a sair das páginas de mitologia para entrarem na sua vida.E o pior de tudo é que ele parece ter enfurecido alguns deles.O raio-mestre de Zeus foi roubado e Percy é o principal suspeito.
Agora, Percy e os seus amigos têm apenas dez dias para encontrar e devolver o símbolo do poder de Zeus e restabelecer a paz no Olimpo.Para o conseguir terá de fazer bem mas do que descobrir o ladrão: terá de enfrentar o pai que o abandonou, resolver o enigma do Oráculo e desvendar uma traição mais ameaçadora e poderosa do que os próprios deuses.

ISBN: 9789724619378 – Casa das Letras (Leya / 2010 – 331 páginas


 Já tinha Percy Jackson debaixo de olho como possível leitura futura, mas foi graças a uma amiga que me emprestou o primeiro volume para eu ler que comecei esta série mais cedo que mais tarde. Esta minha amiga tem um bom faro para estas recomendações que me faz ou melhor dizendo, sabe sempre em que momentos deve estragar o meu plano de leituras tão bem organizado. E assim acabei por me embrenhar nesta aventuras do Olimpo, sem saber o que me esperava.
A premissa do livro é simples: Percy Jackson é um jovem que tem problemas na escola. Tira péssimas notas, arranja sempre confusão, tem deficit de atenção, é hiperactivo, disléxico e acaba sempre por ser expulso dos colégios internos onde a sua mãe o inscreve. Percy sente-se como um alien, deslocado do mundo em que está a viver e a realidade não se lhe afigura muito feliz e estimulante. E um dia, tudo isso muda com o conhecimento recém adquirido de que há algo diferente e excitante que se esconde sob o véu desta que achamos ser a nossa realidade. Percy descobre que é metade humano e metade Deus, descobre que é filho de um grandes Deuses do Olimpo e mais chocante que isso, descobre que Zeus suspeita que tenha sido Percy que tenha roubado a arma mais poderosa do Olimpo: o raio de Zeus. Percy, que apenas agora está a descobrir que afinal não é uma criança com problemas de atenção ou hiperactividade, mergulha neste novo mundo estranho mas que lhe finalmente lhe mostra que ele tem sido a que pertence, como nunca antes tinha sentido.
A escrita do autor Rick Riordan é incrivelmente viciante, é o primeiro aviso que faço a futuros leitores desta série. Eu devorei este livro em pouco mais de um dia e nem conseguia tirar os olhos das páginas do livro, tal era a ânsia de saber mais, de ler mais, de devorar mais. Este é um mundo imaginário que nos mantém cativos, sedentos de mais e é incrivelmente rico em imagens. É, sem qualquer dúvida, um mundo fantástico e rico em acção e entusiasmo.
Para além da escrita viciante que nos deixa completamente grudados às páginas de aventuras de Percy e companhia, temos toda aquela envolvente mitológica, que para quem gosta, é uma delícia. Viver no mundo do Olimpo, rodeado de Deuses poderosos, cada qual com as suas características próprias é simplesmente delicioso! (Este adjectivo parece-me realmente apropriado). Adorei entrar neste mundo da Grécia Antiga, adorei enriquecer a minha cultura geral mitológica, ainda que esta estivesse envolvida com o mundo ficcional que o autor criou para os propósitos desta série. As descrições do Olimpo, do universo de Hades… enfim, de todo o universo mitológico deixaram-me a querer mais e mais. O autor conseguiu dar uma nova perspectiva à existência destes Deuses que não acharia possível. Trouxe-os à vida de uma forma enérgica e muito interessante, com twists que deixam os leitores cativos da sua narrativa.
Para o momento, serviu como perfeito encaixe para a minha disposição. Um livro que me agarrasse, que me entretivesse e que me deixasse a salivar por mais.
O único ponto menos positivo deste primeiro volume prende-se com a caracterização dos personagens mais novos. Tendo em conta que Percy Jackson neste volume tem 12 anos de idade, esperava uma narrativa menos introspectiva, ou pelo menos um pouco mais leve. Parece-me que o relato de Percy é demasiado adulto para a idade que o autor lhe deu. Ainda assim, foi um pequeno pormenor no meio de tantos outros que me agradaram sobremaneira.
Venham os próximos!

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A Cidade de Vidro

Para salvar a vida da mãe, Clary tem de ir à Cidade de Vidro, o lar ancestral dos Caçadores de Sombras – não a incomoda que a entrada nesta cidade sem autorização seja contra a Lei e que violá-la possa significar a morte. Piorando mais a situação, ela vem a saber que Jace não a quer lá e que Simon foi encarcerado na prisão pelos Caçadores de Sombras que suspeitam de um vampiro que tolera a luz do Sol. Ao tentar descobrir mais pormenores sobre o passado da sua família, Clary encontra um aliado no misterioso Sebastian. Com Valentine a reunir toda a força do seu poder para destruir de uma vez por todas os Caçadores de Sombras, a única possibilidade de estes o derrotarem é combater ao lado dos seus eternos inimigos. Mas podem os Habitantes do Mundo-à-Parte e os Caçadores de Sombras pôr de lado o seu ódio mútuo e aliarem-se? Embora Jace compreenda que está pronto a arriscar tudo por Clary, poderá ela utilizar os seus poderes recentes para ajudar a socorrer a Cidade de Vidro – custe o que custar? O amor é um pecado mortal e os segredos do passado provam ser letais quando Clary e Jace enfrentam Valentine no último volume da trilogia Os Instrumentos Mortais – obra que figura na lista de sucessos literários do New York Times.Caçadores de Sombras é o título da trilogia que começa com A Cidade dos Ossos, com uma fantasia urbana povoada por vampiros, demónios, lobisomens, fadas, e que é um autêntico romance de acção explosiva.

ISBN: 9789896570903 – Planeta / 2010 – 408 páginas


Depois de ter tido experiências muito positivas com os dois volumes anteriores, reservava muitas expectativas para o terceiro volume da série Caçadores de Sombras de Cassandra Clare. A Cidade das Cinzas foi um livro que me deixou com água na boca para saber mais desenvolvimento sobre o mundo de Jace, Clary e companhia e embora já tenha passado um ano desde que li o segundo volume (o tempo passa sempre incrivelmente depressa e nem damos por ele) ainda tenho muito presente os acontecimentos pendentes que esperava ver resolvidos neste novo volume da série. Recordo-me na altura que esperava que este A Cidade de Vidro ultrapassasse qualquer expectativa e que fosse “tudo o que esperava de um livro”. Talvez esta questão das expectativas seja na verdade algo traiçoeiro, mas a verdade é que acabei esta leitura com um sentimento de desilusão ténue. Quando penso neste livro, penso em acção, penso num bom enredo que não nos deixa adormecer mas esperava MUITO mais. Depois de um segundo livro que nos deixa boquiabertos com várias revelações, este seguimento parece-me um resfriado.
Além das expectativas elevadíssimas que tinha para este livro, também tenho que dizer que o meu entusiasmo tinha desaparecido um pouco devido a um spoiler inadvertido que vi postado na internet (sem qualquer aviso para a existência dele, já agora! I should beat the bastard that posted that! Argh.) E apesar de tentar ter feito com que este conhecimento não estragasse a minha leitura, acabou por diminuir um pouco o prazer que dela retirei e isso é algo que não consigo controlar racionalmente.
Esta é uma leitura agradável, que não nos deixa descansar: está sempre a pedir a atenção do leitor. Mas ainda assim não posso dizer que tenha sido um livro que me tenha deslumbrado. Tem acção, tem romance (tem respostas muito aguardadas que esperávamos obter neste volume e não mais tarde) mas ficou, para mim, a faltar a adrenalina, a paixão desenfreada, a intensidade que senti nos volumes anteriores.
O enredo está bem planeado com diversos twists muito interessantes e isso ajuda a que a leitura nunca se torne aborrecida. A autora conseguiu gerir muito bem o desenvolvimento do fio narrativo e escolheu bem as alturas em que deveria lançar num novo e tentador twist. Quanto às personagens confesso que Clary e Jace continuam a ser de interesse para mim mas não são nem de perto os meus favoritos, o que parece algo estranho sendo que a história se desenvolve em torno deles.  Mas de facto, assim é. Estou muito mais interessada com o desenvolvimento da personagem de Simon que me parece tão promissora e tem momentos tão deliciosos.
Esta é uma série que pretendo continuar a ler mas para a próxima, irei aproximar-me do livro com expectativas bem menos elevadas.

Pássaros Feridos

A Rainha Branca

A história do primeiro volume de uma nova trilogia notável desenrola-se em plena Guerra das Rosas, agitada por tumultos e intrigas. A Rainha Branca é a história de uma plebeia que ascende à realeza servindo-se da sua beleza, uma mulher que revela estar à altura das exigências da sua posição social e que luta tenazmente pelo sucesso da sua família, uma mulher cujos dois filhos estarão no centro de um mistério que há séculos intriga os historiadores: o desaparecimento dos dois príncipes, filhos de Eduardo IV, na Torre.

ISBN: 9789722630122 – Civilização Editora / 2010 – 448 páginas


A Guerra das Rosas foi um conjunto de batalhas que se estenderam entre os anos de 1455 e 1487 entre primos da mesma família real, cada um a lutar pelo seu ramo da família. As casas que se defrontaram foram a de Lancaster e a York, cujos emblemas eram uma rosa vermelha e uma rosa branca respectivamente. Edward IV, futuro Rei de Inglaterra acaba por conseguir levar os York ao trono, defendendo o estandarte da rosa branca e, a sua mulher Elizabeth Woodville, antes do casamento uma mera plebeia, ascende ao trono e vê-se repentinamente obrigada a lidar com as conspirações e os muitos perigos que a corte inglesa e o conflito contínuo entre primos representam.
A Rainha Branca foi a minha estreia com a autora de romances históricos Philippa Gregory. Apesar de já ter ouvido falar neste nome e alguns dos seus livros me terem chamado a atenção, nunca antes tinha tido oportunidade de pegar num livro dela.  Decidi pegar nesta série intitulada The Cousins’ War por me interessar por este período da História de Inglaterra. Aliás, interesso-me pela História desta nação de forma geral, mas A Guerra das Rosas – sendo um dos mais importantes eventos históricos do país, interessou-me particularmente.
O livro é escrito na perspectiva da Rainha, uma voz que nos mostra um lado diferente da corte, da vida que a família real leva e de todos os desafios que os governantes do país têm de enfrentar. Para além do enredo principal que nos conta a ascensão de Elizabeth e Edward ao trono de Inglaterra e como estes lidam com as rebeliões que se vão levantando ao longos dos tempos tentando tirá-los do poder, a autora explorou também o mistério do desaparecimento dos filhos de Elizabeth enquanto estavam a ser mantidos em clausura na Torre de Londres. Um mistério que, na vida real, nunca encontrou nenhuma resposta ou qualquer satisfação é trazido de novo à vida no universo ficcional de uma forma muito inteligente e que encaixa perfeitamente na cronologia dos acontecimentos narrativos.
Confesso que o que mais gostei neste livro foi mesmo o trabalho de pesquisa que existiu por trás da construção deste romance e adorei o pormenor da autora apresentar bibliografia no final, pois é muitas vezes o que falta noutros romances históricos para os mais curiosos e interessados : uma fonte não ficcional na qual podem ir buscar mais conhecimento que foi suscitado pelo livro. A escrita da autora é bastante fluída e convida a uma leitura activa e interessada. Não posso deixar de fazer notar, igualmente, a forma como a autora conjugou factos históricos com ficção e como manipulou todos esses elementos. Dando informação, conseguiu também enriquecer o enredo onde a História nos deixa com algumas brancas e lacunas sem explicação. A ficção, neste livro, é um complemento enriquecedor para os factos reais.
Por outro lado, tenho que deixar o apontamento: a tradutora do livro achou por bem traduzir tudo o que era nomes e com isso não consigo concordar e fez-me uma confusão enorme. Sei que costuma ser norma em Portugal, traduzir nomes de Reis e casas reais, mas a minha posição quanto à tradução de nomes mantém-se inalterável – não se devem traduzir nomes, não faz sentido.
Foi uma leitura agradável que me deixou com enorme vontade de continuar a série. Segue-se portanto, num futuro próximo, o segundo volume desta série promissora.

Lições de Sedução

O Segredo do Alquimista

Ben Hope é um soldado de elite com um passado trágico que se dedica a resgatar crianças raptadas.

Tudo começa quando Ben é contratado para descobrir um manuscrito que pode salvar uma criança moribunda. Trata-se de um documento que contém a fórmula da imortalidade, criada pelo eminente alquimista Fulcanelli, pseudónimo da personagem real, famoso autor de dois tratados de alquimia e cuja verdadeira identidade permanece obscura.

Ben Hope rapidamente percebe que a fórmula secreta é cobiçada por muitos, pelas piores razões… À medida que a sua pesquisa avança, vê-se enredado no tenebroso passado nazi e nas intenções obscuras de uma secreta irmandade moderna, a Glaudius Nomini, numa perigosa aventura que vai de Paris ao Langedoc, último reduto dos Cátaros, onde o segredo está escondido há séculos.

ISBN: 9789896571726 – Booket (Planeta Editora) / 2011 – 416 páginas


Ben Hope é contratado para encontrar um manuscrito bastante valioso, artefacto que se acredita encerrar nas suas palavras a fórmula para a vida eterna. Esta fórmula foi descoberta por um alquimista muito famoso chamado Fulcanelli que desapareceu misteriosamente há quase oitenta anos atrás sem deixar rasto. Com ele, levou apenas o seu segredo. Aquela que seria uma missão fácil à primeira vista torna-se o grande pesadelo de Ben Hope, que acaba por se ver envolvido neste mistério que rodeia Fulcanelli e o seu manuscrito secreto. A ser perseguido por todo o Sul da França por uma organização católica extremista com raízes na Inquisição, Ben tenta alcançar os objectivos da sua missão enquanto defende a vida da bela cientista Roberta que acabou por ser envolvida nesta confusão devido às suas pesquisas cientifícas. Esta é uma história que mistura religião, alquimia, muito mistério,  acção e ainda uma pitada de romance.

Gosto bastante de policiais e/ou livros de aventura com mistério à mistura. O Segredo do Alquimista encaixa perfeitamente nessa designação e embora não encoraje o hábito das comparações literárias, posso dizer que esta leitura soube-me bastante a um Dan Brown ou a um James Rollins.
De facto, estou até um pouco surpreendida. Não tinha muitas expectativas para esta leitura, pelo que peguei no livro sem saber o que esperar. Apenas tinha esperança que fosse uma história que agarrasse o meu interesse (como é quase garantido que todos os policiais o façam). Por isso mesmo, fiquei surpreendida quando fiquei grudada à história logo nos primeiros capítulos. Esta foi daquelas leituras a que eu posso chamar a leitura compulsiva ou leitura “lê-porque-não-existe-amanhã“. Isto porque peguei no livro e quando dei por mim já tinha lido metade das suas páginas! Quando olhei para a página em que ia nem quis acreditar. A escrita de Scott Mariani é muito cinematográfica e é com uma facilidade incrível que o leitor vê as cenas que o autor está a descrever no seu livro. Foi quase como estar a ver um filme a passar-me pelos olhos, à medida que virava as páginas. Essa, para mim, é uma qualidade importante num autor. Quando este nos consegue transportar para o seu mundo fictício com uma facilidade estonteante que até parece que estamos mesmo na primeira fila a assistir aos acontecimentos, quer dizer que ele foi bem sucedido a agarrar a nossa atenção e a manter-nos interessados até ao final. Digo na primeira fila porque certamente não gostaria de estar envolvida em tais perseguições e perigos. Não sei como reagiria. 😛

Já o enredo, achei particularmente interessante. A alquimia não é uma área que conheça muito e portanto foi interessante conhecê-la sob esta perspectiva. O autor conseguiu integrar bem a pesquisa que fez no seu enredo. Confesso que teve alguns contornos fantasistas que foi para mim difícil ajustar ao tipo de história que o autor estava a contar mas de qualquer forma foi um enredo que me deixou interessada até à última página. Os pontos fracos para mim podem-se resumir a dois pontos: primeiro, o facto de ser um tipo de história já muito explorada (um ex-soldado com traumas emocionais parte numa missão para descobrir um dos maiores segredos do mundo e entretanto no decurso dessa missão descobre uma beldade pela qual se apaixona irremediavelmente  no decurso da dita missão mas este insiste que esse amor não lhe trará nada de benéfico e quando tudo chega ao fim separam-se por algum tempo, até que este decide que ela era a mulher da sua vida e vivem felizes para sempre – até ver) e segundo, o óbvio aproveitamento de existirem mais livros na série para não desenvolver de forma mais extensa os personagens.

É óbvio que não estou muito entusiasmada em meter-me em mais outra série… mas confesso que poderia estar interessada em ler pelo menos a sequela. Veremos se a oportunidade surge. Foi uma leitura interessante, que me deu momentos de entretenimento mas que acabou por não me fascinou por aí além. Contudo, nunca se sabe o que o autor pode mostrar em outros livros. Por isso, mantenho a mente e as expectativas em aberto.

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