Aside

Novas experiências

Olá a todos!

Nem acredito que no entretanto já passaram 5 anos desde o último post que escrevi no Labirinto. O tempo passa a correr. Estou a escrever-vos para vos dizer que nestes 5 anos que passaram continuei a ler muito e a escrever sobre o que lia. Apenas não o fiz num blogue. No entanto, este ano voltei a ter necessidade de escrever mais – não apenas sobre os livros que leio, mas sobre as experiências que vivo, as viagens que faço e outros temas que me interessam sem me sentir “limitada” apenas às leituras que leio. É verdade que continuo a escrever maioritariamente sobre leituras, porque essa é uma das maiores paixões da minha vida e, por ser uma constante nos meus dias, não poderia deixar de a mencionar.

No entanto, a vida tem uma energia dinâmica, outros interesses tornam-se mais evidentes e seria tonto não aproveitar a oportunidade de escrever sobre todos e quaisquer interesses que surgem. Por isso mesmo, estou agora a dedicar o meu tempo a um outro blogue que criei chamado one chapter at a time.

O meu novo blogue é muito diferente do Labirinto dos Livros, portanto poderá não interessar a todos vocês que seguiam o meu trabalho neste blogue. No entanto, se quiserem seguir o meu novo formato, são mais que bem vindos.

Até já!

Mais um ano se passa.


(imagem retirada daqui)

Mais uma vez, quero deixar os votos para que o próximo ano vos traga muitas alegrias. Sorriam, sejam felizes e acima de tudo, aproveitem porque só temos esta vida e não temos mais nenhuma pelo que devemos fazê-la render. Sonhem muito e nunca esqueçam que as coisas importantes são aquelas que não conseguimos tocar (a não ser que estejamos a falar de livros, claro!).

Um feliz 2014 a todos!

Aquisições Outubro

Como Outubro é o mês dos meus anos, é sempre esperado que eu tenha mais uns livrinhos na lista para mostrar. E ainda bem que assim o é, porque infelizmente é muito raro receber livros. (Muito triste, eu sei). Toda a gente sabe que eu amo livros, mas são apenas as pessoas que gostam tanto de livros como eu, que mos dão. De qualquer forma, mesmo sem contar com as prendas, este mês foi mesmo recheado. E imaginem a minha felicidade. De facto, todos acabaram por ser prendas. Estou desejosa para ler todos. Só gostava de ter o tempo – eterno dilema de um amante de livros.

Estados de Espírito #40

Vivemos no tempo do imediato. Do momento. Do agora. A revolução tecnológica muito ajudou para que passássemos a viver a nossa vida a correr. A infância passa a correr, a adolescência parece que nunca mais acaba mas no esquema geral das coisas, é um pequeno ponto no horizonte. E a nossa vida adulta é feita de momentos que queremos agarrar. Andamos sempre a correr de um lado para o outro, a cabeça em mil coisas ao mesmo tempo. Vivemos no tempo do agora.
As redes sociais são uma realidade da nossa vida, hoje em dia. Já muita tinta correu sobre o facto de termos deixado entrar no nosso quotidiano estas redes. É com maior facilidade que partilhamos a nossa vida, os nossos momentos. É um hábito já partilharmos nem que seja uma frase, uma fotografia para ilustrar os momentos que tanto queremos guardar. Como em tudo, nós adaptámo-nos a esta nova realidade virtual.

O mercado dos livros tem evoluído ao longos dos anos e tem acompanhado a evolução dos tempos (como qualquer outra área de negócio, na verdade). E isso implica adaptar o mercado à realidade em que se vive hoje. Falo especialmente da adaptação das empresas às redes sociais, que é uma temática que me interessa sobremaneira, por estas redes fazerem parte integrante da nossa vida de forma óbvia. As empresas, regra geral, adaptaram-se todas às redes sociais como forma de se aproximarem do seu cliente e de terem um contacto mais “familiar” com este.
Sejamos francos – estas editoras que cultivam as suas páginas e redes sociais e outras plataformas online têm tudo a ganhar. Não só contactam mais com o cliente, há um contacto mais imediato. Chegam de forma mais rápida ao cliente, seja para publicitar novidades, passatempos, etc. A verdade é que muitas vezes o que as empresas não percebem é que o cliente é a alma da festa. Por isso, tratando de chegar ao cliente de forma mais rápida e eficiente, têm muito que ganhar com a situação.

É por este e por mais factores que defendo que as empresas devem apostar nas suas plataformas online como forma de conhecerem melhor o público ao qual estão a vender o seu produto. São muitos os exemplos que posso citar de uma boa adaptação e uma boa gestão das redes sociais por parte de empresas no mundo editorial. Mas, para muito espanto meu, também temos os maus e os muito maus. A ideia de falar nesta situação nesta rubrica surgiu quando contactei uma editora portuguesa via página facebook para perguntar se contavam publicar um x livro (uma editora que já me tinha respondido em ocasiões anteriores).

Contactei essa primeira vez, não me responderam. Perguntei uma segunda vez, não me responderam. Mas reparei que a página era frequentemente actualizada, com novidades literárias (quando é para vender estão sempre actualizados), com divulgação de um grande passatempo e então comecei a notar que já outras pessoas tinham feito perguntas do mesmo cariz da minha e não obtiveram qualquer resposta igualmente. À terceira vez que escrevi na página da editora, foi para dizer que lamentava o facto de eles ignorarem os seus leitores e que talvez me respondessem àquele reparo – o que não aconteceu, claro.

O que me incomoda nesta situação é o facto de eles obviamente serem activos nas redes sociais e não se dignarem nem sequer a reconhecer o interesse do cliente. A resposta para eles é ignorar o cliente. Isso é alguma política? O que é que eles têm a ganhar com a situação? Nada, a meu ver. Claro que eu sou apenas uma cliente e no esquema geral das coisas, eu bem podia gritar aos sete ventos a minha insatisfação que nada faria, mas esta situação irritou-me bastante, porque acredito que uma empresa se deve aproximar do cliente e, na medida do possível, criar uma relação amigável com os mesmos. Alienar assim os clientes não me parece de todo, uma política correcta.

A editora de que falo é uma chancela da Bertrand Editora, 11×17, que publica livros de bolso.

Sinceramente, se apenas utilizam as vossas páginas para divulgar novos livros, nem sequer tenham as respectivas páginas, porque as novidades também se descobrem por outras fontes. E se querem dar o passo seguinte, sejam um pouco mais ambiciosos e contactem com quem compra os vossos produtos. Têm tudo a ganhar quando tentam manter o público satisfeito.

(daqui)

[TAG] Alfabeto Literário

Adorei esta ideia da tag alfabeto literário e apesar de ter demorado algum tempo a fazer este post (preguiça tem destas coisas) aqui vai finalmente as minhas escolhas. Custou, mas foi.

O objectivo é encontrar na estante cinco livros que comecem pelas 5 letras escolhidas pela pessoa que te indicou. (Os artigos não contam; por exemplo, Os Jogos da Fome contam como J.). As letras que a Jojo, do Devaneios da Jojo escolheu para mim foram:

D L N U Q

D – Despertar da Magia, George Martin.

O que há para dizer sobre este livro? Desde que comecei a ler a série Game of Thrones, tenho ficado maravilhada a cada livro que leio. São todos viciantes e todos nos deixam com uma revelação ou outra que não estávamos à espera. Sem dúvida a melhor série de fantasia dos últimos tempos.

L – Loja dos Suicídios, Jean Teulé.

Este é um livro pequeno cheio de humor. Fala sobre uma família que tem uma loja que vende tudo o que é preciso para uma pessoa possa cometer suicídio. É um relato irónico e ao mesmo tempo cheio de humor. Gostei imenso de ler este pequenito livro, acho que está muito original e ainda nos arranca algumas boas gargalhadas.

N – Nome do Vento, Patrick Rothfuss.

No ano em que decidi voltar à fantasia, disseram-me que não podia deixar este livro, porque é um dos melhores do género que para aí anda. E sem dúvida que é um livro fantástico e que vale a pena ler. Foi uma viagem muito completa, com tudo o que um livro de fantasia podia pedir.

U – Uglies, Scott Westerfeld (este teve de ser mesmo em inglês, não encontrei nenhum em português que tenha lido).

Estava muito curiosa para ler esta série de Scott Westerfeld e apesar do livro não ter correspondido às expectativas, gostei imenso da ideia base do livro. Acho que está original e a forma como o autor desenvolveu este mundo está muito bem executada. É uma leitura agradável, com um público adolescente que nos mostra que a beleza não deve controlar a nossa existência.

Q – Queda dos Gigantes, Ken Follett.

Adorei este livro e adoro o autor. É fantástica a forma como ele mistura e ficção e nota-se, nos seus romances históricos, o grande trabalho de pesquisa que é necessário para construir um enredo tão extenso quanto é este do livro A Queda dos Gigantes. Este é o primeiro livro de uma trilogia que retrata o século XX no Mundo e é uma trilogia que me interessa muito, pela riqueza cultural que existe nesse período da existência humana. Ainda não tive oportunidade de ler o segundo volume, mas quero fazê-lo mal possa.

Queria agradecer à Jojo por me ter passado a tag e convido-vos a todos vós, a fazerem-na também. Ao início parece um pouco complicado de arranjar títulos, mas depois torna-se mais fácil e mais divertido.

Estados de Espírito #38

Todo e qualquer leitor tem as suas manias.
Alguns gostam de dobrar o canto das páginas para marcar o sítio onde estão, outros só gostam de livros de capa dura, uns gostam de cheiras as páginas e outros gostam é do cheiro a livro antigo e usado. Há manias para todo o gosto e eu também tenho as minhas. E não são poucas. Os meus livros por exemplo estão todos bem tratadinhos e gosto de os ver como novos na estante. Também gosto de livros usados, claro, mas aqueles livros que eu compro com o meu dinheiro, esses, gosto de os ver como novos, como investimento que são. Adoro livros de bolso e paperbacks, bem mais do que gosto dos livros de capa dura e adoroooooo o cheirinho a livro acabado de sair da gráfica.
Gosto mais de ler deitada, mas normalmente tenho sempre dificuldade em manter a mesma posição durante muito tempo, pelo que por vezes passo mais vezes às voltas a tentar encontrar uma posição confortável para ler do que a ler mesmo.
Adoro falar com os personagens tal como se eles me estivessem a ouvir e dou-lhes conselhos em voz alta quando acho que eles estão a ir por um caminho errado. Rio-me nos transportes públicos e portanto é normal que haja algumas pessoas que me achem maluquinha.
Quando vou a uma livraria, consigo passar horas só a olhar e a tocar os livros. É um dos meus passatempos favoritos, visitar a casa dos livros. Acho as livrarias universos fantásticos. Estão ali montes de histórias, montes de destinos decididos e estão ali milhares de personagens à espera para serem amadas e reconhecidas.
Quando entro num café e vejo outras pessoas a ler, adoro tentar descobrir o que estão a ler. Algumas das vezes sinto uma vontade incrível de falar com os colegas leitores e dizer-lhes “oh, já li esse livro e é fabuloso” ou então “que horror, esse livro é um suplício” ou ainda “recomenda esse livro? tenho tanta curiosidade, está na minha lista há anos…” .
Há ainda leitores que gostam de sublinhar os seus livros e confesso que essa mania a mim não me assiste, como dizia o outro. Contudo, os livros que leio para a faculdade estão cheios de post-its e notas e folhas lá enfiadas para dentro com notas.
Por outro lado, gosto de apontar quotes/citações  num caderno e é normal que quando esteja a ler em casa tenha sempre um caderninho e uma caneta ao meu lado para poder apontar alguma coisa que me chame à atenção.
Se existe adaptação cinematográfica de um livro que eu queira ler, não a vejo a não ser depois de ler o livro. Posso contar pelos dedos das mãos o número de filmes que vi sem antes ler o livro que lhe deu origem. É uma mania que me recuso a perder, pois para mim, é muito mais importante ler o livro primeiro.
Tenho uma lista de pessoas a quem acho seguro emprestar livros. Por já ter visto livros meus desaparecer no buraco negro que é a casa de outras pessoas, acabei por ganhar alguma aversão ao conceito de emprestar livros. E assim, criei “Book Stealers – A Lista Negra“. Tenham medo, muito medo de entrar nesta minha lista.

A lista de manias podia continuar indefinidamente, na verdade.

E vocês, têm alguma mania que considerem fora do vulgar? Contem-me tudo.

(daqui)

Estados de Espírito #37

Agora que estou de férias, tenho andado mais activa não só na Internet, mas na blogsfera. Tenho conseguido estar a par de mais coisas, ler mais opiniões e mais posts. E tenho dado por mim a ler muitos posts de aniversários de blogues. Já tinha notado que os meses de verão pareciam ser os favoritos para criar blogues e é fácil perceber porquê. É quando normalmente se está de férias e o tempo livre, o tédio e o ócio começam a martelar a nossa mente e a insistir que devemos arranjar algo com que ocupar o nosso tempo. O blogue apresenta uma perfeita solução para todos esses problemas.

Se, depois desse período, se consegue manter o blogue, já é uma questão diferente. Muitos desaparecem mas outros tantos florescem e mantém-se activos. E O Labirinto, sem ser nenhuma excepção também tem o seu aniversário no verão. Foi no 10 de Julho de 2011 que ele nasceu e sim, cá estamos nós 2 anos depois, ainda vivos e bem de saúde. Mais que um post de celebração, isto é para mim um motivo de orgulho. Nunca pensei gostar tanto de ter um blogue. Nem nunca esperei que a minha paciência desse para tanto, visto que eu sempre fui daquelas crianças que se aborrece com um brinquedo novo em 20 minutos.

Mas ter um blogue ajudou-me a criar hábitos de escritas e hoje em dia era impensável não o ter. Mas mais importante é que em 2 anos continuo a fazer isto por prazer. E isso é o que me deixa mais feliz ao pensar nestes dois últimos anos.

Portanto, obrigada a todos aqueles que me seguem há muito ou pouco tempo. Obrigada por passaram por aqui e ajudarem a manter o Labirinto vivo.

Já contamos 2 anos, mas serão muitos mais.

(daqui)

[TAG: 11 perguntas, 11 respostas]

A Chris, do blogue Diário da Chris, indicou-me para responder a esta tag e eu achei interessante, motivo pelo qual me encontro a responder à mesma.

As regras da TAG são:

  • Escrever 11 coisas sobre si próprio;
  • Responder a 11 perguntas atribuídas por quem o indicou;
  • Indicar 11 blogs;
  • Fazer 11 novas perguntas a quem indicamos;

Vou abster-me de indicar os 11 blogues, mas no final vou deixar a minha lista de perguntas e quem quiser aproveitar para responder, está à vontade. 😀

Onze factos sobre a minha pessoa:

  1. O meu signo astrológico é a balança. (We rock).
  2. A minha estação favorita é o Outono, quando ele existia.
  3. Se pudesse, todos os dias comia qualquer coisa doce.
  4. Gosto da praia, mas o rio ainda é melhor.
  5. Um dos meus cantores favoritos é o John Mayer.
  6. Sou muitas vezes tida como boba da corte. Vá-se lá perceber porquê.
  7. Uso aparelho nos dentes.
  8. Gosto mais de comprar livros em inglês.
  9. Sou temperamental.
  10. Adoro conduzir.
  11. Gosto de chamar nomes aos outros condutores parvos. 😀

Agora vamos às perguntas feitas pela Chris:

1. Qual o teu livro favorito?

Eu tenho vários, por sinal. Tenho vários livros que me marcaram ao longo da minha vida e que me marcaram em várias fases dela. De repente lembro-me do livro Book Thief de Markus Zusak. Também amei o A Doçura da Chuva da Deborah Smith. As Velas Ardem Até ao Fim de Sandór Marái, The Perks of Being a Wallflower de Stephen Chbosky. E por aí…

2. Se tivesses que escolher um personagem literário para ser o teu melhor amigo qual seria?

Isto é uma pergunta muito difícil. Com tantas personagens que já conheço, muitas delas que ficam no meu coração, nunca ponderei ter um melhor-amigo literário.

3. Se tivesses que escolher uma série para assistir para o resto da tua vida qual seria?

Tenho várias. Escolheria por exemplo New Girl, Friends ou ainda Gilmore Girls.

4. Se a tua casa estivesse a arder e só pudesses trazer três coisas o que trarias?

Traria o meu computador, o meu  Big Ben de louça e tantos livros quanto conseguisse carregar.

5. Quando visitas um blog qual é a coisa que mais gostas de encontrar?

O que mais aprecio num blogue é a criatividade e a marca especial do blogger que escreve no canto.

6. Quais os livros eleitos para ler este verão?

Bem, eu fiz uma lista ENORME de livros para ler este verão. Os escolhidos foram maioritariamente livros de séries que já acompanho ou séries que queria muito conhecer tal como Mortal Instruments. Falta saber se a vou conseguir cumprir, mas eu já aposto que não. 😀 Tenho livros que não quero mesmo deixar passar como 2 livros de George Martin e outro do Guillaume Musso. O resto, vou lendo à medida que a disposição permitir.

7. O que mais gostam de fazer durante o verão?

O que mais adoro no verão é sobretudo a oportunidade de me actualizar em tudo aquilo que eu gosto de fazer. Séries, filmes, livros. Seja o que for, é quando tenho realmente tempo para passar dias a ver filmes ou não fazer mesmo nada. Gosto de estar na varanda a apanhar sol, de ir ao cinema. Gosto dos jantares que tenho ao pôr-do-sol e gosto de ir à praia, gosto da sensação de entrar na água do mar gelada. Enfim, gosto de ter tempo livre para mim e para me mimar.

8. Qual o vosso gelado favorito?

Doce de leite, sem dúvida alguma. 😀

9. Qual o livro que vocês mais querem ver traduzido para português?

Adorava ver a série da Kresley Cole aqui, já que só saiu o primeiro livro e parece que não teve muito sucesso.

10. Se hoje te calhasse o euromilhões o que fazias?

Ia a correr para Londres, mas antes fazia escala nos Açores porque a viagem para Londres não fazia sentido ser feita apenas comigo.

11. O que gostariam de mudar no mundo?

Acho que o mundo nas suas tantas imperfeições acaba por encontrar uma espécie de equilíbrio. Contudo, creio que gostaria de encontrar mais justiça por aí fora.

Perguntas:

1. Já passaste por uma fase na tua vida em que não te tenha apetecido, de todo, ler?

2. Costumas utilizar os serviços das bibliotecas municipais?

3. Nomeia três personagens que não suportes, de maneira nenhuma.

4. Há alguma personagem com que te identifiques de forma especial?

5. O que é preferível quando estás a ler: chá, café ou nenhum dos dois?

6. Há alguma adaptação cinematográfica que estejas ansiosa para ver?

7. No verão costumas ler mais ou menos do que nas outras alturas do ano?

8. Há algum livro que gostasses de reescrever?

9. O melhor livro de 2013 até agora foi…

10. Qual é o livro que mais anseias que saia no segundo semestre de 2013?

11. Consideras-te uma pessoa ecléctica no que toca a gostos literários?

Estados de Espírito #36

Sinopse:

Esta é a história de uma leitora que dizia não gostar de fantasia. Há alguns anos atrás, deve ter tido qualquer experiência traumática que acabou por a estragar para o dito género literário e isso impediu que entrasse no mundo puro da fantasia. Contudo, rapidamente entrou para a terapia chamada blogue literário e lenta mas eficientemente conseguiu ultrapassar o trauma. Hoje em dia vive feliz numa casa cheia de livros e voltou a ler fantasia de forma saudável.

***

Como já devem ter percebido, esta é na verdade a minha história. Parece incrível mas é verdade. Eu passei realmente por uma experiência traumática com o género literário do fantástico. Queria apontar uma razão justificada para não gostar de fantasia, mas por muito que procure a minha memória, não consigo encontrar um episódio especial. Por isso mesmo não consigo definir em que ponto decidi que não queria nada com a fantasia. Isto até parece uma mentira, visto que sou uma leitora que nunca se negou a qualquer tipo de género literário. E analisando as minhas leituras enquanto miúda e adolescente, parece falacioso dizer que não gosto de fantasia. Como toda a gente li o Harry Potter e foi uma das melhores séries que alguma vez tive a oportunidade de ler. Na verdade, eu cresci com o Harry Potter. Os livros dele acompanharam-me desde o início da adolescência até ao último ano do secundário. Por isso, como posso dizer que não gostava de fantasia naquela altura?

É por isso que crescer é uma experiência tão emocionante e elucidativa. Porque erramos e aprendemos com os nossos próprios erros e com a nossa estupidez.
Na verdade, creio que fui um pouco injusta com este género literário. Fechei-me às experiências que ele poderia oferecer-me e acabei por julgar um género por alguma experiência menos boa que tive. E isso impediu-me, durante anos, de arriscar ler livros que faziam parte deste género.

A missão “recuperar a Filipa para o mundo da fantasia” foi um processo um pouco doloroso e compreendeu vários estágios de evolução.

A primeira fase deste processo foi a negação, como em todos os processos traumáticos. Se fosse preciso, eu proclamava que a fantasia era o pior género literário à face da Terra. Argumentos como “não consigo passar das 50 páginas, é uma tortura física” foram utilizados muitas vezes ao longo dos anos. Até ao momento em que deixei de poder usar isso como desculpa plausível. Esta primeira fase aconteceu simultaneamente com a segunda, a raiva. Ao mesmo tempo que não queria ler fantasia porque não gostava, enraivecia-me o facto de ler todos os géneros menos este, pois se há coisa de que sempre me orgulhei foi de ler um pouco de tudo. Para isso, é preciso ter espírito aberto. Exactamente o que eu não tinha na altura (pelo no que toca a este assunto).

A terceira fase, a da negociação, aconteceu de forma algo subtil, devo dizer. Recordo-me perfeitamente de como começou esta fase. Depois da total negação em familiarizar-me com este género, de um momento para o outro, comecei a ler sinopses que me interessavam, de uma maneira ou de outra. Nunca arriscando muito, acabei por abrir-me à experiência da fantasia. O primeiro livro que comprei e que veio mudar definitivamente o rumo do meu processo de recuperação foi o Aprendiz de Assassino da Robin Hobb. Nunca perdi o receio que o livro me pudesse desiludir mas quando finalmente o decidi ler, a experiência surpreendeu-me bem mais do que estava à espera.
Esta foi talvez a fase que durou mais tempo. Aos poucos, quase sem se notar, fui comprando mais livros de fantasia. Fui pegando neles, fui espreitando as narrativas e voltei a redescobrir algo que tinha andado escondido por muito tempo. Digamos que fui mergulhando aos poucos no universo fantástico e fui de certa forma, perdendo o receio de comprar, de ler e de experimentar fantasia. Digamos que acabei por saltar a quarta fase e passei logo para a última fase do processo.

Mas antes de falar do último passo que dei nesta missão, quero falar sobre o momento derradeiro em que me apercebi que não podia voltar a dizer que não gostava de fantasia. Foi quando comecei o meu Desafio aos Leitores. Isto porquê? Porque sendo a fantasia um género muito apreciado e inclusive, o género literário favorito de muita gente, era óbvio que isso se iria revelar não só nas sugestões, mas igualmente nas derradeiras votações e decisões. Isso obrigou-me, de forma absoluta, a sair da minha zona de conforto e obrigou-me a ler mais fantasia, mais vezes. Obrigou-me a estar mais consciente de livros maravilhosos que estava a perder por ser teimosa ou por não querer abrir os meus horizontes. Mas, agora que o fiz e agora que pretendo fazê-lo mais vezes, abracei a última fase do meu processo de reabilitação e cheguei à aceitação.

Daí que, depois de todas as experiências bem-sucedidas que tive não só neste ano mas também no anterior, posso dizer que estou rendida ao género. E nunca mais poderei dizer ou utilizar argumentos que estão velhos e estragados, fora de validade. Ainda que não me possa considerar uma verdadeira fã do género, estou a conhecer universos que são fantásticos em vários sentidos e não apenas em género. Mais, estou a encher a minha lista para ler de livros que fazem parte do género e se há uma coisa que é positiva no meio disto tudo, além da óbvia vantagem de abrir os meus horizontes e ler realmente de tudo o que existe em termos de géneros literários, é que estou a descobrir coisas maravilhosas pela primeira vez. E isso é uma das melhores sensações do mundo.

Portanto, esta é a história de como me converti à fantasia. À laia de conclusão, permitam-me dizer – eu sou a Filipa e não consigo parar de ler livros de fantasia.

(daqui)

Estados de Espírito #35

A altura da Feira do Livro de Lisboa é sempre a loucura para mim. A altura em que o raciocínio fica toldado e em que o bom-senso financeiro é jogado à rua. Todos os anos, no final da Feira, faço um balanço e prometo a mim mesma que para o próximo ano tenho que ponderar melhor, ver mais, comprar menos. Quem se começou a rir ainda antes de ter acabado de ler esta última frase está perdoado. Não vos levo a mal, prometo! 😀
A verdade é que passam os anos e todos os anos o resultado é o mesmo. Sinceramente, acabo por não me preocupar tanto conforme os anos vão passando. Visto que é na verdade um dos poucos períodos do ano em que realmente perco a cabeça e faço compras mais impulsivas. E já que é tão poucas vezes ao ano que tal ocorrência se dá, que se possa afirmar que se faz as coisas em grande!
Ainda que algumas compras não sejam para meu usufruto directo, o nível de alegria e satisfação não é menor por isso. Por isso, o balanço que faço da 83ª edição da Feira do Livro de Lisboa no Parque Eduardo VII, é este:

A minha fortuna vai toda para o mesmo sítio 😛

Ainda que não chegue aos calcanhares da SdE, o grupo Porto Editora também não se pode queixar.

Como podem ver, tenho aqui leituras para mais de um mês. (E ainda houve dois livros que ficaram aqui a faltar na fotografia). Se sou uma leitora feliz? Sou, claro. Como poderia não ser, com tantos livros que trouxe para casa? Se me arrependo? Não, claro que não. Aliás, no próximo ano lá estarei a fazer das minhas novamente. Se eles entretanto não se lembrarem de acabar com a FLL, também. Quanto tempo vou demorar a ler estes livros? Ah, pois… aí reside o cerne da questão. Provavelmente daqui a 4 anos ainda terei alguns destes livros em lista de espera.  Então porque é que compras se sabes que vais demorar tanto tempo a lê-los? Não sei, podemos sempre perguntar à minha voz interior, aquela que quando vê um livro desata a gritar – “vá, tu sabes que me queres, leva-me”.  É uma condição sem cura. Felizmente ou infelizmente, já não sei o que diga. Gostavas de ter comprado mais livros? Sim claro, ainda vi lá outros que chamaram por mim, mas graças aos santinhos houve algo que me parou. Se existisse mais oferta de livros em inglês, provavelmente não diria a mesma coisa, porque aí ninguém me parava. É esta a altura em que agradeço só a Fnac e a Bertrand terem uma oferta assim mais ou menos jeitosa de livros em inglês?
Enfim, reflexões sem fim à parte, como sempre passei óptimos períodos de tempo nesta feira, não só a comprar livros como também a rever pessoal conhecido e a conhecer novo pessoal (incluindo a autora Dorothy Koomson, um dos melhores momentos da feira deste ano).
Passei muitos momentos de risota e são estes os momentos que vale a pena recordar, com pessoas que tão bem percebem o prazer de passar tardes rodeada de livros por todo o lado.
Venha a próxima edição!