De Malibu, Com Amor

Quando o detective privado das estrelas de cinema, Mac Reilly, ouve o grito de uma mulher a sobrepor-se ao ruído das ondas a rebentar, a sua vida altera-se para sempre. Uma bela mulher perturbada envergando apenas um negligée preto de renda à porta de uma fabulosa casa de praia aponta-lhe uma arma.
Mac escapa à bala, mas por pouco. Quem é aquela mulher? Dias depois já desapareceu e a Smith & Wesson com que quase o matou aparece no carro dele.
Praticamente ao mesmo tempo, Allie Ray, estrela do grande ecrã e namoradinha da América, desaparece também. As duas mulheres estão relacionadas e Mac vê-se de repente envolvido numa teia de enganos. Vai precisar de ajuda para conseguir apurar toda a verdade.
É aqui que entra em cena Sunny Alvarez. Sunny e Mac têm uma relação marcada por alguns arrufos. Ultimamente, muitos arrufos. Mas agora ele precisa dela mais do que nunca.
Juntos iniciam uma perseguição que os levará da Califórnia do Sul até às praias do México, das ruas de Roma até às zonas rurais de França. Mantêm-se um passo atrás de um assassino esquivo e um passo à frente de uma actriz que só quer desaparecer…
Com as descrições, reviravoltas no enredo e personagens irresistíveis que são a imagem de marca de Elizabeth Adler, De Malibu, com Amor é suspense no seu melhor.
Em Malibu, Mac Reilly é um especialista em crimes relacionados com o mundo do cinema. No entanto, o detetive certamente não esperava deparar com uma mulher em negligée preto a apontar-lhe uma arma. Assim que se esquivou da bala, a desconhecida fugiu. Quem poderia ser aquela beldade misteriosa? Ao mesmo tempo, é anunciado o desaparecimento de Allie Ray, estrela de cinema, querida da América. Mac está convencido de que os dois casos se encontram relacionados… Mas como prová-lo? Para o ajudar, conta com a sua noiva eterna, a sublime Sunny Alvarez. Ambos irão envolver-se numa investigação que os leva da Califórnia às praias do México, das ruas de Roma ao interior da França em busca de um assassino e de uma atriz que quer a todo o custo recuperar o anonimato…

ISBN: 9789897260087 – Quinta Essência (Leya) / 2012 – 352 páginas


 

De Malibu, Com Amor é um livro que marca um novo quarteto da autora Elizabeth Adler. Tenho acompanhado os lançamentos desta autora e fico contente que continuem a publicar os romances dela, que oferecem entretenimento e são leituras leves perfeitas para acompanhar o verão. Em vez de termos uma sinopse, temos praticamente um resumo da obra pelo que não vale a pena estar a repetir as mesmas coisas na minha opinião só porque sim. Por isso mesmo, começo por dizer que já sabia muito bem o que esperar deste livro. Esperava um livro com muito mistério e muito romance à mistura e foi isso mesmo que encontrei. Já descobri que os livros desta autora são perfeitos para mim quando estou a precisar de ler coisas leves, que me ocupem a cabeça por alguns momentos sem puxar muito por mim. São leituras muito fáceis, com uma escrita simples mas ainda assim muito agradável. Para quem gosta de policiais mas gosta de ver também acompanhar uma história de amor, esta é a combinação perfeita. São livros que se devoram num instante e apesar de nunca chegarem, para mim, a ser leituras extraordinárias, conseguem sempre atingir as minhas expectativas: que é passar uns bons momentos na companhia de um livro que descreve boa comida, boas paisagens e um mistério interessante.
Tendo já lido todos os livros anteriores da autora não posso dizer que este Malibu seja dos meus favoritos. De facto, está bem longe de ser o meu favorito. O enredo é simples, com as habituais reviravoltas de um policial mas os personagens é que não me deixaram de todo convencida. MacReilly parece uma personagem interessante e com espaço para progredir ao longo dos restantes três livros, mas já a Sunny provocou-me alguma urticária, com aqueles acessos de mesquinhice, de birras de criança. O romance dele também não chegou a passar do morno/frio, pelo que nessa vertente este livro não foi nada de especial. Já a Allie, é outro caso. Gostei bastante da personalidade dela e parecia promissora na sua descoberta pessoal em França, mas acabou por me desiludir com aquele final.
Em suma, sinto que não há muito mais a dizer sobre este livro: é uma leitura que nos entretém e que nos deixa a babar com as descrições das paisagens e cenários paradisíacos. Mas se queremos algo mais que isto, talvez este não seja o livro indicado. Para mim, estas leituras continuam a resultar em certos momentos da minha vida e em certas disposições pelo factor de entretenimento e por serem histórias com contornos mais simples e mais românticos.

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Percy Jackson e o Mar dos Monstros

O ano de Percy Jackson foi surpreendentemente calmo. Nenhum monstro se atreveu a colocar os pés no campus da sua escola em Nova Iorque. Mas quando um inocente jogo do mata entre Percy e seus colegas se transforma numa disputa mortal contra um grupo de gigantes canibais, as coisas ficam… digamos, complicadas. E a inesperada chegada da sua amiga Annabeth traz mais más noticias: as fronteiras mágicas que protegem a Colónia dos Mestiços foram envenenadas por um inimigo misterioso e, a menos que encontrem uma cura, o único porto seguro dos semideuses tem os seus dias contados. Nesta emocionante e divertida continuação da série iniciada com Os Ladrões do Olimpo, Percy e seus amigos precisam se aventurar no mar dos Monstros para salvar a Colónia dos Mestiços. Antes, porém, o nosso herói descobrirá um chocante mistério sobre sua família — algo que o fará questionar se ser filho de Posídon é uma honra ou simplesmente uma piada de mau gosto.

ISBN: 9789724619958 – Casa das Letras (Leya) / 2010 – 249 páginas


Depois de ter lido sofregamente o primeiro volume da série Percy Jackson, saltei imediatamente para o segundo, com a certeza que este livro me iria oferecer uma dose generosa de acção e entretenimento. Não estava enganada. Neste segundo volume da série, Percy começa a ter sonhos estranhos com o seu amigo e ex-protector Grover, que tinha partido numa demanda perigosa à procura do Deus Pan. Percy acha que o seu amigo pode estar em perigo de vida e quando este retorna com Annabeth e o seu amigo introvertido da escola, Tyson, à colónia, (que está a passar por uma fase de perigo também com a destruição da árvore que mantinha vivas as barreiras de protecção mágicas) estes decidem ir numa demanda também: salvar Grover e encontrar aquilo que permitirá salvar o campo a que chamam de lar. Contudo, isto implica que eles têm que passar pelo Mar dos Monstros e essa será uma tarefa nada fácil para estes heróis.
Este foi mais um livro que adorei. Não me quero repetir muito com os elogios que já dei ao autor, aquando escrevi a minha opinião sobre o livro Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo. O que é importante salientar neste volume é que a escrita do autor continua viciante, fluída e incrivelmente agradável. É como se mergulhássemos neste universo mitológico e não conseguíssemos voltar à tona para respirar. Até agora, tenho constatado que estes são livros que se lêem compulsivamente e que se devoram em muito pouco tempo. Embora sejam virados para um público mais jovem, não posso deixar de me sentir mágica e heróica quando entro neste mundo e quando acompanho as aventuras de Percy.
Quanto às personagens, os meus elogios e também as minhas críticas mantêm-se. Acho que o autor explora bem os personagens e neste volume claramente deu-se mais espaço a Annabeth para ela crescer. Contudo, continuo a achar que o relato de Percy é demasiado adulto para a idade que ele tem (já fez os 13 anos neste segundo volume). Ainda assim, é muito fácil o leitor esquecer-se da idade do protagonista quando está embrenhado na sua leitura e talvez possa assumir que isso não é um pormenor tão importante. Pelo menos não estraga a experiência da leitura, mas ainda assim, esperava mais consistência.
O livro acaba de uma forma fantástica, com um twist maravilhoso e que me deixou com vontade de ir a correr ler o terceiro livro (óbvio que fiz isso mesmo e encontro-me de momento a lê-lo). O autor, até agora, soube explorar bem os acontecimentos e creio que é muito inteligente a forma com que ele tem manipulado o enredo para que cada livro pareça melhor que o outro.
Posso dizer que estou sinceramente viciada neste universo do Olimpo e dos Deuses e vou continuar a ler a série com muito entusiasmo.

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Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo

Percy Jackson está prestes a ser expuso do colégio interno…novamente.E esse é o menor dos seus problemas.Ultimamente, criaturas fantásticas e os deuses do Olimpo parecem estar a sair das páginas de mitologia para entrarem na sua vida.E o pior de tudo é que ele parece ter enfurecido alguns deles.O raio-mestre de Zeus foi roubado e Percy é o principal suspeito.
Agora, Percy e os seus amigos têm apenas dez dias para encontrar e devolver o símbolo do poder de Zeus e restabelecer a paz no Olimpo.Para o conseguir terá de fazer bem mas do que descobrir o ladrão: terá de enfrentar o pai que o abandonou, resolver o enigma do Oráculo e desvendar uma traição mais ameaçadora e poderosa do que os próprios deuses.

ISBN: 9789724619378 – Casa das Letras (Leya / 2010 – 331 páginas


 Já tinha Percy Jackson debaixo de olho como possível leitura futura, mas foi graças a uma amiga que me emprestou o primeiro volume para eu ler que comecei esta série mais cedo que mais tarde. Esta minha amiga tem um bom faro para estas recomendações que me faz ou melhor dizendo, sabe sempre em que momentos deve estragar o meu plano de leituras tão bem organizado. E assim acabei por me embrenhar nesta aventuras do Olimpo, sem saber o que me esperava.
A premissa do livro é simples: Percy Jackson é um jovem que tem problemas na escola. Tira péssimas notas, arranja sempre confusão, tem deficit de atenção, é hiperactivo, disléxico e acaba sempre por ser expulso dos colégios internos onde a sua mãe o inscreve. Percy sente-se como um alien, deslocado do mundo em que está a viver e a realidade não se lhe afigura muito feliz e estimulante. E um dia, tudo isso muda com o conhecimento recém adquirido de que há algo diferente e excitante que se esconde sob o véu desta que achamos ser a nossa realidade. Percy descobre que é metade humano e metade Deus, descobre que é filho de um grandes Deuses do Olimpo e mais chocante que isso, descobre que Zeus suspeita que tenha sido Percy que tenha roubado a arma mais poderosa do Olimpo: o raio de Zeus. Percy, que apenas agora está a descobrir que afinal não é uma criança com problemas de atenção ou hiperactividade, mergulha neste novo mundo estranho mas que lhe finalmente lhe mostra que ele tem sido a que pertence, como nunca antes tinha sentido.
A escrita do autor Rick Riordan é incrivelmente viciante, é o primeiro aviso que faço a futuros leitores desta série. Eu devorei este livro em pouco mais de um dia e nem conseguia tirar os olhos das páginas do livro, tal era a ânsia de saber mais, de ler mais, de devorar mais. Este é um mundo imaginário que nos mantém cativos, sedentos de mais e é incrivelmente rico em imagens. É, sem qualquer dúvida, um mundo fantástico e rico em acção e entusiasmo.
Para além da escrita viciante que nos deixa completamente grudados às páginas de aventuras de Percy e companhia, temos toda aquela envolvente mitológica, que para quem gosta, é uma delícia. Viver no mundo do Olimpo, rodeado de Deuses poderosos, cada qual com as suas características próprias é simplesmente delicioso! (Este adjectivo parece-me realmente apropriado). Adorei entrar neste mundo da Grécia Antiga, adorei enriquecer a minha cultura geral mitológica, ainda que esta estivesse envolvida com o mundo ficcional que o autor criou para os propósitos desta série. As descrições do Olimpo, do universo de Hades… enfim, de todo o universo mitológico deixaram-me a querer mais e mais. O autor conseguiu dar uma nova perspectiva à existência destes Deuses que não acharia possível. Trouxe-os à vida de uma forma enérgica e muito interessante, com twists que deixam os leitores cativos da sua narrativa.
Para o momento, serviu como perfeito encaixe para a minha disposição. Um livro que me agarrasse, que me entretivesse e que me deixasse a salivar por mais.
O único ponto menos positivo deste primeiro volume prende-se com a caracterização dos personagens mais novos. Tendo em conta que Percy Jackson neste volume tem 12 anos de idade, esperava uma narrativa menos introspectiva, ou pelo menos um pouco mais leve. Parece-me que o relato de Percy é demasiado adulto para a idade que o autor lhe deu. Ainda assim, foi um pequeno pormenor no meio de tantos outros que me agradaram sobremaneira.
Venham os próximos!

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A Cidade de Vidro

Para salvar a vida da mãe, Clary tem de ir à Cidade de Vidro, o lar ancestral dos Caçadores de Sombras – não a incomoda que a entrada nesta cidade sem autorização seja contra a Lei e que violá-la possa significar a morte. Piorando mais a situação, ela vem a saber que Jace não a quer lá e que Simon foi encarcerado na prisão pelos Caçadores de Sombras que suspeitam de um vampiro que tolera a luz do Sol. Ao tentar descobrir mais pormenores sobre o passado da sua família, Clary encontra um aliado no misterioso Sebastian. Com Valentine a reunir toda a força do seu poder para destruir de uma vez por todas os Caçadores de Sombras, a única possibilidade de estes o derrotarem é combater ao lado dos seus eternos inimigos. Mas podem os Habitantes do Mundo-à-Parte e os Caçadores de Sombras pôr de lado o seu ódio mútuo e aliarem-se? Embora Jace compreenda que está pronto a arriscar tudo por Clary, poderá ela utilizar os seus poderes recentes para ajudar a socorrer a Cidade de Vidro – custe o que custar? O amor é um pecado mortal e os segredos do passado provam ser letais quando Clary e Jace enfrentam Valentine no último volume da trilogia Os Instrumentos Mortais – obra que figura na lista de sucessos literários do New York Times.Caçadores de Sombras é o título da trilogia que começa com A Cidade dos Ossos, com uma fantasia urbana povoada por vampiros, demónios, lobisomens, fadas, e que é um autêntico romance de acção explosiva.

ISBN: 9789896570903 – Planeta / 2010 – 408 páginas


Depois de ter tido experiências muito positivas com os dois volumes anteriores, reservava muitas expectativas para o terceiro volume da série Caçadores de Sombras de Cassandra Clare. A Cidade das Cinzas foi um livro que me deixou com água na boca para saber mais desenvolvimento sobre o mundo de Jace, Clary e companhia e embora já tenha passado um ano desde que li o segundo volume (o tempo passa sempre incrivelmente depressa e nem damos por ele) ainda tenho muito presente os acontecimentos pendentes que esperava ver resolvidos neste novo volume da série. Recordo-me na altura que esperava que este A Cidade de Vidro ultrapassasse qualquer expectativa e que fosse “tudo o que esperava de um livro”. Talvez esta questão das expectativas seja na verdade algo traiçoeiro, mas a verdade é que acabei esta leitura com um sentimento de desilusão ténue. Quando penso neste livro, penso em acção, penso num bom enredo que não nos deixa adormecer mas esperava MUITO mais. Depois de um segundo livro que nos deixa boquiabertos com várias revelações, este seguimento parece-me um resfriado.
Além das expectativas elevadíssimas que tinha para este livro, também tenho que dizer que o meu entusiasmo tinha desaparecido um pouco devido a um spoiler inadvertido que vi postado na internet (sem qualquer aviso para a existência dele, já agora! I should beat the bastard that posted that! Argh.) E apesar de tentar ter feito com que este conhecimento não estragasse a minha leitura, acabou por diminuir um pouco o prazer que dela retirei e isso é algo que não consigo controlar racionalmente.
Esta é uma leitura agradável, que não nos deixa descansar: está sempre a pedir a atenção do leitor. Mas ainda assim não posso dizer que tenha sido um livro que me tenha deslumbrado. Tem acção, tem romance (tem respostas muito aguardadas que esperávamos obter neste volume e não mais tarde) mas ficou, para mim, a faltar a adrenalina, a paixão desenfreada, a intensidade que senti nos volumes anteriores.
O enredo está bem planeado com diversos twists muito interessantes e isso ajuda a que a leitura nunca se torne aborrecida. A autora conseguiu gerir muito bem o desenvolvimento do fio narrativo e escolheu bem as alturas em que deveria lançar num novo e tentador twist. Quanto às personagens confesso que Clary e Jace continuam a ser de interesse para mim mas não são nem de perto os meus favoritos, o que parece algo estranho sendo que a história se desenvolve em torno deles.  Mas de facto, assim é. Estou muito mais interessada com o desenvolvimento da personagem de Simon que me parece tão promissora e tem momentos tão deliciosos.
Esta é uma série que pretendo continuar a ler mas para a próxima, irei aproximar-me do livro com expectativas bem menos elevadas.

Pássaros Feridos

A Rainha Branca

A história do primeiro volume de uma nova trilogia notável desenrola-se em plena Guerra das Rosas, agitada por tumultos e intrigas. A Rainha Branca é a história de uma plebeia que ascende à realeza servindo-se da sua beleza, uma mulher que revela estar à altura das exigências da sua posição social e que luta tenazmente pelo sucesso da sua família, uma mulher cujos dois filhos estarão no centro de um mistério que há séculos intriga os historiadores: o desaparecimento dos dois príncipes, filhos de Eduardo IV, na Torre.

ISBN: 9789722630122 – Civilização Editora / 2010 – 448 páginas


A Guerra das Rosas foi um conjunto de batalhas que se estenderam entre os anos de 1455 e 1487 entre primos da mesma família real, cada um a lutar pelo seu ramo da família. As casas que se defrontaram foram a de Lancaster e a York, cujos emblemas eram uma rosa vermelha e uma rosa branca respectivamente. Edward IV, futuro Rei de Inglaterra acaba por conseguir levar os York ao trono, defendendo o estandarte da rosa branca e, a sua mulher Elizabeth Woodville, antes do casamento uma mera plebeia, ascende ao trono e vê-se repentinamente obrigada a lidar com as conspirações e os muitos perigos que a corte inglesa e o conflito contínuo entre primos representam.
A Rainha Branca foi a minha estreia com a autora de romances históricos Philippa Gregory. Apesar de já ter ouvido falar neste nome e alguns dos seus livros me terem chamado a atenção, nunca antes tinha tido oportunidade de pegar num livro dela.  Decidi pegar nesta série intitulada The Cousins’ War por me interessar por este período da História de Inglaterra. Aliás, interesso-me pela História desta nação de forma geral, mas A Guerra das Rosas – sendo um dos mais importantes eventos históricos do país, interessou-me particularmente.
O livro é escrito na perspectiva da Rainha, uma voz que nos mostra um lado diferente da corte, da vida que a família real leva e de todos os desafios que os governantes do país têm de enfrentar. Para além do enredo principal que nos conta a ascensão de Elizabeth e Edward ao trono de Inglaterra e como estes lidam com as rebeliões que se vão levantando ao longos dos tempos tentando tirá-los do poder, a autora explorou também o mistério do desaparecimento dos filhos de Elizabeth enquanto estavam a ser mantidos em clausura na Torre de Londres. Um mistério que, na vida real, nunca encontrou nenhuma resposta ou qualquer satisfação é trazido de novo à vida no universo ficcional de uma forma muito inteligente e que encaixa perfeitamente na cronologia dos acontecimentos narrativos.
Confesso que o que mais gostei neste livro foi mesmo o trabalho de pesquisa que existiu por trás da construção deste romance e adorei o pormenor da autora apresentar bibliografia no final, pois é muitas vezes o que falta noutros romances históricos para os mais curiosos e interessados : uma fonte não ficcional na qual podem ir buscar mais conhecimento que foi suscitado pelo livro. A escrita da autora é bastante fluída e convida a uma leitura activa e interessada. Não posso deixar de fazer notar, igualmente, a forma como a autora conjugou factos históricos com ficção e como manipulou todos esses elementos. Dando informação, conseguiu também enriquecer o enredo onde a História nos deixa com algumas brancas e lacunas sem explicação. A ficção, neste livro, é um complemento enriquecedor para os factos reais.
Por outro lado, tenho que deixar o apontamento: a tradutora do livro achou por bem traduzir tudo o que era nomes e com isso não consigo concordar e fez-me uma confusão enorme. Sei que costuma ser norma em Portugal, traduzir nomes de Reis e casas reais, mas a minha posição quanto à tradução de nomes mantém-se inalterável – não se devem traduzir nomes, não faz sentido.
Foi uma leitura agradável que me deixou com enorme vontade de continuar a série. Segue-se portanto, num futuro próximo, o segundo volume desta série promissora.

Lições de Sedução

Os Filhos da Liberdade

Os Filhos da Liberdade conta a história de um grupo de adolescentes que fez parte de uma Brigada da Resistência durante a Segunda Guerra Mundial. O que unia estes jovens, de diferentes idades e nacionalidades, era a crença inabalável de que valia a pena lutar pela liberdade, e que um dia a primavera voltaria a despontar. Operando em Toulouse, este grupo conseguiu resistir às forças nazis, às milícias locais e aos colaboradores franceses. Rodeados por inimigos invisíveis e omnipresentes, estes jovens não se podiam sequer dar ao luxo de se apaixonarem – pois, caso fossem apanhados, esse amor podia ser usado contra eles… Vivendo em circunstâncias extremas, aprenderam em cada dia a desfrutar da vida ao máximo: a rir, mesmo rodeados de tragédia; a ser generosos, mesmo quando não tinham nada para dar; e a apaixonar-se, apesar de todos os riscos. Pois não se consegue matar o espírito humano enquanto a esperança estiver viva. Este romance emocionante e comovente é baseado numa história real: a 35.ª Brigada, composta por vários jovens imigrantes dispostos a combater por França e pela liberdade, existiu. Um dos seus membros era o pai de Marc Levy; o seu nome de código era «Jeannot».

ISBN: 9789722524407 – 11×17 (Bertrand) / 2012 – 353 páginas


França encontra-se quase engolida pela presença nazi nos seus territórios durante o período da Segunda Guerra Mundial.  Estes aterrorizam qualquer pessoa que eles considerem como sendo estrangeiro, sem qualquer piedade e muitos deles são torturados e enviados para os campos de concentração na nação alemã. O terror e o perigo estão em qualquer lado, amigos viram inimigos na ânsia da sobrevivência e as lealdades são testadas a todo o minuto. Mas em toda a França há pequenos núcleos que não se contentam apenas com a sobrevivência, eles preocupam-se com a vida e ainda mais com a liberdade. São os movimentos de Resistência que nunca deixam de ter esperança num futuro melhor e mais sorridente. Mas para os nazis, são terroristas que apenas pretendem perturbar a ordem pública. Estas brigadas resistentes vivem na clandestinidade, com a ajuda de mãos amigas aqui e acolá e que tentam dar esperança aos que não têm forças para lutar. Mas estas brigadas resistentes são muitas vezes constituídas por adolescentes, que mal tiveram tempo de crescer e que já lutam pelas suas existências e pelos seus futuros. Lutam pelos camaradas e lutam pelo país que os abrigou.

É necessária uma verdadeira tomada de consciência para percebermos que estamos vivos.

Este é já o terceiro livro de Marc Levy que leio e estando normalmente habituada ao seu tom leve e brincalhão, aos seus romances doces e esperançosos,  apercebi-me logo que este livro iria ter um tom muito diferente e muito mais sério do que aquilo que até então conhecia do autor francês. De facto, Os Filhos da Liberdade é uma obra com mais peso emocional e tem também o seu quê de trágico. Quando pensamos em adolescentes a lutarem pelo seu direito de viver em liberdade (sem receio de represálias pela sua religião ou tom de pele, etc.) é inevitável que esta imagem se contorne de sentimentos dramáticos. Por outro lado, a obra é escrita na primeira pessoa como um longo relato dirigido a um alguém futuro que irá ler estas palavras e que irá experienciar em primeira mão todos os acontecimentos deste jovem que se intitula Jeannot, membro pertencente da Brigada de Resistência. É patente a proximidade que se estabelece entre leitor e o escritor desse relato. E isso torna o dito relato incrivelmente mais pessoal.

A história que Jeannot nos conta é emocional, pesada, com alguns momentos de desesperança. Em tempos de guerra e em tempos de terror, o desespero encontra-se sempre na esquina mais próxima. É difícil ver os nossos amigos caírem ao nosso lado, serem executados com pouca honra a não ser aquela que eles carregam consigo pelos seus actos. É difícil arranjar a coragem para lutar mais um dia quando não vemos a luz ao fundo do túnel. Embora o relato de Jeannot nos mostre todas essas imagens negras, também nos mostra uma paisagem de esperança e de persistência. Mostra-nos uma paisagem de resistência que se pauta pelos consecutivos actos de coragem e pelos pequenos arco-irís que vão aparecendo ao longo do caminho e também pela constante lembrança dos companheiros que caíram antes deles em prol de um futuro melhor, mostrando que a sua coragem não será esquecida.

Os nomes são importantes. É desse modo que nos lembramos das pessoas; mesmo quando elas estão mortas, continuamos por vezes a chamá-las pelo nomes; se não conhecemos o seu nome, não o podemos fazer.

O relato de Jeannot é um relato histórico que tem muito para nos oferecer. Deixa-nos tristes, com um sabor amargo na boca amaldiçoando esta humanidade que consegue ser tão cruel, mas de igual forma nos deixa com os corações a rebentar de amor pelas boas pessoas e pelos seus actos de bondade. A nossa fé na humanidade é restaurada, nem que seja por uns momento apenas. Depois de vemos o mundo da pior forma, acabamos o dia sempre a acreditar num amanhã melhor e no que podemos fazer para o tornar mais esperançoso que hoje. Como diz o autor, todos somos um estrangeiro para alguém e o segredo está em aceitar tudo isso em comunidade.

…E fecharíamos juntos as páginas do passado para escrever a dois os dias futuros.

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O Segredo do Alquimista

Ben Hope é um soldado de elite com um passado trágico que se dedica a resgatar crianças raptadas.

Tudo começa quando Ben é contratado para descobrir um manuscrito que pode salvar uma criança moribunda. Trata-se de um documento que contém a fórmula da imortalidade, criada pelo eminente alquimista Fulcanelli, pseudónimo da personagem real, famoso autor de dois tratados de alquimia e cuja verdadeira identidade permanece obscura.

Ben Hope rapidamente percebe que a fórmula secreta é cobiçada por muitos, pelas piores razões… À medida que a sua pesquisa avança, vê-se enredado no tenebroso passado nazi e nas intenções obscuras de uma secreta irmandade moderna, a Glaudius Nomini, numa perigosa aventura que vai de Paris ao Langedoc, último reduto dos Cátaros, onde o segredo está escondido há séculos.

ISBN: 9789896571726 – Booket (Planeta Editora) / 2011 – 416 páginas


Ben Hope é contratado para encontrar um manuscrito bastante valioso, artefacto que se acredita encerrar nas suas palavras a fórmula para a vida eterna. Esta fórmula foi descoberta por um alquimista muito famoso chamado Fulcanelli que desapareceu misteriosamente há quase oitenta anos atrás sem deixar rasto. Com ele, levou apenas o seu segredo. Aquela que seria uma missão fácil à primeira vista torna-se o grande pesadelo de Ben Hope, que acaba por se ver envolvido neste mistério que rodeia Fulcanelli e o seu manuscrito secreto. A ser perseguido por todo o Sul da França por uma organização católica extremista com raízes na Inquisição, Ben tenta alcançar os objectivos da sua missão enquanto defende a vida da bela cientista Roberta que acabou por ser envolvida nesta confusão devido às suas pesquisas cientifícas. Esta é uma história que mistura religião, alquimia, muito mistério,  acção e ainda uma pitada de romance.

Gosto bastante de policiais e/ou livros de aventura com mistério à mistura. O Segredo do Alquimista encaixa perfeitamente nessa designação e embora não encoraje o hábito das comparações literárias, posso dizer que esta leitura soube-me bastante a um Dan Brown ou a um James Rollins.
De facto, estou até um pouco surpreendida. Não tinha muitas expectativas para esta leitura, pelo que peguei no livro sem saber o que esperar. Apenas tinha esperança que fosse uma história que agarrasse o meu interesse (como é quase garantido que todos os policiais o façam). Por isso mesmo, fiquei surpreendida quando fiquei grudada à história logo nos primeiros capítulos. Esta foi daquelas leituras a que eu posso chamar a leitura compulsiva ou leitura “lê-porque-não-existe-amanhã“. Isto porque peguei no livro e quando dei por mim já tinha lido metade das suas páginas! Quando olhei para a página em que ia nem quis acreditar. A escrita de Scott Mariani é muito cinematográfica e é com uma facilidade incrível que o leitor vê as cenas que o autor está a descrever no seu livro. Foi quase como estar a ver um filme a passar-me pelos olhos, à medida que virava as páginas. Essa, para mim, é uma qualidade importante num autor. Quando este nos consegue transportar para o seu mundo fictício com uma facilidade estonteante que até parece que estamos mesmo na primeira fila a assistir aos acontecimentos, quer dizer que ele foi bem sucedido a agarrar a nossa atenção e a manter-nos interessados até ao final. Digo na primeira fila porque certamente não gostaria de estar envolvida em tais perseguições e perigos. Não sei como reagiria. 😛

Já o enredo, achei particularmente interessante. A alquimia não é uma área que conheça muito e portanto foi interessante conhecê-la sob esta perspectiva. O autor conseguiu integrar bem a pesquisa que fez no seu enredo. Confesso que teve alguns contornos fantasistas que foi para mim difícil ajustar ao tipo de história que o autor estava a contar mas de qualquer forma foi um enredo que me deixou interessada até à última página. Os pontos fracos para mim podem-se resumir a dois pontos: primeiro, o facto de ser um tipo de história já muito explorada (um ex-soldado com traumas emocionais parte numa missão para descobrir um dos maiores segredos do mundo e entretanto no decurso dessa missão descobre uma beldade pela qual se apaixona irremediavelmente  no decurso da dita missão mas este insiste que esse amor não lhe trará nada de benéfico e quando tudo chega ao fim separam-se por algum tempo, até que este decide que ela era a mulher da sua vida e vivem felizes para sempre – até ver) e segundo, o óbvio aproveitamento de existirem mais livros na série para não desenvolver de forma mais extensa os personagens.

É óbvio que não estou muito entusiasmada em meter-me em mais outra série… mas confesso que poderia estar interessada em ler pelo menos a sequela. Veremos se a oportunidade surge. Foi uma leitura interessante, que me deu momentos de entretenimento mas que acabou por não me fascinou por aí além. Contudo, nunca se sabe o que o autor pode mostrar em outros livros. Por isso, mantenho a mente e as expectativas em aberto.

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A Idade da Inocência

Newland Archer tem tudo. É um advogado prometedor, pertence a uma família endinheirada da burguesia de Nova Iorque e está prestes a casar-se com uma bonita rapariga…

A chegada de Madame Olenska, a prima da sua prometida, rodeada pelo escândalo, fará tremer todos os princípios de Newland e obrigá-lo a reconsiderar se quer continuar a viver entre caprichos, na inocente classe alta de Nova Iorque.

Com a dissecação das famílias endinheiradas de Nova Iorque com que Edith Wharton compôs A Idade da Inocência , esta autora conseguiu converter-se na primeira mulher a obter o Prémio Pulitzer e ser considerada numa das melhores escritoras norte-americanas de todos os tempos.

ISBN: 9788415101482 – Bibliok / 2011 – 254 páginas


Este romance de Edith Wharton foi escrito na década 20 do século XX e tem sido aclamado como um dos grandes clássicos da literatura internacional. É um romance que nos fala sobre a sociedade norte-americana e em particular sobre a sociedade nova-iorquina do final do século XIX, mais propriamente em 1870. Fala-nos sobre a forma como esta sociedade se organizava e estruturava. O enredo centra-se à volta do noivado recente do advogado Newland Archer, ao qual tudo parece correr bem. A normalidade acaba por chegar a um fim quando a prima da sua noiva (Olenska) chega a Nova Iorque e agita não apenas a sociedade e a tão organizada hierarquia, como os costumes dos nova-iorquinos e agita igualmente Newland Archer. Sendo que este brevemente se irá tornar família, torna-se necessário que Newland faça alguns esforços no sentido de ajudar a Madame Olenska a integrar-se neste colectivo. A consequente familiaridade entre estes dois personagens traz complicações à vida particular de cada um: para Newland, pois este acaba por duvidar da sua vontade de casar com May e para a Condessa Olenska com os problemas matrimoniais que a acompanham para qualquer lado e que não a permitem ter um futuro tão descansado quanto isso.

É sempre com algum “respeito” que me aproximo dos aclamados clássicos. Estes nem sempre são fáceis de ler, de compreender ou de absorver. Alguns merecem a sua fama, outros nem tanto assim. Mas ainda assim, para serem considerados clássicos é porque continuam a ter algo que dizer às sociedades ao longo dos tempos. E é por isso que me aproximo com especial cuidado destas leituras. A Idade da Inocência não representou nenhuma excepção e as expectativas para esta leitura eram grandes, não apenas por já ter ouvido falar muito desta obra mas também por esta se concentrar na sociedade norte-americana/ nova-iorquina em especial. Não sei bem o que esperava deste livro, mas sei que esperava algo de especial.

Como qualquer clássico norte-americano, esta é uma obra que coloca em conflito o indivíduo com o colectivo. Essa luta constante está presente em toda a obra e é de forma clara uma presença constante nas acções dos personagens. Para além deste conflito entre o eu e o nós, estamos a falar de uma obra que se preocupa em descrever os costumes e valores morais de uma sociedade, valores estes que ensinam os indivíduos a comportar-se em público, por assim dizer. São códigos que não só moldam cada pessoa, mas que moldam o todo de igual forma. Isto é patente quando Newland expressa os seus desejos: embora ele gostasse de agir de uma determinada maneira não o faz porque tem em conta o efeito que isso iria ter nos seus parentes, bem como na sociedade em que este se insere. E os interesses que acabam por se sobrepor são sempre os interesses colectivos e não os individuais.

Por outro lado, a estrutura da sociedade e a hierarquia também aqui está patente neste livro. Os colonizadores dos territórios norte-americanos acreditavam que este seria um paraíso sem separação de classes, sem hierarquias, onde todos os indivíduos eram vistos como iguais. Até que ponto é que isso pode ser uma visão realista desta nação e da sociedade que se veio a construir ao longo dos tempos, desde a sua formação? Não existe a tradição de divisão de classes como acontece no Velho Mundo, mas ainda assim, consegue-se perceber quem é que nesta sociedade se destaca não apenas pelos comportamentos que esses adoptam dentro da sociedade mas igualmente pela descriminação daqueles que estão supostamente abaixo deles.

Todos os tema da obra são passíveis de reflexão e acho que a autora os desenvolveu muito bem mas ainda assim, o estilo narrativo não foi exactamente aquele que eu esperava encontrar. Tenho algum receio de fazer esta afirmação de forma tão confiante porque a tradução que li está péssima, pouco trabalhada e muito mal revista. Contudo, muitas vezes tinha de reler passagens porque ficava confundida com a cronologia dos eventos e não foi uma leitura assim tão fácil de absorver para um livro tão pequeno. Por isso mesmo, foi uma leitura que se revelou abaixo das expectativas. Acabou por não me tocar de forma tão profunda quanto eu esperava.
Pelos comentários que entretanto já vi, o estilo narrativo original não é realmente muito fácil de se ler, nem convida a uma leitura compulsiva, e isso não faz com que esta seja das leituras mais fáceis. Contudo, é sem dúvida uma das obras que devemos ler antes de morrer. Não apenas nos fala de uma geração, de uma sociedade, fala-nos de uma belíssima história de amor que como tantas outras, são belas pela sua impossibilidade.

Pássaros Feridos

Os Diários Secretos

O verão está a chegar ao fim e a escritora Erica Falk regressa ao trabalho depois de gozar a licença de maternidade. Agora cabe ao marido, o inspetor Patrik Hedstr¿m, tratar da pequena Maja. Mas o crime não dá tréguas, nem sequer na tranquila cidade de Fjällbacka e, quando dois adolescentes descobrem o cadáver de Erik Frankel, Patrik terá de conciliar os cuidados à filha com a investigação do homicídio deste historiador especializado na Segunda Guerra Mundial. Recentemente, Erica fez uma surpreendente descoberta: encontrou os diários da mãe, com quem teve um relacionamento difícil, junto a uma antiga medalha nazi. Mas o mais inquietante é que, pouco antes da morte do historiador, Erica tinha ido a casa dele para obter informações sobre a medalha. Será que a sua visita desencadeou os acontecimentos que levaram à sua morte? E estará Erica preparada para conhecer os segredos dos diários da mãe? Camilla Läckberg combina com mestria uma história contemporânea com a vida de uma jovem na Suécia dos anos 1940. Com recurso a numerosos flashbacks, a autora leva-nos a descobrir o obscuro passado da família de Erica Falk.

ISBN: 9789722050470 – D.Quixote (Leya) / 2012 – 518 páginas


Os Diários Secretos é o quinto livro da série policial que tem lugar na pequena cidade costeira de Fjällbacka, na Suécia.  Dos cinco livros que já li escritos por esta autora posso dizer que ainda nenhum me desiludiu de nenhuma forma, pelo que à quinta crítica começa a ser já um pouco difícil arranjar novos adjectivos para descrever estas obras de mistérios que são tão viciantes.
Camilla Läckberg constrói histórias muito bem organizadas, ponderadas e estruturadas. Não deixa nada ao acaso, nos puzzles que desenvolve para deleite dos seus leitores. A primeira coisa que gostos nestes livros é mesmo a sua organização em termos de capítulos, que permite ao leitor ter diversos pontos de vistas e acompanhar diversos personagens ao longo do livro. Por outro lado, a escrita da autora é a outra grande atracção desta série. E por escrita não digo apenas a forma como a autora conjuga as palavras para construir frases, refiro-me antes a todo o seu universo ficcional. A forma como explora as suas personagens, como entrelaça as vidas pessoais com as vidas profissionais e com a vertente de mistério do livro. Tudo se encaixa de forma perfeita nestas obras e é por isso que estes livros ainda me continuam a chamar a atenção. Pequenos nadas que se vão juntando ao longo das páginas para nos dar uma visão geral da paisagem não apenas dos crimes que ocorrem ao longo das narrativas, mas igualmente do puzzle complexo que estas personagens são, com as suas personalidades distintas e motivações secretas. E a forma de narrar: essa é simplesmente viciante.
Gostei particularmente deste volume por se concentrar em dois aspectos que me interessam muito. Um que sempre me interessou, o evento histórico da Segunda Guerra Mundial e outro que me interessava no universo desta série e era algo que desejava ver explorado – a história da mãe de Erica.
Tanto um como o outro foram deliciosamente bem desenvolvidos. Primeiro que tudo, nunca tinha lido um livro que falasse sobre a perspectiva Sueca e Norueguesa ao longo do período da 2ª Guerra Mundial e foi para mim muito interessante ler sobre este conflito de uma perspectiva completamente diferente, fazendo notar os efeitos que a Guerra teve na Europa do Norte. Tendemos a concentrarmo-nos nos países que mais destaque tiveram e acabamos por achar que os outros não sofreram com este período.
E depois, no universo mais marcadamente ficcional adorei conhecer melhor a mulher que trouxe Erica ao mundo. Esta sempre tinha sido envolta num véu de mistério desde o princípio da série e foi muito bom conseguir desvendar a história que moldou a mulher que viria a ser mãe de Erica.
Sobre o caso policial no qual este livro se debruçou tenho que dizer que embora fosse sem dúvida estimulante, não se revelou ser tão surpreendente como eu tinha achado logo às primeiras páginas. Acabei por conseguir intuir certas nuances ao longo da narrativa que me permitiram acertar várias coisas, especialmente no que concerne às páginas finais. Ainda assim, nunca perdi o estímulo para avançar nas páginas e continuei grudada à escrita.
O que posso dizer é que este livro, à semelhança dos anteriores, conseguiu dar-me momentos de grande entretenimento e foi um livro que trouxe vários desenvolvimentos aos personagens, já meus conhecidos, sobre os quais adorei ler. Esta série está rapidamente a transformar-se como uma das minhas preferidas.

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Aquisições Junho

Em Maio não existiram aquisições, por isso em Junho e mês da Feira do Livro de Lisboa, há que tirar a barriga de misérias. Não podia estar mais contente com os livrinhos que vieram parar cá a casa. E estou ansiosa para os ler a todos. (Okay, especialmente a trilogia da Juliet! Mas também sei que os livros do Ken Follett valem a pena).

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