Desaparecidas

Uma mulher sem identificação parece ser apenas mais um corpo a aguardar a autópsia no Instituto de Medicina Legal de Boston — até ao momento em que a doutora Maura Isles vê o cadáver abrir os olhos. A desconhecida, completamente em pânico, é levada de imediato para o hospital, onde acaba por matar um segurança e fazer vários reféns, incluindo a detetive Jane Rizzoli, que fora internada nessa manhã para dar à luz o seu filho.
No exterior do hospital, o marido de Jane, o agente do FBI Gabriel Dean, desespera ao ver as horas passarem sem que a polícia consiga resolver aquilo que tudo indica ser um vulgar sequestro de vários reféns. Contudo, depressa o caso começa a revelar-se bem mais complicado e com implicações mais profundas quando um segundo sequestrador entra em cena. E momentos antes de o grupo de resgate tomar o hospital de assalto para libertar os reféns, a mulher avisa Jane: «A Mila sabe.»
Quem é Mila? Qual o terrível segredo que esconde? E por que razão os serviços secretos estão tão empenhados em ocultar todas as provas que poderiam ajudar a resolver o caso? Numa corrida contra o tempo, Jane e Gabriel partem em busca da misteriosa Mila, que detém a chave que poderá desvendar o tenebroso mistério. Mas há mais alguém desesperado para a encontrar, e disposto a tudo para a silenciar…

ISBN: 9789722524728 – 11×17 ( Bertrand Editora) / 2012




Um dos maiores medos do ser-humano é acordar depois da morte…

Um corpo de uma mulher chega à morgue. Esta foi encontrada num dos portos de Boston, o corpo virado de costas para cima, movimentando-se ao sabor da água. As autoridades competentes são chamadas e após alguns procedimentos básicos que são realizados para assegurar que esta vítima de afogamento pode ser declarada morta e enviada para a morgue, para que lhe seja efectuada uma autópsia. 
A médica legista Dr. Maura Isles encontra-se no escritório a fazer horas tardias, após ter concluído uma autópsia. Enquanto está a fazer um dos seus relatórios, esta necessita de ir ao local de refrigeração onde os corpos inertes são conservados até que possam ser autopsiados. Quando Maura se prepara para regressar ao seu escritório, ouve um barulho que provém de uma das câmaras refrigeradas. E o improvável e o assustador acontece: quando Maura abre um dos sacos pretos para ver de onde vem o barulho, o cadáver que o saco conserva abre os olhos. Como é que é possível uma pessoa que foi declarada morta se encontra agora viva? 
Esta desconhecida é então enviada para o Hospital, para a secção dos Cuidados Intensivos para receber cuidados, mas ninguém sabe quem esta mulher é, de onde vem, nem o que lhe aconteceu. E a mulher não profere nem uma palavra. Mas o pior ainda está para vir…
Quando esta mulher desconhecida decide tomar um grupo de reféns dentro do hospital onde estava a ser tratada, Boston entra em rebuliço. O caos instala-se e a confusão prospera. Ainda mais, porque uma das reféns é Jane Rizzoli, que se encontrava no lugar errado à hora errada. E quando a única exigência da transgressora é ter acesso a um jornalista e a um operador de vídeo, o mistério que recai sobre esta personalidade ainda mais se aprofunda.  
Como explicar este mistério? Que mensagem é que a mulher desconhecida quer passar? Estaremos prestes a assistir a um massacre?  


Quem frequenta este blogue, já percebeu que esta autora é uma presença obrigatória na minha estante. Agora que descobri que esta série de policiais melhora de livro para livro, não quero deixar de ler os livros de Tess Gerritsen por nada neste mundo. Cada vez que pego num livro dela, a minha vida entra em suspenso até que eu o acabe. Isto é devido à capacidade inata da autora de criar um enredo que envolve os leitores de uma forma brilhante. Posso dizer com toda a certeza que já sou fã da escrita de Tess e dos livros que ela escreve. Os seus thrillers são frenéticos, cheios de suspense, ritmo e são leituras que me agradam, sempre. 


Este quinto volume da série Rizzoli & Isles não é no entanto, um livro nada fácil de digerir. Isto porque este é volume é altamente perturbador, pesado e é um abrir de olhos muito eficiente. 
A autora escolheu como temática principal o tráfico de humanos. Mais propriamente, jovens menores ucranianas que são ilegalmente levadas para território americano, para o mercado da prostituição.
Ainda que não seja um tema fácil de ler e que seja de facto muito perturbador, como anteriormente disse, lá acabei por concluir que a maneira como a autora estruturou o enredo acabou por ser interessante e tudo isso fez com que este quinto volume da série se tornasse um dos mais emocionantes até agora. Fez-me reflectir sobre o mal que prolifera por esse mundo fora e que passa despercebido a muitos de nós. O mundo é belo, mas também esconde muitas coisas feias e a verdade é que todos nós escolhemos ver e absorver as coisas da maneira como queremos. Esta obra fez-me pensar  em quantas crianças, em quantas pessoas por aí estão a ser maltratadas e em situações precárias enquanto eu vou andando pela rua, alheia a toda esta maldade que corrói as entranhas da nossa sociedade. 
Mais chocante que isso tudo, foi a maneira como a autora pegou nas grandes potências do mundo e nos governos e a importância que estes têm no que toca a esconder estes assuntos feios quando assim lhes interessa. É apavorante ver o que o poder político pode arquitectar, ao mesmo tempo que constrói uma fachada civilizada, feita para mostrar ao mundo e para manter as aparências. É também mortificante apercebermo-nos de que quanto mais civilizados dizemos que nos tornamos, mais o oposto desta afirmação se torna realidade.


Para mim, esta leitura foi uma viagem completamente alucinante, cheia de emoção, raiva e sentimento de injustiça para com o que era feito às jovens inocentes. Foi um livro perturbador em muitos aspectos, mas também esperançoso, por ver que a justiça pode de facto trabalhar, mesmo que esta seja imperfeita. Um dos melhores thrillers/policiais que já tive a oportunidade de ler, tendo em conta que a descoberta que fiz a umas páginas do final me deixou completamente boquiaberta. Como as aparências iludem…



Opiniões da mesma autora:

                       




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Lembranças Macabras


Nas caves de um museu de Boston, um meticuloso assassino deixa pequenas mensagens dentro do corpo das suas vítimas. As múmias, quase esquecidas, são afinal vítimas de alguém fascinado pela cultura e pelos antigos rituais de morte egípcios. Maura Isles, médica forense, e Jane Rizzoli, detective, cedo percebem que a chave do mistério reside na arqueóloga do museu, a quem o criminoso parece querer ofertar as mortes. Aliando suspense a um exímio conhecimento médico-científico, Tess Gerritsen constrói um inquietante enredo de sólidas e surpreendentes personagens. Presentes nos seus livros, estas personagens inspiraram a criação de uma série televisiva. 



Uma adolescente de dezasseis dorme pacificamente no seu quarto, com a janela aberta numa noite quente de verão. A sua mãe entra no quarto para verificar se está tudo bem, quando se apercebe de uma sombra no quarto da sua filha. A sombra do mal e que a persegue há tanto tempo. 
Em Boston actual, é encontrada uma múmia nas caves de um museu. Múmia esta que se crê ter dois mil anos, de acordo com o tecido que envolve o corpo, que é considerado um tesouro e um artefacto. A médica legista Maura Isles, após ter feito alguns testes de raio-x à múmia com a ajuda de dois especialistas, chega à conclusão que o corpo que se encontra guardado e envolvido naqueles preciosos tecidos não é um artefacto, mas sim uma mulher que foi assassinada há alguns anos atrás. 
No Egipto, a busca do pelotão militar antigo perde-se no tempo, quando a mesma se revela infrutífera. 
Após algumas revelações estonteantes, Jane Rizzoli e Barry Frost, os parceiros encarregues da investigação desta caso macabro, o par apercebe-se que a antropologia é um tema que liga todos estes acontecimentos. E há 20 anos atrás, a escavação no Egipto parece ser o pronto central para este mistério. 
O criminoso, que se crê ser um antropólogo com interesse em Egiptologia, deixa à polícia as suas lembranças, souvenirs aterrorizantes, incluindo múmias modernas e outros que têm como objectivo retratar costumes anciãos. O mal anda por aí e o mistério parece não ter fim, até que Jane Rizzoli consiga descobri qual é a verdadeira ligação entre estes três acontecimentos. 

Este é já o sétimo livro da série de policiais/ thrillers da autora que leio. A cada livro que folheio, parece-me impossível parar. A dupla Jane e Maura é completamente imparável e todos os seus casos e peripécias são alucinantes, tal como viciantes. 
Nunca cheguei a pensar que me pudesse tornar uma fã tão fiel desta autora. Agora que olho para trás, parece-me impossível que o primeiro livro desta série não me tenha conquistado de forma óbvia, mas ao fim de 7 livros tenho a certeza absoluta do que digo, quando afirmo que Tess entrou há já algum tempo, para a minha lista de autora obrigatórias.
Não me surpreendeu o facto de ler lido este livro em pouco mais de 24 horas, porque a escrita de Tess Gerritsen ainda não conseguiu desiludir-me e por isso mesmo, acabo por entrar de forma muito fácil na história e parece que só consigo parar quando chego à última página. 
Lembranças Macabras baseia-se muito em conceitos antropológicos. Tenho que confessar que fiquei admirada pela forma como a autora escolheu apresentar este tema. O leitor tem oportunidade de conhecer mais sobre o processo de mumificação de um cadáver e tem também oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o que significa ser um antropólogo. No entanto, cheguei ao final do livro com vontade de descobrir mais e senti que a minha sede de conhecimento sobre esta temática não ficou completamente satisfeita.  Gostaria que a autora tivesse explorado e aprofundado mais esta temática. 

Pela primeira vez, vejo o parceiro de Jane Rizzoli assumir alguma espécie de protagonismo, o que é um ponto positivo. É importante, especialmente em séries que se tendem a estender por muitos livros, que os autores dêem oportunidade a outros personagens aparecerem mais. Não só torna o enredo mais dinâmico, como podemos constatar que o autor tem alguma preocupação com a evolução da série. Uma série como esta não se pode tornar estática, por isso é bom ver a autora a diversificar um pouco as circunstâncias do enredo. 
Gostei muito deste caso. Até quase ao final do livro, acreditei – ingenuamente – que sabia a solução para o mistério. Acabei por confirmar que apenas algumas das minhas teorias é que se encontravam correctas, mas as surpresas estiveram lá também. De tal forma, que cheguei a ficar boquiaberta com algumas verdades. 

Com apenas mais um livro publicado em Portugal, com o título Seitas Malditas, estou quase a colocar esta série em dia a minha cabeça começa a testar algumas teorias no que se concerne ao futuro da série. O décimo livro da série será publicado em Agosto nos Estados Unidos e estou positivamente ansiosa para saber que novidades estarão lá contidas.
Durante o mês de Julho, tenciono ler os próximos dois livros, porque além de esta série já constar dentro da minha lista de favoritos, existe duas personagens em particular que continuam constantemente a desafiar a minha imaginação. 
Uma delas é a Maura Isles, que está numa fase de vida algo complicada e parece ter estagnado. Espero que os próximos livros tragam novidades quanto à sua situação. 
A segunda é o Barry Frost, devido aos acontecimentos desta obra. A autora inseriu aqui uma ocorrência que me surpreendeu e pergunto-me qual será o destino desta personagem. É algo pelo qual anseio saber, igualmente. 
Até ao próximo livro, as minhas perguntas continuarão sem resposta, mas espero que em breve consiga mudar esta situação.

Para quem gosta de um bom policial com grandes cargas de suspense, mistério, adrenalina e entretenimento ao mais alto nível, esta série é das melhores. 




O Clube Mefisto

O mal pode espalhar-se como uma doença? A prática Jane Rizzoli, detective na Brigada de Homicídios de Bóston, não acredita, nem por um minuto, em forças sobrenaturais. Quando analisa o local do crime busca a mente do criminoso, vasculha entre vestígios para encontrar provas, para chegar ao assassino. Para este caso talvez tenha contudo de por alguns dos seus preconceitos de lado… Com a valiosa ajuda de média legista, Maura Isles, investiga a sucessão de crimes em que as vítimas são desmembradas e em que uma apocalíptica mensagem é inscrita nos corpos. O estranho Clube Mefisto, que investiga a origem genética do mal, oferece-se para ajudar a polícia, mas mesmo eles, habituados a lidar com a morte, se sentem atemorizados com os sinais deixados pelo serial-killer.
Um thriller assinado por Tess Gerritsen, a combinar ciência, crime e romance. Médica de formação, a escritora norte-americana decidiu dedicar-se à ficção aliando os seus conhecimentos em medicina e investigação forense a uma poderosa imaginação criminal. Uma combinação a fazer-nos tremer a cada página…

ISBN: 9789724245140 – Círculo de Leitores / 2009



Véspera de Natal – esta é uma época religiosa de grande importância para todos nós. Mesmo para aqueles que não acreditam em religião, a época natalícia é aquela que representa o bem e a pureza da condição humana. Mas nem sempre é assim. O mal está por todo o lado e nem nesta época de bondade e generosidade este pára. O mal prolifera por todo o lado, nós insistimos em ignorar porque assim nos convém, pois é uma forma de manter um espectro de tranquilidade e felicidade na nossa rotina. 
Mas Jane Rizzoli e Maura Isles sabem bem que o mal e os criminosos nunca tiram férias e por isso mesmo, não ficam admiradas quando recebem uma chamada, a relatar um crime na véspera natalícia. Aquilo que não sabiam é que este crime é perturbante e horrorífico, tanto, que não existem palavras que conseguem descrever o horror que uma jovem mulher sofreu às mãos de um criminoso que entrou na sua casa e desmembrou o seu jovem corpo, deixando as partes desmembradas por toda a casa. Já não bastava o crime ser um dos mais horríveis que as duas colegas tiveram oportunidade de ver, os símbolos que se encontram gravados nas paredes da casa trazem uma aura ritualista ao crime. A palavra Peccavi sobressai no meio de tudo, por significar “Eu pequei”.

No decurso da investigação, Jane Rizzoli chega ao conhecimento de uma organização chamada Clube Mefisto, que é composta por professores e por profissionais das mais variadas áreas de conhecimento. Estes acreditam que o mal é uma entidade viva e que é uma entidade que é originada de forma hereditária. E dentro desta organização existe uma personalidade muito misteriosa que se encontra envolto em tantas camadas de política e cunhas, que se torna mesmo intocável. O homem é Anthony Sansone, que insiste que o seu clube pode ajudar a delegação de Homicídios de Boston a resolver este mistério e por fim, apanhar o serial-killer que anda a colocar a cidade de Boston em alvoroço, devido aos seus crimes cruéis e demasiado inteligentes. 
Jane Rizzoli e Maura Isles estão prestes a pegar no caso que irá marcar ambas as carreiras. Será que vão aguentar a pressão do mal? Ou irão ser perseguidas durante toda a sua vida por estes crimes?

Mais uma vez, apresento aqui no meu cantinho uma opinião dos livros da autora Tess Gerritsen. A série Rizzoli & Isles continua a mostrar-se leituras cada vez mais viciantes e cheias de adrenalina. Este é já o sexto livro da série e rapidamente me aproximo dos últimos livros que foram publicados. Tenho apreciado estes livros de tal forma, que tendo a lê-los com bastante tempo de intervalo, para que possa sempre ter um à mão, quando a minha disposição assim pede. Contudo, este mês foi a excepção à regra, em que li dois livros da série praticamente de seguida. Estou a adorar acompanhar de perto o quotidiano destas duas profissionais – Maura Isles e Jane Rizzoli. É interessante acompanhar a vida destas duas colegas de trabalho/ amigas pessoais e mais importante que isso é ter a oportunidade de ver as personagens crescerem e aprenderem conforme vão avançando nas suas vidas. Este livro foi particularmente interessante para mim, porque tem uma temática ligada à religião e à História da religião e fiquei bastante curiosa para ver como é que a autora ia transportar alguns mitos religiosos para a ficção. 
Gostei bastante de ver a autora a explorar este tema de forma concisa e dinâmica. Desde o primeiro volume da série que não me sentia tão em sintonia com a intensidade que a autora pretende transmitir aos seus leitores. Os últimos volumes da série, a meu ver, poderiam ser considerados como policiais. Mas este, tem mais características de thriller e foi um pormenor que me agradou muito. Aprecio o esforço que a autora faz para não deixar que a série se torne estática e sem movimento. 
Não me desiludi, disso posso garantir-vos. A autora não falha – já tenho alguma confiança com as obras dela para poder dizer que a maneira como ela me embala com a sua escrita e com os enredos envolventes que constrói nunca mudam, nem nunca esmorece. Ao fim dos primeiros três capítulos, é garantido que Tess consegue captar a minha atenção de uma forma extraordinária. Estes livros estão cheios de ritmo, adrenalina e mistério até à última página.  

Por isso mesmo é que não gosto de ler os livros dela de seguida, porque nunca se sabe quando é que irei ter saudades da escrita dela e assim nunca corro o risco de chegar à prateleira e de me aperceber que não tenho nenhum livro dela para ler. 

O Clube Mefisto volta a concentrar-se na vida de Maura Isles, a médica legista, que assiste muitos dos casos que Jane Rizzoli tem que investigar. Fiquei muito curiosa para ver o que os próximos livros irão reservar para esta doutora, que insiste em ser apática no que toca a vida amorosa dela, mas ao mesmo tempo passei o livro frustrada. A autora está a prolongar um certo aspecto na vida da Maura que é quase doloroso para os fãs desta série, isto porque não se consegue ver a luz ao fundo do túnel, nem a solução para o problema. 
Espero que o próximo volume da série traga algum avanço no que toca à Maura e companhia.

Concluindo, não posso deixar de frisar que para quem gosta de policiais, esta série é de leitura obrigatória




  



Duplo Crime

Ao longo da sua carreira como médica-legista, a doutora Maura Isles já fez muitas autópsias, mas nunca imaginou que um dia o cadáver que veria na marquesa seria exatamente igual a si, a sua dupla perfeita. Um exame de ADN confirma o facto espantoso a Maura, que é filha única: a sósia misteriosa é, com efeito, sua irmã gémea. Ao investigar o homicídio, a detetive Jane Rizzoli irá levar Maura numa perturbadora excursão a um passado recheado de segredos tenebrosos e macabros. Maura quer saber mais sobre a família que nunca conheceu, sobre a mãe que a abandonou, a si e à sua irmã, para descobrir quem realmente é… mas estará preparada para a verdade?











ISBN: 9789722523868 – 11×17 (Bertrand Editora) / 2012




A dupla Rizzoli & Isles volta à carga com este quarto volume, Duplo Crime. Tess Gerritsen tem-se mostrado, livro após livro, uma autora tanto fantástica como aterradora. Os policiais que ela constrói têm tudo o que é necessário para atrair o público. A perícia com que a autora manipula todos os elementos  do enredo é fabulosa e deixa-nos a nós, leitores, boquiabertos a cada passo do caminho. Se eu precisasse de uma justificação para continuar a acompanhar esta autora, este livro seria sem dúvida a minha resposta. Esta série está a melhorar de livro para livro. A olhos vistos. 

Desta vez, é Maura que irá estar debaixo dos holofotes do público – incluindo da pessoa que a quer matar. Quando a Dr. Isles chega a casa depois de uma semana de conferências em Paris, descobre a polícia em sua casa. Mas não são uns agentes da polícia quaisquer. É Jane Rizzoli – detective de homicídios-  sua colega e até amiga, que se encontra à porta de sua casa. Maura sabe logo que alguma coisa tem que estar gravemente errada para Rizzoli se encontrar nas imediações. Mas o que ela não sabe é que o seu mundo estava prestes a virar-se de pernas para o ar. É que a vítima que que foi assassinada com uma bala na cabeça à frente de sua casa, é o retrato exacto de Maura e um teste de ADN confirma o inacreditável: Maura tem uma irmã gémea.
Ao longo da investigação, Maura acaba por desenterrar informações da sua família que se calhar estariam melhor no escuro. E Maura estaria melhor na ignorância. Será?

   
Tess Gerritsen tem vindo livro após livro a mostrar-me o que é um policial bem construído. Embora a estreia com esta autora não tenha sido as das mais fáceis, vim gradualmente a tornar-me uma admiradora fiel do seu trabalho e especialmente desta série Rizzoli & Isles. Esta dupla feminina faz maravilhas e creio poder dizer com absoluta certeza que são das melhores personagens que já encontrei durante a minha experiência literária. Este foi mais um policial que me deixou sem fôlego e inclusive nalgumas passagens me obrigou a olhar sobre o ombro. A maneira como a autora nos deixa na expectativa é fabulosa e é um dos factores que faz desta, uma leitura viciante. 
A escrita da autora é outro dos factores positivos na leitura, embora tenha sido um elemento que tenho vindo gradualmente a absorver, conforme avanço na série. Uma escrita intrincada e com um registo mais sério, algo a que no início não estava tão habituada (e que decerto se deve à formação da autora) faz com que esta série de policiais se torne uma das melhores no género. 

Tess Gerritsen passou com certeza a fazer parte do meu top de autores obrigatórios e tornou-se também autora destaque no género policial/thriller. Para quem gosta de uma leitura com muito suspense e com um caso criminal bem construído, esta será uma óptima escolha.





Opiniões da mesma autora:

   


  

Opinião – A Pecadora

Opinião:

Este é o terceiro livro de bolso editado pela chancela 11×17, da série Rizzoli &Isles, uma série policial. 
Jane Rizzoli, é uma detective que se esforça para se destacar num mundo e numa profissão que é maioritariamente masculina. Maura Isles, é uma patologista, que trabalha para o Instituto de Medicina Legal e colabora com a Polícia de Boston.
Estas duas mulheres são muito diferentes, mas também muito parecidas. São mulheres competentes, fortes e determinadas, mas que trazem lá bem enterradas alguns medos e inseguranças.
No entanto, é no trabalho de investigação que as duas se vão encontrar e são elas que vão formar uma equipa para trazer criminosos à justiça. 
Eu estou a fazer a leitura desta série por ordem. Sendo que este é o terceiro volume, quero deixar-vos também as opiniões ao volumes anteriores: O Cirurgião e O Aprendiz, respectivamente na sua ordem de leitura. Cuidado com as sinopses destes livros que revelam coisas que poderão ser spoilers. Quem é exigente nestes aspectos como eu, não iria gostar de ver a leitura “prejudicada” deste modo.
Falando agora, sobre este “A Pecadora”, há vários aspectos em que me queria debruçar, sendo o primeiro a mudança de protagonismo que se verificou neste livro. Nos primeiros dois volumes, a protagonista tinha sido Jane Rizzoli, a detectiva determinada com uma carapaça muito dura, característica que ninguém conseguia perfurar. Até que conhece Gabriel Dean, detective do FBI que vem a Boston colaborar com a Polícia e, consequentemente, trabalhar lado a lado com Jane. Nos primeiros volumes da série, temos oportunidade de conhecer a Jane – além da sua faceta dura de polícia. Temos a oportunidade de conhecer a Jane, mulher e ser-humano com inseguranças. 
Agora, neste terceiro volume, a autora deu uma espécie de conclusão à personagem da Jane. Não é tanto uma conclusão, mas o começo de um novo ciclo na vida desta personagem, o que implica directamente que ela perca o protagonismo da série e quem venha substituir este lugar, seja a patologista Maura Isles. Confesso que quando vi opiniões de que a Maura iria ser a protagonista da série, fiquei um pouco receosa desta mudança. No entanto, e agora que li este livro, posso perceber e apoiar a escolha da autora. 
A Jane, apesar de continuar a ser a minha personagem favorita (até agora), começou outro ciclo, também importante para a série, mas que não coaduna com a protagonismo da série. Assim, espero que a Maura faça justiça a este lugar. Acredito que sim.
A nova protagonista é uma personagem que me inspira curiosidade. Neste livro, a autora já explorou bem esta personagem e a minha reacção foi muito positiva, embora tivessem existido alguns pormenores no livro que me tenham feito alguma confusão. 
Outro pormenor que gostaria de comentar é sobre a escrita da autora. Quem leu a minha opinião sobre os primeiros 2 livros, sabe que eu referi o facto de a formação da autora (médica) se notar de forma exagerada – principalmente no primeiro livro. Chegou a dar-me a sensação de que esta seria uma série de thrillers médicos, livros que não aprecio muito, porque sendo leiga, não consigo visualizar da mesma forma que uma pessoa com essa formação, as cirurgias que eram levadas a cabo no enredo. A capacidade que um autor tem de nos fazer imaginar uma cena na nossa cabeça com clareza, é muito importante para mim e Tess Gerritsen não foi bem sucedida nesse aspecto no primeiro livro. 
O segundo volume melhorou consideravelmente nesse aspecto.
Este terceiro, está claramente melhor e passo a explicar porquê. A autora conseguiu neste volume utilizar a sua formação da melhor forma e não de maneira algo exaustiva, como tinha feito no passado. Aqui, embora os termos técnicos ainda existam, foram revestidos de uma explicação mais simples que permitem, a uma pessoa que não é formada nestas áreas, visualizar de forma mais clara e transparente as descrições que fazem parte do enredo e da própria trama. 
É uma característica que me permite a mim, aproveitar melhor a leitura não só por efeitos lúdicos, mas também como forma de cultivar outros conhecimentos, que à partida parecem triviais, mas poderão trazer um acrescento à leitura não apenas pelo prazer. Eu dou importância a estes aspectos, porque acredito que os livros de ficção também nos podem trazer conhecimentos importantes, mesmo que sejam revestidos de sentimentos de lazer. 
Por isto mesmo, fico contente que a autora tenha tido também esta metamorfose e que tenha adaptado a sua formação médica para conseguir trazer conhecimentos de acesso fácil, digamos assim, aos seus leitores. 
Concluindo tudo, foi uma leitura que me trouxe satisfação. E é sem dúvida uma série que pretendo seguir. O quarto volume, em edição de bolso, será editado pela 11×17 já em Janeiro de 2012.  

Opinião – O Aprendiz

Opinião:
Eu tenho várias manias. E uma delas é precisamente nunca ler as sinopses dos livros que fazem parte de uma série, pois, algumas editoras podem dar informações cruciais, como é o caso desta. Quem quiser ler esta série e gostar de descobrir as coisas por si mesmo, não leia a sinopse
O segundo volume da série Rizzoli & Isles da autora Tess Gerritsen, leu-se infinitamente melhor do que o primeiro. 
No entanto, já notei que esta é daquelas autoras que se aproveita por ter experiência no campo da medicina. O jargão médico exaustivo diminui acentuadamente, o que fez com que a leitura se tornasse mais realista e menos maçadora (sim, porque eu gosto de perceber o que estou a ler) e permitiu também que a mesma fosse mais fluída. Contudo, não posso deixar de referir que na minha opinião, a autora passou de um extremo em que descreve de uma maneira muito específica vários procedimentos médicos, o que faz com que leigos que queiram visualizar a cena que é descrita (falo por mim), não o façam com tanta clareza. Para quem, como eu, gosta de se sentir parte do enredo, dificilmente o faz com estes livros – nestas cenas mais técnicas, pode-se assim dizer.
Este segundo volume passa da utilização abundante de termos médicos académicos, para um cenário de CSI, onde podemos ver todos aqueles técnicos e cientistas que sabem tudo e mais alguma coisa e brindam o leitor com termos igualmente técnicos como eles.
Mas, não quer dizer que seja uma característica má. Neste aspecto, a melhoria é francamente notória e dotou o livro de um tom completamente diferente. São até explicados de maneira acessível, pelo que não me senti uma rejeitada ao ler as explicações de vários fenónemos ligados à área da criminologia.

Sem dúvida que é um thriller com tudo o que interesse: mistério, adrenalina e suspense e até algum romance, mesmo nas medidas certas. Por isso mesmo, estou convencida que é mais uma série a seguir com atenção. A autora começa assim a conquistar, lentamente, os meus afectos.
Apesar de a série ser intitulada Rizzoli & Isles, é apenas e só, neste segundo volume que conhecemos a segunda personagem que dá nome a esta saga de thrillers frenéticos. Isles é uma médica legista, que acompanha neste livro, o caso em que Rizzoli trabalha. Fiquei francamente curiosa para saber mais sobre a “Rainha dos Mortos”, como é intitulada a personagem de Maura Isles, mas espero no entanto que a Jane continue a manter o papel principal, porque é ela que de longe, exerce o poder e o fascínio sobre mim. Gosto genuinamente desta criação e espero poder vir a conhecê-la, como se fosse a minha melhor amiga. É uma personagem que constantemente me mantém presa aos acontecimentos e que me surpreende, quanto a alguma atitudes que toma.

A autora continua com uma escrita bem estruturada e agradável e confesso que tem também um dom especial para os finais. É fantástico como conseguiu, pela segunda vez consecutiva, deixar-me em pulgas para ler o volume seguinte, logo quando acabo de fechar o livro. De qualquer forma, vou esperar que saiam os livros seguintes em bolso (e aqui envio uma prece à Bertrand que continue o excelente trabalho nestas edições de bolso), até porque outra das minhas manias tem que ver com a organização das estantes e ter livros de edições iguais em séries.

Vou certamente ansiar pelos próximos volumes. Não vou querer perder as aventuras da Rizzoli e companhia.    

Opinião – O Cirurgião

Opinião:
O Cirurgião é o primeiro livro de uma série (mais uma) de policiais. Embora tenha de confessar que não concorde com a classificação. A autora, Tess Gerritsen, é conhecida pelos seus thrillers médicos e este primeiro livro é certamente um retrato disso mesmo. 
O livro tem uma sinopse muitíssimo atraente e foi isso que me levou a experimentar, mesmo não querendo iniciar outra série. Parece que os meus esforços se revelaram inúteis, porque esta é outra série que vou acompanhar, mesmo que o primeiro livro não se tenha revelado uma surpresa. 
Para mim, a diferença entre um thriller e um policial reside na estrutura do enredo e nas próprias descrições. Um thriller é dotado de descrições mais cruas e analíticas, virada para o propósito mais cruel da natureza humana, enquanto que o policial é uma coisa mais ficcionada. 
Neste caso, devido também à formação da autora, eu classificaria como thriller e não como policial, ao contrário do que figura na capa, numa crítica do autor Harlan Coben. E durante a leitura do livro, isso foi francamente notório. O enredo foi bastante mais pesado, as próprias descrições foram bastante mais explícitas (até porque a autora tem formação médica, como já referi) e dava por mim já agoniada, por vezes, devido às operações a que tínhamos de assistir.
A história e a trama em si, foram emocionantes e bem estruturadas. No entanto, esta não foi uma leitura muito fluída. O livro tanto me emocionava e impelia à leitura, como não o fazia. Isto é devido, em grande parte, a um vocabulário extremamente inacessível, no que toca a partes médicas.
É importante para mim que um autor, quando escolhe falar de uma área específica, o faça de maneira a que leigos (como eu) o possam perceber. Neste caso, a autora falhou completamente nesta missão. Chegou a dar a sensação de que ela escrevia como médica para médicos. No início ainda tentei consultar o dicionário, mas dava por mim a interromper a leitura por tantas vezes que me fartei. Fiquei na completa ignorância no que toca a procedimentos cirúrgicos e “cega” ao que toca tentar visualizar as cenas que ela descrevia, que é um pormenor de grande importância para mim.
Este foi o grande ponto negativo e aquele que mais prejudicou a fluidez da minha leitura.
No entanto, não me rendi e o final acabou por me agarrar, até porque nada de negativo tenho a dizer quanto a outros aspectos do livro: escrita, enredo, trama, personagens, etc.
É certo que a autora falhou num dos aspectos a que mais dou importância, mas não foi o suficiente para eu poder argumentar que o livro não é bom. 
Os aspectos mais quotidianos de uma investigação policial estavam lá e foram bastante bem construídos, por sinal. 
Por isso mesmo, vou continuar a acompanhar a Jane Rizzoli nas suas investigações e espero com ansiedade que os próximos livros me consigam surpreender.
Recomendo a leitura do livro para quem gosta de thrillers médicos.