Nas Asas do Amanhã

Quando o marido morre na guerra do Pacífico, Helen Carlisle oferece-se como voluntária para o esforço de guerra, a fim de ocultar os seus sentimentos. No entanto, manter a aparência de viúva inconsolável de um herói local está a deixar a sua marca. Em breve algo irá ceder.
O tenente Raymond Novak prefere o púlpito ao cockpit. O seu trabalho a treinar pilotos de B-17 permite-lhe ter uma vida pessoal… e dá-lhe uma desculpa conveniente para ignorar o seu maior medo. Quando a bela Helen conquista o seu coração, ele mostra-se decidido a merecê-la e a desposá-la.
Ray e Helen veem-se então forçados a arriscar as suas reputações e as suas vidas; irão eles enfrentar e conquistar os desafios que têm pela frente? E poderá o seu jovem amor sobreviver até ao regresso da paz?
Cheio de drama, coragem e romance, Nas Asas do Amanhã encerra de forma magistral a popular série «Asas de Glória».

ISBN: 9789897260438 – Quinta Essência (Leya) / 2013 – 472 páginas

O Regresso do Rei - Senhor dos Anéis, Vol.3

Este é o terceiro e último livro da trilogia Nas Asas da Glória da autora norte-americana Sarah Sundin. O primeiro livro, Nas Asas do Amor, tinha sido uma bela surpresa enquanto o segundo foi algo que não estava à espera. Não foi exactamente um desastre, mas foi uma desilusão, tendo em conta as expectativas que eu tinha para essa leitura. Por isso, reservava algumas esperanças para este último livro, aquele que iria encerrar não só a trilogia mas também a Guerra.
Já o disse noutras opiniões da autora e volto a dizê-lo. Gosto bastante da escrita dela, é fluída e muito agradável. Contudo,  por este livro pertencer a um género muito específico intitulado “christian fiction“, para quem não sabe são romances que têm como mote a religião, não poderá agradar a gregos e a troianos. Não gostei  tanto do segundo livro precisamente porque pareceu-me que a autora arranjou na religião uma justificação para todas as atitudes dos seus personagens. Até justifica a ignorância. E com isso, eu não posso concordar. Contudo, este livro revela ser melhor nesse aspecto. Não existiu acessos de fanatismo religioso e acessos de estupidez crónica justificadas pelo costumeiro “estou a fazer isto pelo Senhor”. Por isso mesmo, acho que este livro foi mais acessível e bem mais agradável.
O primogénito dos irmãos Novak revelou-se ser talvez o mais equilibrado e ponderado e isso ajudou a criar mais empatia com a personagem. Já Helen também mostrou ser uma personagem com alguma garra. Ao contrário de Ruth que me testou a paciência algumas vezes, Helen mostra ser uma mulher com mais cabeça e mais sagaz. Lutou contra os seus demónios sozinha e não se manteve no papel de vítima por muito tempo. Gostei dela e admirei-a pela sua luta e pela sua determinação. Apesar de por vezes o caminho ter parecido incerto, ela manteve-se firmes e teve várias atitudes que me agradaram.

Em termos de pesquisa e descrições de guerra talvez tenha sido este o melhor livro, para mim. Gostei imenso de ver a parte final daquele que foi um dos maiores conflitos mundiais e este Nas Asas do Amanhã trouxe descrições diferentes dos livros anteriores. Mostrou alguma realidade em território alemão e apesar de ter sido breve, foi nesse aspecto enriquecedor. É de notar que a autora fez uma pesquisa incrivelmente expansiva sobre o assunto e creio que ela consegue passar isso muito bem para o livro e para a sua narrativa. Gostei de ler esta trilogia por trazer a perspectiva americana na segunda Guerra Mundial e creio que não há melhor ler um livro que foi construído com base numa pesquisa vasta e profunda. A própria autora parece fascinada com a temática e esse fascínio está sempre patente nos seus livros. A meu ver, apenas ficou a faltar explorar um pouco mais o conflito no Pacífico e o lado do conflito com os Japoneses. Teria sido extremamente interessante ler sobre o assunto.

O romance entre Ray e Helen foi muito querido e bastante encorajador no sentido em que é bom ver que todos nós merecemos uma segunda oportunidade na vida. Foi inspirador nesse sentido por achar que estas duas personagens tão cheias de carácter mereciam realmente ser felizes na vida e ter todo o sucesso que pudessem alcançar. Estavam sedentos de justiça e gostei de ver o desenvolvimento romântico deste casal.  A autora levanta problemáticas interessantes sendo que a violência (doméstica) é uma delas. Gostei igualmente de a ver lidar com este tema.

No entanto, confesso que apesar deste livro ter sido melhor nada substitui a boa surpresa que foi o primeiro livro da trilogia. Acho que dentro dos três, esse foi realmente O livro. Os que lhe seguiram acabaram por deixar um gosto amargo na boca e apesar de não me ter arrependido de os ler, acabaram por não suplantar as minhas expectativas.

Pássaros Feridos

Nas Asas da Memória

O major Jack Novak nunca recusou enfrentar um desafio – até que conhece a enfermeira tenente Ruth Doherty. Quando Jack vai parar ao hospital do exército depois da queda de um avião, decide que a sua missão prioritária é conquistar o coração de Ruth. Não será fácil. Não só Ruth está concentrada no seu trabalho para poder sustentar a família, como carrega um segredo vergonhoso que a impede de entregar o coração a qualquer homem. À medida que o perigo e a tensão da Segunda Guerra Mundial aumentam, Jack e Ruth irão precisar um do outro mais do que nunca. Conseguirá Jack transpor as defesas dela? Ou estarão destinados a seguir caminhos diferentes.

ISBN: 9789897260285 – Quinta Essência (Leya) / 2012 – 464 páginas

O Hobbit

Estamos em 1943, em plena Segunda Guerra Mundial. As tropas dos Estados Unidos da América estão mobilizadas em Inglaterra e combatem por ar as forças alemãs com todo o seu poderio militar da altura. O Major Jack Novak está encarregue de um grupo de soldados que combate por ar e eles são uma equipa unida em todos os aspectos. Contudo, numa das missões algo corre mal e Jack acaba com um ferimento e é enviado para o hospital militar, onde conhece a tenente Doherty, que é mulher tanto fascinante como misteriosa.
Não só recusa qualquer envolvimento romântico como se afasta de toda e qualquer relação humana. Mas por trás deste afastamento, Jack sente que Ruth tem algo que justifique esta atitude. E quando faz tudo por tudo para a conquistar, pretende que ela deixe as suas barreiras cair para lhe poder entregar o coração.

Nas Asas da Memória é o segundo livro da trilogia intitulada Nas Asas da Glória da autora Sarah Sundin. Estes livros estão inseridos no género literário de Christian Fiction, que se destaca por ter algum ênfase na religião. Por isso, desenganem-se aqueles que pegam nestes livros à espera de ler um fifty shades of christianity. Estes livros são romances leves mais concentrados em descrever a interacção do casal protagonista e as suas lutas pessoais individuais. O enredo foca-se particularmente no conflito bélico que foi a Segunda Guerra Mundial, o mote principal desta trilogia.
Eu já tinha lido o primeiro volume, Nas Asas do Amor, e tinha gostado bastante da experiência. A escrita da autora revelou-se ser descomplicada, simples e sem exigir muito esforço para que a história desenrolasse. Foi um livro que demonstrou ser uma leitura rápida, perfeita para um dia de verão quando não temos nada para fazer.
Por estas mesmas razões, encontrava-me com algum entusiasmo para esta segunda leitura. Depois de ter conhecido o irmão mais novo da prole dos Novak, confesso que estava curiosa para saber como é que o Jack era, em termos de personalidade. Sendo que ele é o mais rebelde dentro dos três irmãos e aquele que não se sente parte integrante da família da mesma forma que os seus dois outros irmãos, achei que seria uma personagem interessante de ficar a conhecer.

Na verdade, sinto-me um pouco indecisa no que toca a este livro e por isso, tenho receio que a minha opinião não fique tão clara quanto eu gostaria que ficasse. Primeiro que tudo, falando em termos gerais, esta foi uma leitura que me agradou. Li o livro em pouco, pois a escrita da autora convida a isso mesmo. Como já referi antes, o discurso da autora é um que por ser tão fluído, pede a uma leitura fácil e rápida. Portanto digamos que em termos de análise emocional, esta leitura foi boa.
Mas não foi perfeita e existem vários pormenores que não deixaram que esta leitura resultasse para mim de forma mais eficiente.

Não tenho qualquer problema com a religião. De facto, se tivesse, nem tinha pegado neste livro, para começar. Esta é uma temática que me interessa como qualquer outra, tanto mais, por ser uma temática que se correlaciona com a nossa existência. Por muito que não se acredite num Deus específico, a religião está ligada com a nossa existência. Por isso, até é com bastante agrado que leio diferentes perspectivas/abordagens à religião. E como a autora não esconde a sua fé, acho curioso a forma como a autora constrói os personagens à imagem dessa fé. Contudo, acho que a autora dá uma importância exponencial à dimensão religiosa e não estou a falar da ideia de “sexo só depois do casamento”. Estou mais a falar do facto dos personagens colocarem o seu destino nas mãos de Deus, quando de facto, eles são responsáveis pelas suas próprias decisões e pelo que caminho que escolhem percorrer. Aquela ideia de “Senhor, eu confio-te a minha vida, vivo para ti” faz-me confusão a um nível fundamental. E não quero entrar aqui em discussões teológicas, não é esse o meu intuito. Tenho noção que o conceito de fé é diferente para toda a gente e não há mal nenhum em ser devoto a Deus, mas tudo o que é demais enjoa.

Tendo em conta o que já disse sobre a religião, parece-me irreal esta mulher, Ruth. Não a consegui perceber metade das vezes e sinceramente, a outra metade, só me apetecia abanar-lhe a cabeça para ver quantos neurónios faziam barulho lá dentro. Não posso falar daquilo que me irritou nela sem revelar spoilers e por isso, vou conter-me. Por muito que eu aprecie uma mulher determinada e lutadora, parece-me estúpido uma pessoa pensar que é menos merecedora de afecto por causa de uma acção – enfim, vou calar-me, senão revelo tudo.
Já Jack, gostei dele. Pareceu-me um homem íntegro, mais em contacto com a realidade embora também tenha existido um pequeno instante na história em que até fiquei boquiaberta com tanta ignorância. Por muito que estes personagens sejam devotos, a religião não justifica ignorância. Às tantas, este casal fez-me lembrar aqueles fanáticos religiosos que chamam a uma pessoa tatuada o anti-Cristo, mesmo que essa pessoa, seja o exemplo da virtuosidade e de tudo o que há de bom neste mundo. Como disse antes, tudo o que é demais enjoa.

Tendo todas estas circunstâncias em conta, foi um livro que me deixou particularmente indecisa, no que toca a avaliar uma classificação geral. Embora tenha apreciado a história no geral e a forma como os personagens acabaram por evoluir, confesso que estes problemas que tive na leitura não me deixaram nada satisfeita. (Embora tivesse sido um romance, que nas páginas finais, me deixasse um sorriso ténue na cara). Indecisões à parte, creio que foi uma leitura que foi prazerosa quanto baste. E fica a esperança que o terceiro e último livro seja de alguma forma melhor, já que o outro irmão Novak parece-me mais terra-a-terra.

Pássaros Feridos

Nas Asas do Amor

Allie nunca foi suficientemente bonita para agradar à sua deslumbrante mãe, por isso fará qualquer coisa para ter a sua aprovação: até casar com um homem que não ama. Enquanto Allie quase se resigna ao seu destino, o tenente Walter Novak – destemido na cabina de pilotagem, mas sem jeito para as mulheres – vai a casa na sua última licença antes de ser enviado para a Europa, combater pela Royal Air Force durante a Segunda Guerra Mundial.

Walt e Allie conhecem-se e o seu amor pela música junta-os, fazendo-os começar uma correspondência que mudará as suas vidas. Enquanto as cartas vão e vêm entre a base de bombardeiros de Walt, em Inglaterra, e a mansão de Allie, a amizade que cresce entre os dois une-os. Mas serão eles capazes de resolver os segredos, compromissos e expetativas que os separaram?


ISBN: 9789898228741 – Quinta Essência (Leya) / 2012

Estamos em 1942 e a Segunda Guerra Mundial encontra-se no seu auge. Por todos os Estados Unidos da América, jovens dos 18 anos para cima, estão a ser enviados para o estrangeiro para lutarem em nome da sua nação. O tenente Walter Novak, com 24 anos, é um desses jovens. Ele é um tenente da força aérea que está de licença pela última vez, para depois ser enviado para Inglaterra onde vai combater os soldados da Alemanha Nazi. 
Allie Miller é uma jovem de 22 anos que provém de uma família bastante abastada. Esta está noiva de Baxter Hicks, gerente da empresa do pai e este é claramente um casamento de conveniência, pois o pai de Allie só passará a sua empresa a Baxter e a mais ninguém. Esta é a sua maneira de conservar a empresa na família Miller e também de casar a sua única filha. Allie não quer de maneira nenhuma desiludir os seus progenitores e embora não ame Baxter, está disposta a sacrificar a sua felicidade para que os pais se orgulhem dela, finalmente. 

Mas agora que Allie foi convidada a assistir ao casamento da sua melhor amiga, Betty, tudo mudará. E no comboio que a irá levar até ao local onde este casamento se irá realizar, conhece o tenente Walter Novak, que apesar de alegar não ter jeito nenhum com mulheres, lhe vai mostrar o que é a felicidade, a amizade e, mais importante, o amor. No entanto, pouco depois de se conhecerem, Walter é enviado para a Guerra e os dois acabam por ter que se contentar com a correspondência. E Allie tem que acordar para a dura realidade: a do seu próprio casamento com o Baxter. Mas será que isto é a única coisa que ela pode esperar da vida? Ela mais que tudo na vida, quer ser feliz e casar por amor, não por conveniência. Allie não sabe o que há-de fazer, mas a verdade é que os desejos do coração falam mais forte que a cabeça…. e nem a Segunda Guerra Mundial vai impedir que este casal encontre a felicidade juntos.

Sarah Sundin é a nova aposta da editora Quinta Essência, com esta trilogia intitulada Asas de Glória. Mal o livro começou a sr publicitado, fiquei com bastante curiosidade. Não só a capa é muito gira (igual à original) como a sinopse me suscitava grande interesse. E ainda mais, por saber que a editora já tinha também a capa do segundo volume. Para mim é sempre bom ter a confirmação de que quando as editoras apostam em trilogias/séries, querem dar continuação às suas publicações. Confesso que não conheço muito bem literatura com uma grande ênfase em valores e princípios cristãos. Por isso mesmo, fiquei surpreendida quando reparei que este livro é classificado como Christian Fiction – ficção cristã, traduzindo directamente a classificação.  Isto pareceu-me interessante e manteve-me curiosa, pois eu fui educada com valores católicos e embora não seja praticante, a religião é uma temática que irá interessar-me sempre. A própria autora é seguidora fiel da Igreja e dos valores cristãos e por isso mesmo, fiquei motivada para ver como é que a autora introduziria esta temática dentro de um romance histórico. 

Além disso, o livro fala também sobre outra das minhas temáticas favoritas e das quais me fascina mais – a Segunda Guerra Mundial. Desta vez, com muito agrado, vejo que é a perspectiva americana que está a ser explorada e muito bem. Acho que a pesquisa da autora se mostra de forma notória, bem como os conhecimentos sobre as forças aéreas dos Estados Unidos da América. As descrições da autora da época conturbada que se visa neste romance estão bastante precisas e conseguem transportar o leitor para aquele período de tempo. Toda a narrativa da autora é intensa e isso para mim, é uma mais-valia numa obra literária. Acabei por me sentir parte integrante do enredo e da vida quotidiana, onde o trabalho voluntário feminino na Cruz Vermelha e os desafios diários por parte dos soldados são o foco principal. 

Gostei imenso da escrita da autora, muito envolvente e bastante dinâmica e li o livro num instante, pois quando não o estava a ler, estava a desejar poder ler apenas mais um capítulo. As personagens e o enredo são igualmente envolventes e cativantes e por vezes, frustrante devido à teimosia dos protagonistas. Mas todos esses elementos faz com que o leitor se sinta mais próximo da obra e faz também com que a experiência de leitura seja positiva. 
Fico muito contente por esta aposta e ainda mais contente por saber que o segundo volume, intitulado Nas Asas da Memória, será publicado já em Junho. Estou mesmo muito curiosa e ansiosa para o ler.
Ainda mais porque a trilogia é apenas sobre os irmãos Novak e gostei imenso desta família. Mal consigo conter o meu entusiasmo para ter notícias sobre os estes dois irmãos que ficam a faltar. 

E, atenção, fãs do Pearl Harbor, este livro é para vocês. Tenho a certeza que irão gostar… os aviadores proliferam por aqui. 
Um romance histórico, com a segunda guerra mundial como pano de fundo, inspirador, emotivo e muito, muito doce. Impossível não gostar!