Ricochete

Quando o detective Duncan Hatcher é chamado à mansão do juiz Cato Laird para investigar uma morte, compreende que a discrição é a chave para manter o seu emprego. Elise, a mulher-troféu do juiz, afirma ter matado a tiro um gatuno em legítima defesa, mas Duncan tem quase a certeza de que ela mente. A investigação que faz ao passado pouco suspeito de Elise convence-o de que ela é mentirosa, manipuladora e, mais do que provavelmente, uma assassina. Mas quando Elise desaparece… 

Sem saber em quem acreditar, Duncan vê-se envolvido na investigação de um homicídio que desafia a sua lógica, o seu infalível instinto e a sua inabalável integridade. Não confia em ninguém, exceto na palavra do criminoso que prometeu eliminá-lo. 

E confia ainda menos na mulher que mais deseja.


ISBN: 9789898228642 – Quinta Essência / 2011



Sandra Brown é uma das minhas autoras predilectas. Conquistou-me logo à primeira linha, sem me dar a possibilidade de pensar duas vezes no assunto. Hoje em dia quando penso em romances policiais, um dos primeiros nomes que me vem à cabeça é ela. 
Assim sendo, os policiais românticos que Sandra Brown escreve tornaram-se leituras obrigatórias para mim. Ambas as características (a parte policial e a parte romântica) estão bastante equilibradas, o que faz com que os livros da autora sejam uma tentação para mim em toda as frentes.
A autora consegue viciar os seus leitores com a maneira como constrói os seus enredos. De forma intrincada e envolvente, é garantido que o leitor só tem descanso quando chega ao fim do livro e assim, à solução do mistério. 


Ricochete conta-nos a história de Duncan Hatcher, um sargento-detective da Brigada de Homicídios da Polícia de Savannah. Duncan e a sua parceira, Dee-Dee são chamados à casa do juíz Cato Laird para investigar um assalto à mão armada que resultou numa morte. A função dos dois detectives é assegurarem-se de que o assalto foi apenas isso e não um assassínio. O problema é que quando Duncan e Dee-Dee começam a investigar mais profundamente as circunstâncias do suposta morte que terá acontecido em legítima defesa, vêem que as incongruências são muitas e a dúvida instala-se.
Duncan que se vê constantemente atraído pela bela Elise, luta consigo próprio na tentativa para se manter um elemento imparcial na investigação, mas quando Elise desaparece fica cada vez mais penoso para Duncan manter-se impassível e ainda mais difícil fica saber em que lado acreditar. 


Mais uma vez, Sandra Brown consegue conquistar-me com a sua mestria em balançar o suspense, mistério e romance e consegue assim mostrar-se porque é que é uma autora tão querida por esse mundo fora e sem dúvida, uma das melhores do género. 


Confesso, no entanto, que pela primeira vez, com as obras de Sandra Brown senti dificuldade em entrar no ritmo de acção. Esta foi a única obra, até agora, que não me deixou desde o início com vontade de “devorar” o livro. Aliás, só a partir do capítulo 14, mais coisa menos coisa, é que comecei a sentir-me impelida a ler a obra de uma forma voraz. De qualquer forma, a escrita já familiar da autora acabou por compensar o início periclitante. 
E agora olhando para trás, vejo que lentamente – capítulo a capítulo – o enredo e as personagens foram tomando conta da minha atenção, até me deixarem completamente cativa.


Mais um sucesso garantido!






Opiniões da mesma autora:


    




Opinião – Vidas Trocadas

Opinião:

Já acabei então o Vidas Trocadas e posso afirmar que foi outra leitura fantástica. Estou completamente rendida às intrigas e mistérios que a autora cria.
E à sua escrita também.
Tem um estilo que me agrada muito.

Sobre o livro, tenho alguma coisas a dizer. A primeira é que eu descobri a revelação, aquele pormenor que é revelado a umas escassas páginas do fim.
Sempre estive muito reticente em acreditar nas palavras dela e eu cá tinha as minhas suspeitas.
Quando o Chefe se encontra a pensar para ele num certo momento do enredo, só serviu para confirmar aquilo que eu estava tão convencida. Portanto, gostei mesmo do livro.
O romance entre o Christopher e a gémea até está bonito. Gostei de saber que ele é um homem de carácter – digo isto por causa da razão que o levou a ficar em Dallas.
Outro ponto muito importante são os temas que estão aqui em destaque: a inseminação artificial e a religião – ou a não religião já que estou a ser criteriosa.
Isto para dizer que para já, estes são dois temas que me interessam e que nem sempre são falados de maneira interessante com sucesso. A autora conseguiu isso. Mesmo que tudo o que ela tenha falado sobre a inseminação artificial tenha sido apenas uma camada, conseguiu fazê-lo de uma maneira a que o leitor percebesse.
Até fui pesquisar mais sobre o assunto, porque aquilo que ela falou e referiu deixou-me curiosa sobre este método alternativo de concepção.
A religião, é um tema algo recorrente mas acho que a autora a abordou de um prisma curioso.
Ainda mais importante, foi a forma de conectar as duas temáticas, que me surpreendeu. Quando à partida pensamos nestes dois temas, a ligação que nos vem à cabeça não será esta, garanto.

Que ideia macabra. Pus-me realmente a pensar como seria se alguém instituísse uma coisa dessas por esse mundo fora? A dimensão da “organização” surpreendeu-me, com aquelas ramificações todas.

Fiquei com pena da autora não ter dado uma hipótese mais tangível (ou seja, além das flores) ao casal Lucy e Tobias. Gostava que eles tivessem ficado juntos.

Concluindo, outro livro muito bom. E ficarei a aguardar pelo próximo.

Opinião – Calafrio

Opinião:

Acabei Calafrio.
Entretanto, este já é o segundo livro que leio da autora. Apesar de ter muita curiosidade em ler mais livros dela, queria mesmo comprovar se era uma autora para seguir. E posso dizer que já estou 100% convencida.
É mesmo para seguir. Estou fã da escrita dela. Dos enredos, das histórias de amor que ela cria.
Fazendo um pouco de comparações entre as obras que já li – Uma Voz na Noite (amor à primeira vista) e Calafrio – este Calafrio tem menos romance, mais carga de mistério e suspense.
Mas nem por isso, deixa de ser um livro bombástico.
Tem certamente os seus trunfos. Esta autora tem uma mão mágica para policiais com romance. A maneira como ela conjuga os dois elementos, diremos apenas que é preciso talento.
Cria enredos interessantes e que não nos permitem descansar até sabermos tudo o que há para saber.

No geral, gostei imenso. É um livro óptimo para se ler à noite, enroscada no edredão com um chá. Sim, porque neste livro estamos rodeados de neve e de frio e a autora transporta-nos realmente para lá! Foi para mim, uma aventura, ler este livro.
Tem decididamente mais carga de suspense de que o Uma Voz na Noite. E o romance – a autora encaixou tudo muito bem, com personagens deliciosas..
O que admiro mais nos enredos é o facto de ser tudo muito bem ponderado, estruturado. Todos os pormenores são tratados. E isso é admirável.
A autora, tanto num livro como no outro, abriu vários caminhos mas não deixou nenhum deles sem solução e sem estar bem argumentado. E depois, aquelas suas reviravoltas e segredos que são descobertos trocam a volta a qualquer um!

Este foi um dos raros livros em que consegui descobrir o assassino. Acho que foi um pouco por sorte, porque nunca gostei dele.. Mas tive um bom palpite.
Oh, vá… palavras para quê? Adorei. Leiam, não sabem o que estão a perder!
Isto é um livro e pêras! (Mas o Uma Voz na Noite continua a ser melhor. )

Opinião – Uma Voz na Noite

Opinião:

Decidi publicar de forma oportuna as opiniões dos livros que já li de Sandra Brown e que existem publicados em português. 
Assim, nos próximos dias vou desenterrar as palavras que escrevi sobre os 3 livros já lidos desta autora. Embora as opiniões não estejam tão elaboradas, espero que gostem.
Vamos lá à opinião então.
Este Uma Voz na Noite foi a minha estreia com a autora. Já tenho os 3 livros dela publicados em Portugal e os comentários, as capas e as sinopses sempre me chamaram à atenção portanto já há muito tempo que queria que esta autora se desse a conhecer. E este livro foi a oportunidade perfeita.
A autora tem uma escrita fantástica. Até diria uma escrita misteriosa. Leva-nos a pensar uma coisa e depois acaba por ser completamente outra. É também muito envolvente. Deixa os seus leitores apegados ao enredo, às personagens e ao aos acontecimentos. É uma mistura mais do que equilibrada e também muito atraente entre romance e mistério.
Adoro um bom policial. E foi isso que me conquistou. Claro que sem o romance não seria a mesma coisa e é a mestria em misturar estes dois elementos que faz a escrita da autora cativante.

Eu devorei completamente o livro. Comecei com calma, a habituar-me às personagens, às descrições, mas a história, a envolvência da escrita apanharam-me logo de seguida. Até que não descansava até saber o que se passava.
Bastou uma pequena menção a uma situação que me intrigou e eu já não conseguia largar o livro.
Magiquei todas as teorias possíveis e imagináveis para o assassino, ao mesmo tempo que acompanhava o percurso das personagens. E o que mais me impressionou foi que eu cheguei a considerar a teoria que se veio a verificar que era a correcta, mas a autora deu uma perspectiva tão interessante que dei por mim a fazer teorias mais rebuscadas.
O romance entre as personagens é delicioso. Tenso, com problemas, mas é lindo ver situação a compor-se e ver a rendição, por assim dizer.

Não posso dizer que houveram elementos negativos no livro; para mim não houveram. Gostei mesmo muito desta descoberta.
Ainda tenciono ler os outros dois livros dela para auferir se não foi apenas um acaso. Realmente, espero que não.
A autora criou uma impressão muito boa em mim.
Os enredos são aliciantes e viciantes.