Prometo Amar-te

O sonho de qualquer mulher é receber uma joia da Tiffany’s. Na Quinta Avenida, em Nova Iorque, dois homens muito diferentes estão a comprar presentes para as mulheres que amam. Gary está a comprar uma pulseira de pendentes para a sua namorada Rachel. Em parte para lhe agradecer por ter pago aquelas férias de sonho a Nova Iorque e em parte porque deixou as compras de Natal para o último dia. 
Já Ethan procura uma coisa um pouco mais especial — um anel de noivado para a primeira mulher que o fez feliz desde que perdeu o amor da sua vida. Porém, quando os sacos das compras dos dois homens se misturam e Rachel recebe o anel de Ethan, a vida dos dois casais acaba por unir-se. E restituir o anel à sua legítima dona revelase mais complicado do que Ethan antecipava. Será que o destino tem alguma coisa reservada para os dois casais? Ou será que é a magia da Tiffany’s que está no ar?
ISBN: 9789897260025 – Quinta Essência / 2012 – 448 páginas


A vida tem coisas curiosas. Imagine que está a passar uns dias de férias em Nova Iorque, em plena época natalícia com a sua namorada e com a sua filha. Esta viagem tem um objectivo concreto, além do lazer. Quer dar o passo seguinte no relacionamento com a sua namorada e por isso dirige-se à famosa loja Tiffany’s para lhe comprar um anel de diamante, para a pedir em casamento em grande estilo. Agora imagine, que à saída da loja, ouve gritos e um homem qualquer acaba de ser atropelado por um táxi. Como bom samaritano que é decide aproximar-se e ver se poderá ajudar o pobre coitado que se encontra inconsciente à beira da estrada, pois tem formação em primeiros socorros. Acabou de fazer a boa acção do dia. Entretanto, no dia seguinte – o dia em que vai propor casamento à sua namorada – a sua companheira abre o embrulho e qual não é o espanto quando você se apercebe que em vez do anel que comprou, que lhe custou milhares de dólares, se encontra uma simples bracelete de prata. 
Apercebe-se de que o seu saco deve ter sido trocado com os pertences do homem que salvou no dia anterior e tenta tudo por tudo para contactar o homem para conseguir reaver o seu anel e finalmente, pedir em casamento a namorada que agora se encontra insegura na relação depois de todas as mentiras que teve de lhe contar, para tentar esconder o facto que está a tentar reaver aquele que será um símbolo importante na vida dos dois. Mas a vida tem destas coisas, quando queremos muito uma coisa, parece que não a conseguimos alcançar…Ou se calhar, o anel tem vida própria, quem sabe. 
Esta foi a minha estreia com a escritora Melissa Hill. Foi com alguma curiosidade que comecei esta leitura, pois já tinha ouvido boas coisas sobre esta autora e esperava que fosse uma leitura leve, divertida e romântica. 
Este é o terceiro livro que a Quinta Essência publica da autora, sendo que o primeiro intitula-se Antes de te Esquecer e o segundo Tudo sobre Ti. Eu pretendo ler o primeiro, visto que tem uma sinopse interessante e parece-me um livro mais “sério” que este. Vou mantê-lo debaixo de olho.
Mas entretanto, urge falar-se sobre este Prometo Amar-te. Eu gostei da escrita de Melissa Hill. Tem uma narrativa simples, leve e portanto, é fácil entrarmos dentro da história que ela quer contar aos seus leitores. 
A história que ela apresenta neste livro apesar de simples, é suposto ser algo divertido e que se torna algo caricato com o passar do tempo. Até aqui, não há problema. 
O leitor rapidamente se vê desejoso de saber como é que a história vai evoluir e quer acompanhar de perto o percurso que este anel faz. Contudo, chega a um certo ponto na história, em que parece que esta brincadeira se está a esticar um pouco. O tempo útil deste enredo está a estender-se um pouco mais do que aquilo que seria necessário. Tendo em conta que este livro tem à volta de 450 páginas, parece-me que em 300 era possível escrever a mesma história sem que o anel andasse sempre a fazer das suas, de forma a que se torna repetitivo tanta reviravolta. 
E portanto, confesso que me cansei um bocadinho. A partir do meio do livro já me perguntava quando é que isto iria ter uma solução à vista, quando é que se ia descobrir alguma coisa de jeito. 

Até ao final da leitura, ainda fui surpreendida com alguns aspectos. Mas mais uma vez, fiquei insatisfeita com a forma como a autora apressou o final. Primeiro enrola os acontecimentos e depois acelera tudo no final, para a história ficar toda embrulhadinha, sem nenhuma ponta solta e com um belo laçarote a enfeitar. Pois, coerência, não é? Foi o que me pareceu. De facto, apesar da sua escrita ser daquelas que nem damos pelas páginas a passar, a execução do enredo e o desenvolvimento dos personagens (aquele Ethan pareceu-me um pouco banana, a investir tanto dinheiro num anel e depois a ter “medo” de pedir aquilo que é dele, enfim) deixaram bastante a desejar.

Contudo, não posso de referir que é uma leitura agradável. Apenas não consegue atingir a excelência. Dentro do género em que está inserido, creio que consegue preencher os requisitos. Entretém, tem uma história feliz e para quem gosta de um pouco de mistério lá para o meio, com certeza apreciará este livro.
Tenho de tirar as minhas dúvidas com o Antes de Te Esquecer

  
Advertisements

Força do Desejo

Ao entrar na sua sétima temporada sem namorado, Beatrice Albright começa a entender que a sua beleza não compensa a sua personalidade irritável. Na qualidade de mulher desesperada que ninguém deseja, tem de procurar um homem com quem nenhuma outra pessoa casará: o desprezado e misterioso marquês Highcroft, Gareth Berenger. Correm boatos de que ele é um assassino, mas Beatrice tem mais receio de ficar uma velha solteirona na companhia da mãe, do que da obscura reputação de Berenger.
Contudo, embora se sinta intrigado pela sedutora proposta da jovem, também ele tem uma proposta a fazer. Dotado de gostos particulares, não casará com nenhuma mulher incapaz de os satisfazer. A sua noiva tem de ser aventureira, sem medo de nada e ansiosa por experimentar todas as paixões e prazeres imaginários, por mais chocantes e proibidos que possam parecer. Se Beatrice concordar em tentar a experiência – se conseguir eliminar todas as suas inibições – os dois casarão.
Por conseguinte, os dados estão lançados enquanto Beatrice e Gareth embarcam num percurso erótico onde o perigo os espreita a cada curva, rumo a um mundo de êxtase, onde nada é proibido… nada é negado.
ISBN: 9789898228802 – Quinta Essência (Leya) / 2012 – 228 páginas

Beatrice Albright sente que a sua vida se encontra num impasse. Esta quer arranjar um marido, mas já vai na sua sétima temporada e continua a não conseguir encontrar um homem que esteja suficientemente interessado nela para a consagrar com um contrato matrimonial. Parte dos seus problemas provém dos rumores que povoam a sociedade acerca da personalidade irascível de Beatrice. Consta que é arrogante e coloca-se a si mesma a um nível bem mais elevado do que merece, o que antagoniza as restantes pessoas com quem ela poderia criar amizade e assim ser melhor acolhida dentro da sociedade londrina. 
Gareth, marquês de Highcroft, é outro pária. A sociedade rejeitou-o após a sua mulher ter morrido em circunstâncias que podem ser caracterizadas como suspeitas. A partir desse acontecimento trágico que ditou o seu destino, o marquês isolou-se da vida social e adoptou uma existência recatada. Contudo, após a morte da sua avó, Gareth vê-se obrigado a concretizar o seu último desejo que é que Gareth volte a casar. Isso implica que este volte à sociedade e que lute contra os rumores.
Este já esperava que o regresso fosse difícil, mas não se preparou para que as mães das jovens o afastassem dele como se este fosse uma praga. A esperança para arranjar uma noiva ainda lá está, embora as hipóteses sejam quase nulas. Contudo, num encontro afortunado com Beatrice num dos bailes, ambos se reconhecem como almas solitárias naquele universo e assim firmam um acordo que tem de perigoso como de sensual…

Jess Michaels é uma reconhecida autora de romances sensuais. Já publicou várias obras, incluindo a série das irmãs Albright, do qual este livro faz parte. Os livros que foram editados correspondem aos dois últimos da série, o que não constitui nenhuma surpresa para quem está habituado a lidar com as editoras do nosso mercado. Sendo que a série tem 4 livros, os que se encontram publicados pela Quinta Essência têm os títulos de Tabu e Força do Desejo, livro que li agora.
Quando o primeiro livro, Tabu, saiu para o mercado, não fiquei interessada e nem sequer senti curiosidade de ler as obras da senhora Michaels. Contudo, como tive oportunidade de ler o Força de Desejo no blogring, decidi pelo menos experimentar a autora e ver como é que a nova experiência corria.
Sinceramente, não tinha nenhuma expectativas, esperava que fosse apenas mais um romance sensual. E assim foi. Nada de novo.

Sendo que esta foi a minha estreia, tenho que dizer que não foi difícil introduzir-me na escrita da autora. É uma escrita simples, que não deixa muito à imaginação e portanto é um livro que se lê de uma forma rápida, tal e qual fast-food. Como o livro também é magro, torna-se claro que o enredo não é muito trabalhado e apercebi-me logo ao início que aquilo que a autora construiu foi uma história de sexo com um enredo básico, paralelo ao romance entre os protagonistas. 
Até aqui tudo bem. Os romances erótico-sensuais são a nova moda e permitem ao leitor mudar os hábitos de leitura, descontraindo a mente com este registo mais leve e descontraído. 
 E realmente esta leitura permitiu-me isto tudo. O que acontece é que o meu problema com este género é o balanço que não existe entre as cenas sensuais e o contexto por detrás de tanto sexo. E este livro está claramente focado no sexo, na leve relação BDSM que existe entre Gareth e Beatrice. São cenas que servem o seu propósito, mas às quais lhe falta um pouco mais de sentimento genuíno. Acho que a ênfase está no sexo e não na relação que existe entre o casal que pode retirar benefícios de uma relação sexual activa e diferente. Aquilo que vi é uma ânsia de escrever cenas quentes, com muita acção e pouco conteúdo emocional, por assim dizer. E isso não me enche as medidas de forma nenhuma. Gosto que exista um equilíbrio entre as duas partes e é por isso que este género literário focado no erotismo me continua a desiludir um pouco. Pelo menos no que toca a estes livros mais “comerciais”. 

Sendo que achei a história medíocre e as cenas de sexo escritas um pouco de forma forçada, a tradução ainda me revolveu mais o estômago. Pergunto-me que tipo de tradutor traduz “pussy” por bichana, sendo que o contexto aqui não é do mundo animal, com toda a certeza. E pergunto-me quem traduz “pleasure” por gozo neste contexto especial. A minha leitura, já de si não muito positiva, ainda se tornou pior ao constatar que ainda andam por aí tradutores e revisores que trazem a público este tipo de má qualidade.

Uma estreia que deixou muito a desejar e posso dizer com toda a certeza que a minha experiência com esta autora fica por aqui.     




   

Encontro na Provença

No Sul da França, os segredos serpenteiam pelo campo ensolarado como os ramos das videiras – e como um bom vinho, tornam-se melhores a cada ano que passa. Mas Franny Marten sabe pouco desse mundo. Tudo o que serpenteia através da sua pequena casa de campo na Califórnia é o sonho de se apaixonar. Franny pensava que o sonho podia tornar-se realidade – até que conhece a mulher do seu amante! Mas, quando começa a sentir que o seu coração já ficou destroçado demasiadas vezes, Franny recebe uma carta misteriosa que muda tudo… A carta é um convite para uma reunião da família Marten num château na Provença. Sabendo pouco sobre a família, Franny decide arriscar e faz as malas para a aventura de uma vida. A sua decisão de ir a França irá empurrá-la para um mundo na orla do tempo, onde o azul do Mediterrâneo se mostra ao longe com a promessa de que tudo é possível. E quando Franny descobre por que motivo o destino a levou à Provença, vai finalmente entender que quando se trata de amor, às vezes nem tudo é o que parece. Às vezes, é ainda melhor…

ISBN: 9789898228574 – Quinta Essência (Leya) / 2011 – 361 páginas

Franny Marten é uma jovem do Oregon que teve de lutar pela vida desde os seus dezassete anos após ter perdido ambos os seus pais. Viu-se obrigada a trabalhar em vários sítios para poder pagar o seu curso de veterinária e sempre viveu de forma frugal. Agora finalmente tem um trabalho estável, a sua casa apenas a si e ao banco pertencem e Franny encontra-se realizada. Pelo menos, na parte profissional da sua vida. Já a sua vida amorosa é outra coisa. Franny que apenas quer encontrar um homem que cuide de si e que a ame por quem ela é, tem um mau gosto incrível. O seu namorado do momento, Marcus, passa a vida a criticar o seu aspecto e o seu estilo de vida e Franny sabe que esta relação está prestes a chegar ao fim, embora ela não tenha força de carácter o suficiente para ser ela própria a terminar esta ligação amorosa. 
Mas Franny é surpreendida quando descobre, pela própria mulher de Marcus, que este é casado e que mandou a sua esposa terminar o caso amoroso. Franny decide então para consigo mesma, esquecer os homens e concentrar-se noutros aspectos da sua vida. Como a sua carreira de veterinária.
Mas então conhece Jake Bronson, um homem irresistível e que a conquista desde o primeiro momento. Claro que quando ele desaparece sem lhe deixar uma explicação, Franny está convencida que mais uma vez foi enganada pelo sexo masculino e decide fechar o seu coração em copas.
Contudo, o destino dá sempre as voltas mais mirabolantes e os dois voltam a encontrar-se na reunião em Provença para que Franny foi convidada. É a reunião da família Marten, da qual Franny não sabe nada pois o seu avô há muito se havia desvinculado destes parentes. Agora, no entanto, Franny abraça a ideia de conhecer novos familiares, uma família que paira na sombra de dois assassinatos. Resta saber se Franny irá de igual forma, abraçar a ideia de perdoar Jake Bronson, o único homem que a fez sentir-se especial.

Os livros desta autora já não constituem grande surpresa para mim, como é fácil constatar. Estou mais que habituada à sua escrita simples, sem grandes efeitos ou complicações. É um discurso feito para entreter e envolver o leitor numa aventura e é isso que a autora consegue fazer sempre. 
Com as suas descrições de cenários paradisíacos  é sempre garantido que estas leituras façam o seu leitor descontrair e sonhar que se encontram nestas praias e nestes cenários de férias muito apelativos.
Uns livros são mais virados para o romance, outros mais para o mistério. A linha é ágil e é certo que nos livros de Elizabeth Adler poderemos sempre encontrar algo dos dois. Neste caso, em Encontro na Provença, acho que a balança tende claramente para o romance. Não houve grande mistério para desvendar, apenas esperar que o assassino encontrasse justiça e portanto o foco manteve-se no romance entre os vários personagens desta obra.

Tive oportunidade de ler sobre a região da Provença e também tive a oportunidade de revisitar Saint Tropez, com Lola e Jack Farrar do livro Verão na Riviera. Engraçado como já não é a primeira vez que a autora refere os seus livros em passagem. Acho curioso e é uma oportunidade de termos um breve relance de outros personagens que já conhecemos de outra altura. E um pouco egocentrista, mas deixemos esta última passar.
Por isso, aquilo que posso dizer, é que continuo satisfeita com esta fórmula da autora e enquanto não me fartar, posso dizer que vou continuar a ler os seus livros. Entretém-me, como sempre digo. São leituras leves, com sabor a férias e que me permitem voar para sítios distantes que gostaria, algum dia, de visitar.  
Opiniões da mesma autora:


   


Viagem a Capri

Quando o magnata inglês Sir Robert Waldo Hardwick morre de forma misteriosa num acidente de viação, deixa uma carta a nomear seis pessoas que suspeita lhe tenham desejado a morte. Daisy Keane e o investigador Harry Montana juntam-se para levar os suspeitos (e outros convidados como manobra de diversão) num fabuloso cruzeiro pelo Mediterrâneo, com todas as despesas pagas pelo falecido Sir Robert. O mistério aumenta à medida que vão aportando em Monte Carlo, Saint-Tropez e Sorrento. E as reviravoltas inesperadas são apenas o princípio. 
Por fim, chegam à bela Villa Belkiss em Capri, onde será lido o testamento de Sir Robert… e o assassino desmascarado. Com a beleza da paisagem do Yorkshire, as estâncias do Mediterrâneo e o magnífico iate de cruzeiro, mais a atracção intensa entre o solitário Harry Montana e a desconfiada Daisy, as paixões inflamam-se e o encanto da Villa Belkiss deslumbra. 

ISBN: 9789898228451 – Quinta Essência (Leya) / 2011

Daisy Keane teve um passado que não gosta de recordar. Estava na mó de baixo quando conheceu Bob Hardwick. O marido tinha-a deixado por uma loira, sensual e bem mais nova que ela. Com ele tinha-lhe levado tudo: o carro, a casa e os poucos pertences que tinha. Agora está praticamente na penúria, com apenas 500 dólares na conta bancária. Começa a entrar em desespero, mas Bob Hardwick, que já passou por tempos difíceis e sabe o que é ser pobre, salva-a. Por isso mesmo, acaba por empregar Daisy como sua assistente pessoal e acaba por criar uma boa amizade com a mesma.
5 anos depois, Daisy recebe a notícia de que Bob Hardwick faleceu na sequência de um acidente rodoviário. Daisy fica devastada com a notícia, e aquando o funeral de Bob conhece um dos seus amigos mais antigos. 
Harry Montana conhecia Bob há 10 anos e recentemente, Bob entrou em contacto com Harry porque tinha andado a receber mensagens estranhas e um pouco ameaçadoras. Homem rico como é, Bob fez no decurso da sua vida alguns inimigos. Este também sabe que Harry Montana é o melhor investigador e por isso, entrega-lhe uma lista com 6 “inimigos” seus. Pessoas que poderiam ter algo contra Bob e que poderiam querer fazer-lhe mal.
Montana acaba a contar tudo isto a Daisy e explicar-lhe que Bob foi assassinado e que o próprio organizou um cruzeiro com destino a Capri, o cenário descontraído perfeito para que Daisy e Montana descubram juntos quem foi o culpado da morte de Bob.

Este é o quinto livro de Elizabeth Adler que leio e não pretendo que seja o último. Apesar de não serem livros extraordinários, são leituras descontraídas que me permitem variar um pouco as minhas leituras e é isso que me continua a apelar nos livros de Elizabeth. Não só tenho o prazer de viajar pelo mundo inteiro através das suas palavras, como acabo por me descontrair e fingir que estou mesmo nos cenários paradisíacos que a autora descreve. São livros fantásticos para mudar o ritmo, ler um romance leve e desvendar um ou outro mistério. 
Adoro este tipo de género de livro onde as autoras misturam o mistério com o romance. Embora para mim as rainhas do género seja a Nora Roberts e a Sandra Brown, Elizabeth Adler acaba também por entrar no top das melhores, porque junta todas estas paisagens magníficas. 
A sua escrita é leve, agradável, sem grandes ornamentos. O seu discurso é simples, com bastantes descrições e por isso mesmo, os seus livros lêem-se num fósforo. É outra qualidade nos seus livros que me agrada bastante.

Daisy e Montana foram um casal que eu gostei, apesar de a autora não ter desenvolvido muito o romance entre os dois. Achei que tinham uma dinâmica muito descontraída, bastante apropriada para o cenário em questão. Embora não haja grande desenvolvimento das personagens (o foco esteve mais no mistério) este foi um daqueles romances que nem me aquecem, nem me arrefecem. Foi agradável, mas mas. Faltou ali qualquer coisa.
Já o mistério de quem matou Bob Hardwick foi mais empolgante, apesar de eu ter conseguido adivinhar parte da solução. Digamos que me escapou um pequeno pormenor. Contudo, o facto de ter acertado não me entristeceu de maneira nenhuma. É sinal de que estive atenta, ou então foi apenas simples. Não sei. De qualquer das maneiras, gostei bastante de acompanhar o caminho para a verdade, apesar da ideia de juntar os suspeitos num ambiente controlado não seja completamente original.

Sumariamente, os livros da Elizabeth continuam a proporcionar-me momentos descontraídos, relaxantes e que sabem a férias. É o que me atrai nestas leituras e por isso, tenciono continuar a ler a autora (se bem que isto pode vir a mudar, para já, sinto-me contente com esta leituras, ainda que não completamente preenchida).

Opiniões da mesma autora:

      


     

Há Sempre um Amanhã

A maior parte das pessoas consegue lembrar-se de um momento decisivo na sua vida. Uma fração de segundo quando o tempo parou e a vida mudou para sempre. Para Lily Ormond, esse momento chegou ao fim de um dia, quando foi abrir a porta e descobriu que, enquanto estava a esmagar alho e alecrim e assistir a telenovelas, a sua irmã gémea Alison se tinha afogado. Foi difícil conciliar-se com a perda da única irmã e melhor amiga, e mais ainda tornar-se mãe de Charlie, o filho de Ali com três anos de idade, mas descobrir que a sua irmã gémea levava uma vida secreta havia anos quase destruiu Lily… E assim começa uma viagem relacionada com quatro homens que tinham feito parte de uma vida que ela nem sabia existir. Uma viagem que obriga Lily a reconciliar-se com a memória do pai que nunca se importou realmente com ela, com uma criança que precisa muito de si e com uma irmã que não era o que parecia.


ISBN: 9789898228857 – Quinta Essência (Leya) / 2012 – 468 páginas

Alison estava a ter um dia óptimo. Tinha recebido boas notícias e a vida a partir de agora, ia tornar-se muito mais fácil e agradável. Por isso mesmo, depois de ter recebido as boas novas, foi com o seu filho de 3 anos – Charlie – dar um passeio até à praia, à beira-mar. Apenas se não se tivesse distraído com a maré-baixa, não se teria afogado. O que interessa é que o seu filho acabou por ser salvo. Mas quem fica para trás são aqueles que sofrem e quando a sua irmã gémea, Lily, se inteira das notícias trágicas, o seu mundo vira-se de pernas para o ar. Tudo aquilo que ela conhecia, desapareceu. Só restou o filho da sua irmã para a aguentar no presente. 
E mesmo quando Lily tentava aguentar a dor de ver a sua irmã ir embora de forma tão inesperada, começa a descobrir coisas sobre a vida de Alison que não estava à espera. E começa a compreender que de facto não conhecia assim tão bem a sua própria irmã.

Esta autora irlandesa, Anita Notaro, foi uma nova aposta da Quinta Essência no ano de 2012. Quando vi o livro no mercado, não fiquei particularmente interessada, mas a oportunidade de o ler a partir de um empréstimo surgiu e portanto decidi experimentar e ver o que este livro me traria.
Confesso que a sinopse até pareceu bastante interessante, logo de início e portanto estava à espera de um drama assim ao estilo chick-lit. E é isso mesmo que este livro é. A questão é que não foi uma leitura nada promissora. 

Quando comecei a ler o livro, até estava a gostar de como a leitura se estava a desenvolver. Mas por volta das 120 e poucas páginas, alguma coisa começou a mudar. Aquilo que parecia uma história promissora, com um enredo cativante e com personagens menos entusiasmantes, mas que tinham possibilidade de crescer para algo bom, tornou-se um enredo muito aborrecido, personagens que não evoluíram e momentos muito aborrecidos.
Acho que a única personagem que se safou foi o miúdo. Começando pela nossa protagonista, Lily, é óbvio porque é que não gostei dela. Parece um fantoche de pessoa. Não tem vontade própria, é uma daquelas pessoas que vê a vida passar por si e parece um fantasma. Não faz nada por si, não é dinâmica e simplesmente têm que ser os outros a tomar as decisões por ela, porque ela parece “uma criança crescida”, como a autora diz e muito bem. Não sei como é que ela comia sozinha sinceramente.

Segundo ponto, achei este enredo ridículo. Ridículo. Não tenho outra palavra para isto. Então a irmã dela morre e a Lily começa a descobrir umas coisas suspeitas sobre a vida secreta da irmã. Que não era assim tão secreta. Quanto muito era óbvia, mas pronto. Depois aparecem 4 homens que dizem ter tido algo com a Alison e mesmo assim a Lily não percebe o que se passa. Go figure.
De igual forma, é ridículo que estes tais 4 homens que conheciam a Alison, conseguem os 4, ficar interessados na Lily, apenas porque ela é a gémea da Alison, quando de gémeas elas não têm nada, a não ser o aspecto físico e mesmo assim…

Bem, não consigo descrever a parvoíce que eu achei o desenvolvimento deste livro. Não gostei particularmente de nenhum personagem, nem mesmo aquele que depois se veio a tornar o namorado de Lily (embora realmente tenha sido aquele que pelo menos valeu a pena conhecer). Foram quase 300 páginas de revirar de olhos e ler grandes partes na diagonal, com muito pouco interesse. Contudo, não queria abandonar o livro, pois ainda tinha a esperança que o livro ainda tivesse algo de importante/interessante para me mostrar. 
Nem por isso.

O final até que foi querido, digno do género de chick-lit, mas não compensa o aborrecimento que o livro foi desde a página 120 até à página 450.
E não posso dizer que queira voltar a ler alguma coisa da autora.

      


O Sorriso das Mulheres

Para Aurélie Bredin, as coincidências não existem. Jovem, sensível e atraente, é a proprietária de um pequeno e romântico restaurante, Le Temps des Cerises, situado no coração de Paris, a dois passos do Boulevard Saint-Germain. Naquele pequeno restaurante forrado a madeira, com toalhas aos quadradinhos vermelhos e brancos, o seu pai conquistou o coração da sua mãe graças ao menu d’amour. E foi ali, rodeada pelo aroma do chocolate e da canela, que Aurélie cresceu e onde encontra consolo nos momentos difíceis da sua vida. Mas agora, magoada pelo abandono de Claude, nem sequer a calidez acolhedora da cozinha é capaz de consolá-la.
Uma tarde, mais triste que nunca, Aurélie refugia-se numa livraria. Um romance, O Sorriso das Mulheres, chama a sua atenção. Quando o folheia, descobre que a protagonista é inspirada nela e que Le Temps des Cerises é um dos cenários principais. Graças a esta prenda inesperada, volta a sentir-se animada. Decide entrar em contacto com o autor, Robert Miller, para lhe agradecer. Mas isso não é fácil. Qualquer tentativa de conhecer o escritor – um misterioso e esquivo inglês – morre na secretária de André Chabanais, o editor que publicou o romance. Porém, Aurélie não desiste e quando um dia surge efectivamente uma carta do autor na sua caixa de correio, acaba por daí resultar um encontro bem diferente daquele que tinha imaginado…

ISBN: 9789898228895 – Quinta Essência (Leya) / 2012 – 292 páginas

Aurélie Bredin é uma mulher que acredita no destino e acredita também em coincidências. Ela só quer uma coisa na vida: encontrar o amor da sua vida, enquanto lhe cozinha umas quantas refeições no seu restaurante Le Temps des Cerises. Como cozinheira, os únicos livros que alguma vez lhe interessaram são os livros de culinária. Contudo, depois de se ver obrigada a fugir de um polícia obstinado, entra numa livraria e é lá que descobre o romance que vai mudar a sua vida para sempre. 
O Sorriso das Mulheres é uma obra que foi escrita por um autor inglês que apresenta no seu enredo maravilhosas coincidências. É que a protagonista deste romance é dona de um restaurante chamado Le Temps des Cerises, tem um vestido verde, olhos verdes, cabelos louros… A verdade é que esta personagem é ela!
Ao voar para a contracapa do livro, para ver a fotografia deste autor que se inspirou nela mesma para escrever o seu romance, Aurélie está certa de que nunca o conheceu, mas a verdade é que o autor tem que a conhecer a ela, para poder ter escrito com tanto detalhe sobre o seu restaurante e sobre ela própria. Por isso mesmo, esta decide entrar em contacto com o autor através da editora que publicou este livros: Éditions Opale, onde entra em contacto com o assistente editorial André Chabanais, o responsável por trazer este livro para o mercado francês.
A verdade é que existem alguns obstáculos que se apresentam à comunicação entre Aurélie e o autor Robert Miller e existem vários pormenores que não encaixam nos sítios certos… Aurélie mal sabe o que estará para vir, mas O Sorriso das Mulheres irá mudar irremediavelmente a sua vida.

Nem sequer conhecia este livro, embora conhecer a capa de passagem. Contudo, um dia o título passou-me pelos olhos e fiquei a pensar nele. Durante bastante tempo. Até que por acaso, surgiu a oportunidade de o ler  e nem cabia em mim de contente. Se este livro fosse capaz de me deixar com um sorriso na cara após a sua leitura, a sua missão estaria cumprida. 
Foi com algumas expectativas que comecei a ler este livro, sabendo bem que a editora Quinta Essência aposta sempre em romances leves e enredos apaixonantes. Bem, estava à espera de uma comédia romântica leve, com algum humor, assim ao estilo de Elizabeth Adler ou qualquer outra autora que faça parte do catálogo da Quinta Essência. E foi isso que encontrei.
E até mais.

Não esperava de maneira nenhuma que este livro me conquistasse. Esperava antes um sorriso breve, que deixasse a sua marca no final. O que eu não esperava é rir à gargalhada com André Chabanais, com o seu pânico e o seu stress constante. As conversas que ele teve com o Adam Goldberg foram uma comédia absoluta e provocaram o meu riso constante, tal era o absurdo da situação. Os infortúnios por que André passa são dignos de irem para um programa de apanhados e com certeza, só acontecem é nos filmes. Mas mesmo assim, não deixam de ter piada. E são divertidos. (Quando ele fala sobre os telefonemas da sua querida mãe…)
Não posso qualificar o quanto adorei este personagem, que foi tudo. Foi romântico, foi divertido e no meio disto tudo, ainda conseguiu sofrer e ao mesmo tempo aprender com os seus erros. Não sei se aconteceu com mais alguém, mas sinceramente, o discurso dele, quando está enervado, é do melhor.

Já Aurélie, não foi uma personagem que me tenha cativado tanto. Gostei dela, sim. Mas faltou ali qualquer coisinha. Ela pareceu-me ser um pouco alucinada. Eu sei que por aí nesse mundo existem groupies, mas ela dá uns ares assim de louca, a querer combinar coisas com um autor inglês desconhecido. No final, acabou por me suscitar alguns momentos divertidos e também alguma ternura, mas ficou a faltar qualquer coisa nesta personagem. 

Como podem calcular, a escrita de Nicolas Barreau é fantástica para este género de literatura. E cumpre de forma perfeita a sua missão. É uma escrita muito fluída, simples mas ao mesmo tempo dotada de algumas palavras que nos fazem pensar sobre o amor, com algum humor e muito, muito sentimento. Gostei bastante da sua escrita e fez-me sentir mais leve. Touché, Monsieur Nicolas.
(Gostei também do paralelismo que foi feito com o Robert Miller e com o próprio autor).  

Em suma, é uma leitura muito agradável que deixa os leitores com um sorriso no final. Promete divertir e encantar os seus leitores com uma bela história de amor. 

  

O Verão das Nossas Vidas

Capri: uma ilha lendária, mergulhada em sabedoria e mistérios seculares… 

Uma mulher que aprende finalmente a confiar na vida e no amor… 

Mãe e filha, separadas durante anos, à procura de uma forma de enfrentarem juntas o futuro… 


Há dez anos, Lyra Davis deixou para trás as pessoas que mais amava, incapaz de reconciliar as expectativas da família com as aspirações do seu próprio coração. Agora vive tranquilamente no meio de uma comunidade de expatriados em Capri, aprendendo devagar, com cuidado e pela primeira vez, a viver em pleno, desabrochando graças à amizade de um homem único que reconhece nela a sua alma gémea. 

Em Newport, Rhode Island, Pell Davis está preparada para assumir o seu lugar entre a elite local. Porém, tanto ela como a irmã mais nova, Lucy, ainda suspiram pela mãe que as abandonou quando eram crianças, para serem criadas pelo pai que as adorava. Pell acha que conhece os motivos da sua mãe, que julgava poder amá-las melhor se partisse. Mas agora, com o pai morto, Pell decide atravessar o oceano para encontrar a mãe de quem se recorda e as verdades escondidas que Lyra nunca fora capaz de contar… 

Sentimental e inesquecível, O Verão das Nossa Vidas revela como um romance improvável dá nova forma ao significado do amor e uma família resiste ao reavivar de memórias para encontrar um novo caminho.


ISBN: 9789898228291 – Quinta Essência (Leya) / 2010

A família pode ser um organismo muito frágil sem darmos por isso…
Lyra abandonou as suas duas filhas e o seu marido há uma década. Atrás dela, deixa um rasto de destruição. As filhas, Pell e Lucy, não conseguem lidar com a partida abrupta da mãe e necessitam da ajuda profissional de psicólogos, até que possam aceitar que a mãe delas já não faz parte das suas vidas.  
Estas duas meninas, que hoje são já adolescentes conscientes – Pell com 16 anos e Lucy com 14 – acabam por nunca aceitar completamente o abandono da sua mãe e acabam por se habituar a que o pai delas seja tenhas as duas funções: a de pai e a de mãe. Contudo, após a morte do pai, devido a um tumor cerebral, Pell decide ir visitar a mãe ao refúgio que encontrou há tantos anos atrás – Capri. 
O objectivo é (re)conhecer a sua mãe e perceber o porquê de ter abandonado as suas pequenas filhas e o seu marido. Mas acima de tudo, é tentar fazer que a sua mãe volte a fazer parte da sua vida e da da sua irmã, agora que estas se encontram sozinhas no mundo. 
Em Capri, vai encontrar mais do que esperava e perceber que nem tudo aquilo que nos dizem é uma verdade incontestável…

Este é o segundo livro que leio da autora Luanne Rice. A minha estreia fez-se com o livro O Último Beijo, do qual gostei imenso. Contudo, nunca mais se apresentou a oportunidade de ler mais livros desta autora, pelo que há dois anos que não lia nada dela. 
No blogring, acabei por ter oportunidade de (re)encontrar esta autora e a experiência não me desiludiu de nenhuma forma. As recordações que tinha da minha estreia vieram todas à superfície e acabei por gostar tanto desta leitura quanto gostei do primeiro livro que li dela. 
A escrita da autora é leve, agradável e exactamente aquilo que se pede para descontrair a mente. Num registo simples, a autora apresenta-nos uma história sobre amor, sobre perda, sobre famílias, mas sobretudo, uma história sobre perdão. 
Gostei do enredo e da história, de tal forma que rapidamente esta leitura me consumiu. Li o livro em três tempos e apesar de ter adivinhado a forma como as coisas se passariam, a história encheu-me as medidas. 
Contudo, o mesmo não posso dizer sobre os personagens. De facto, acho que estes eram pouco credíveis e estavam mal explorados. 
Difilmente diria que Pell e Lucy, tinham, respectivamente 16 e 14 anos e custa-me acreditar que crianças com esta idade sejam tão adultas mentalmente quanto a autora quis fazer parecer. Não esquecendo que eu já passei por essa idade, isso parece-me muito irreal. Mesmo tendo em conta que estas crianças não tiveram uma infância despreocupada, acho que a autora exagerou muito na personalidade matura destas pequenas adolescentes. 

Por outro lado, viu-se perfeitamente o quão imatura Pell foi, tendo em conta a atitude que teve com o seu namorado, Travis. Ou mesmo a atitude de criança mimada que teve com a mãe, quando esta lhe contou uma verdade indesejada sobre o pai que tanto idolatrava. Enfim, esta inconsistência de caracter acabou por me chatear sobremaneira e o facto é que a história acabou por perder devido a Pell, que nem merecia ter sido a protagonista deste livro. Acho que a história teria ganho mais consistência e conteúdo tendo a Lucy como protagonista, visto que foi ela que se apercebeu da realidade que esta família vivia logo desde cedo e foi a única no agregado familiar que não vivia com palas nos olhos. 

No entanto, no geral, acabei por ficar satisfeita com esta leitura, principalmente com o cenário a que o leitor teve direito. Capri é uma ilha deliciosa e as descrições que a autora fez deixaram-me com água na boca. Apeteceu-me largar tudo e voar até Itália, onde poderia ir ver tudo aquilo, mas ao vivo. Imperdível.

Uma forma muito agradável de nos despedirmos do verão. 


Verão na Riviera

A americana Lola Laforêt pensava que tinha tudo: um casamento estável com Patrick, um francês muito encantador, e o Hotel Riviera, um espaço mágico voltado para o azul do Mediterrâneo, a sua grande paixão. Até que um dia Patrick desaparece misteriosamente sem deixar rasto…
Seis meses depois, Jack Farrar, um americano que passeia pelo mundo a bordo do seu barco, lança âncora na enseada do Hotel Riviera e vai mostrar a Lola o verdadeiro significado do amor. 
A atracção entre ambos é imediata, mas, após o que aconteceu com Patrick, Lola receia envolver-se novamente. Será Jack um homem de confiança? Quando a polícia a questiona acerca do paradeiro do marido e, em seguida, várias pessoas suspeitas reivindicam a posse do Hotel Riviera, Lola recorre à ajuda de Jack para encontrar o misterioso Patrick e resolver, de uma vez por todas, o seu futuro. 
ISBN: 9789898228338 – Quinta Essência (Leya) / 2010

O Hotel Riviera é um pequeno refúgio no sul de França. O hotel encontra-se situado mais propriamente em Cote d’Azur, perto de Saint Tropez, uma zona normalmente associada a riqueza, a extravagância. Um paraíso azul, invejável, onde Lola March Laforêt mantém o seu pequeno hotel que prima pela simpatia, qualidade de serviço e pela gastronomia saborosa. Isto porque Lola, não é só a gerente deste simpático hotel, mas também a chef de serviço. Este hotel é o orgulho de Lola e é também a sua razão de viver. Sem este espaço, Lola não seria nada, além de ficar sem casa e sem emprego. É, sem dúvida alguma, a sua joie de vivre. O hotel foi construído transformado depois de se ter casado com Patrick Laforêt, o francês que conquistou Lola em Las Vegas. Contudo, Patrick não pode ser considerado o homem de sonho de nenhuma mulher, pois além de ter o vício do jogo, tem também o vício das mulheres e há seis meses que este desapareceu e deixou Lola desamparada e com o casamento em suspenso. 
Lola sabe perfeitamente que a única razão plausível para este desaparecimento é outra mulher, porque o seu marido é um ser-humano completamente previsível. Assim, Lola mantém a gerência do hotel por mais um verão, que sem ela saber, iria mudar o resto da sua vida. 

Quando vê uma embarcação atracar na enseada onde tem o seu hotel, com um homem completamente fora do vulgar como comandante da embarcação, mal sabe que a sua vida vai dar uma reviravolta completa. Jack Farrar, um americano de Newport, e que adora viajar pelo mundo, não sabe igualmente, que quando conhecer Lola March Laforêt, a sua vida dificilmente será a mesma…

Sendo eu, conhecedora das obras de Elizabeth Adler, posso com certeza, dizer que Verão na Riviera não é dos seus melhores livros. De facto, esta leitura deixou muito a desejar, tal como a anterior já tinha deixado. Não posso dizer que vou deixar de ler esta autora, porque seria uma mentira, mas a verdade é que depois de ter lido Romance na Toscana, ainda não consegui ler outro livro dela que lhe comparasse ou superasse. 
Este livro foi ligeiramente mais mistério do que romance, ao contrário dos anteriores. O foco principal está no desaparecimento de Patrick Laforêt e o romance é posto em segundo lugar e na verdade, fez a autora muitíssimo bem, pois foi exactamente o mistério que salvou o livro. 
A escrita da autora continua ao nível de sempre e esse é um elemento constante que continua sempre a agradar-me – uma escrita leve, fluída e sem nenhum floreio em especial. É a típica leitura destinada a limpar a mente, leve e descontraída. Outro elemento constante na autora e aquele que vejo como sendo a sua imagem de marca, é as viagens que ela leva os seus leitores a fazer. Se quer viajar mas não o pode fazer por qualquer motivo, ler os livros de Adler é uma segunda escolha igualmente compensadora. A autora leva-nos a todo o mundo e neste livro podemos conhecer melhor o sul de França: Cote d’Azur, Marseille, Saint Tropez, e também um pouco de Itália. 
Podemos deliciar-nos com as paisagens que a autora nos descreve, mas também com a gastronomia a rigor. Esta é uma marca indelével nestes livros. 

O mistério não foi propriamente surpreendente, mas ainda assim, conseguiu trazer-me algumas surpresas com as quais eu não esperava. Gostei, sobretudo, da participação de Miss Nothingale, uma das hóspedes usuais do hotel Riviera, viúva de um ex-inspector da Scotland Yard, que tem uma mente desperta, ágil e que é a personagem que acaba por descobrir a pólvora, a chave do mistério de Patrick. 

Contudo, o romance entre Lola e Jack desiludiu-me um pouco, foi um bocado pãozinho sem sal. Estava à espera de um romance arrebatador, digno do paraíso de sul de França e acabei por criar expectativas demasiado elevadas para este casal. Tiveram alguns momentos ternurentos, mas foi apenas isso. As próprias personagens tiveram um desenvolvimento muito superficial, especialmente Lola que é abandonada pelo marido e esperava mais exploração desta personagem. Já para não falar que achei ridículo que ela tivesse uma galinha como animal de estimação e achasse que a galinha a amava e compreendia. Eu gosto de te mente aberta, mas há coisas que simplesmente me parecem absurdas. Enfim.

Concluindo, este livro não me encheu as medidas, apesar de a vertente misteriosa ter sido interessante, bem como a luta pelo Hotel. 
Uma leitura que não deve ser feita com muitas expectativas, mas que entretém. 
Espero que o próximo livro de Elizabeth Adler me conquiste de forma mais notória. 


Opiniões da mesma autora:
    

Lua-de-Mel em Paris

Deixe-se levar pelos sentidos nesta viagem à cidade mais romântica do mundo.

Paris, a cidade mais romântica do mundo, é palco de luas-de-mel de sonho e de paixões recentemente descobertas. E para Lara Lewis é o lugar onde ela e o marido viveram o amor no seu melhor. Mais de vinte anos depois, Lara deseja reacender a chama do seu casamento e planeia uma aventura romântica para os dois: reconstituir todos os momentos da sua idílica lua-de-mel em Paris e pela França, visitar os mesmos lugares, comer nos mesmos restaurantes, explorar as mesmas aldeias mágicas. Porém, quando o marido lhe diz, à última hora, que existe outra mulher na sua vida, o coração de Lara quase se estilhaça em mil pedaços.

Algures na estrada da vida, Lara perdeu-se a si própria. Agora, terá de descobrir um novo rumo para a sua existência. Inesperadamente, Lara dá um passo ousado e convida um homem, mais novo e com quem ela acaba de se envolver, para fazer a tão desejada segunda lua-de-mel. O que se segue é a história de dois apaixonados errando pela França numa louca aventura romântica, que se inicia com voos perdidos e bagagem extraviada e termina como sendo a viagem de uma mulher para se encontrar a si própria e ao amor que lhe escapou a vida inteira.

Lua-de-mel em Paris é uma incursão apaixonante pelos sabores, sons, paisagens e aromas de França e a história de uma mulher que se reconcilia com o seu passado e se converte na mulher que sempre desejara ser.


ISBN: 9789898228239 – Quinta Essência (Leya) / 2010

Lara Lewis, mulher de Bill Lewis há vinte e cinco anos – um muito aclamado doutor que tem como primeira prioridade e única, a carreira – quer celebrar a segunda lua-de-mel com ele, reconstituindo aquele que foi o percurso que eles fizeram há tantos anos atrás, quando estariam no auge da paixão e recém-casados, com a vida e o amor pela frente. Contudo, este diz-lhe que é chamado por questões de trabalho a Pequim e Índia e portanto, têm que adiar este evento. A questão é que Lara sabe que Bill não irá viajar sozinho e sabe igualmente que este arranjou uma mulher mais nova para o entreter. Desamparada e a sentir que a sua vida está a desmoronar, Lara vai passar uns dias na sua casa de praia, em Camel, para descansar a cabeça e tentar controlar as suas emoções. 
E é aí que vai conhecer Dan, um homem que é alguns anos mais jovem que ela, mas que rapidamente a consegue tirar do sério e lhe mostra um desejo e uma paixão avassaladoras, como ela nunca conheceu. 
Quando sabe que Bill já não irá voltar para fazer com que o seu casamento não se perca nas páginas da história do tempo, num impulso decide partir para França com Dan e fazer assim o percurso que tinha planeado e acaba por se apaixonar por Dan, sem sequer se aperceber. Em França, descobre que com Dan pode ser a mulher que sempre sonhou em ser – livre, desinibida, mas lá no fundo, uma voz ainda lhe diz que ela não pertence ao lado de Dan – jovem, viril, belo. E as recordações da primeira lua-de-mel com Bill assaltam-lhe o pensamento…
O que fará Lara? Abraçará o seu novo amor e a sua nova vida e liberdade ou continuará a reprimir quem é, junto daquele que envelheceu com ela e com quem partilhou metade da sua vida? Escolherá ser feliz e apaixonada ou resignada com memórias não muito felizes?

A minha experiência com este livro não é fácil de explicar, mas prometo que farei o melhor que conseguir. O que acontece é que eu sinto-me muito dividida quanto a esta história. Em geral, posso dizer que gostei do livro, que me encheu as medidas até certo ponto, mas por outro lado, fiquei desiludida com as circunstâncias em que o enredo se apresentou e com a forma como a trama acabou por se desenvolver. As personagens não foram das minhas preferidas, mas sentia-me também ao mesmo tempo, desejosa de ler o livro. Não porque não estava a apreciá-lo, mas exactamente o contrário – estava a gostar muito de ler o livro. Complicado, não é? Então vamos por partes.

Já tendo lido outros dois livros da autora, já sabia o que podia esperar encontrar neste Lua-de-Mel em Paris e foi isso mesmo que encontrei. A sua escrita deliciou-me como sempre – agradável, muitíssimo fluída, de tal maneira que só me apetecia largar o livro apenas quando este acabasse. Um dos meus aspectos preferidos desta autora é que ela leva os seus leitores a passear por todo o mundo e isso é já, para mim, a sua imagem.
Uma história leve, com sabor a paixão, onde o cenário nos seduz igualmente. A ideia do enredo é muito boa e é capaz de agradar a qualquer coração romântico, pela sua leveza e pela aura de felicidade e de amor que emana. É uma daquelas histórias que nos faz sonhar acordados, nem que seja só um pouco.  
A viagem que acompanhamos neste livro é toda ela um misto de emoções: desespero, infelicidade, nostalgia. Mas a contrabalançar tudo isto, temos uma viagem completamente mágica, sedutora, cheia de paixão e desejo. Quente, paradisíaca. Fria e reconfortante. Um sonho propriamente dito. 

As personagens centrais são Lara e Dan. Lara acaba de fazer 45 anos quando conhece Dan que está na casa dos 30 anos. A princípio, não conseguimos perceber nada que ligue estas duas personagens – ela é sofisticada, ele um homem simples e despretensioso. Contudo, não conseguem negar a atracção que existe entre os dois e sabem que nunca sentiram nada do que estão agora a sentir e isso é o que os liga, embora Lara não consiga perceber porque é Dan, um jovem atraente, se interessou por uma mulher mais velha que já tem uma peles aqui e acolá. E depois temos Bill, o marido infiel de Lara. E aqui começam os meus problemas com a história.

Eu sou uma opositora veemente a tudo o que possa conduzir a qualquer tipo de adultério, seja ele de que maneira for, em que circunstâncias se apresentar. Mesmo quando existe uma possível justificação, eu não consigo compreender nem concordar com este tipo de atitude. A meu ver, nenhuma relação pode abrir espaço para outra pessoa e para mim não é admissível que mesmo quando isto aconteça, a relação possa continuar igual. Das duas uma: ou existe perdão, ou então existe ruptura. O que se sucede neste livro é uma situação que eu não consigo conceber de maneira nenhuma. O marido trai a mulher, a mulher trai o marido e o casamento fica em suspenso até que um deles se digne a lembrar-se de que é realmente comprometido legalmente e emocionalmente com outra pessoa e que alguma das coisas tem que ceder – ou o casamento, ou o caso. 
Ora, irritou-me para já, que ambas as partes do casamento fossem infiéis (embora a autora escreva a história de maneira a que o leitor se compadeça da Lara e que assim a sua infidelidade seja desculpada) e depois, irritou-me igualmente que a própria Lara, uma mulher já feita e com idade para ter juízo, não tivesse o bom-senso e racionalidade suficiente para tomar uma acção e ir em busca do amor, sem ser preciso enganar o marido com a sua imoralidade e acabasse também por mentir, conscientemente a Dan. Não gostei da personagem e irritou-me que, sendo uma mulher madura, fosse tão cega para a vida. E burrinha. Sim, a mulher não sabia ler um mapa, nem conduzir sem andar a bater com o carro em muros. Credo, é pior que ler anedotas de loiras (nada contra as loiras, atenção).

Mas, apesar de a Lara ser uma personagem muito pobre, eu gostei muito de ler o romance entre ela e Dan e acho que teve um desenvolvimento bastante gratificante, se eu escolher tirar da minha mente o tal “pro-maior” que me chateia e por isso mesmo é que me é tão difícil explicar o que senti com esta leitura. Porque eu gostei, francamente, de ler o livro. Não gostei é dos aspectos que enunciei e se tivesse que descrever o livro com apenas uma palavra, escolheria: contraditório. Porque é isso que ele é e é assim que me sinto quando penso neste livro. É uma leitura agradável e leve por um lado, frustrante por outro e parece por vezes, que estou a ler um romance de uma adolescente com crises existenciais.

Vá lá é que a autora conseguiu não me desiludir noutros aspectos e por isso mesmo,vou continuar a ler os livros dela, que conseguem sempre dar-me bons momentos, mesmo que neste caso último, isso seja um pouco relativo.
É o livro mais fraco dela que já li até agora, mas continua na minha lista a ler. Uma sugestão leve, que nos leva a percorrer França de norte a sul e a conhecer os sítios mais apaixonantes deste país.

Opiniões da mesma autora:

  
  
    

Escravos do Amor

Satisfação sexual…

Os dez anos como escravo sexual num bordel turco fizeram com que Lorde Valentin Sokorvsky tivesse um insaciável apetite sexual. Agora, chegou a hora de casar, mas encontrar uma mulher que consiga satisfazer os seus luxuriosos desejos representa um autêntico desafio para ele… Até que conhece Sara e tudo em que consegue pensar é em tê-la sob o seu corpo viril, suplicando-lhe que o saboreie e o acaricie.

Sedução sensual…

Sara Harrison sabe que deveria ficar escandalizada e assombrada pelos atrevidos avanços de Lorde Sokorvsky, mas, ao invés, sente-se secretamente excitada e atraída por aquele homem sensual e sedutor. Escondida atrás da sua calma e das suas maneiras requintadas, encontra- se uma mulher sensual que deseja as carícias íntimas de um homem e anseia ser educada na arte da sensualidade para dar e receber prazer e sucumbir a um louco desejo que não conhece limites.


ISBN: 9789898228680 – Quinta Essência (Leya) / 2011

A Quinta Essência é uma das editoras que mais aposta na literatura sensual em Portugal. Em 2011 trouxeram uma nova autora de romance sensuais, Kate Pearce com a série Casa do Prazer, que na sua versão original já conta com 8 volumes. Não sei bem como, mas enfim

Lendo a sinopse, o leitor é capaz de pensar que é um daqueles romances levemente eróticos, com uma história engraçada por trás de todos os fru-frus das cortes, dos bailes, etc. e que temos a história do casal para apoiar a vertente erótica/sensual da história. 
A verdade é que essa história está lá. O Lorde Valentin é um libertino sem limites que pede a mão de Sara Harrison em casamento, pois acredita que esta é capaz de lhe dar o que ele precisa. Prazer na cama e fora dela, uma mulher que fica fora do seu caminho sem de alguma forma, intervir nos seus outros afazeres.
Sara, por outro lado, sempre se sentiu atraída por este lorde, mas lá no fundo, continua a precisar de amor e de um casamento onde o casal se ame, acima de tudo. Os problemas irão ser alguns até que as duas partes consigam perceber que um casamento funcional é mais do que sexo, é também preciso outro tipo de emoção, além do desejo.

Eu queria ter gostado deste livro. A sério que queria. Ingenuamente, pensei (ou quis acreditar mesmo depois de ter visto as outras opiniões e tendo ficado já com uma ideia clara de como seria ler este livro) que este livro seria um romance de época que além de sexo e cenas eróticas e sensuais, teria uma história com uma base forte para a apoiar. 
Não é que me faça confusão ler cenas eróticas. A questão não reside aí. Contudo, o que eu procuro num livro deste estilo é sensualidade erotismo com sentido. E não foi isso que eu encontrei.
O que eu encontrei foi pornografia pura e dura, com orgias, com sexo no sentido mais insensível da palavra e cenas homossexuais. Chamem-me old fashion, mas eu sou uma romântica acima de tudo e embora não queira dizer que as situações que referi anteriormente não podem ser sensuais, para mim não têm qualquer piada e especialmente nas circunstâncias em que a autora as escreveu, não me pareceu existir nenhum sentimento mais importante lá no fundo de tudo.

A história que existia por trás e o passado do lorde Valentin, acabou por ser outra revés neste livro. Estava à espera de uma trama cativante e acabei por ficar desiludida com o desenvolvimento deste história. A relação entre os dois protagonistas não foi mais senão sexo. Em cada capítulo existia uma cena de sexo e existiu muito pouco romantismo, muito pouco sentimento. 

Quanto à escrita, não sou juíza o suficiente para analisar este aspecto. Posso dizer que o livro se leu bastante bem, para aquilo que acabou por ser, mas não consegui analisar a sua qualidade de escrita. Se ela sabe escrever e descrever cenas de sexo? Sim. 
Se sabe escrever um romance normal, com descrição de cenários, com construção de personagens coerente, num contexto contemporâneo e com uma trama inteligente por trás? Não sei. Creio que o negócio dela é mesmo o sexo, ponto final. 

Já toda a gente sabe que o sexo vende. Pronto, é uma verdade inegável. Afinal, esta é uma necessidade primitiva, comum a todos os seres humanos. Contudo, não gostei da forma como a autora vendeu esse tema e como não sou grande fã do género de erotica (muito menos quando em 20 e poucos capítulos, em todos existe sexo) acabei por não gostar do livro.
Achei que a vertente sexual estava em exagero e tudo o que é demais enjoa. Muito menos quando é escrita ao quilo e quando estas cenas não apresentam qualquer romantismo (especialmente as cenas finais). 
Gostaria muito que este tivesse sido um livro que tivesse primado pelo equilíbrio entre as suas duas vertentes- Creio que dessa maneira, teria sido uma leitura muito mais agradável.

Esta foi uma crítica algo redundante, mas não posso deixar de deixar claro os factores que não gostei. Este Escravos do Amor deixou muito a desejar e só posso dizer que a minha experiência com Kate Pearce vai ficar por aqui.