Férias em Saint-Tropez

 

Numa villa em St. Tropez, no sul da França, cinco turistas que não se conhecem – todos eles a fugirem da sua vida do dia-a-dia – veem-se reunidos à força no pequeno Hotel dos Sonhos. Chez Violette parecera ser o refúgio perfeito para o detetive privado Mac Reilly e a sua namorada/parceira, Sunny Alvarez, e para os seus cães Pirate e Tesoro. Sunny chega primeiro e descobre que foram enganados, juntamente com várias outras pessoas que julgaram estar a alugar aquela elegante casa na Riviera francesa. De repente e de forma inesperada, são forçados a solucionar um crime e a desvendar um homicídio, tendo como pano de fundo a soalheira e glamorosa Saint- Tropez.

ISBN: 9789897260490 – Quinta Essência (Leya) / 2013 – 505 páginas


Este é o segundo volume do quarteto Mac Reilly publicado pela Quinta Essência. O primeiro livro deste conjunto (De Malibu, Com Amor) foi uma leitura agradável mas nada de extraordinário. Com mistério e romance, acompanhámos as aventuras de Mac Reilly e companhia por Malibu e também por França. Agora, Mac Reilly e Sunny voltam para desvendar mais mistérios, desta feita na exótica e irresistível cidade de Saint-Tropez, lugar tão desejado pelas celebridades e milionários de todo o mundo. 
Por já conhecer os livros da autora, já sabia bem o que esperar e o livro correspondeu exactamente às expectativas que tinha para ele. Mais uma vez, a autora apresenta-nos uma narrativa agradável, leve e fácil de ler. Com uma escrita simples, acorda a nossa imaginação com as suas belas descrições dos lugares idílicos onde acontecem as suas aventuras ficcionais e deixa-nos água na boca com as pratos gourmet e não só de que os nossos personagens desfrutam. Esta é para mim o grande ponto a favor destes livros. A autora nunca desilude com os seus cenários. 
Os mistérios são sempre interessantes e dão acção e movimento ao enredo e os romances, esses, uns são melhores que outros. No caso deste livro onde os protagonistas são Mac e Sunny, devo dizer que é dos romances mais fracos da autora. Não consigo perceber esta relação e para mim, falta-lhe sentimento e intensidade. A posição de Mac e Sunny quanto ao casamento é ridícula: Mac diz que Sunny é a mulher da vida dele, mas não quer casar e Sunny insiste em querer casar (nunca percebi esta obsessão com o casamento, que triste, parece que só se sente realizada na sua vida se conseguir que o homem lhe meta o anel de casamento no dedo). Por este e por outros factores, não consigo ligar-me com este casal como seria desejável. Tirando esta problemática acho que eles são um casal com todo o potencial, mas a autora estraga o panorama com toda esta insistência irritante no matrimónio. 
Este livro tem vários mistérios interligados que são interessantes q.b.. É verdade que não me deixaram muito ansiosa para descobrir quem era o culpado (ele era assustadoramente óbvio) e que a autora demorou a desenvolver o assunto mas ainda assim, foram muito curiosos de se ler. 
Já nos romances, este livro foi uma embrulhada. Além da confusão que a relação entre Mac e Sunny constituí, os outros romances que se desenvolveram foram tão pobres, tão pobres que fiquei com défice de romantismo a ler o livro. Acho que em vez de esticar tanto o desenvolvimento do mistério, a autora deveria era ter explorado melhor as relações e os problemas pessoais dos outros personagens, dar-lhes mais profundidade psicológica. Assim parece que acabou por juntar os personagens porque era conveniente. 
Este livro não vai ficar na minha memória como um dos melhores da autora, mas gosto sempre de ler os seus livros pelo factor de entretenimento. E pelas viagens que ela me ajuda a realizar. Quero ler os outros dois volumes deste quarteto. 

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De Malibu, Com Amor

Quando o detective privado das estrelas de cinema, Mac Reilly, ouve o grito de uma mulher a sobrepor-se ao ruído das ondas a rebentar, a sua vida altera-se para sempre. Uma bela mulher perturbada envergando apenas um negligée preto de renda à porta de uma fabulosa casa de praia aponta-lhe uma arma.
Mac escapa à bala, mas por pouco. Quem é aquela mulher? Dias depois já desapareceu e a Smith & Wesson com que quase o matou aparece no carro dele.
Praticamente ao mesmo tempo, Allie Ray, estrela do grande ecrã e namoradinha da América, desaparece também. As duas mulheres estão relacionadas e Mac vê-se de repente envolvido numa teia de enganos. Vai precisar de ajuda para conseguir apurar toda a verdade.
É aqui que entra em cena Sunny Alvarez. Sunny e Mac têm uma relação marcada por alguns arrufos. Ultimamente, muitos arrufos. Mas agora ele precisa dela mais do que nunca.
Juntos iniciam uma perseguição que os levará da Califórnia do Sul até às praias do México, das ruas de Roma até às zonas rurais de França. Mantêm-se um passo atrás de um assassino esquivo e um passo à frente de uma actriz que só quer desaparecer…
Com as descrições, reviravoltas no enredo e personagens irresistíveis que são a imagem de marca de Elizabeth Adler, De Malibu, com Amor é suspense no seu melhor.
Em Malibu, Mac Reilly é um especialista em crimes relacionados com o mundo do cinema. No entanto, o detetive certamente não esperava deparar com uma mulher em negligée preto a apontar-lhe uma arma. Assim que se esquivou da bala, a desconhecida fugiu. Quem poderia ser aquela beldade misteriosa? Ao mesmo tempo, é anunciado o desaparecimento de Allie Ray, estrela de cinema, querida da América. Mac está convencido de que os dois casos se encontram relacionados… Mas como prová-lo? Para o ajudar, conta com a sua noiva eterna, a sublime Sunny Alvarez. Ambos irão envolver-se numa investigação que os leva da Califórnia às praias do México, das ruas de Roma ao interior da França em busca de um assassino e de uma atriz que quer a todo o custo recuperar o anonimato…

ISBN: 9789897260087 – Quinta Essência (Leya) / 2012 – 352 páginas


 

De Malibu, Com Amor é um livro que marca um novo quarteto da autora Elizabeth Adler. Tenho acompanhado os lançamentos desta autora e fico contente que continuem a publicar os romances dela, que oferecem entretenimento e são leituras leves perfeitas para acompanhar o verão. Em vez de termos uma sinopse, temos praticamente um resumo da obra pelo que não vale a pena estar a repetir as mesmas coisas na minha opinião só porque sim. Por isso mesmo, começo por dizer que já sabia muito bem o que esperar deste livro. Esperava um livro com muito mistério e muito romance à mistura e foi isso mesmo que encontrei. Já descobri que os livros desta autora são perfeitos para mim quando estou a precisar de ler coisas leves, que me ocupem a cabeça por alguns momentos sem puxar muito por mim. São leituras muito fáceis, com uma escrita simples mas ainda assim muito agradável. Para quem gosta de policiais mas gosta de ver também acompanhar uma história de amor, esta é a combinação perfeita. São livros que se devoram num instante e apesar de nunca chegarem, para mim, a ser leituras extraordinárias, conseguem sempre atingir as minhas expectativas: que é passar uns bons momentos na companhia de um livro que descreve boa comida, boas paisagens e um mistério interessante.
Tendo já lido todos os livros anteriores da autora não posso dizer que este Malibu seja dos meus favoritos. De facto, está bem longe de ser o meu favorito. O enredo é simples, com as habituais reviravoltas de um policial mas os personagens é que não me deixaram de todo convencida. MacReilly parece uma personagem interessante e com espaço para progredir ao longo dos restantes três livros, mas já a Sunny provocou-me alguma urticária, com aqueles acessos de mesquinhice, de birras de criança. O romance dele também não chegou a passar do morno/frio, pelo que nessa vertente este livro não foi nada de especial. Já a Allie, é outro caso. Gostei bastante da personalidade dela e parecia promissora na sua descoberta pessoal em França, mas acabou por me desiludir com aquele final.
Em suma, sinto que não há muito mais a dizer sobre este livro: é uma leitura que nos entretém e que nos deixa a babar com as descrições das paisagens e cenários paradisíacos. Mas se queremos algo mais que isto, talvez este não seja o livro indicado. Para mim, estas leituras continuam a resultar em certos momentos da minha vida e em certas disposições pelo factor de entretenimento e por serem histórias com contornos mais simples e mais românticos.

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Dias de Ouro

Escócia, 1766. Angus McTern tem tudo o que pode desejar na vida. Embora o avô tivesse perdido as terras e o castelo da família num jogo de cartas quando Angus era pequeno, ele continua a encarar seriamente os seus deveres na qualidade de laird. Por conseguinte, quando a herdeira legítima do castelo — a bonita Edilean Talbot — aparece, a calma existência de Angus fica abalada para sempre… 
No início, Angus trata Edilean com frieza. Ressente-se da educação privilegiada da jovem e sente-se enraivecido pela forma como todo o seu clã parece adorá-la. Contudo, quando a herança de Edilean é roubada e ela precisa desesperadamente da sua ajuda, Angus põe o orgulho de lado. Porém, nem tudo é o que parece, e devido a uma terrível confusão Angus é acusado de se apoderar da herança da jovem. A partir desse momento, a única forma de escapar à perseguição consiste em subir a bordo de um navio na companhia de Edilean. Durante a travessia, o amor começa a nascer entre eles. Contudo, a felicidade é de curta duração pois não é a liberdade aquilo que os espera na América, mas o ganancioso noivo de Edilean, que faz tudo para obrigar Edilean a regressar à Escócia com ele. Porém, o destino volta a reunir Angus e Edilean…

ISBN: 9789898228659 – Quinta Essência (Leya) / 2011 – 401 páginas


Para quem acompanha a série Edilean e sente curiosidade em saber como a comunidade se formou, este romance histórico não vai desiludir. Este conta-nos a história de Angus e Edilean e como este casal viajou para o Novo Mundo e acabou por dar início ao que gerações a seguir, viria a ser uma comunidade muito divertida e o cenários de muitos outros romances.
Também, para quem como eu no início deste ano ainda não se tinha estreado nesta autora, o romance Dias de Ouro é já o quarto livro que leio de Jude Deveraux. Desde que comecei a série Edilean que fiquei agarrada às leves histórias de amor que a autora nos apresenta nestas obras. Embora o formato da narrativa não seja nenhuma surpresa relativamente aos volumes anteriores, esta familiaridade acabou por se revelar algo positivo porque indica que o romance vai na linha de algo que sei que vou gostar.
De facto, sinto que me repito nos comentários a esta autora – os enredos são fáceis de seguir, têm os seus obstáculos e os protagonistas têm que os ultrapassar de uma maneira ou de outra, mas a linha do enredo é sempre muito semelhante de livro para livro. Neste caso em particular, mudam os tempos e mudam-se os costumes. Contudo, o sentido de humor e a animação continuam presentes neste volume. Angus e Edilean têm vários momentos cómicos e que incitam a uma leitura rápida.
Continuo a gostar de descobrir os livros da autora, mas sei que não será o tipo de livro que alguma vez me irá ficar marcado no espírito, como livro que tenha mudado a minha vida. Ainda assim, são livros que me alimentam a boa-disposição e são perfeitos para alternar entre livros mais pesados e mais exigentes.
Em suma, o que esperar de uma leitura como esta? Horas de descontracção, momentos divertidos e no final… um desfecho bem doce que pode alegrar qualquer coração romântico.

Pássaros Feridos

Perfume de Paixão

Noiva do encantador e sedutor Greg Anders, Sara Shaw mal consegue esperar pelo dia do seu casamento em Edilean, na Virgínia. Mas apenas três semanas antes do dia do casamento, Greg recebe um telefonema durante a noite e sai sem dar qualquer explicação. Dois dias mais tarde, um homem aparece através de um alçapão no soalho da casa de Sara, afirmando que é o irmão da sua melhor amiga e informando-a que se vai mudar para casa dela. Embora Mike Newland esteja realmente a dizer a verdade sobre a sua identidade, a razão que o levou ali tem muito mais que se lhe diga. É um detective que trabalha infiltrado; a sua missão é usar Sara para descobrir o paradeiro de uma mulher — uma das criminosas mais notórias dos Estados Unidos — que, por acaso, é a mãe do homem com quem Sara tenciona casar. Mike acredita que a investigação não será difícil — isto é, caso consiga arranjar maneira de fazer com que uma jovem de «boas famílias» como Sara confie em si. No entanto, Mike não faz a mais pequena ideia do que aquela missão lhe reserva. Esforçouse ao máximo para esconder as suas ligações a Edilean, as quais remontam ao tempo em que a sua avó vivera naquela localidade, em 1941. Mas à medida que Mike e Sara se vão conhecendo, ele não consegue evitar partilhar segredos que nunca tinha partilhado com ninguém. Enquanto trabalham juntos para resolverem os dois mistérios, o amor crescente que desabrocha entre os dois começa a sarar cicatrizes de uma forma que nunca teriam imaginado ser possível.

ISBN: 9789898228482 – Quinta Essência (Leya) / 2011 – 386 páginas

A Papisa Joana

Depois de ter lido o primeiro livro da série da autora que se intitula Edilean, não resisti a começar imediatamente o outro volume que tinha cá em casa na prateleira à espera para ser lido desde 2011 – é uma vergonha o tempo que os livros repousam na estante sem eu pegar neles. O primeiro livro revelou-se uma leitura agradável, perfeita para descontrair – O Jardim de Alfazema – e a autora mostrou ter construído um enredo mais cativante do que a outra obra individual que tinha lido dela (Alguém para Amar).
Este livro, Perfume de Paixão, serviu para cimentar a ideia de que a autora está a resultar melhor na série Edilean do que no individual que li dela. O discurso narrativo é bem mais fluído, mais cativante e o suspense durante todo o enredo ajuda a que o leitor se sinta parte integrante desta pacata vila.
A escrita é muito simples e é muito fácil seguir o curso da história. A autora conseguiu criar o ambiente perfeito para os dois principais ingredientes dos seus livros: amor e mistério. Para já, Edilean é uma pequena cidade/vila onde todos se conhecem e portanto é um meio restrito, mas simpático: uma comunidade que gostaria de conhecer caso esta existisse.

Contudo, apesar de ser uma comunidade pequena, também existem vários segredos e acho que a autora joga com isto muitíssimo bem. Vai aumentando a expectativa e no final quando revela tudo, tudo faz mais sentido dentro daquela pequena realidade. Gosto particularmente da relação que se estabelece entre os personagens que não são da vila e aqueles que sempre lá viveram. É engraçado ver a aceitação ou não dos forasteiros.

Além do mistério que está presente neste livro (do qual gostei embora não tenha sido uma revelação surpreendente) estava particularmente curiosa com o romance entre o casal protagonista. Já tinha tido oportunidade de conhecer Sara no livro anterior, mas nada sabia sobre o misterioso irmão de Tess – Mike. Adorei todos os momentos de interacção dos personagens e gostei de todas as provocações e brincadeiras. Creio que a autora conseguiu retratar uma relação divertida e com muitos momentos que nos deixam um sorriso na cara.

Em suma, foi um livro que me proporcionou bons momentos e, à semelhança do livro anterior, deixou-me com vontade de ler mais. Ainda tenho um outro livro da série para ler cá em casa, mas já sei que irei ter que contar os meus tostões para ir comprar os outros. Esta autora está a revelar-se uma boa autora, com bons romances para descontrair e para passar umas boas horas na companhia dos seus livros na praia ou num jardim.

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Jardim de Alfazema

Jocelyne Minton é uma mulher dividida entre dois mundos. A mãe estudou em colégios particulares e frequentava as melhores salas de chá, mas acabou por casar com o biscateiro local.
Joce tinha apenas cinco anos quando a mãe morreu e, quando o pai volta a casar, a criança sente-se mais só do que nunca – até que conhece Edilean Harcourt que, apesar de já não ser uma jovem, compreende Joce melhor que ninguém.
Quando Miss Edi morre, deixa à amiga todos os seus bens, incluindo uma histórica mansão do século XVIII e uma carta com pistas para a jovem decifrar um mistério que remonta a 1941. Na carta, Miss Edi também revela que encontrou o homem perfeito para Joce, um jovem advogado. Joce fica chocada ao saber que a mansão e o futuro amor da sua vida se encontram em Edilean, de que nunca ouvira falar. Curiosa perante esta reviravolta do destino, Joce muda-se para a pequena cidade , decidida a dar um novo rumo à sua vida.
Em Edilean, todos conhecem a história da jovem e já delinearam o seu futuro, incluindo o homem com quem se deverá casar. Acontece, porém, que Joce tem as suas próprias ideias acerca do homem que terá de conquistar o seu coração e o que fazer aos segredos que ninguém quer ver divulgados. Mas, quando estes lhe revelam parte da sua história, o certo é que a vida parece ganhar uma nova cor…
Em Jardim de Alfazema, Jude Deveraux retrata as paixões, as intrigas e os segredos de uma pequena cidade e dá início a uma extraordinária série centrada em Edilean.

ISBN: 9789898228314 – Quinta Essência (Leya) / 2010 – 352 páginas

A Papisa Joana

Depois de ter lido o livro individual Alguém para Amar, decidi começar a ler os livros da série Edilean que tinha cá por casa, que já se estavam a acumular sem eu lhes dar vazão. Embora não tenha achado o outro livro da autora extraordinário, gostei da experiência e todas as opiniões que li iam no sentido de que os livros da série Edilean eram melhores. Com estes incentivos todos achei que não tinha nada a perder e Jardim de Alfazema seria uma leitura agradável para o primeiro fim-de-semana da primavera.
O livro conta a história de Jocelyn que após a morte de uma grande amiga e companheira sua herda uma mansão antiga, numa pequena cidade da Virgínia – Edilean. Jocelyn, que não está habituada a uma aldeia onde toda a gente sabe de tudo, passa por um período de adaptação engraçado e acaba por se apaixonar por um dos residentes da aldeia. Mas esta relação tem os seus obstáculos, que precisam de ser ultrapassados… e além disso, Edilean esconde alguns segredos que mais cedo ou mais irão ser revelados.

De facto não me enganei e este livro constitui mesmo uma leitura bastante agradável  e que foi devorada por mim em menos de dois dias. É daqueles romances leves que nos agarram com uma força surpreendente e nem damos pelo passar das páginas. A mistura de mistério também ajuda a fazer com que esta leitura agarre o leitor sem qualquer dificuldade, embora deva admitir que o segredo da Jocelyn não tenha sido assim tão surpreendente para mim.
De qualquer das formas, a autora conseguiu construir um enredo que cativa, com personagens divertidas e que nos proporcionam bons momentos de descontracção.

A aldeia de Edilean é o cenário ideal para este tipo de história. Uma pequena cidade onde os vizinhos são metediços, controlam a vida uns dos outros e onde a coscuvilhice é a palavra de ordem. Numa palavra esta cidade é cómica e é uma cidade onde as situações caricatas proliferam. Gostei bastante deste pequeno lugar e confesso que não me importaria de viver em tal sítio, creio que me iria proporcionar vários momentos de diversão. Até lá, tenho os livros da autora para me ir mostrando as peripécias que se passam em Edilean com estes personagens interessantes. Este romance leve polvilhado de suspense foi a leitura perfeita para o fim-de-semana, muito sinceramente. A escrita da autora é simples, com um discurso muito claro e portanto muito acessível e igualmente fluído. Tudo isso ajudou para que eu pudesse devorar este livro em menos de nada!

Contudo, apesar de todas as coisas boas que tenho a dizer do livro ainda me debati com a possível classificação que lhe daria. Confesso que fiquei indecisa entre o gostei bastante e o gostei e acabei por chegar à conclusão que me encontro no meio dessas duas realidades, daí não ter dado mais classificação a este livro. De qualquer das formas tanto fiquei interessada nesta cidade e nestes personagens que não resisti e comecei a ler outro livro da série, Perfume de Paixão, que também já leva um avanço significativo.

Creio que esta autora me pode oferecer bons e muitos momentos de leitura com estes livros. Os livros da série são, de facto, melhores que o livro individual.

Lições de Sedução

Alguém Para Amar

Jace Montgomery é um homem só. Passaram-se três anos, mas não conseguiu ainda ultrapassar o misterioso suicídio da sua noiva Stacy. Não voltou a interessar-se por outra mulher desde então e a família continua a culpá-lo pela sua morte. Ao folhear um dos antigos romances de Stacy, Jace descobre uma fotografia de uma casa com uma mensagem codificada. «Nossa, mais uma vez. Juntos para sempre. Até lá». O bilhete datava do dia anterior à morte dela. Obcecado pela necessidade de entender o suicídio de Stacy, Jace procura a propriedade – Priory House, uma enorme fortaleza de tijolo em Margate, Inglaterra – e compra-a.
Jace parte para Inglaterra determinado em descobrir finalmente a verdade. Não demora a perceber que a casa está assombrada por um obstinado fantasma, Ann Stuart, com quem se vê obrigado a lidar para resolver o mistério. Ann morreu em circunstâncias idênticas às da sua falecida noiva e ele tem um palpite de que existe uma relação entre ambas. Através das suas investigações e com a ajuda de uma bela jornalista, Jace vê-se forçado a estabelecer a conciliação entre a vida e a morte da noiva.
Alguém para amar é uma bela descoberta sobre o tempo e o amor da autoria de uma das romancistas mais acarinhadas pelos leitores de todo o mundo.

ISBN: 9789899578876 – Quinta Essência (Leya) / 2008 – 308 páginas

O Hobbit

Esta é a minha estreia com a autora Jude Deveraux, apesar de ter mais dois livros dela na estante para serem lidos. Estava mesmo a apetecer-me ler um romance com uma nota leve de mistério e pela sinopse, este livro parecia ser perfeito para o meu actual estado de espírito. Não é segredo nenhum que o meu género literário favorito é o policial e se tiver algum romance à mistura, ainda melhor.
Por isso mesmo estava com expectativas de gostar bastante deste livro, que fazia recordar as belas leituras de Sandra Brown, tão intensas e apaixonantes. A capa e o cheiro das páginas, marcas tão características da Quinta Essência, todos estes elementos faziam prometer uma grande leitura. E foi realmente uma leitura agradável com uma história interessante, misteriosa e com todos os ingredientes para criar suspense e interesse… mas ficou a faltar algo.

Alguém Para Amar conta-nos a história de um viúvo que desde há três anos tenta encontrar uma explicação para o suicídio estranho da sua mulher. Jace não acredita nas razões apresentadas para o suicídio da mulher e por isso mesmo decide que precisa de fechar essa porta e desvendar finalmente o mistério que se encerra por detrás da morte da sua noiva. O livro começou muito bem e devo dizer que em nenhum momento me senti aborrecida com a escrita da autora. O mistério e o tom de romance e até um toque de humor, estes elementos estão todos.
Contudo, com o desenrolar do enredo comecei a ficar desiludida. Primeiro, o romance que se começou a desenvolver pareceu-me incrivelmente forçado e não me conseguiu convencer de maneira nenhuma. Para mim é virtualmente impossível que 3 dias ou coisa que o valha sejam o suficiente para criar uma relação como esta que se originou aqui. Pareceu-me tudo muito fantasioso e demasiado conto-de-fadas para ser credível.
Depois, o próprio mistério acabei por criar as minhas suspeitas e quando cheguei ao fim confirmei com facilidade que as minhas suspeitas estavam correctas. O mistério, que esperava que me surpreendesse, acabou por ser uma desilusão.
Já a explicação da morte de Stacy, bem… não foi das piores, mas pareceu-me uma motivação tão fraca que não fiquei igualmente satisfeita.

Confesso que esperava muito mais deste livro e apesar da escrita da autora ser agradável e este ser um livro que se lê de forma muito fluída, a história não encanta por aí além e parece-me pobremente estruturada. Não sei se foi das expectativas que criei ou se o romance e restantes elementos são realmente fraquinhos, mas esta leitura ficou bem aquém das expectativas. Foi um entretenimento leve com os seus momentos de diversão, mas não passou disso. O que é pena.
Agora tenho para ler da autora os livros da série Edilean, que segundo as opiniões que já vi, é muito melhor, por isso ainda tenho esperanças que esta autora se revele apaixonante.

Pássaros Feridos

Nas Asas do Amanhã

Quando o marido morre na guerra do Pacífico, Helen Carlisle oferece-se como voluntária para o esforço de guerra, a fim de ocultar os seus sentimentos. No entanto, manter a aparência de viúva inconsolável de um herói local está a deixar a sua marca. Em breve algo irá ceder.
O tenente Raymond Novak prefere o púlpito ao cockpit. O seu trabalho a treinar pilotos de B-17 permite-lhe ter uma vida pessoal… e dá-lhe uma desculpa conveniente para ignorar o seu maior medo. Quando a bela Helen conquista o seu coração, ele mostra-se decidido a merecê-la e a desposá-la.
Ray e Helen veem-se então forçados a arriscar as suas reputações e as suas vidas; irão eles enfrentar e conquistar os desafios que têm pela frente? E poderá o seu jovem amor sobreviver até ao regresso da paz?
Cheio de drama, coragem e romance, Nas Asas do Amanhã encerra de forma magistral a popular série «Asas de Glória».

ISBN: 9789897260438 – Quinta Essência (Leya) / 2013 – 472 páginas

O Regresso do Rei - Senhor dos Anéis, Vol.3

Este é o terceiro e último livro da trilogia Nas Asas da Glória da autora norte-americana Sarah Sundin. O primeiro livro, Nas Asas do Amor, tinha sido uma bela surpresa enquanto o segundo foi algo que não estava à espera. Não foi exactamente um desastre, mas foi uma desilusão, tendo em conta as expectativas que eu tinha para essa leitura. Por isso, reservava algumas esperanças para este último livro, aquele que iria encerrar não só a trilogia mas também a Guerra.
Já o disse noutras opiniões da autora e volto a dizê-lo. Gosto bastante da escrita dela, é fluída e muito agradável. Contudo,  por este livro pertencer a um género muito específico intitulado “christian fiction“, para quem não sabe são romances que têm como mote a religião, não poderá agradar a gregos e a troianos. Não gostei  tanto do segundo livro precisamente porque pareceu-me que a autora arranjou na religião uma justificação para todas as atitudes dos seus personagens. Até justifica a ignorância. E com isso, eu não posso concordar. Contudo, este livro revela ser melhor nesse aspecto. Não existiu acessos de fanatismo religioso e acessos de estupidez crónica justificadas pelo costumeiro “estou a fazer isto pelo Senhor”. Por isso mesmo, acho que este livro foi mais acessível e bem mais agradável.
O primogénito dos irmãos Novak revelou-se ser talvez o mais equilibrado e ponderado e isso ajudou a criar mais empatia com a personagem. Já Helen também mostrou ser uma personagem com alguma garra. Ao contrário de Ruth que me testou a paciência algumas vezes, Helen mostra ser uma mulher com mais cabeça e mais sagaz. Lutou contra os seus demónios sozinha e não se manteve no papel de vítima por muito tempo. Gostei dela e admirei-a pela sua luta e pela sua determinação. Apesar de por vezes o caminho ter parecido incerto, ela manteve-se firmes e teve várias atitudes que me agradaram.

Em termos de pesquisa e descrições de guerra talvez tenha sido este o melhor livro, para mim. Gostei imenso de ver a parte final daquele que foi um dos maiores conflitos mundiais e este Nas Asas do Amanhã trouxe descrições diferentes dos livros anteriores. Mostrou alguma realidade em território alemão e apesar de ter sido breve, foi nesse aspecto enriquecedor. É de notar que a autora fez uma pesquisa incrivelmente expansiva sobre o assunto e creio que ela consegue passar isso muito bem para o livro e para a sua narrativa. Gostei de ler esta trilogia por trazer a perspectiva americana na segunda Guerra Mundial e creio que não há melhor ler um livro que foi construído com base numa pesquisa vasta e profunda. A própria autora parece fascinada com a temática e esse fascínio está sempre patente nos seus livros. A meu ver, apenas ficou a faltar explorar um pouco mais o conflito no Pacífico e o lado do conflito com os Japoneses. Teria sido extremamente interessante ler sobre o assunto.

O romance entre Ray e Helen foi muito querido e bastante encorajador no sentido em que é bom ver que todos nós merecemos uma segunda oportunidade na vida. Foi inspirador nesse sentido por achar que estas duas personagens tão cheias de carácter mereciam realmente ser felizes na vida e ter todo o sucesso que pudessem alcançar. Estavam sedentos de justiça e gostei de ver o desenvolvimento romântico deste casal.  A autora levanta problemáticas interessantes sendo que a violência (doméstica) é uma delas. Gostei igualmente de a ver lidar com este tema.

No entanto, confesso que apesar deste livro ter sido melhor nada substitui a boa surpresa que foi o primeiro livro da trilogia. Acho que dentro dos três, esse foi realmente O livro. Os que lhe seguiram acabaram por deixar um gosto amargo na boca e apesar de não me ter arrependido de os ler, acabaram por não suplantar as minhas expectativas.

Pássaros Feridos

Nas Asas da Memória

O major Jack Novak nunca recusou enfrentar um desafio – até que conhece a enfermeira tenente Ruth Doherty. Quando Jack vai parar ao hospital do exército depois da queda de um avião, decide que a sua missão prioritária é conquistar o coração de Ruth. Não será fácil. Não só Ruth está concentrada no seu trabalho para poder sustentar a família, como carrega um segredo vergonhoso que a impede de entregar o coração a qualquer homem. À medida que o perigo e a tensão da Segunda Guerra Mundial aumentam, Jack e Ruth irão precisar um do outro mais do que nunca. Conseguirá Jack transpor as defesas dela? Ou estarão destinados a seguir caminhos diferentes.

ISBN: 9789897260285 – Quinta Essência (Leya) / 2012 – 464 páginas

O Hobbit

Estamos em 1943, em plena Segunda Guerra Mundial. As tropas dos Estados Unidos da América estão mobilizadas em Inglaterra e combatem por ar as forças alemãs com todo o seu poderio militar da altura. O Major Jack Novak está encarregue de um grupo de soldados que combate por ar e eles são uma equipa unida em todos os aspectos. Contudo, numa das missões algo corre mal e Jack acaba com um ferimento e é enviado para o hospital militar, onde conhece a tenente Doherty, que é mulher tanto fascinante como misteriosa.
Não só recusa qualquer envolvimento romântico como se afasta de toda e qualquer relação humana. Mas por trás deste afastamento, Jack sente que Ruth tem algo que justifique esta atitude. E quando faz tudo por tudo para a conquistar, pretende que ela deixe as suas barreiras cair para lhe poder entregar o coração.

Nas Asas da Memória é o segundo livro da trilogia intitulada Nas Asas da Glória da autora Sarah Sundin. Estes livros estão inseridos no género literário de Christian Fiction, que se destaca por ter algum ênfase na religião. Por isso, desenganem-se aqueles que pegam nestes livros à espera de ler um fifty shades of christianity. Estes livros são romances leves mais concentrados em descrever a interacção do casal protagonista e as suas lutas pessoais individuais. O enredo foca-se particularmente no conflito bélico que foi a Segunda Guerra Mundial, o mote principal desta trilogia.
Eu já tinha lido o primeiro volume, Nas Asas do Amor, e tinha gostado bastante da experiência. A escrita da autora revelou-se ser descomplicada, simples e sem exigir muito esforço para que a história desenrolasse. Foi um livro que demonstrou ser uma leitura rápida, perfeita para um dia de verão quando não temos nada para fazer.
Por estas mesmas razões, encontrava-me com algum entusiasmo para esta segunda leitura. Depois de ter conhecido o irmão mais novo da prole dos Novak, confesso que estava curiosa para saber como é que o Jack era, em termos de personalidade. Sendo que ele é o mais rebelde dentro dos três irmãos e aquele que não se sente parte integrante da família da mesma forma que os seus dois outros irmãos, achei que seria uma personagem interessante de ficar a conhecer.

Na verdade, sinto-me um pouco indecisa no que toca a este livro e por isso, tenho receio que a minha opinião não fique tão clara quanto eu gostaria que ficasse. Primeiro que tudo, falando em termos gerais, esta foi uma leitura que me agradou. Li o livro em pouco, pois a escrita da autora convida a isso mesmo. Como já referi antes, o discurso da autora é um que por ser tão fluído, pede a uma leitura fácil e rápida. Portanto digamos que em termos de análise emocional, esta leitura foi boa.
Mas não foi perfeita e existem vários pormenores que não deixaram que esta leitura resultasse para mim de forma mais eficiente.

Não tenho qualquer problema com a religião. De facto, se tivesse, nem tinha pegado neste livro, para começar. Esta é uma temática que me interessa como qualquer outra, tanto mais, por ser uma temática que se correlaciona com a nossa existência. Por muito que não se acredite num Deus específico, a religião está ligada com a nossa existência. Por isso, até é com bastante agrado que leio diferentes perspectivas/abordagens à religião. E como a autora não esconde a sua fé, acho curioso a forma como a autora constrói os personagens à imagem dessa fé. Contudo, acho que a autora dá uma importância exponencial à dimensão religiosa e não estou a falar da ideia de “sexo só depois do casamento”. Estou mais a falar do facto dos personagens colocarem o seu destino nas mãos de Deus, quando de facto, eles são responsáveis pelas suas próprias decisões e pelo que caminho que escolhem percorrer. Aquela ideia de “Senhor, eu confio-te a minha vida, vivo para ti” faz-me confusão a um nível fundamental. E não quero entrar aqui em discussões teológicas, não é esse o meu intuito. Tenho noção que o conceito de fé é diferente para toda a gente e não há mal nenhum em ser devoto a Deus, mas tudo o que é demais enjoa.

Tendo em conta o que já disse sobre a religião, parece-me irreal esta mulher, Ruth. Não a consegui perceber metade das vezes e sinceramente, a outra metade, só me apetecia abanar-lhe a cabeça para ver quantos neurónios faziam barulho lá dentro. Não posso falar daquilo que me irritou nela sem revelar spoilers e por isso, vou conter-me. Por muito que eu aprecie uma mulher determinada e lutadora, parece-me estúpido uma pessoa pensar que é menos merecedora de afecto por causa de uma acção – enfim, vou calar-me, senão revelo tudo.
Já Jack, gostei dele. Pareceu-me um homem íntegro, mais em contacto com a realidade embora também tenha existido um pequeno instante na história em que até fiquei boquiaberta com tanta ignorância. Por muito que estes personagens sejam devotos, a religião não justifica ignorância. Às tantas, este casal fez-me lembrar aqueles fanáticos religiosos que chamam a uma pessoa tatuada o anti-Cristo, mesmo que essa pessoa, seja o exemplo da virtuosidade e de tudo o que há de bom neste mundo. Como disse antes, tudo o que é demais enjoa.

Tendo todas estas circunstâncias em conta, foi um livro que me deixou particularmente indecisa, no que toca a avaliar uma classificação geral. Embora tenha apreciado a história no geral e a forma como os personagens acabaram por evoluir, confesso que estes problemas que tive na leitura não me deixaram nada satisfeita. (Embora tivesse sido um romance, que nas páginas finais, me deixasse um sorriso ténue na cara). Indecisões à parte, creio que foi uma leitura que foi prazerosa quanto baste. E fica a esperança que o terceiro e último livro seja de alguma forma melhor, já que o outro irmão Novak parece-me mais terra-a-terra.

Pássaros Feridos

Regresso a Itália

O marido de Lamour Harrington morreu há dois anos. Desde então, Lamour deixou-se absorver pelo seu trabalho de arquiteta paisagista, mas nem sequer a criação de belas «salas» exteriores consegue devolver-lhe a paz interior. Quando é confrontada com uma horrível verdade sobre o marido que adorava, Lamour percebe que precisa de um lugar onde se reconciliar com a vida. Regressa à casa na costa amalfitana onde viveu com o pai durante os anos mais felizes da sua infância. Mas a casa das suas recordações contém os seus próprios segredos e obriga-a a enfrentar novas verdades sobre outro homem que amou em pequena. A morte do pai foi mesmo acidental? Ou esconderia alguma coisa que precipitou o seu desaparecimento precoce? 
Dividida entre dois homens misteriosos e irresistíveis, Lamour descobre que o passado tem formas de reaparecer quando menos se espera. E alguém quer assegurar-se que Lamour não revela os segredos daquele refúgio idílico e de sonho. Quando o passado e o presente colidem num clímax demolidor e cheio de suspense, Lamour deve encarar o que mais teme, para encontrar a coragem de viver a vida na sua plenitude. Regresso a Itália é um romance fascinante, que nos excita os sentidos e se lê de um fôlego.

ISBN: 9789898228765 – Quinta Essência (Leya) / 2012 – 344 páginas

Lamour Harrington teve, desde criança, uma vida invulgar. Vivia com o seu pai solteiro, que era escritor e levava uma infância despreocupada. Quando o seu pai, Jon-Boy decide ir viver para Itália para escrever o seu livro, leva a filha consigo. Lamour ali viveu durante algum tempo, até que o seu pai decidiu que a filha tinha de retomar os seus estudos e seguir com a sua própria vida. 
E foi isso que Lamour fez, com a ajuda da sua maravilhosa melhor-amiga Jammy e com o seu marido, Alex. Ou pelo menos assim pensava ela, até que o seu marido morre num acidente de viação e dois anos depois, Jammy decide contar-lhe sobre a verdadeira natureza de Alex. Lamour reconhece que após o período de luto que viveu, merece começar uma nova fase da sua vida e esse novo nascimento, novo começo, começa com Lamour descobrir o que realmente descobriu ao seu pai. As circunstâncias misteriosas que envolvem a morte de Jon-Boy assaltam Lamour há muito tempo e este regresso a Itália promete ser tudo aquilo que ela espera. 
O enterro do passado e o nascimento de um novo futuro. E isto tudo, polvilhado com doses saudáveis de amor e sensualidade. 

Os livros de Elizabeth Adler têm todos uma fórmula que não desilude. Para os leitores que gostam de descontrair com uma leitura leve com uma pitada de romance, estes livros são os ideais. No meio do mistério e do amor, a autora leva-nos sempre a viajar pelas mais variadas partes do mundo e mergulhar nas suas páginas é como estar realmente dentro de um guia de viagens, a conhecer os países e as regiões que ela tão bem retrata nas suas obras.
Os cenários paradisíacos não faltam nestes romances e estas leituras acabam por proporcionar verdadeiros momentos de relaxamento. São um óptimo exercício para a mente descansar e esquecer, ainda que por breves momentos, as preocupações do quotidiano.
É sempre com este pensamento que entro nas leituras de Elizabeth Adler e é por isso que as obras dela continuam a cativar o meu interesse. 
Posso dizer que os livros dela descansam o meu intelecto e penso sempre neles como um calmante ou como um refúgio inesperado. Por algumas horas posso viajar para Itália, para França ou para qualquer outro recanto do mundo. 

Regresso a Itália acaba por ser familiar devido a tudo o que disse aqui em cima. Respeita a fórmula a que a autora já nos habituou, mas nem por isso representa uma desilusão. Como sempre, a autora apresenta-nos um enredo muito leve, misterioso e cativante o suficiente para que se possa ler de uma assentada. 
Os personagens são bem construídos dentro da história que aqui se pretende. Os protagonistas passam sempre por uma jornada até chegarem ao final feliz. E nessa jornada, descobrem sempre algo que muda a sua vida. Seja o amor, seja algo que abala o centro do seu ser. Muitas vezes, descobrem as duas.
De alguma forma, todos os livros são uma jornada pessoal e cada personagem que a autora constrói tem de ultrapassar certos obstáculos para poder crescer dentro de si mesmo e tornar-se uma pessoa diferente. 
A escrita da autora é fluída e isso ajuda a que o leitor se integre muito bem dentro destes enredos. As paisagens e as descrições são deliciosas e a forma como a autora ajusta estes locais ao seus enredos e às suas personagens é feito de uma forma sublime e eficaz.

Não posso dizer que estes livros sejam muito diferentes uns dos outros, mas são sempre leituras agradáveis e é isso que me traz sempre de volta a esta autora. Parto sempre para estas leituras à procura de um escape e é sempre isso que encontro. E para mim, isso é mais que suficiente. 
Gosto destes livros porque me trazem sempre um sentimento de calma. Sabem a férias, de facto. 
Gosto de viajar através das páginas desta autora. E é isso que pretendo continuar a fazer. 

Opiniões da mesma autora:
     


O Verão dos Segredos

1989
Os recém-casados Danny e Harriet chegam à sua paradisíaca lua de mel nas Caraíbas. Dias depois, Harriet regressa a casa. Danny fica destroçado, mas encontra consolo nos braços de duas mulheres. Nove meses depois, nascem três meninas… 

2010
Megan deixa o seu namorado de infância para trás no Reino Unido e vai em busca do pai há muito perdido. A quilómetros de casa, encontra a tentação em cada esquina. 
Esmé, uma beldade mexicana, casou com Miguel aos quinze anos. Ao desvendar os segredos do seu passado, poderá libertar-se dos grilhões do casamento forçado? 
Claudia levou uma vida de privilégio, mas nunca soube realmente o que era ser amada. Poderá David ser a resposta?
ISBN: 9789897260247 – Quinta Essência (Leya) / 2012 – 380 páginas

Dois recém-casados chegam à Cidade do México para passar a sua lua-de-mel, mas o casal não é propriamente feliz e a lua-de-mel rapidamente azeda, com o casal a separar-se. Harriet volta para Londres para os braços do seu amante, enquanto que Danny encontra três mulheres com quem encontra breves momentos de paixão. Contudo, pouco tempo depois destes três casos terem acontecido, Danny desaparece sem deixar rasto e é inclusive, declarado morto por alguns. Como herança deixa uma casa numa ilha, para que se tiver filhos, estes os possam reclamar.
O que ele não sabia é que tem três filhas, nascidas dos seus casos. Megan, Esmé e Claudia vão as três procurar o pai que nenhuma delas conhece na ilha Des Amparados, um cenário que tanto de misterioso e paradisíaco tem. 
Apesar de o objectivo de cada uma ser encontrar um pai e algumas respostas ao mistério do desaparecimento de Danny, todas elas vão encontrar muito mais do que isso. Talvez aquilo que andem à procura seja um motivo para viverem, sem que o passado seja uma sombra constante nos seus caminhos. Talvez aquilo que procurem seja felicidade.

Esta autora foi outra estreia de 2013. Parece que ando a investir na leitura de novos autores e a tentar descobrir coisas novas. Fiquei interessada neste O Verão dos Segredos de Alison Lucy pela sua sinopse misteriosa e pela capa apelativa. Verdade seja dita, as opiniões que já tinha cuscado não abonavam muito a favor desta leitura e portanto encontrava-me um pouco de pé atrás. Mas como, de vez em quando, gosto de ler um romance com um pouco de mistério à mistura, esta obra pareceu-me uma escolha acertada.
A escrita da autora é bastante fluída, o que me surpreendeu sinceramente. Acho que fui com a mente toldada para esta leitura e talvez seja por isso que acabei por gostar mais. Gostei da escrita, leve e agradável, o que permite uma leitura contínua sem grande cansaço mental. 
A autora conta-nos uma história de laços familiares, de amor e de amizade com um mistério a desvendar. Gostei da combinação. Ainda que não achasse o livro nada de espectacular  foi uma leitura que me conseguiu agradar bastante. Os romances que se geraram durante o enredo, foram bonitos, mas sem nada de exageros. O mistério foi bem construído ainda que não demasiado surpreendente. 
As paisagens que a autora descreve são de sonho, que deixam qualquer um com água na boca. Trouxe-me um pouco de calor para temperar este frio que se tem sentido. Trouxe-me sabor a praia, sabor a bolas de berlim e a dias passados na toalha, a tomar banhos de sol. Trouxe-me sabor a férias. E trouxe-me descontracção.

Apesar de nunca ter considerado o México um país a visitar pelo menos urgentemente (especialmente devido às notícias que se vêem na televisão sobre as cidades fronteiriças com os Estados Unidos da América e os problemas dos cartéis da droga que assolam o país), fiquei com imensa vontade de visitar Cancún. Contudo, a autora não se deixou apenas levar pelos cenários paradisíacos. Mostrou-nos um pouco de todas as realidades do México e acho que foi isso que mais gostei. Gostei de ver as várias facetas deste país, ainda que tenha sido por escrito e não ao vivo. Creio que possa ter sido uma imagem muito fiel, embora não possa julgar por mim mesma, visto que nunca lá fui.  

Gostei da leitura e não me desiludiu.