As Cinquenta Sombras Livre

Quando a jovem e inocente Anastasia Steele encontrou pela primeira vez o impetuoso e fascinante milionário Christian Grey, começou entre eles um affair sensual que lhes mudou a vida para sempre. Assustada e intrigada pelas singulares inclinações eróticas de Grey, Anastasia exige um compromisso total na relação. Com medo de a perder, ele aceita. Agora Anastasia e Grey têm finalmente tudo o que desejavam – o amor, a paixão, a intimidade, uma riqueza incalculável – e todo um mundo de possibilidades à sua espera. Mas ela sabe que amá-lo não será fácil, e que estarem juntos vai implicar ultrapassar barreiras que nenhum deles poderia prever. Anastasia vai ter de aprender a partilhar o estilo de vida de Grey sem sacrificar a sua identidade. E ele terá de aprender a superar o seu obsessivo impulso de tudo controlar, enquanto se debate com os demónios do seu terrível passado. E quando tudo parece estar conjugado para que ambos consigam finalmente ultrapassar os maiores obstáculos, o destino conspira para tornar dolorosamente reais os maiores medos de Anastasia.

ISBN: 9789892321424 – Lua de Papel / 2012 – 624 páginas


PODE CONTER SPOILERS

No último livro da trilogia de Cinquenta Sombras, os leitores vão poder desenterrar todo o mistério que irá envolver tanto o Christian e o ataque que a sua companhia sofre neste livro e onde as algemas vão finalmente ser abertas e a liberdade emocional para os protagonistas deste livro está neste último capítulo muito presente em cada palavra da autora. Vamos também saber finalmente quem é o Jack Hyde. 
Anastasia e Christian estão casados e vão celebrar a sua lua-de-mel de sonho que tem alguns percalços e onde Anastasia tenta lidar com a personalidade dominante do seu marido, Mr. Grey. 
Mrs. Grey continua a ter problemas em lidar com esta personalidade dupla (que ela própria tem). Diz que não quer submissa e quer diferenciar-se de todas as outras relações que o seu marido já teve, mas por outro lado ainda lhe pede encarecidamente que ele lhe dê umas palmadas no rabo e que seja o dominante dela. 
Podemos dizer que este terceiro livro é um limar de arestas. 

Os meus problemas com esta trilogia não mudaram. A escrita continua a ser medonha e tristemente repetitiva, pouco original. É mesmo aquele género de discurso pouco interessante que não oferece nada de especial ao leitor, senão superficialidade. O que poderia oferecer seria cenas de sexo eróticas e sensuais e temos que admitir que a autora realmente se esforça por fazer isso, sem dúvida.
Na minha opinião, não o consegue, porque existem ali várias cenas que dão vómitos e a minha escala de erotismo nem sequer as reconhece. Já percebo donde vem aquele slogan  (porno para mamãs) fantástico que fez com que este livro fosse fenómeno de vendas. Veio da cena de lactação. Não sei qual é o problema destas pessoas, não sabem ter uma relação sexual com gosto?
Existia tantas formas de criar aqui cenas sexuais giras, sensuais e interessantes, mas não. Nós gostamos é de ler sobre coisas completamente taradas, algumas nojentas e bom… que sem dúvida não entram na minha definição de sexo ou de amor, já agora. 

Acho que o único ponto positivo deste livro para mim foi o facto de podermos ver o quanto é que o Mr.Grey evoluiu ao longo da sua carreira de weird son of a bitch. A autora, gradualmente, foi introduzindo mudanças no seu carácter e não me pareceram, de todo, mudanças feitas à pressão. Foram mudanças pensadas, graduais e positivas no sentido em que deram libertação ao próprio personagem, sem serem repentinas. Acabou por ser um modo de aprendizagem para a própria personagem. 
Até pessoas esquisitas podem crescer, não é? Acho que esta é a moral da história. 

Contudo, mais uma vez faço notar o facto de achar ridículo que se elevem estes livros a qualquer mais que entretenimento ao mais baixo nível. Caros, isto não é literatura no sentido mais elitista da palavra, não se enganem. Aqueles que dizem que estes foram os melhores livros de 2012, por favor, não se enganem também, porque então andam a ler os livros errados. (ver rubrica sugestões literárias, aqui no blogue
Se ao invés querem dizer que foi um bom entretenimento, façam-no, pois realmente é isso que este livro é.

Para mim, foi uma maneira de poder ver porque é que toda a gente anda maluca deste livro. Foi também uma maneira de saber, para mim, porque é que não gostei. 
São livros que se lêem de forma rápida. Que entretêm. Que podiam ser muito melhores, tivessem eles sido melhor trabalhados e pensados além da esfera do universo de fan-fiction  – mesmo que este último livro já tenha sido escrito fora desse mundo. 
 Podiam igualmente ter sido mais eróticos, se era isso que queriam ser. 

Mas no fundo, para mim, foram apenas mais umas horas de leitura. Nada mais. 

Opiniões da mesma autora:

  

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As Cinquenta Sombras Mais Negras

Perseguida pelos negros segredos que atormentam Christian Grey, Anastasia Steele separa-se dele, e começa uma carreira numa prestigiada editora de Seattle.

Mas por mais que tente, Anastasia não o consegue esquecer – ele continua a dominar-lhe todos os pensamentos. E quando Christian lhe propõe reatarem a relação com um novo e diferente acordo, ela não consegue resistir. Aos poucos, uma a uma, começam a revelar-se as Cinquenta Sombras que torturam o seu autoritário e dominador amante.
Enquanto Grey se debate com os seus demónios, e revela a Anastasia um lado inesperadamente romântico, ela vê-se obrigada a tomar a mais importante decisão da sua vida.
Uma escolha que só ela pode fazer…


ISBN: 9789892321127 – Lua de Papel / 2012 – 552 páginas




PODE CONTER SPOILERS

O segundo volume da trilogia mais falada no mundo. E.L.James volta com o segundo volume que nos retrata a relação disfuncional entre Anastasia Steele e Christian Grey. No final do primeiro volume, Ana e Christian dão a relação por terminada, só que não se conseguem manter afastados durante muito tempo. Quem dá a relação por terminada é Anastasia, pois esta acaba por perceber que a relação BDSM que ambos mantém é demais para ela. Contudo, não deixa de pensar em Christian, que apesar do seu carácter dominador, também tem algumas facetas românticas escondidas. Lá bem no fundo. 
Bem, quando ambos decidem reatar a relação disfuncional que o casal mantém (após 3 dias apenas), ao longo do livro vamos tendo um levantar do véu sobre o passado de Grey e aquilo que o assombra. 
Mais do que isso, este livro apresenta um pouco mais de mistério enlaçado com o erotismo típico da trilogia.
Anastasia acaba por se ver a par do passado misterioso de Mr. Grey e ambos vão ter que lidar com a personalidade do outro, tal como as exigências da carreira de cada um.

Após ter lido o primeiro livro com muito pouco entusiasmo (foi lido aqui para o blogue devido ao número de recomendações), decidi que tinha de acabar a trilogia. Afinal tinha começado e mesmo que não gostasse, ao menos saberia dizer porquê. Além disso, queria ver como é que isto tudo acabava. 
Não esperava muito mais que o primeiro livro e assim foi. E.L.James não me surpreendeu pela positiva. De novo. Não sei se já estou influenciada por ouvir tanto comentário sobre esta trilogia, mas a verdade é que não sei o que cativa tanto nestes livros. 

Será o sexo? Custa-me a acreditar, afinal há por aí tantos romances eróticos melhores que este. Este livro está um pouco mais calmo neste aspecto e ainda bem, pois menos revirar de olhos provocou.
Será o (pouco) mistério que existe? Também me custa acreditar, sinceramente. Embora isto tenha dado algum alento a este segundo volume, não me parece que seja o necessário para fazer com que este livro tenha tanto sucesso como tem tido pelo mundo fora. 
Será o Mr. Grey? Já é mais fácil de acreditar. Afinal, ele é rico, lindo de morrer, falta-lhe uns quantos parafusos e tem uns fetiches sexuais fora do normal. Gosta de dar palmadas e gosta de espancar assim ao de leve a mulher que diz que ama. Hey, há mulheres que gostam disso. Go figure
Será a escrita? Bem, se for, fico tentada a revirar os olhos. É que a escrita da autora é pobre em vocabulário, é extremamente repetitiva e sinceramente, por várias vezes me aborreceu (sim, inclusivamente durante as cenas de sexo). 

Portanto, não sei. Simplesmente, não sei porque é que esta trilogia é considerada um fenómeno literário de 2012. Sei que eu própria me estou a tornar repetitiva nas minhas palavras, mas a verdade é que se pouco esperava do primeiro volume, este segundo mais reforçou a minha ideia de que esta autora anda sempre à volta do mesmo. Escreve uma dúzia de cenas de sexo, com cenas de BDSM onde a mulher é que é sujeita a tudo, apenas porque é considerada a submissa neste contrato de forças e com um estalar de um dedo, o livro torna-se um fenómeno mundial de vendas. 

Tendo tudo isto em consideração, o segundo livro não me entusiasmou, embora tenha apreciado a tentativa da autora de mostrar um lado do Mr. Grey completamente diferente àquele que já era conhecido do primeiro livro. A autora conseguiu também inserir ali um final interessante, que deixa o leitor a pensar no futuro e que prepara o leitor para o final da trilogia. Confesso que em termos de leitura, foi um livro menos frustrante para mim, embora creia que no geral, está ao mesmo nível do primeiro. 
Contudo, o final interessou-me realmente e fiquei curiosa para saber como é que isto acaba.

Escusado será dizer que as expectativas para o último livro não são muitas. Espera-se mais do mesmo, mas espero que a autora consiga melhorar um pouco mais a estrutura do enredo e a construção das personagens. 

Opiniões da mesma autora:

As Cinquenta Sombras de Grey

As Cinquenta Sombras de Grey é um romance obsessivo, viciante e que fica na nossa memória para sempre.

Anastasia Steele é uma estudante de literatura jovem e inexperiente. Christian Grey é o temido e carismático presidente de uma poderosa corporação internacional. O destino levará Anastasia a entrevistá-lo. No ambiente sofisticado e luxuoso de um arranha-céus, ela descobre-se estranhamente atraída por aquele homem enigmático, cuja beleza corta a respiração. Voltarão a encontrar-se dias mais tarde, por acaso ou talvez não. O implacável homem de negócios revela-se incapaz de resistir ao discreto charme da estudante. Ele quer desesperadamente possuí-la. Mas apenas se ela aceitar os bizarros termos que ele propõe… Anastasia hesita. Todo aquele poder a assusta – os aviões privados, os carros topo de gama, os guarda-costas… Mas teme ainda mais as peculiares inclinações de Grey, as suas exigências, a obsessão pelo controlo… E uma voracidade sexual que parece não conhecer quaisquer limites. Dividida entre os negros segredos que ele esconde e o seu próprio e irreprimível desejo, Anastasia vacila. Estará pronta para ceder? Para entrar finalmente no Quarto Vermelho da Dor?As Cinquenta Sombras de Grey é o primeiro volume da trilogia de E. L. James que é já o maior fenómeno literário do ano em todos os países onde foi publicado.

ISBN: 9789892319957 – Lua de Papel / 2012 – 552 páginas



Anastasia Steele é uma jovem de 21 anos, estudante de Literatura. Tem a vida pela frente e levava uma vida calma, sem sobressaltos, até que conheceu o empresário Christian Grey. Christian tem 27 anos e é um homem de negócios vergonhosamente rico, com gostos algo excêntricos. Este homem duro, exigente, obstinado e controlador também guarda um segredo. O Quarto Vermelho da Dor é um pequeno espaço, cheio de instrumentos de BDSM  – que em inglês significa Bondage, Discipline, Sadism, Masochism. Isto porque Christian acredita que esta é única maneira possível para que  uma relação íntima possa existir entre duas pessoas. A relação entre dominante e submisso é a única que faz sentido para ele. 
Quando Anastasia aparece no seu escritório para lhe fazer uma entrevista para o jornal da faculdade, porque a sua colega Kate está doente, Christian fica completamente cativado por esta jovem inexperiente e que cora a cada frase mais atrevida que diz. 
Ana também fica completamente cativada por este homem que tem mais dinheiro que juízo e a atracção que se estabelece entre os dois torna-se perigosamente sensual. Mas Ana fica assustada quando Christian lhe pede para ele ser a sua submissa e para partilhar com ele os prazeres e as dores do seu quarto vermelho. Ana tem as suas dúvidas, porque apesar de confiar no Christian, sabe que ele esconde um segredo qualquer debaixo daquela carapaça controladora. 
Mas por outro lado, não lhe consegue resistir…

Nunca mostrei interesse por este livro. Nem mesmo quando o histerismo à volta desta obra começou. Nem mesmo quando o livro ficou nos primeiros lugares do top nacional durante semanas e semanas sem fim. No comboio e no metro, só via pessoas a ler este livro. Inclusive senhoras com a idade da minha avó. Não conseguia perceber que raio se tinha passado na cabeça das pessoas. Queixam-se que o país lê pouco, mas basta um romance erótico ser publicado para toda a gente ir a correr comprá-lo. Eu sei que o sexo vende, mas isto é demais. São capazes de dizer que clássicos não prestam, mas estes livros fast-food já são literatura. Enfim, isto é um pequeno desabafo. 
Voltando ao que eu estava a dizer, de facto eu não queria ler este livro. Mas quando os pedidos para eu fazer uma opinião a este livro começaram a chover, comecei a pensar duas vezes sobre a questão. Não estava lá muito entusiasmada. 
Eu tenho um gosto muito variado em livros. Já inclusive li outros romances eróticos (bem melhores que este, se me dão a liberdade de dizer). Contudo, o facto de saber que isto foi uma fan-fiction e ter uma relação BDSM não me entusiasmava. Sinceramente, o que leva outra pessoa a ser submissa? Não tem piada nenhuma, não me venham com coisas. Isto não tem nada de sensual.
Ah e tal, ela leva umas palmadas fortes no rabo e isto sim, é que sexo! Que prazer! (Pois, isto é completamente ridículo.)

A escrita de E.L.James não podia ser mais simples. Com muito pouca variedade de vocabulário, varia entre “Oh my” and “Holy Shit / Holy Fuck“. Temos de ensinar a senhora a ver o dicionário de sinónimos. Portanto, como estava a dizer, a escrita é pouco profunda, é daquelas coisas que se lê, sabe-se o que se passa, mas nada se absorve. Não acrescenta nada. Os personagens igualmente. A Anastasia é uma rapariga fraca, completamente inexperiente, mas que tem lá uns laivos de segurança e irreverência pelo meio. Que personalidade tão contrastante e falsa. Falta aqui consistência. Depois temos o Christian Grey. O Homem. Perfeito. Controlador q.b., completamente tarado, maluco da cabeça porque teve um passado completamente macabro. Juntando as peças, temos o público feminino a derreter-se. Ri-dí-cu-lo. Quer dizer, só porque o rapaz teve um passado mau, já é um herói irresistível? É que eu arrisco-me a dizer que foi o personagem masculino que mais me desiludiu em todos os livros eróticos (e mesmo sem serem deste género) que já li. 
Portanto, não, não desmaiaria se ele me aparecesse à frente. Nem uma vez fez com que eu desejasse ter alguém como ele a meu lado. Deus me livre de tal destino, credo. 
Acho que as únicas personagens que se safaram foram a Kate e o Elliot. Estes dois deram-me vontade de continuar a ler o livro e mantiveram-me interessada no enredo. E claro, queria saber porque é que o Grey é tão taradinho da cabeça. Como diria a Ana, ele é um weird motherfucker. As cenas de sexo: algumas estão bem escritas e parecem-me até quase românticas, que envolvem sentimento. Outras dá-me vontade de rir e de revirar os olhos de tão aborrecidas que são. Quero lá ler sobre uma mulher a levar estaladas no rabo e coisas semelhantes. 

Concluindo, não consigo perceber onde é que estão os argumentos para este ser dos melhores livros de 2012. Não consigo. Não que tenha algo contra quem gosta. Aqueles que gostaram, acho que estão no seu pleno direito e não devem ter vergonha disso, pois cada um gosta de coisas diferentes. Mas este livro aborreceu-me e sinceramente, só fiquei com vontade de ler os seguintes para saber como é que isto vai acabar porque senão fosse por isso, ficaria por aqui.

A moda veio para ficar, espero é que apareceram por aí romances eróticos com mais qualidade.