Livros versus Tv #35

The Book Thief ou melhor dizendo, A Rapariga que Roubava Livros foi a mais recente adaptação que vi. Eu adoreiiiiii este livro, é um dos meus livros favoritos de todo o sempre e por isso já sabia que ver este filme ia ser uma experiência com um peso especial. Não é todos os dias que um dos nossos livros favoritos é adaptado para o ecrã e as expectativas são sempre muito grandes.
Mas tinha a esperança de gostar e foi isso mesmo que aconteceu. Se pudesse descrever o filme numa palavra seria intenso. Intenso porque os cenários estão todos muito bem escolhidos, os personagens têm todos uma dimensão trágica mas ao mesmo tempo apelativa e é impossível que o espectador não crie empatia com os personagens. Não só por estarmos a falar do período da Segunda Guerra Mundial, que é sempre uma temática pesada e emocional, mas porque o filme tem uma qualidade de discurso e visual bastante intensa.

É verdade que o filme não teve o mesmo impacto para mim do que o livro teve. Quando acabei de ler este livro parece que tive uma epifania e a leitura deste livro teve um grande impacto em mim. Apesar de ter gostado imenso do filme, não posso dizer que tive a mesma experiência. Claro que há cenas extremamente tocantes que puxaram muito pelas minhas emoções (especialmente o final) mas… se tiver que comparar o livro, este último tocou-me muito mais.

Não obstante, tenho que dar os meus parabéns a todo o cast porque está aqui um trabalho monstruoso e um que valeu a pena ver nas salas de cinema.

(imagem retirada daqui)

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Livros versus Tv #34

The Hunger Games + Catching Fire.

Li a trilogia e estava muito curiosa para ver as adaptações cinematográficas. Confesso que não tinha expectativas por aí além, gostei imenso dos livros e esperava igualmente gostar dos filmes. O primeiro filme foi bastante bom, embora eu considere que o impacto do livro é MUITÍSSIMO maior. As descrições da autora tem um poder incrível, as palavras muito mais peso e de alguma forma, quando passado para o ecrã, os Jogos perderam um pouco da sua força para mim.

Contudo, adorei a escolha do trio. Estiveram todos muito bem, thumbs up para a Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson e para o Liam Hemsworth. Distingo também o Stanley Tucci porque adorei, adorei a representação dele. Como disse, foi um filme fácil de se ver, mas nada de extraordinário.

Já o Catching Fire, que tive oportunidade de ver no cinema, foi diferente. Foi um filme que me arrancou mais entusiasmo e emoções e enquanto me recordo de não ter achado tanta piada ao segundo livro como achei ao primeiro, no filme aconteceu o inverso. Gostei mais do segundo filme do que gostei do primeiro. Os quatro actores que distingui para o primeiro filme, faço-o também para o Catching Fire. Mas o parzinho Peeta e Katniss e a relação entre os dois foi o que mais gostei de ver transposto para o ecrã, porque foi intensa e não sensaborona. Gostei de ver a interacção do casal.

Existem alguns momentos verdadeiramente… especiais e que adorei. Agora estou curiosa para ver como irá ser a passagem do último livro. Já sei que o filme será dividido (uma estratégia que não me entusiasma muito) mas… vou esperar para fazer o meu julgamento.

(imagem retirada daqui)                                                                                                                                     

(imagem retirada daqui)

Livros versus Tv #33

Depois de ler lido o clássico Sense and Sensibility, era altura de ver a adaptação cinematográfica de 1995, um filme de Ang Lee e que conta com as participações de Hugh Grant, Emma Thompson e uma Kate Winslet muito, muito novinha.
Devo dizer que não esperava muito deste filme, mas ele conseguiu surpreender-me em todas as suas vertentes. Primeiro que tudo, os actores (que antes de ver o filme não os conseguia imaginar como os meus personagens) fizeram os seus papéis resultar na perfeição. De modo que já não consigo pensar em Marianne sem pensar em Kate Winslet e o mesmo para os restantes personagens.
O livro, que revelou ser uma leitura com altos e baixos, ganha vida extra nesta adaptação. E digo isto no sentido mais positivo, porque considero que o filme tenha dado ao enredo original um toque de intensidade que não é tão perceptível no livro  que muda o cenário todo.

De maneira geral, existiram algumas mudanças na passagem do livro para o filme, umas mais relevantes que outras, mas sem dar importância excessiva a isto é preciso dizer que foram mudanças que de facto fizeram a adaptação resultar e convidam o espectador a ficar enredado na história e a querer saber mais.

É-me difícil avaliar se gostei mais do livro e do filme. Nos últimos tempos tenho vindo a olhar as adaptações cinematográficas com olhos diferentes, não tanto com os olhos de leitora de livros, mas sim de espectadora. E isso torna difícil dizer se tenho um preferido, porque avalio os dois universos de maneira diferente.

Posso sim dizer que acho que o filme modificou alguns aspectos que adorei ver inseridos na história. E o toque romântico do filme dá um alento diferente.

De qualquer maneira, são trabalhos muito diferentes e falam por si só. Gostei mesmo muito de ver este filme.

Livros versus Tv #32

Normalmente é hábito ler o original e só depois ver a adaptação cinematográfica.
A excepção, ultimamente foi feita com The Host. Fui ao cinema ver o filme, primeiro por ser uma oportunidade de estar com uma amiga que adora livros como eu e depois porque era uma espécie de teste – nunca estive muito entusiasmada para ler Stephenie Meyer mas assinei o compromisso de ler o livro, se gostasse do filme.

Confesso que estava curiosa e renitente ao mesmo tempo. Curiosa porque daquilo que conhecia do enredo, parecia ser promissor, mas renitente porque se gostasse do filme, teria que ler o livro com o espectro do filme a assombrar a minha leitura. Tinha receio que fosse ler o livro julgando aquilo que tinha visto no filme (como é costume julgar os filmes por aquilo que se lê nos livros).

A verdade é que acabei por gostar bastante do filme. Para o tempo que se dispõe para adaptar um livro tão grande, dá-me a sensação que a equipa fez um bom trabalho ao seleccionar conteúdos – o que entra e o que não. E adorei o cast, principalmente os dois protagonistas masculinos. Acho que sintetizaram muito bem a essência dos personagens e creio que isso passou para o filme.

Ora bem, as críticas que eu tinha lido, todas diziam que o filme não conseguia passar a essência do livro, mas eu não concordo. Acho que o consegue fazer, com as limitações existentes da adaptação do livro ao filme, mas acho que resumiram o enredo de uma forma bastante completa. Creio que o drama entre a Mel e a Wanda ficou um pouco por explorar, no entanto, tendo o realizador dado preferência ao drama emocional do livro.

Creio que talvez a leitura que fiz posteriormente do livro se tenha ressentido com a imagem que criei com o filme. Sei que gostei bastante do filme e a leitura foi um pouco mais neutra, mas apesar de tudo creio que o que vale a pena reter é a boa história que a autora criou no seu imaginário.

Ver a opinião do livro.

Livros versus Tv #31

Há umas semanas fui ver o filme The Great Gatsby ao cinema.

Estava muito ansiosa para ver esta adaptação cinematográfica. Porquê?

Já tinha lido o livro há dois anos pela primeira e tinha gostado bastante. Este ano, voltei a ler o livro pela segunda vez e se possível ainda tinha gostado mais. Já tinha estudado esta obra ao pormenor e de facto, pode-se considerar que ver o filme até era espécie de trabalho de casa.
Por já me sentir bastante familiarizada com esta obra, penso que a opinião que escrevi dela, faz pouco jus à mesma. De facto, há muito que se poderia dizer deste clássico e a minha opinião apenas toca em dois pontos que na altura me tocaram mais.
Ainda assim, para quem tiver curiosidade de ler o que disse sobre esta obra, pode fazê-lo aqui.

Então, o que é que aconteceu? Aconteceu que este filme acabou por me fazer ficar indecisa. Vamos por partes.
Eu tive duas pessoas a ver este filme. A espectadora que foi ver este filme ao cinema por prazer e entretenimento e a espectadora que foi ver este filme sendo estudante de literatura e especialmente da norte-americana.

Como primeira, esperava um filme que me arrebatasse os sentidos e por esse prisma, o filme está exactamente ao mesmo gosto. Tem uma boa banda sonora, eclética. O filme é todo cheio de cor e movimento e por isso, não é aborrecido. Muito pelo contrário, é cheio de vida e conseguiu capturar na perfeição aquele ambiente boémio dos anos 20. Está um filme muito Hollywoodesco, diria. E se fosse só a analisar estes factores, teria adorado o filme. No entanto, há que referir que achei o cast maravilhoso, todo ele. Mas, de forma mais especial, o Leonardo DiCaprio. Ele esteve fabuloso, a meu ver.

Contudo, como a segunda pessoa, esperava uma coisa completamente diferente. Esperava ver um filme fiel à obra literária que o inspirou (e isso foi, tanto quantos os filmes podem ser fiéis aos livros). Não esperava no entanto que a banda sonora deles fosse tão contemporânea, sendo que estão a tentar retratar uma época diferente e embora o jazz tenha estado presente, não fiquei satisfeita. Tenho a ideia que eles pouco se esforçavam para retratar os anos 20 nos Estados Unidos da América e deveria ter sido melhor captado. Apenas se preocuparam em fazer a parte do entretenimento, das luzes e da festa, da grandiosidade, mas é pouco credível.

Como disse antes, creio que duas pessoas foram ver este filme, que tinham expectativas muito diferentes. E isso acabou por se revelar contra-produtivo. Ainda agora, quando olho para trás e tento dar uma opinião mais definitiva sobre o filme, me encontro dividida. Creio que posso dizer que gostei, mas que esperava mais.

Livros versus Tv #30

Já foi há algum tempo que vi o filme A Mulher do Viajante no Tempo, que conta com os nomes de Eric Bana (no papel de Henry) e com a Rachel McAdams (no papel de Clare).
Tinha gostado bastante do livro, como podem verificar aqui, e portanto foi com algumas expectativas que esperei para ver esta adaptação cinematográfica. Confesso que não fiquei muito impressionada, a começar pelo Eric Bana. Ele nunca me chamou muito à atenção como actor, ainda que tenha feito um papel fantástico em Tróia. Mas ele não é o Henry que criei na minha cabeça e fiquei desiludida porque não o consegui ver neste papel.
Já Rachel sempre fez parte das minhas escolhas favoritas no que toca a actrizes e estava curiosa para ver como é que ela se ia sair a representar a personagem de Clare. Apesar de achar que esteve melhor que Eric, não posso dizer que me tenha deslumbrado e acabei por chegar a meio de um filme já um pouco aborrecida.
Acho que o filme até está bastante fiel e acaba por retratar bem o livro, mas de alguma forma, não foi o suficiente para me deslumbrar ou mesmo cativar até ao final.
Acabei de ver o filme com uma sensação de insatisfação, pois esta adaptação não correspondeu de todo àquelas que eram as minhas expectativas. Prefiro o livro, de longe.

Livros versus Tv #29

Há algum tempo vi o filme Eat, Pray, Love – em português Comer, Orar, Amar – baseado na obra de Elizabeth Gilbert com o mesmo título. Sendo que este foi um dos melhores livros que li durante este ano, as expectativas estavam bastante elevadas. Estava com esperança que o filme passasse todos aqueles sentimentos poderosos do livro. Tinha noção de que iria ser bastante difícil. Há palavras, sentimentos, emoções que são difíceis transcrever para uma imagem. E mais difícil ainda é transcrever a força de todos esses sentimentos.
Mesmo assim, por ter adorado tanto o livro pensei que iria pelo menos gostar do filme. E tenho que confessar que há muito tempo que uma adaptação cinematográfica não representava uma desilusão tão grande para mim.

Este Eat, Pray, Love foi uma desilusão com um D. Primeiro porque mudaram tantos pormenores no filme, pormenores esses que eram até bastante importantes para a cadeia de acontecimentos na vida de Liz. Segundo porque apesar de terem mudados várias coisas, não existiu o cuidado de tentar minimizar estas mudanças. Ou seja, poderiam ter feito estes ajustes mas que os fizessem de forma a que a história continuasse, no seu núcleo, a mesma. Pronto, simplesmente mudaram. A parte de Bali então, pode dizer-se que muito pouco tem que ver com a do livro.

Não gostei do Javier Bardem como Felipe. O português brasileiro daquele homem é um bocado assustador! 😛 E nem vou começar a falar sobre colocarem um actor espanhol a representar o papel de um brasileiro.
A Julia Roberts esteve ligeiramente melhor, acho que conseguiu passar alguma da força da personagem de Liz. No geral, se não tivesse lido o livro antes, até poderia ter gostado deste filme. Ele foi recortado e montado de forma a que fosse um filme altamente romanticizado – especialmente aquela parte final, que parvoíce – mas como adaptação cinematográfica baseado na obra de Elizabeth Gilbert, não me convence.

(opinião ao livro aqui)

Livros versus Tv #28

Este fim-de-semana vi o filme The Lucky One, baseado no livro Um Homem de Sorte do Nicholas Sparks. Sendo que gostei bastante deste livro (de facto, até é um dos meus preferidos do senhor) estava muito curiosa para ver esta adaptação.

Tenho que dizer que gostei, mas chegada aos créditos, senti-me um pouco indiferente. Não sei se o problema é meu – de estar farta deste tipo de filmes, sempre iguais – ou se simplesmente não estava inclinada para ver o filme, nesta altura. Não achei uma adaptação particularmente fiel, pelo menos no que toca às partes finais… mas como já não me lembro muito bem do livro, não posso julgar com tanta certeza. Acho que o Zac Efron esteve bastante bem no seu papel de Logan, mas a Taylor Schilling irritou-me do início ao fim, especialmente com o cabelo sempre na cara. Que coisa mais enervante.

Este é mesmo daqueles filmes que se vêem bem num domingo à tarde, sentada no sofá, mas nada mais que isso. Esperava gostar mais desta adaptação. Tenho que dizer que me sinto bastante desiludida. O livro esse, nada lhe tira o mérito.

Livros versus TV #27

Game of Thrones, temporada 1.

Após ter lido os primeiros dois volumes da série “Crónicas de Gelo e Fogo” decidi ver a primeira temporada da adaptação televisiva. Decidi que seria uma forma interessante de me manter a par não só dos livros, mas também da série. Assim ando sempre a par e passo. Estava muitíssimo curiosa para ver esta primeira temporada, confesso. Depois do sucesso que as leituras foram, sabia que a série também iria ser algo de especial. E não estava enganada. De facto, as leituras são espectaculares. E é algo especial ver a nossa imaginação ganhar vida. A série está bastante fiel, tirando um ou outro pormenor, como seria de esperar. Embora gostasse que a série fosse 100% fiel aos livros, confesso que as pequenas mudanças que foram efectuadas nesta primeira temporada foram para melhor. Acho que as personagens não poderiam ter sido melhor escolhidas. Não podiam ser mais diferentes do que aquilo que eu imaginei, mas de alguma forma, são as certas para mim.

Não podia estar mais contente com esta série. Vale a pena ver, depois de ler os livros. Sem dúvida alguma. Agora consigo perceber o porquê de tanto falatório e entusiasmo à volta da criação do mundo criado pelo George Martin. À semelhança do que fiz com esta primeira temporada, irei ver a segunda temporada desta série depois de ter lido os próximos dois volumes.

Livros versus TV #26

Depois de ter lido o livro Extremamente Alto e Incrivelmente Perto, decidi ver o filme – um que tinha imensa curiosidade em ver, não só porque o livro é fantástico e tornou-se dos meus preferidos de sempre mas também porque é protagonizado pela actriz Sandra Bullock, que adoro.

Tom Hanks e Sandra fazem de pais do jovem Oskar Schell, personagem que é representada por Thomas Horn. Devo dizer que Thomas fez um trabalho incrível como Oskar. Acho que a personagem está fantástica e ele conseguiu representar a angústia e a dor de uma forma perfeita. Este era um papel muito difícil, mas adorei a forma como o jovem actor Thomas lhe deu vida.

Quanto ao enredo, não posso dizer que esteja incrivelmente fiel ao livro, mas acho que o produto final ficou muito bom e não resisti a largar umas lágrimas durante o filme. Gostaria que o filme tivesse dado um pouco mais de atenção à avó de Oskar, coisa que não aconteceu, porque ela é uma personagem muitíssimo interessante e no filme não transpareceu isso. O livro é perfeito para mim e embora o filme não seja tão bom quanto o livro foi, não deixou de ser emocionante.

Um livro que vale a pena ler e um filme que vale a pena ver. Opinião ao livro aqui.