A Cama da Paixão

Londres, 1833. Quando numa noite Lady Viola conheceu o galante visconde John Hammond foi amor à primeira vista. Vendo-se repentinamente envolvida numa relação séria, só se apercebeu da chocante verdade após o casamento: o seu amado John nunca tinha gostado dela verdadeiramente, casando com ela apenas pela sua fortuna… e o pior, é que ele não via nada de errado nisso. Desolada, Viola jurou nunca mais permitir que o canalha que a tinha enganado se voltasse a deitar com ela. John, na verdade, nunca teve a intenção de ferir a bela e determinada mulher que se tornou numa estranha para ele. Agora, depois de anos de um casamento faz de conta, ele precisa de um herdeiro, e vê-se confrontado com um intrigante e atraente desafio: ter de seduzir a sua própria mulher. Ele tem de convencer Viola a regressar ao seu leito matrimonial, mas desta vez pode ser ele o único a perder o coração.

ISBN: 9789722041126 – Livros D’Hoje / 2010



A Cama da Paixão é o terceiro livro da autora Laura Lee Guhrke que leio. Esta obra, que faz parte de uma pequena série de quatro romances de época, é o terceiro volume do conjunto de quatro livros. 
A editora decidiu saltar a publicação do segundo volume por razões desconhecidas e assim a série conta apenas com o primeiro volume, Prazeres Proibidos, e o terceiro publicados. 

Esta obra conta-nos a história de Viola, a irmã de Anthony – protagonista do livro Prazeres Proibidos. Esta personagem sempre suscitou a minha curiosidade por ter um ódio de estimação para com o marido e por passar a vida a evitá-lo como se ele fosse uma praga. Desde o primeiro livro que este mistério me chamou à atenção, portanto foi com grande expectativa que me dei conta que este seria o livro que me contaria a história do casal.
Nove anos de casamento, duas vidas em separado. A paixão entre John e Viola apenas durou seis breves meses e após isso, inexplicavelmente, o matrimónio começou a deteriorar-se. Isto porque Viola tem razões mais que óbvias para acreditar que o marido traiu a sua confiança e recusa-se assim a viver uma farsa com ele, escolhendo então viver a sua própria vida – uma em que John não participa. No entanto, após a morte do seu primo, John vê-se obrigado a gerar um herdeiro para manter as suas propriedades e para isso precisa de reatar a sua vida em conjunto com a mulher. 
Mas Viola está determinada a continuar sozinha e não é com bons olhos que vê este rumo de acção. E assim, John tem de tentar reconquistar a sua mulher, custe o que custar…Será que o casal vai encontrar de novo a paixão e o amor que os juntou há tantos anos atrás?

Como tinha dito anteriormente, foi com grande entusiasmo que comecei esta leitura. Queria muito ler a história destas personagens e isso foi incentivo suficiente para “devorar” o livro que tinha à minha frente. Como já estava à espera, foi um livro muito fácil de ler, muito leve e o enredo desenrolou-se de uma forma muito dinâmica. 
O livro mostrou-me um ambiente diferente do que é normal em romances de época. Em vez de assistirmos a uma corte e de termos oportunidade de ver um amor nascer entre duas pessoas, desta vez a autora mostra-nos como é que duas pessoas que outrora estiveram apaixonadas uma pela outra podem destruir isso e no entanto, voltar a encontrar o mesmo sentimento. 
Conseguiu mostrar de uma forma coerente e bastante real que um casamento pode por vezes não ser fácil e que é preciso limar arestas e fazer concessões. É como uma planta: se não for regada regularmente, seca até morrer. Mas se for regada com regularidade e se formos cortando as pequenas partes que ficam secas, essa planta irá florescer durante todos os anos e crescer de forma saudável e viçosa. 

Foi um livro com muito romance, com cenas bastante divertidas e um livro fora do normal, para o género a que pertence. Claro que haveriam pequenos pormenores que eu talvez mudasse, por não serem completamente do meu agrado, mas considerando tudo, posso dizer com absoluta certeza que foi uma obra que encheu as minhas medidas e que me agradou profundamente. 

A receita de sucesso está mais que comprovada: um enredo dinâmico, leve e divertido, com muito romance à mistura é capaz de fazer milagres se conseguirmos equilibrar todos estes factores. O resto é talento e imaginação.  





Opiniões da mesma autora:



Prazeres Proibidos

Toda a mulher tem os seus prazeres proibidos… 

Para a delicada e tímida Daphne Wade, o mais apetecível prazer proibido é observar discretamente o seu patrão, o duque de Tremore, enquanto este trabalha numa escavação na sua herdade. Daphne foi contratada para restaurar os tesouros de valor incalculável que Anthony tem estado a desenterrar, mas não é fácil para uma mulher concentrar-se no seu trabalho quando o seu atraente patrão está sempre em tronco nu. Apesar dele não reparar nela, quem a pode censurar por, mesmo assim, se ter apaixonado desesperadamente por ele? 

Quando a irmã de Anthony, Viola, decide transformar esta jovem e simples mulher de óculos dourados numa provocante beldade, ele declara a tarefa impossível. Daphne fica arrasada quando sabe… mas está determinada a provar que ele está errado. Agora, uma vigorosa e cativante Daphne sai da sua concha e o feitiço vira-se contra o feiticeiro. Será que Anthony conseguirá perceber que a mulher dos seus sonhos esteve sempre ali? 




ISBN: 9789722038188 – Livros D’Hoje / 2009


Este livro foi-me recomendado por uma companheira “goodreadiana”. Eu adoro a comunidade Goodreads, por vários factores: pelos livros novos que descubro, pelo convívio e pelas ligações que se criam neste espaço virtual. Numa conversa sobre romances de época, esta minha companheira decidiu relembrar-me que eu tinha um livro por ler (que na verdade, faz parte de um quadrologia) que era fantástico e garantiu-me que eu estava a perder uma leitura emocionante. Visto que Laura Lee Guhrke é a sua autora favorita neste género literário, fiquei com muita curiosidade em experimentar.
Após alguma conversa e troca de argumentos, a Mafi acabou por me desafiar a ler este primeiro volume e assim descobrir a escrita da autora Laura Lee Guhrke. 

Este género literário é para mim uma certa novidade. Foi há bem pouco tempo que me comecei a arriscar ler alguns romances de época. Já experimentei várias autoras e não posso dizer que a minha experiência tenha sido desagradável. No entanto, cedo aprendemos a refinar os nossos gostos e portanto é normal que dentro de cada género literário, possamos encontrar autores melhores e outros que, embora possam ser bons para muitas pessoas, acabam por não corresponder às nossas expectativas.
De facto, até ao momento, achava que exemplos como Emma Wildes e Judith McNaught eram as rainhas deste género literário. 
Ambas foram grandes surpresas e recomendo as duas porque a verdade é que são autoras que vão continuar a ficar dentro do meu top, mas Laura Lee Guhrke acabou por me surpreender de uma maneira que não julgava possível. Vai directamente para o meu top de preferências, posso dizer com certeza.
E porquê, perguntam-me vocês?

Bem, posso começar por dizer que a escrita da autora é muito envolvente e bastante fluída – duas características que considero fundamentais para ficar com uma boa impressão. A outra característica que teria de apontar seria sem dúvida a maneira como a autora construiu o enredo – nada de clichés, muita originalidade e ousadia. Laura Lee não tem receio de mostrar que a mulher do século XIX também pode ser independente e pode ter uma palavra a dizer sobre a sua vida. A ideia de que o ser feminino dessa época é o sexo fraco, sem argumentos completamente plausíveis é o que mais se vê por aí em obras deste género literário e embora ela possa ser verdadeira em termos históricos, é também um conceito muito cliché e algumas autoras aproveitam-se desse facto para criar uma história sem grande conteúdo. 
Este livro mudou a minha perspectiva quanto a isso e mostrou-me que um romance de época também pode ser original e refrescante. Gostei imenso do romance entre os protagonistas e as próprias personagens foram construídas de uma forma que me permitiu criar uma ligação com o carácter e a personalidade de cada um.


Concluindo, Laura Lee Guhrke revelou-se uma surpresa sem precedentes e posso dizer que vou continuar a seguir o trabalho dela com muita atenção. Para já, tenciono ler os 3 livros que completam a quadrologia de “Prazeres Proibidos”, que segundo me consta, não foi publicada na totalidade em Portugal. 
No entanto, creio que esta autora é uma óptima aposta neste género literário e para quem tenciona encontrar um livro leve, divertido e romântico, aqui tem a solução para os seus problemas!