O Homem de Sampetersburgo

A História pode estar prestes a mudar…

1914: a Alemanha prepara-se para a guerra e os aliados constroem as suas defesas. Ambos os lados precisam da Rússia, que se debate com problemas internos graves e vive na iminência de uma Revolução. Em Inglaterra, o duque de Walden e Winston Churchill planeiam, em total segredo, uma aliança com a Rússia. Contudo, um homem disposto a tudo e sem nada a perder infiltra-se no país com a intenção de travar a todo o custo o acordo entre russos e britânicos. Conseguirá O Homem de Sampetersburgo deixar o país a seus pés e inverter o curso da História?

ISBN: 9789722521185 – 11×17 (Betrand Editora) / 2010 – 464 páginas

O Regresso do Rei - Senhor dos Anéis, Vol.3

Ken Follett é um dos grandes nomes do thriller e do romance histórico. Em qualquer destes dois géneros literários, o autor dá cartas com os seus livros cheios de acção e com informação histórica precisa e em abundância. A forma como ele mistura o facto com a ficção é também um dos seus grandes talentos. Pegando nos relatos históricos e naquilo que é conhecido, o autor pega em personagens fictícios e insere-os no universo histórico sem qualquer dificuldade, ao ponto de o leitor chegar a pensar “esta pessoa pode realmente ter existido ao lado dos grandes nomes da Humanidade”. Neste livro, O Homem de Sampetersburgo, somos transportados para Londres e para as grandes maquinações políticas entre Rússia e Inglaterra que tentam firmar um tratado que permita à Inglaterra o apoio russo caso os primeiros entrem na guerra. Em troca, Inglaterra promete dar aos russos os territórios dos Balcãs. Os radicais russos que não vêm nesta guerra grande interesse, querem é que a Rússia entre numa das maiores revoluções que a História já viu. E para isso, algo trágico tem que acontecer. Como um assassínio ao diplomata russo que se encontra em Londres em negociações com os ingleses.

Durante a leitura deste livro apenas pensava que estas páginas descreveriam a calma antes da tempestade da primeira Guerra Mundial. De calma é que este livro não teve nada. Está recheado de momentos bem intensos e o nível de acção está sempre no máximo.
Gostei de várias coisas neste livro. O contexto histórico onde está inserido (gosto tanto de política quanto a Charlotte), as personagens e a escrita do autor – que já é bastante conhecida por estes lados. Como disse antes, a forma como o autor equilibra facto/ficção é verdadeiramente interessante. Manipulando os acontecimentos verídicos, o autor constrói um enredo fictício que nos deixa sempre ansiosos para ler mais. A sua escrita ajuda em muito a que isto aconteça, claro. Um bom enredo sem uma boa escrita não resulta bem.

Contudo, confesso que o livro me surpreendeu mais por se ter revelado algo que eu não estava à espera. Quando comecei a ler o livro, esperava encontrar um thriller histórico, com muita política à mistura. E sim, encontrei tudo isso, mas também encontrei umas personagens com uma história de vida muito interessante e que deram uma graça diferente a este livro. De facto, o livro todo ele gira em torno deste homem de Sampetersburgo, que vem tentar assassinar o diplomata russo e assim despoletar uma revolução russa. Um homem que à partida parece um animal, sendo que a única coisa que gere a sua vida são os seus instintos de sobrevivência. Acabei por encontrar e conhecer um homem que, como qualquer outro humano, tem sentimentos e acaba por hesitar na sua missão, trazendo assim consequências graves ao curso da História. E no entanto, este homem tem ligações inegáveis a outras personagens que trazem cor a este relato político de 1914. É um livro rico na dimensão humana e na verdade, quem faz este livro, são os personagens que o povoam. Foi o que mais apreciei neste livro.

No entanto, não posso deixar de referir uma coisa que me entristeceu e que embora tenha sido um erro pontual, não deixa de me chatear. Na página 406 encontrei a seguinte frase: ” Faça o melhor que poder (…).” Até doí ver este tipo de erros.

Uma leitura muito agradável e que não desaponta.

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A Queda dos Gigantes

Em A Queda dos Gigantes, o primeiro volume da trilogia “O Século”, as vidas de 5 famílias – americana, alemã, russa, inglesa e escocesa – cruzam-se durante o período tumultuoso da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do Movimento Sufragista. 

Neste primeiro volume, que começa em 1911 e termina em 1925, travamos conhecimento com as cinco famílias que nas suas sucessivas gerações virão a ser as grandes protagonistas desta trilogia. Os membros destas famílias não esgotam porém a vasta galeria de personagens, incluindo mesmo figuras reais como Winston Churchill, Lenine e Trotsky, o general Joffreou ou Artur Zimmermann, e irão entretecer uma complexidade de relações entre paixões contrariadas, rivalidades e intrigas, jogos de poder, traições, no agitado quadro da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do movimento sufragista feminino. 
Um extraordinário fresco, excepcional no rigor da investigação e brilhante na reconstrução dos tempos e das mentalidades da época.
ISBN: 9789722344289 – Editorial Presença / 2010 – 930 páginas

Uma trilogia, um retrato de um século. O primeiro volume da trilogia “O Século” intitulado A Queda dos Gigantes, inicia um ciclo que pretende retratar a vida, o quotidiano, as diferentes realidades, as tristezas, os sucessos e as alegrias do século XX, uma das épocas mais importantes a nível mundial. 
Neste primeiro volume, começamos a viagem em 1911 e acabamos em 1925. Ou seja, vamos viajar até à Europa nos anos em que a Primeira Guerra Mundial grassou um pouco por todo o território europeu. O leitor vai poder transportar-se para esta época conturbada que teve um impacto a uma escala mundial, na medida em que após este conflito, a sociedade como era conhecida, nunca mais voltará a ser o que era. A Grande Guerra veio significar muitas coisas, mas a mais notória é o massacre de vidas humanas, em número abismal. Mais de 16 milhões de pessoas morreram neste conflito e esta guerra encontra-se na tabela dos conflitos da história mundial que mais mortes e causalidades causou. 
O acontecimento que originou a Primeira Guerra foi o assassinato do Arquiduque Francisco Fernando de Áustria, em 28 de Junho de 1914 , o príncipe herdeiro do trono de Áustria Hungria, que resultou depois num ultimato por parte dos Habsburgos contra o reino da Sérvia. Rapidamente se desencadearam outros desenvolvimentos e o sentimento de fatalidade e guerra  instalou-se, logo de seguida, nas mentes dos europeus, dos russos e do mundo em geral.

Ken Follett acaba por pegar num conjunto de personagens que provêem, todas elas, de realidades muitos distintas e acaba por transportar o leitor para a vida destas pessoas que serão todas afectadas por este período de grande instabilidade, em todas as áreas das suas vidas. 5 famílias que não poderiam ser mais diferentes e conhecendo todas elas realidades opostas (não só pela questão da nacionalidade), vão cruzar as suas vidas de uma forma ou outra e a questão permanecerá no espírito de cada um de nós: conseguirão todos eles, sobreviver, para ver o mundo renascer? 
Uma família alemã, uma inglesa, uma escocesa, uma russa e outra americana. Todas elas vão ser tocadas pelo conflito que grassa na Europa e muitos deles vão ver a sua vida virar-se de pernas para o ar. Uns, tentam fazer com que o amor que os unem não se escape por entre os seus dedos. Outros ainda tentam agarrar as suas crenças com a maior força possível, defendendo o sufrágio feminino e melhores condições nos locais de trabalho. A luta pela sobrevivência encontra-se em cada linha, palavra, parágrafo, capítulo deste livro. É impossível não nos sentirmos tocados de alguma forma por este relato histórico, que conta  com personalidades também elas históricas, hoje em dia, os nossos exemplos (tanto para o bem como para o mal). Lenine e Winston Churchill, Woodrow Wilson  são alguns deles. 
Podemos acompanhar uma geração inteira de lutas, de traições, de guerra, de sobrevivência, de amor, de perseverança e de esperança. São 14 anos de história que se encontram retratados, descritos e apresentados, sendo fruto de uma pesquisa histórica muito cuidada e de uma mestria narrativa sem igual.

Esta não é a primeira obra do autor que leio. Nem a maior, de facto. Os Pilares da Terra (como um todo) ainda conseguem superar, em quantidade de páginas, a extensão deste A Queda dos Gigantes.  O que eu quero dizer é que este autor já me é familiar em ambas as vertentes – policiais/thrillers e romances históricos. 
Tendo em conta que são duas vertentes diferentes, seria de esperar que tivesse preferência e que gostasse mais do estilo do autor numa do que noutra. No entanto, não é isso que acontece. O autor tem uma escrita fabulosa nas diferentes vertentes e nunca deixa de me conquistar com os seus livros, com as suas tramas e sobretudo com a sua narrativa. Ken Follett é um escritor brilhante, não só dotado de uma mestria narrativa, como antes referi, como também sabe como captar rapidamente o leitor, sem que este perca motivação com a extensão dos seus livros. Estes romances históricos são sempre obras que levam uma quantidade enorme de tempo a preparar e a planear. A pesquisa histórica que é necessária para construir estes livros tem de ser tomada em conta de uma maneira especial, sendo que o autor tem de saber discernir o que é fulcral para o seu enredo e aquilo que não o é. Por isso mesmo, o autor tem que decidir qual é a informação histórica que vai apresentar e integrar no seu romance e tem que se certificar que esta é de rigor, não se limitando a “despejar” factos históricos sem qualquer veracidade. 

O autor fez isto e tudo mais. É notável, logo à partida, que a pesquisa feita para este livro foi extensiva e exaustiva. Os pormenores históricos estão aqui presentes numa quantidade incrível, descritos de forma clara e explícita. O facto de a obra ser estruturada de forma cronológica, facilita ao leitor transplantar-se rapidamente para a época que se vive no livro e mais facilmente o leitor cria empatia com as personagens e com o enredo. 
Devido ao elevado número de personagens, a primeira metade do livro pode às vezes ser confusa, mas o índice de personagens  ordenado por nacionalidade, ajuda muito o leitor a colocar as ideias em ordem.
Diria que este livro é uma noção de história, mas é bem mais que isso. Além de factos verídicos, contexto histórico, pude realmente imaginar como seriam as vidas de quem passou por tal período na história do nosso mundo. Pude apreciar a paz que vivemos no nosso país hoje em dia e pude estabelecer alguns paralelos entre a realidade do que foi e a realidade do que hoje é. Pude também colocar-me no lugar de todos aqueles homens, soldados que deram a sua vida, o seu contributo para que hoje em dia possamos viver num entendimento (às vezes precário), possamos viver em paz. Possamos compreender e aceitar as nossas diferenças e não partir logo para a guerra, como antes parecia acontecer. 
De facto, pude imaginar-me a mim a viver naquele tempo e não no de hoje e a desesperar por não ver um fim à guerra, ao tempo de miséria, ao tempo de constante estado de instabilidade. 
Fez-me também ver em que aspectos progredimos e em que aspectos não progredimos. 

Ken Follett cria um equilíbrio flexível entre a realidade histórica e a ficção, mas nem isso tira paixão à narrativa. A escrita do autor, em nenhum momento, se torna aborrecida, embora ache que existiram certas passagens em que era desnecessário tanta descrição. Contudo, foi um livro que apesar de ser muito extenso, sempre me deu alento para continuar a minha leitura e quando, ao fim de mais de 900 páginas, poisei o livro senti que um peso me tinha libertado (literal e figurativamente – porque o livro é bem pesado!). Chegando ao fim da longa jornada, senti-me preenchida com a história complexa, mas por demais completa, que o autor nos apresenta. 

É um dos melhores romances históricos que já li, onde o romance e a história se harmonizam de uma forma perfeita. Um livro que ninguém deve perder, pela riqueza cultural, pela viagem ao passado e pela roleta russa de emoções que nos faz sentir. 


Os Pilares da Terra (Vol I, II )


Do mesmo autor do thriller “A Ameaça”, chega-nos o primeiro volume de um arrebatador romance histórico que se revelou ser uma obra-prima aclamada pela comunidade de leitores de vários países que num verdadeiro fenómeno de passa-palavra a catapultaram para a ribalta. Originalmente publicado em 1989, veio para o nosso país em 1995, publicado por outra editora portuguesa, recuperando-o agora a Presença para dar continuidade às obras de Ken Follett. O seu estilo inconfundível de mestre do suspense denota-se no desenrolar desta história épica, tecida por intrigas, aventura e luta política. A trama centra-se no século XII, em Inglaterra, onde um pedreiro persegue o sonho de edificar uma catedral gótica, digna de tocar os céus. Em redor desta ambição soberba, o leitor vai acompanhando um quadro composto por várias personagens, colorido e rico em acção e descrição de um período da Idade Média a que não faltou emotividade, poder, vingança e traição. Conheça o trabalho de um autêntico mestre da palavra naquela que é considerada a sua obra de eleição.

ISBN: 9789722337885 – Editorial Presença / 2007







Segundo volume da obra-prima de Ken Follett.

Na Inglaterra do século XII, Tom, um humilde pedreiro e mestre-de-obras, tem um sonho majestoso – construir uma imponente catedral, dotada de uma beleza sublime, digna de tocar os céus. E é na persecução desse sonho que com ele e a sua família vamos encontrando um colorido mosaico de personagens que se cruzam ao longo de gerações e cujos destinos se entrelaçam de formas misteriosas e surpreendentes, capazes de alterar o curso da história.
Recheado de suspense, corrupção, ambição e romance, “Os Pilares da Terra” é decididamente a obra-prima de um autor que já vendeu 90 milhões de livros em todo o mundo. 


ISBN: 9789722338196 – Editorial Presença / 2007


Ken Follett é um dos grandes autores da actualidade. Muitos (incluindo eu própria) começámos por reconhecer a mestria do autor nos policiais e nos thrillers que ele constrói, mas Follett é um autor com várias facetas e por isso mesmo, durante anos desejou entregar às tramas históricas. Quando finalmente se decidiu arriscar, Os Pilares da Terra foram o seu primeiro romance histórico. E o primeiro de muitos que fizeram sucesso a nível mundial.  
Follett tornou-se não só então, um conhecido e reconhecido autor de policiais mas também como romancista histórico. Tendo já lido os dois volumes, considerei que faria mais sentido publicar apenas uma opinião (visto que isto é apenas uma obra e não duas). 

Os Pilares da Terra, publicados em Portugal pela Editorial Presença e divididos em dois volumes, conta-nos a história sobre a catedral de Kingsbridge. Mas desenganem-se aqueles que pensam que a história gira apenas à volta de tal catedral. Apesar de a edificação ter um papel central na trama, pois é ela que move os interesses dos personagens, esta obra é toda ela um conjunto de pequenas tramas e de personagens com as mais variadas motivações. 

Contudo, a história começa quando Tom, um pedreiro que sonha um dia vir a construir a sua própria catedral se debate para encontrar um emprego a reconstruir igrejas das terras por onde passa. Com dois filhos para sustentar, Tom vê-se numa situação complicada após a morte da sua mulher no parto. Por isso mesmo, Tom, acaba por chegar à vila de Kingsbridge, que tem uma catedral que necessita de alguns reparos e restauros. Tom, apesar de não ter esquecido o sonho de construir a sua catedral, sabe que tem que aproveitar a oportunidade que lhe é concedida, se quiser dar de comer aos seus filhos. Além disso, a catedral foi amor à primeira vista. Esta edificação gótica, típica da arquitectura europeia do século XII, é não só enorme como tem uma aura inexplicável à sua volta que conquista os habitantes e os demais visitantes daquela cidadela. 

Assim, o leitor acaba por se envolver nesta que é uma aventura épica, onde a construção de uma catedral consegue mover toda uma população. Estamos num período conturbado da história do Reino Unido e a política anda de mãos dadas com a Igreja e Os Pilares da Terra acabam por mostrar ao leitor como é que a vida quotidiana no século XII era e consegue, de uma forma absolutamente fantástica, transportar-nos até essa mesma época. 

Quanto aos personagens, o autor conseguiu criar um leque variado de personalidades muito grande e todas elas com alguma coisa interessante para mostrar. De uma complexidade (a)normal, Follett acabou por me fazer crer que estas são personagens que eu gostaria de ter conhecido e no entanto, acabou por me dar uma sensação de familiaridade com os mesmos. Senti uma ligação bastante grande a Tom e à sua família, bem como a Aliena. 
Todos os restantes personagens, mesmo com os vilões, consegui sentir alguma ligação e ao acabar o livro (e até mesmo durante o decorrer da leitura)  senti-me algo triste por ter que dizer adeus a vários deles. 

Considerando este um livro com alguma extensão, há que referir a mestria do autor na narrativa que construiu. Com livros grandes é preciso sempre que o autor saiba como cativar o seu leitor, pois de outra forma, corre o risco de o aborrecer e de o desinteressar na história que tem para lhe contar. Por isso mesmo, um livro tão grande tem que ter uma estrutura muito bem pensada, já para não falar da construção da narrativa.
Embora eu seja uma leitora que gosta bastante de calhamaços, confesso que por vezes ao olhar para o número de páginas de um livro me torno algo céptica. Isto porque tenho sempre algum receio de que o autor perca a perspectiva e aquela que poderia ser uma grande obra, acaba por se revelar muito mediana. Por isso mesmo e apesar de eu abraçar estas leituras extensas com bastante entusiasmo, tento não elevar muito as minhas expectativas. 
Mas Ken Follett mostrou saber como cativar o leitor com a sua narrativa, com a sua trama e enredo e com os seus personagens e em nenhum momento da leitura achei que estava aborrecida ou a perder o interesse. A prova que tenho disto é que após ter lido os dois volumes em português, adquiri o volume original em inglês e reli esta aventura épica novamente, como se fosse a primeira vez. 

Não posso descrever esta obra com outro adjectivo que não esse, porque esta é de facto uma aventura sem igual e que não deixa nenhum leitor indiferente. É sem dúvida, uma das melhores leituras deste ano e um livro que pretendo guardar com muito carinho e admiração. 
Acredito também que será uma obra para reler (nem que seja apenas algumas passagens para matar saudades) porque vale a pena a viagem. Não interessa o número de vezes que a façamos, irá sempre parecer a primeira. 

Uma obra inesquecível e uma leitura que não podem deixar para trás! 



O Terceiro Gémeo

O Terceiro Gémeo é o primeiro livro que leio do autor Ken Follet. Muitos de vós podem a este momento perguntar para dentro “como é que é possível?”, mas a verdade é que as obras deste autor nunca exerceram um grande fascínio sobre mim. No entanto, esta sinopse fez-me tentar a minha sorte e foi com agrado que arrisquei. 
Esta obra foi publicada pela primeira vez em 1996 e este facto fascinou-me durante toda a leitura. A primeira coisa que poderia dizer sobre este livro é que mesmo já contando com 15 anos de idade, é um tema que continua a ser importante e não deixa também de ser algo polémico, na minha opinião. 

A história base deste livro é intrigante, no mínimo. Jeannie Ferrami é uma jovem cientista no início da sua carreira de professora numa universidade de renome situada em Baltimore. A sua especialidade é o estudo de gémeos que foram educados por pais diferentes, ou seja, tiveram cada um deles, uma vida à parte do gémeo. 
No entanto, Jeannie não está interessada em estudar apenas e só este tipo de gémeos. O que ela quer perceber e analisar são gémeos em que um deles é criminoso e o outro é um cidadão respeitador da lei. Ela quer descortinar o que é o factor decisivo para os caminhos dos gémeos serem tão diferentes: se é a genética, se é a educação e a vivência de cada um dos gémeos. 
A pesquisa da cientista revelava-se altamente promissora, até que descobre 2 gémeos muito especiais. Na superfície, tudo indica que são gémeos verdadeiros, mas estes nasceram com meses de diferença e não foram gerados pela mesma mãe. A partir deste ponto, Jeannie com a ajuda de Steve Logan, um dos gémeos, vai tentar perceber que espécie de mistério é que ela descobriu inadvertidamente.

Confesso que o livro foi uma surpresa muito agradável. Não estava de modo nenhum à espera de um livro tão desafiador e tão envolvente, pelo que a estreia com o autor revelou-se uma experiência a repetir. Com tantos livros que o autor já tem publicados, a escolha torna-se difícil mas foi com imenso prazer que li esta obra. Gostei da escrita e do enredo. Este último toca em assuntos algo polémicos, como já disse, mas são temáticas que convidam à discussão e à reflexão.

Uma obra para reler e um autor para explorar com atenção.