Um Violino na Noite

Isabel Delancey, uma mulher frágil e ainda jovem, alheada das vicissitudes do dia-a-dia, vivia para a música – era violinista numa orquestra sinfónica.

O que a prendia à realidade era o amor que sentia por Laurent, o seu marido. Quando este morre num brutal acidente, Isabel vê-se obrigada a confrontar-se com a terrível situação financeira em que o marido deixou a família e a assumir o papel de mãe que sempre tinha sido desempenhado por uma ama.

A Casa Espanhola, uma propriedade que herda inesperadamente, sendo uma fonte inesgotável de problemas, vai ser ao mesmo tempo um desafio à sua coragem e determinação, transformando Isabel numa mulher madura.

Ali, vai encontrar uma solidariedade inesperada, um rancor visceral e o amor.


Um Violino na Noite é um romance que nos fala de obsessões, vulnerabilidades, paixões e escolhas. A história envolve completamente o leitor, tornando este novo livro de Jojo Moyes uma leitura compulsiva e irresistível.


ISBN: 9789720045423 – Porto Editora / 2010

Isabel Delancey teve o maior choque da sua vida há nove meses atrás quando o seu marido foi vítima de um acidente rodoviário. Isabel, uma violinista profissional estava habituada a que o seu marido, Laurent, cuidasse da rotina da casa e da família. Isabel apenas tinha que se preocupar com a sua vida profissional, a sua carreira e o seu amor pela música. Por isso mesmo, tornou-se uma mãe ausente e enquanto o seu marido e a ama, Mary, viam as duas crianças crescer, Isabel apenas via o seu violino. Até ao dia em que esta recebe a notícia que iria mudar a sua vida para sempre.

É que Laurent não deixou à sua mulher e dois filhos nada que não dívidas. O estilo de vida luxuoso que a família levava tem que acabar e Isabel vive literalmente, numa situação precária onde só as aparências se mantêm. 
Contudo, inesperadamente, Isabel recebe também outra notícia: é a herdeira de uma casa numa pequena vila. Esta mansão chama-se Casa Espanhola, e Isabel recorda-se da primeira vez que a viu, quando ainda era criança. A casa era majestosa, mas o que ela ainda não sabe é que a casa e os cuidados com a mesma foram negligenciados durante 50 anos, mais coisa menos coisa. E vai preciso uma quantidade enorme de dinheiro. Dinheiro esse que Isabel não tem, a não ser que venda o seu amado violino Guarneri.

No entanto, a Casa Espanhola é cobiçada por mais pessoas, que de algum modo ou de outro, vão encontrar-se e vão fazer parte da vida de uns dos outros. A situação acaba por se tornar complicada, onde a casa tem o papel principal, pois é o foco desta disputa que irá colocar esta pequena vila em rebuliço.

Este é já o segundo livro da autora Jojo Moyes que leio. O primeiro, intitulado Silver Bay – A Baía do Desejo, foi uma bela surpresa, portanto foi com grandes expectativas que comecei a leitura deste Um Violino na Noite
Sendo esta a segunda obra da autora que leio, posso dizer que no momento em que peguei no livro, não tinha ainda muita confiança com a autora, por assim dizer. Com apenas um livro lido e uma boa experiência para recordar, ninguém me poderia garantir que a autora me conseguisse conquistar com este segundo livro. No entanto, já há muito que esta capa e este título me perseguiam e finalmente, depois de tanto tempo, decidi pegar no livro e confirmar se a autora merecia ou não, um lugar obrigatório na minha estante.  

Um Violino na Noite é um livro que se lê muito bem. Mais uma vez, a autora mostrou-me uma escrita cuidada, clara e muito fluída. Um enredo bem construído e envolvente, são ingredientes fundamentais para a confecção deste livro, bem como uma aura muito leve de mistério. Confesso que a autora me conseguiu surpreender com algumas reviravoltas do enredo e fiquei deveras surpreendida com o desfecho de várias personagens, que não pensavam que acabassem da maneira como acabaram. O enredo gira todo em volta da mansão que Isabel, a protagonista, herdou. Foi muito engraçado ver quantas pessoas desejam uma casa ao ponto de destruir as suas vidas para a conseguir. É uma obra recheada de sentimentos fortes: amor, ódio, desprezo, alegria. Foi com imenso prazer que finalmente encontrei esta obra e que a vi a ir ao encontro das minhas expectativas.
No entanto, creio que este livro tem um andamento mais lento do que a obra anterior da autora. Não é propriamente um aspecto negativo, é apenas um facto. Mas senti que esta história tem um desenvolvimento bem mais vagaroso que o Silver Bay. Para mim acabou por se revelar um aspecto interessante e diferente, mas acredito que a autora podia ter sido um pouco mais dinâmica. O final acabou por me parecer um pouco apressado de mais e que tivesse construído um epílogo com mais informações. 

No geral foi um livro que me apanhou desprevenida – começou lentamente a ganhar o meu afecto, até ao ponto em que tive que dizer adeus às personagens, mesmo não querendo.  A leitura correspondeu às minhas expectativas e foi também uma obra que me obrigou a reflectir sobre o ser-humano e sobre o que este é capaz de fazer para conseguir uma coisa que deseja. Fez-me também pensar sobre a lealdade, sobre o amor e sobre as relações humanas em geral. Como disse, é uma obra que a cada página nos mostra um pouco da natureza humana. É muito interessante ver que a autora consegue em 400 páginas mostrar-nos um espectro de atitudes baseadas em vários sentimentos e consegue mostrar-nos também as consequências que essas atitudes irreflectidas trazem. Sem dúvida, maravilhoso.

Com isto, concluo que vou certamente continuar a seguir a autora com muita atenção. Os próximo livro a ler será O Retrato de Família, pelo qual não posso esperar, apesar de as opiniões se mostrarem divididas. Estou fã de Jojo Moyes.        
Outras opiniões da autora: 





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Silver Bay – A Baía do Desejo

Opinião:

Já há algum tempo que queria ler um livro de um autor que seja uma novidade para mim. Eu gosto imenso de diversificar ao máximo as minhas leituras, pelo que, quando este livro me foi oferecido, fiquei contente com a prospectiva de poder descobrir uma nova autora.  E esta foi mais outra doce descoberta. 
Confesso que já tinha lido algumas opiniões sobre esta autora que são claramente positivas. No entanto, nunca tive oportunidade de adquirir nenhuma das três obras que se encontram publicadas em Portugal. Como já disse, foi com satisfação que peguei neste livro para o livro, convencida de que iria ser uma boa descoberta e que a mesma me iria satisfazer sobremaneira. Não me enganei.
Jojo Moyes revelou-se uma autora que vou ter em conta nas minhas compras futuras. Tanto que já tenho “O Violino da Noite” para ler e a outra obra publicada, na lista de desejos. 
A escrita da autora revelou-se agradável e cativou-me desde o início. Esperei ser surpreendida e foi isso mesmo que acabou por acontecer. A autora apresenta-nos nesta obra, um enredo comovente e atraente que agarra o leitor sem qualquer dificuldade. O facto de a autora ir falando sobre o ponto de vista das várias personagens importantes na histórias, foi uma vantagem. Nunca tinha tido o prazer de ler um livro, em que o narrador fosse assim tão mutável. E foi uma diferença que resultou maravilhosamente. Acabei por me sentir mais próxima de todos os acontecimentos e do próprio narrador e, mais facilmente senti empatia com os personagens que fazem parte desta obra. 
Tiro o meu chapéu à autora que arriscou e conseguiu ganhar, sem sombra de dúvida.

O cenário deste livro é algo que o torna mágico também. Quem já tiver lido o livro, percebe porquê  e sem qualquer receio, concordará comigo. Quem ainda não teve a oportunidade de ler este livro, é aqui que vos desafio a lerem, embora faça a reserva de que esta, não é uma obra para todos os gostos. Haverá quem goste do livro, haverá quem goste “assim-assim” e haverá certamente, aqueles que nada de especial poderão retirar do livro. 
Para mim, há sempre algo a retirar de qualquer leitura, seja esse algo um aspecto positivo ou negativo. Este caso, foram várias as coisas positivas (felizmente) que retirei.
  
 Silver Bay – A Baía do Desejo, conta-nos uma história passada numa localidade sossegada na costa de Austrália. É uma história comovente sobre segredos, perdas, descobertas e famílias. É sobre a vida. É sobre as escolhas que podemos fazer na vida, tanto para o bem como para o mal, e aprender a saber viver com essas escolhas. 
Foi um livro que me tocou e que me comoveu. 

A autora vai, assim, ficar debaixo das minhas atenções. Confesso que estou algo ansiosa para ler os outros livros que já foram publicados. Espero que aí venham boas surpresas.