Para a Minha Irmã

Os Fitzgerald são uma família como tantas outras e têm dois filhos, Jesse e Kate. Quando Kate chega aos dois anos de idade é-lhe diagnosticada uma forma grave de leucemia. Os pais resolvem então ter outro bebé, Anna, geneticamente seleccionada para ser uma dadora perfeitamente compatível para a irmã. Desde o nascimento até à adolescência, Anna tem de sofrer inúmeros tratamentos médicos, invasivos e perigosos, para fornecer sangue, medula óssea e outros tecidos para salvar a vida da irmã mais velha. Toda a família sofre com a doença de Kate. Agora, ela precisa de um rim e Anna resolve instaurar um processo legal para requerer a emancipação médica – ela quer ter direito a tomar decisões sobre o seu próprio corpo.
Sara, a mãe, é advogada e resolve representar a filha mais velha neste julgamento. Em Para a Minha Irmã muitas questões complexas são levantadas: Anna tem obrigação de arriscar a própria vida para salvar a irmã? Os pais têm o direito de tomar decisões quanto ao papel de dadora de Anna? Conseguimos distinguir a ténue fronteira entre o que é legal e o que é ético nesta situação? A narrativa muda de personagem para personagem de modo que o leitor pode escutar as vozes dos diferentes membros da família, assim como do advogado e da tutora ad litem, destacada pelo tribunal para representar Anna.
ISBN: 9789722623704 – Civilização Editora / 2006

Apesar de por fora, parecerem uma família como qualquer outra, vulgar, são tudo menos isso. A família Fitzgerald não é, de todo, qualquer família. De facto, atravessa períodos muito complicados. E travam uma batalha constante com a vida.
O casal Fitzgerald, tem três filhos. Jesse, Kate e Anna. Kate tem uma doença bastante grave e muito, muito rara. Uma sub-categoria de leucemia, foi-lhe diagnosticada aos dois anos de idade e os pais da criança ficam desapontados, senão desiludidos quando descobrem que o seu irmão mais velho, Jesse, não é compatível e por isso não poderá salvar a sua pequena irmã. 
Contudo, uma solução apresenta-se. O casal resolve ter outro filho, que será planeado geneticamente para ser um dador compatível com Kate. Durante os seus anos de criança e depois, da adolescência, Anna irá ter que suportar horas intermináveis nos hospitais para que estejam constantemente a recolher sangue e medula óssea, para que a leucemia de Kate entre em remissão e possa existir, eventualmente, uma cura para a sua  doença.

Esta leitura foi a minha estreia com a autora Jodi Picoult. Fez parte do Desafio aos Leitores e foi sugerido pela Mafi, a quem eu quero agradecer pelo incentivo e por participar sempre nas minhas iniciativas. Como esta é uma das suas autoras favoritas, estava desejosa de ler este livro, que foi um sucesso estrondoso por aí. Devido às opiniões maravilhosas e tudo aquilo que condiciona as expectativas de um leitor, esperava um livro maravilhoso que me deixasse dormente. 
Contudo, saiu-me o tiro pela culatra. Tanto elevei as minhas expectativas que estas acabaram por sair defraudadas.
De facto, não consegui tornar-me fã nem da leitura, nem da autora.

Já sabia que esta autora escrevia dramas e por isso mesmo, é que nunca a tinha lido. Eu gosto de dramas, mas não gosto de qualquer drama. Tem de ser muito bem escrito e as temáticas têm que ser tratadas de uma forma particular. Não exageradas, verosímeis e a apostar na parte sentimental da coisa. Embora isto sejam características relativas e portanto cada leitor tem os seus gostos pessoais, confesso que não me senti particularmente emocionada com este relato da família Fitzgerald. Esperava uma história polémica sim, mas que apelasse mais à emoção e embora perceba porque é que outros leitores escolhem este livro como um dos seus favoritos, eu não consegui adorar esta história. 
Para já, toda esta questão de planear geneticamente uma criança para salvar outra, parece-me senão estúpido, injusto para a criança que vai nascer. Isso não é ser pai, isso é ser algo sem nome. Depois, sujeitar a uma criança, logo desde o início da sua vida a estes procedimentos de retirar amostras de medula óssea e etc., não só me enojou, como me irritou.
Perdoem-me, fãs, mas esta é a minha opinião. Não me parece moral. 
Por outro lado, percebo a intenção da autora tentar fazer o papel de advogado de diabo, onde mostra que trazer uma criança a este mundo para tentar curar UM cancro, afinal não é assim tão mau. 
Esta polémica dá pano para mangas, mas a minha opinião pessoal é uma e só uma, embora perceba os argumentos que vão contra àquilo que eu acredito ser o correcto.

Mas, polémicas à parte, não gostei do estilo de escrita da autora. Não sei se foi este livro em particular, algumas passagens obriguei-me a ler e dei por mim com o pensamento a vaguear para coisas mais interessantes. Isso, para mim, é sinal que o livro nunca vai captar a minha atenção na sua totalidade e estraga logo a minha leitura. 
Os últimos capítulos são um bocadinho melhores, mas chegando ao final, tive a sensação de esta viagem não ter valido a pena, porque a autora….. Enfim, não vos quero estragar o prazer de descobrirem o que a autora fez no final. Acho que irá ter maior impacto se não souberem do que falo.
Para aqueles que já leram o livro e sabem do que eu estou a falar, que fique registado que fiquei permanentemente chateada com esta autora, por cometer tal atrocidade. Como é que é possível? Só me apetece revirar os olhos. 
Aliás, só de estar a escrever sobre isto me apetece voltar a ir buscar o livro à biblioteca e atirá-lo contra uma parede a ver se a Jodi sente uma dor fantasma em algum lado. 
Contudo, a parte judicial da coisa foi bastante interessante, só para contrariar a tendência de todo o livro.