Beijo

Izzy um dia vai ser famosa. A indústria da música é que ainda não a descobriu. A irrepreensível Izzy tem um talento fascinante, dois namorados perfeitos e uma filha para lhe organizar a vida. Basicamente, uma vida de sonho. Já a vida de Gina não podia ser mais infernal. O cretino do marido acaba de fugir com a amante grávida. E ela sente-se destroçada quando derruba acidentalmente Izzy da sua moto. Porém, não é propriamente o fim do mundo, pois não? Apenas uma perna partida. Mas o mundo de Gina, como ela o conhece, está prestes a ficar de pernas para o ar. Izzy e a filha Kat foram catapultadas para dentro da sua vida, antes tão metódica. Pior, Izzy está de olho no melhor amigo de Gina, Sam, que é lindo de morrer. Como acabará tudo? Numa torrente de lágrimas ou num beijo inesquecível?

ISBN: 9789897100468 – Saída de Emergência (Chá das Cinco) / 2013 – 354 páginas

O Regresso do Rei - Senhor dos Anéis, Vol.3

Quem já conhece os livros da autora Jill Mansell não vai encontrar encontrar nada de diferente neste Beijo. O enredo, a construção das personagens e o desenvolvimento da história deste livro tem decididamente a marca da autora e para os fãs isso tanto pode constituir um conforto ou simplesmente mais do mesmo. Eu, que até gosto bastante da autora (embora já tenha gostado mais) confesso que me sinto dividida entre essas duas realidades. Por um lado, é bom abrir um livro e saber o que vou encontrar. Uma história leve, com algumas situações caricatas, umas mais divertidas que outras mas encontro sobretudo uma leitura leve propícia para a descontracção. Contudo, depois de já ter lido tantos livros da autora começo a acusar algum cansaço pelas facto de as histórias serem sempre todas iguais, só mudam os nomes das personagens e as situações caricatas. E ainda mais, os livros mais recentes da autora não se têm relevado assim tão divertidos quanto isso.
Enquanto alguns livros mais antigos da autora me fizeram dar umas valentes gargalhadas, estes últimos têm-se relevado um pouco aquém das expectativas nesse aspecto. Por vezes a autora envereda por caminhos que não são inteiramente do meu agrado e eu acabo por ficar um pouco frustrada com a leitura. E estas situações de que falo – não as revelo para não vos estragar a vossa leitura – eram inteiramente dispensáveis para o desenvolvimento da personagem.
Neste livro em específico aconteceu-me com a personagem de Katerina, a filha da protagonista deste livro. Não gostei da forma como a autora desenvolveu esta personagem e aquilo que de início parecia ser promissor relevou-se uma desilusão.
É costume a autora nos seus livros explorar diversos casais simultaneamente ao longo do livro e isso até tem a sua graça, mas creio que ela neste excedeu-se um pouco com as trocas e reviravoltas.
Concluindo, posso dizer que li o livro com gosto, foi uma leitura que se fez sem sobressaltos mas este livro está longe de ser um dos melhores da autora ou mesmo um dos mais divertidos ou românticos. Vale a pena pelo entretenimento e pelos finais felizes, mas é com alguma tristeza que verifico que esta autora já não me diz tanto quanto outrora dizia.
Ainda conto ler os dois livros dela mais recentes, mas não o farei para já.

Pássaros Feridos

Três é Demais

Não há família mais glamorosa que os Mandeville.
O casal de celebridades Jack e Cass Mandeville parece ter tudo — boa aparência, carreiras coroadas de êxito e um casamento maravilhoso. Os filhos também são incrivelmente talentosos: a Cleo é supermodelo; o Sean é um comediante de sucesso; e embora Sophie, uma adolescente de 16 anos, esconda a sua aparência sob uns enormes óculos redondos e roupa larga, todos veem que existe um belo cisne ansioso por desabrochar.
Aos olhos da imprensa, a família Mandeville é simplesmente exemplar.
Mas uma ruiva lindíssima, de seu nome Imogen, aparece para entrevistar Jack e Cass na manhã do quadragésimo aniversário de Jack… e a família fabulosa descobre que afinal talvez não seja assim tão perfeita.

ISBN: 9789897100390 – Chá das Cinco (Saída de Emergência) / 2012 – 322 páginas

O Regresso do Rei - Senhor dos Anéis, Vol.3

Já perdi a conta ao número de livros que li da autora Jill Mansell. De facto, tenho lido, por ordem de publicação, todos os livros dela que a chancela Chá das Cinco publica. Sendo que esta é das minhas autoras favoritas, pelo seu sentido de humor tão apurado e livros tão bem-dispostos, estava confiante que este livro Três é Demais, seria outro sucesso para mim. À primeira vista este livro parece ser como todos os outros da Jill. Com uma premissa divertida, algumas situações embaraçosas mas divertidas, personagens desajeitados – alguns com um coração podre e outros com coração de ouro. Comecei este livro com a expectativa de encontrar exactamente aquilo que tanto gosto nesta autora, tudo aquilo que referi nas linhas anteriores. E qual não foi o meu espanto quando cheguei ao fim desta leitura e comecei a pensar para mim mesma que isto nem parecia um livro de uma das minhas autoras favoritas.

Não que o livro tenho sido uma grave desilusão, mas faltou decididamente alguma coisa a este livro. E devo dizer que a temática que é apresentada neste livro é das que mais odeio. Traições. Pois é. Não fosse eu já odiar tudo o que é traição ainda tinha que levar com 300 páginas cheias de episódios destes, onde toda a gente gosta de meter a mão na cerca do lado. Como se pode imaginar, não lidei muito bem com isso e o livro enjoou-me com tanta atitude desprezável por parte destas personagens. Se tivesse que escolher um para sobreviver à minha raiva, ia ter dificuldade a deixar algum deles com vida. Muito a sério, este livro chocou-me e irritou-me. Não pela temática em si, pela leviandade com a qual a autora abordou este tema.

Em vez de ser um tema divertido, foi deprimente e sem dúvida um pouco sem gosto. Não sei se é de mim, se fui que não consegui achar piada a isto, mas de facto, foi tudo menos divertido. Fiquei desgostosa com estes personagens, que é cada um pior que o outro. Não consegui sentir empatia com eles, à excepção de Sophie que é a única que se safa no meio deste zoo de traidores e inconsequentes. De alguma forma reservei a esperança de que a autora mudasse o rumo do livro e confesso que o final não foi tão mau quanto eu esperava, mas este é um livro que não deixa memórias propriamente felizes.

Se tivesse que escolher apenas um adjectivo para classificar esta obra seria exasperante. Do início ao fim. Sem tirar nem pôr. Sinceramente fiquei a ponderar se a autora não terá escrito este livro numa altura menos boa da sua vida. De alguma maneira, não fui preparada para encontrar o que na verdade encontrei e… E pronto, acabei com um sentimento de amargura no coração. Já dizia o povo que quanto mais alto se é, maior é a queda e foi exactamente isso que se sucedeu com as minhas expectativas para esta obra.

Contudo, continuo a dizer que esta é uma das autoras que ainda faz parte da minha eleição pelos seus enredos divertidos e por regra, tão humanos, no sentido em que a autora trabalha espectacularmente com emoções e relações humanas. Por isso mesmo, espero que o próximo livro dela me recorde porque é que eu gosto tanto dos seus livros.

2,5

Jogos Secretos

Suzy Curtis é a miúda que tem tudo: emprego de sonho, Rolls Royce vermelho e uma arrebatadora estrela de rock como ex-marido. Mas há dias em que nem ela devia sair da cama: ao tentar desesperadamente fugir a uma multa por excesso de velocidade, conhece Harry e vê-se numa alhada que envolve uma amostra de esperma, um polícia e um copo de batido do McDonald’s. 
Harry não é propriamente um caso de amor à primeira vista, mas é um caso sério de atração sexual. O que não vem nada a calhar pois a mãe de Suzy acaba de falecer deixando-a a braços com um segredo de família que promete mudar toda a sua vida… 
Com Jill Mansell, o amor nunca é simples nem fácil. Mas é sempre divertido e inesquecível!




ISBN: 9789897100352 – Saída de Emergência (Chá das Cinco) / 2012 – 377 páginas

Quando Harry e Suzy se conhecem pela primeira, existe logo desde os primeiros momentos uma atracção física inegável. Harry é um agente da polícia que está prestes a multar o irmão de Suzy por uma infracção grave, mas de alguma forma, ambos se conseguem safar. Contudo, Suzy e Harry não se esquecem um do outro e à terceira vez que se encontram acabam por começar uma relação. Harry é lindo e por demais perfeito – pelo menos à partida. No entanto, Suzy começa a perder o entusiasmo e o interesse no Harry, porque aquilo que parecia perfeição, é tudo menos isso. Ele tem vários problemas, mas o maior é: ele está demasiado interessado. 
E quando Suzy conhece o irmão mais velho de Harry – Leo – os seus problemas ainda se tornam maiores. É que agora Suzy está presa numa relação sem futuro e sem saída e está apaixonada pelo irmão do seu namorado. 
Jill Mansell traz-nos outro livro que promete algumas gargalhadas. 
A personagem principal, Suzy, é a típica rapariga vulgar, algo trapalhona que passa pela vida com boa disposição, sempre. Suzy tem o trabalho que quer e a sua vida aparentemente não podia ser melhor. Contudo, ainda não encontrou a pessoa certa para si e cada vez que tenta, que conhece alguém, acaba por falhar redondamente. Não sabe se o problema está nela, mas a verdade é que pela primeira vez, depois de conhecer o Leo, sente-se inadequada. Pela primeira vez na vida, percebe que talvez o problema nas relações seja mesmo dela. 
Já sabia o que esperar deste livro. Na verdade, a fórmula não é diferente de qualquer outro livro da autora. Muitas situações caricatas, personagens algo disparatados mas bem-dispostas e muito riso à mistura. Alguns romances vão sendo construídos ao longo da narrativa, nem sempre de forma muito simples ou fácil, mas é sempre tudo feito com uma camada de humor para dar graça aos acontecimentos. 
E esta fórmula, após tantos livros publicados, continua a deixar-me satisfeita.


Jogos Secretos não apresentou nenhuma excepção. Estando já bastante familiarizada com a escrita da autora, entrei com facilidade nesta narrativa. O livro leu-se muitíssimo bem, pois a escrita fluída é uma marca notória nas obras de Jill Mansell. 

Como sempre, foi um livro que me arrancou algumas gargalhadas e que me deixou com um sentimento de bem-estar. É um bom remédio para a má disposição, acreditem. 
Apesar de a personagem principal por vezes me ter irritado ligeiramente com a sua impulsividade ou com a sua maneira algo inconsequente de ver a vida, de forma geral, acabou por se redimir.  
Os restante personagens foram interessantes e sinceramente, gostei de todos os romances que aqui nos foram apresentados. 
Para quem já conhece esta autora e gosta do seu estilo, pode esperar um livro divertido e romântico. Para quem não a conhece mas sente curiosidade, há tantos livros bons por onde escolher. 
Confesso que este livro não ficou dentro dos meus favoritos da autora, mas de qualquer forma, foi uma leitura que me proporcionou momentos de boa-disposição e de liberdade, no sentido em que pude colocar as preocupações de lado por umas horas. 

Opiniões da mesma autora:











Paixões à Solta

Daisy MacLean é a diretora de um delicioso hotel rural. Desde que o seu marido infiel morreu num acidente de carro, tem-se mantido solteira e boa rapariga. Mas agora não confia em homens bonitos e charmosos, e é por isso que a antiga estrela de rugby, Dev Tyzack, não tem nenhuma hipótese em a conquistar. Pensa ela… Infelizmente o passado de Daisy está a intrometer-se no seu futuro. Quando menos espera, aparece Barney, o porteiro, com algo que pertencera ao marido que Daisy pensava ter conseguido esquecer. E para aumentar a confusão, não faltam outras personagens excêntricas como Tara, a criada sempre infeliz no amor; Dominic, cujo casamento se vai realizar no hotel mas que já não quer aquela noiva; ou o próprio pai de Daisy que mantém uma relação secreta. Desta caótica torrente de paixões à solta só poderá resultar um grande desastre. Ou talvez não!
ISBN: 9789897100284 – Chá das Cinco / 2012 – 393 páginas

Numa pequena aldeia britânica, esconde-se um hotel muito simpático com funcionários e clientes que não perdem um momento de diversão nas suas vidas. Os segredos nesta pequena comunidade também são mais que as pessoas que lá habitam e o caos rapidamente nasce por aqui. 
Daisy, directora do hotel local, descobriu que o seu marido lhe era infiel após a morte do mesmo, consequência de um acidente rodoviário. Um ano depois, só tem cabeça para a gestão do seu hotel. Mas quando conhece Dev, as suas prioridades ficam confundidas. É que ele é um homem irresistível e não lhe dá nenhuma trégua. Só que Daisy não consegue confiar completamente em Dev, pois as suas memórias não são as melhores e não consegue lutar com a sombra das infidelidades do seu marido. 

Há bastante tempo que não lia nada de Jill Mansell e tendo em conta que ela é uma das minhas autoras favoritas no panorama de literatura romântica, isto é dizer muito. Contudo, eu gosto sempre de guardar estes livros para quando preciso ou me apetece ler algo dentro deste género. Assim tenho a certeza que os livros e as leituras são muito melhor apreciadas. Foi o que aconteceu com este Paixões à Solta, que se leu de uma assentada, como invariavelmente acontece com esta autora bem-disposta. Sinceramente, já não sei quantos livros dela li até hoje. Talvez tenham sido uns 11 e portanto conheço o estilo de escrita dela muito bem. É uma escrita leve, bem-disposta onde a autora se apoia em personagens um pouco desajeitadas, muito divertidas que se introduzem em situações cómicas e caricatas, sempre com azar ao amor. 
E entre as confusões e os mal-entendidos, as personagens acabam por se apaixonar e encontrar as pessoas que são certas para cada um deles. 
A autora escreve sempre sobre três ou quatro casais no mesmo livro e estas são sempre leituras que nos deixam bem dispostos e ainda nos arrancam umas boas gargalhadas. 

Gostei especialmente deste livro porque fala sobre um hotel muito simpático, numa comunidade algo fechada e com personagens mesmo muito divertidas. As situações caricatas e divertidas também lá estão em grande número e esta leitura foi um bálsamo exactamente por esse factor. Ri-me bastante e gostei especialmente de assistir ao romance entre os personagens principais Daisy e Dev. 

Posso dizer que voltar a esta leitura me deixou com extrema vontade de ler os restantes livros que ainda não li da autora. Mas vou resistir porque sei que apreciarei ao máximo estes livros quando mais precisar deles para descontrair da melhor maneira com Jill Mansell.
Estes livros são o melhor remédio para os dias mais tristes.

Opiniões da mesma autora:
         


Pura Malícia

Não é que Janey não tenha ficado feliz por ver a irmã, mas ser acordada às sete da manhã por Maxine, trajada de noiva e com escolta policial, não foi bem a maneira como planeara começar o seu domingo. Contudo, a vida nunca é entediante quando Maxine está por perto e Janey, a reconstruir a vida após o desaparecimento do marido, fica encantada com o regresso da irmã. As coisas só começam a aquecer quando Maxine põe a vista em Guy Cassidy, um fotógrafo de moda tão competente quanto deslumbrante – é que Janey sabe que não há limites para as tropelias que a irmã vai fazer para destruir a concorrência. O que elas não sonham é que a concorrência está mais perto de casa do que imaginam… 



ISBN: 9789897100185 – Saída de Emergência (Chá das Cinco) / 2011
Pura Malícia é mais um livro a juntar-se àquela que se está a tornar uma extensa colecção de risos, humor, alegria e muito romance da parte de Jill Mansell. Sendo esta uma autora obrigatória na minha estante e tendo já lido todos os livros que foram publicados em terras lusas, da sua autoria, Pura Malícia não podia faltar com uma opinião aqui no meu cantinho.
Aproveitei o lançamento recente de Paixões À Solta para ter as leituras em dia e como sempre acontece, não fiquei desiludida.
Embora possam existir obras melhores e outras piores, a verdade é que a diversão está sempre garantida.

Desta vez, Jill junta duas irmãs que não podiam ser mais diferentes uma da outra. Janey é uma mulher discreta que está numa fase má da vida. O seu marido desapareceu sem deixar rasto e Janey ainda não conseguiu ultrapassar esse acontecimento traumático.
Maxine é bastante extrovertida e as acções irreflectidas governam a sua vida. O impulso e a indulgência são as palavras chave na sua vida.
Por isso quando num belo dia às sete da manhã, Maxine chega a casa de Janey afirmando que quer que a sua vida tenha um novo rumo, é com uma mistura de hesitação e agrado que Janey deixa Maxine mudar-se para o seu apartamento (temporariamente).
Tudo corre às maravilhas, até ao momento em que Maxine fica com uma paixoneta pelo fotógrafo Guy Cassidy e as confusões multiplicam-se como nunca, porque Maxine irá fazer de tudo para conseguir as atenções de Guy – inclusive ir trabalhar para ele na capacidade de ama dos seus dois filhos, coisa que Maxine nunca fez na vida.

Como anteriormente referi, esta autora nunca me desilude. As suas obras são entretenimento puro e injectam o leitor de uma dose concentrada de boa-disposição. Desde os cenários caricatos, às personagens cómicas, Pura Malícia é uma obra feita para fazer rir até chorar.
E melhor ainda: vem com um final feliz, característica que nunca fez mal a ninguém e que aquece o coração de qualquer um.

Da lista de livros que já li da autora não posso dizer que este ficará entre os meus preferidos, mas de qualquer forma, não perderia esta leitura por nada – que veio no momento certo, para animar os meus dias. É caso para dizer que Jill Mansell e o seu humor vieram para ficar.

         

  

Opinião – Amores Proibidos

Opinião:

Eu adoro esta autora, verdade seja dita. Já não é o primeiro livro dela que leio, nem o segundo, nem o terceiro. É sim, o nono livro que leio desta autora e da qual não me consigo cansar. Está certo que cada livro tem o seu significado especial e há certamente livros que aprecio menos e outros há que aprecio mais, mas regra geral, passo sempre bons momentos com estas comédias que me metem bem-disposta e leio sempre estes livros em menos de um fósforo, passo a expressão.
Este não foi, claramente, excepção. É mais um livro divertido da autora, com bastante humor e que serve exactamente o seu propósito.
As minhas expectativas não saíram furadas, porque ao longo de tantos livros já lidos da autora, já sei muito bem o que esperar, pelo que nunca estou à espera de ser surpreendida. Já conheço o estilo da autora, por isso é que fica mais fácil apreciar estes livros sem depois correr o risco de ficar desiludida com os acontecimentos do enredo. 
A autora, a meu ver, tem uma particularidade séria e difícil com os finais dos seus livros. Para quem conhece a autora, não é novidade nenhuma o facto de ela fazer finais algo trapalhões e sem dúvida muito apressados. De qualquer maneira, não é esta tal característica que me desanima a leitura. Como já disse, insisto comigo mesma para não criar expectativas altas. Garanto que funciona. De facto, até acabo por apreciar melhor a obra de entretenimento que a autora cria.
Este livro em particular, acabou por não ser dos melhores que já li da autora e decerto não vai ficar na minha lista dos favoritos. Isto porque há uma certa condição em todas as personagens que aparece bastante regularmente durante todo o enredo e acabou por me não me agradar da melhor maneira. 

Quem já leu o livro decerto deverá ter reparado nessa condição de que falo, que é estranhamente comum em praticamente todos os casais que fazem parte desta aventura humorística. 

É sempre com entusiasmo que leio os livros desta autora porque me fazem sentir bem, embora não se possam considerar obras de arte. São divertimento puro e servem o seu propósito com excelência. Além disso, a escrita da autora é por demais fluída, o que acaba por tornar a experiência ainda mais positiva. Assim, concluo que embora já tenha lido melhores livros da autora, “Amores Proibidos” acabou por me divertir na mesma e proporcionar momentos de descontracção, onde posso mergulhar na vida dos personagens e fazer parte das aventuras e desventuras, com muito humor.




Opinião – Encontro Inesperado

CONTÉM SPOILERS

Opinião:
Acerca do Encontro Inesperado, adorei como já era de prever. Do início ao fim, foi delicioso.
Ainda tenho dois livros dela por ler e mais um para comprar, mas ela diverte-me sempre.
Adoro a escrita dela, as personagens que ela cria e os enredos. Adoro a forma como ela brinca com os acontecimentos e tem sempre alguma surpresa.
Estou muito contente.
Os livros da Jill deixam-me sempre super bem disposta.
Este não foi excepção.
Gostei muito da ideia dela e de brincar com o destino. Todas as reviravoltas foram interessantes e não consegui largar o livro. Li-o em menos de 24 horas.
Espantoso, para mim. Só mesmo um livro bom me faz ter essa reacção.

Adorei a Poppy. Tudo o que ela passou, bem…ela também acabou por crescer, a meu ver. Era apenas uma rapariga de 22 anos mas com pouca cabeça. Claro que não é fácil passar por aquilo que ela passou, mas todas as circunstâncias fizeram que ela se tornasse uma pessoa mais adulta. Devo confessar que ficava com vontade de lhe dar um abanão quando ela se armava em miúda estúpida, destravada. Mas redimiu-se.
Ela acabou por ter um final à medida – gostei bastante.
Já o Caspar, também gostei dele, apesar de ele ter uma tendência promiscua estúpida que odiei na altura. Curiosamente, mesmo com essa tendência nunca deixei de gostar dele. Ele acabou por se revelar uma surpresa constante em todo o livro.

O Jake e a Claudia… só posso dizer que são os dois a alma da festa. Chorei a rir em cada uma das cenas dele.  

Quando a Claudia está no parapeito da janela dele, tive 5 minutos a rir… sabem aquela sensação de que não se conseguem rir mais, porque já vos dói tudo? Foi o que me aconteceu nesta cena. Jesus, só esta cena me animou a semana. 

E a Dina? Odeio-a. A sério e o mais interessante é o que o sentimento persistiu até ao fim. Não a suportei. Que nervos. Odeio traidoras. Só me apetecia bater-lhe.
Ela não merece o marido que tem! 

De resto, só posso referir que com uma capa destas (que adoro), um enredo destes e uma boa-disposição pronta para ser descoberta conforme vamos avançando no livro… Do que estão à espera para o ler?
Nem sabem o que estão a perder!

Opinião – Romance Atribulado

Opinião:

E…já li.
Com este livro, tenho finalmente as leituras em dia no que toca a esta autora. Sobre o livro Romance Atribulado, não é dos meus livros favoritos.
No entanto, a autora conseguiu mais uma vez criar uma história bem-humorada, divertida e leve que se lê num instante. A escrita dela é tão fluída e descomplicada, que as páginas passam a correr e nem damos por elas passar.
A mim acontece-me sempre isto nos livros dela.
Gostei das personagens mais uma vez. O casal principal foi o grande favorito e o seu romance teve os seus altos e baixos.
Depois, também houveram as personagens que eu não gostei. Não gostei da Hester. Achei-a uma aparvalhada e nem merece o rapaz que tem.
Sobre a Orla, bem, gostei da iniciativa da autora de criar um enredo a falar sobre uma autora. Acho que quem gosta de livros, também gosta de ler sobre assuntos que estejam relacionados com o livro.
Dei por mim a imaginar-me no lugar da Orla e a ter esta espécie de ideias, a coordenar-me para escrever um livro que se têm de entregar até um certo prazo.
Gostei de ler sobre essas coisas todas.

De resto, acho que não se pode dizer muito. Com 8 livros que já li da autora, acabo por esperar sempre a mesma coisa. E não há muito que se possa dizer, no entanto.
Estes livros não são obras-primas, podem deixar algumas em aberto, mas no final servem sempre para o mesmo objectivo. E acabam por todas as vezes o atingir, que é divertir os leitores com umas horas bem passadas de leitura.

Opinião – Resistir ao Amor

PODE CONTER SPOILERS

Opinião:
Já acabei este livro. Está a competir lado a lado com o livro A Pensar em Ti, pelo lugar de preferido.
Mas senti que estava completo, este livro. Não deixou nada em aberto, se bem que eu gostaria que o livro tivesse mais umas páginas para se ver alguns casais.
Nomeadamente, o Den e a Nuala. Gostaria de ter visto o Den a ter a sua hipótese de felicidade.Quer dizer, eu sei que provavelmente eles ficaram juntos, mas teria sido ver mais qualquer coisa sobre eles.
Mas também para saber mais sobre o futuro da Marcella, pelo qual fiquei bastante contente.

Estes livros são fantásticos. Mesmo que não sejam perfeitos e às vezes deixem algum pormenor solto, são uma fonte de divertimento pura e de boa disposição. Quando me sinto em baixo, penso logo nestes livros. Passa-se uma tarde bem passada, com os enredos e as personagens que a autora cria.
E só por esse facto, a leitura destes livros já valem a pena.

Gostei bastante deste livro. Tem uma vertente mais dramática do que estamos habituadas a ver na autora, mas nem por isso, o livro é pior. Aliás, na minha perspectiva até foi um livro bem mais intenso e interessante.
Também neste livro, encontramos personagens femininas mais sensatas e menos amalucadas, no sentido em que não andam a pular de relação em relação. Também foi um ponto bastante positivo.

As cenas divertidas não faltaram, como era de esperar.
Também gostei que a Jill tivesse introduzido as duas crianças como personagens bastante activos nesta história. Foram mais uma grande fonte de boa disposição, gargalhadas e risos.

Assim continuo fã desta autora que ainda não me conseguiu desiludir. Parece que afinal já consegui ultrapassar o trauma que foi a minha primeira experiência com ela, que foi com o livro A Felicidade Mora ao Lado. Embora a culpa não tenha sido efectivamente da autora, mas não consigo pensar num final diferente a não ser naquele que eu li, mas que não era o final efectivo e verdadeiro.
Felizmente, que isso já passou há muito e agora sempre que me quero rir durante uns bons momentos tenho os livros da Jill.
Apenas me falta ler 1 livro dela que tem o título de Romance Atribulado, que conto ler em breve, para ficar com as leituras desta autora em dia.

Mais uma vez, um livro fabuloso, que mistura lealdade entre família, amor, perdas, desgostos, mas tudo com um humor fantástico e um final feliz.

Opinião – Uma Oferta Irrecusável

PODE CONTER SPOILERS
Opinião:
Mais outro livro que li da autora e que adorei. Esta fórmula não desilude e adoro ler os livros dela. São uma lufada de ar fresco.
Leves, divertidos, românticos q.b., é tudo o que se pode pedir para uma tarde bem passada.
Sobre este livro, vou primeiro dizer as partes negativas e deixar o melhor para o fim.

A tradução está péssima. Até dá vontade de arrancar cabelos. Desde frases deste género: “ A Sally entrou pelo apartamento de Sally“, ao facto de a moeda neste livro estar traduzida, mesmo quando nos dias de hoje, a Inglaterra não pertence à Zona Euro, é triste vermos que os tradutores não fazem um esforço para se integrar na história que estão a escrever.
É não ter respeito pelos leitores e pela própria autora, visto que estão a denegrir o trabalho dela. Tantos erros numa obra, é claramente distracção/falta de interesse pelo trabalho que fazem.
Até devem ter vergonha de ver os nomes deles nos créditos, verdade seja dita.
Fiquei muito triste, porque estamos a pagar por um trabalho que não vale um chavo.
O mais triste é ver que na página 264 e 265, a tradutora até utilizou as duas moedas. Um casaco custava 270 libras, mas depois já havia um lenço que custava 8 euros.
Isto é que trabalho de qualidade, han?

Agora as partes boas, que felizmente são em maior quantidade que as partes más.
Mais uma vez, gostei imenso do livro.
Todas as personagens são muito divertidas, o enredo em si, é fantástico. Estão sempre vários acontecimentos a sucederem-se uns aos outros, mas o leitor nunca perde pitada.
Gostei muito das duas personagens principais – a Lola e o Dougie. Embora ache que esta denominação é um pouco falsa para o Dougie, realmente. Ele para mim, é uma personagem secundária. Acho que o Dougie merecia mais cenas e com mais importância. Tenho pena de não o ter conhecido melhor, mas mesmo assim, gostei imenso da personagem dele. E admiro-o de certa maneira, porque manteve-se firme, até ele achar que a sua convicção já não fazia sentido. Gosto de personagens convincentes e que defendam os seus princípios.
Já a Lola, também gostei dela, embora ache que é a típica personagem feminina uma pouco amalucada demais.
Excepto a protagonista do A Pensar Em Ti, acho que ainda não li nenhuma personagem principal feminina que seja uma destravada jovem sem particular visão séria sobre a vida.
Mas enfim, ela deu para divertir. E na verdade, até tenho pena dela. Acho que ela foi uma grande pessoa, quando tomou a decisão que tomou, dez anos atrás. Foi leal para com a família dela e embora ela tenha magoado alguém que ela amava, no processo, acho que foi realmente admirável aquilo que ela fez. Só não percebi depois, e até achei infundado tanta resistência, ao longo da história para contar realmente o que se passou.
Mas lá está, a lealdade também é uma virtude. E muito importante.

Quanto ao Gabe e à Sally, também gostei deles. Eles são realmente divertidos. Quando o Gabe sai de casa da Savannah a pensar no quanto achava aborrecido uma arrumação imaculada, fiquei logo a pular de alegria.

Também gostei muito do Nick. Fico contente com o final que ele teve. Também merece ser feliz. A mãe da Lola, bem.. que personagem hilariante. Também gostei dela e do parzinho dela. São muitos queridos.

Ainda tenho 2 livros por ler da autora que conto ler em breve, porque simplesmente adoro todos os livros dela.

Contudo, a classificação é dado quanto ao enredo e não à tradução, que está uma verdadeira vergonha.