Maze Runner – Correr ou Morrer

Quando desperta, não sabe onde se encontra. Sons metálicos, a trepidação, um frio intenso. Sabe que o seu nome é Thomas, mas é tudo. Quando a caixa onde está para bruscamente e uma luz surge do teto que se abre, Thomas percebe que está num elevador e chegou a uma superfície desconhecida. Caras e vozes de rapazes, jovens adolescentes como ele, rodeiam-no, falando entre si. Puxam-no para fora e dão-lhe as boas vindas à Clareira. Mas no fim do seu primeiro dia naquele lugar, acontece algo inesperado – a chegada da primeira e única rapariga, Teresa. E ela traz uma mensagem que mudará todas as regras do jogo.





ISBN: 9789722348508 – Editorial Presença / 2012 – 400 páginas

Quando Thomas acorda dentro de um elevador e se dá conta que não tem nenhuma memória, ou mesmo como foi parar a tal sítio, fica confuso e um pouco agitado. Ainda mais quando percebe que chegou a um sítio desconhecido e se depara com um grupo de rapazes adolescentes preparados para lhe dar as boas-vindas. A ele, que é o novo membro da comunidade que se formou no sítio mais estranho que se pode imaginar. Este mini-cosmos é estranho e fascinante ao mesmo tempo. Estes rapazes vivem num género de labirinto, aparentemente sem solução, que dura já há dois anos. Todos os meses, esta pequena sociedade recebe um novo membro, mas agora que Thomas chegou a esta Clareira, tudo será diferente. 
Não só Thomas é diferente de todos os outros rapazes que habitam este universo, pois sente que esta sua nova casa lhe é de alguma forma familiar, bem como a sua chegada desencadeia uma série de acontecimentos extraordinários e dignos de suspeita por parte dos seus irmãos de armas, por assim dizer.
Quando no dia seguinte à chegada de Thomas, o alarme da chegada de um novo habitante soa, todos ficam atordoados. Quando o elevador revela que a nova chegada é uma rapariga, o mundo a que eles estavam habituados desmorona-se por completo. Theresa veio abalar este mundo dominado por rapazes, mas vai ao mesmo tempo ser uma espécie de solução para este labirinto interminável.

Desde há 3 anos para cá, que as distopias em romances young-adult se tornaram um hype, não só nos Estados Unidos da América, mas no mundo literário na sua generalidade. Desde o fenómeno Hunger Games, que este género de livros é muito popular. Eu própria caí neste ciclo vicioso. Já li não só Hunger Games, como também Divergente. E agora faltava ler o Maze Runner, que à semelhança dos livros anteriores que referi também foi alvo de muita popularidade e falatório. 
Confesso que estava curiosa, pois apesar de não ser uma fã inveterada do género young-adult, o sub-género de distopia conquistou-me inevitavelmente.
Embora este livro já estivesse na minha lista para ler, aquando fiz o meu desafio aos leitores, este foi um dos livros recomendados e acabou também por ser um dos escolhidos. Este foi o escolhido pela Sofia Teixeira, do blogue Morrighan e por isso quero agradecer-lhe o incentivo para ler este livro mais cedo do que tarde.

Falando sobre o livro propriamente dito, creio que a primeira coisa que posso apontar é a originalidade do enredo. Neste mundo literário (e não só) é muito difícil ser original e ir buscar novas perspectivas que já não tenham sido exploradas por alguém nesse mundo fora. Por isso mesmo, louvo a originalidade do autor, que apesar de ter arriscado ao ter escrito um livro de um género que já é muito “batido”, conseguiu ser original e mostrar uma nova realidade dentro deste tipo de livros. A sua escrita também não é má, embora não seja de facto maravilhosa. Digo isto não tanto pela qualidade técnica da sua escrita, mas antes pelo tom do seu discurso. É um tom muito moroso, que demora a desenvolver, que arrasta muito o enredo, até que de um momento para o outro acontece tudo em catadupa. Tão depressa as coisas não têm solução, como no momento seguinte, já o mundo está salvo.
Estou a exagerar um pouco, mas a ideia com que fiquei é que o autor tem uma escrita de extremos, por assim dizer.
Ou está ali a cozer as coisas em lume brando, como de seguida, já está o prato todo queimado. 

Já as personagens e a estrutura do mundo que o autor criou criaram uma impressão ligeiramente diferente. Gostei das personagens que ele criou, especialmente o Newt, o Thomas e a Theresa (que surpresa, não é?).  O mundo, ainda que original como já tinha referido, não teve uma componente visual muito forte. E as descrições pouco ajudaram. 
E para mim, um dos prazeres maiores que retiro de um livro é poder imaginar na minha cabeça, o mundo em que se passa e todas as suas nuances. Com este livro não consegui imaginar nada de nada e até tentei fazer um desenho com base nas descrições do autor, mas simplesmente nenhuma imagem compreensível vinha à minha cabeça. Esse aspecto desiludiu-me imenso, visto que eu conto com as descrições que os autores dão para criar um mundo na minha cabeça e viver o livro como se fosse real. Este livro não me trouxe nenhum sentimento de real, nem me fez viver e sentir com ele e por isso, acabou por não me apelar tanto como poderia ter feito.

De qualquer forma, creio que o livro até se lê bastante bem e é uma leitura bastante razoável, mas acabei por compreender que eu como leitora, já começo a denotar algum cansaço deste género literário sensacionalista e isso acabou por não permitir que este livro me conquistasse de uma forma definitiva.

Contudo, por outro lado, não posso deixar de dizer que apreciei muito a forma como o final acabou e que o autor me deixou ligeiramente curiosa para saber que coisas novas o segundo livro poderá trazer. Se o irei ler ou não, será uma questão para ponderar no futuro. 



        

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