Diz-me Quem És

Grace Hall é uma socialite deslumbrante, rodeada de glamour, privilégio e riqueza, mas a sua fortuna fez dela o alvo de um louco que anda a matar as mulheres mais influentes de Manhattan. Para se proteger, Grace exige o melhor dos guarda-costas – e depara com muito mais do que esperava.

John Smith é um especialista em segurança intransigente e frio que é tão dedicado ao seu trabalho como é mortífero. Mudar-se para o luxuoso apartamento de cobertura de Grace é a última coisa que deseja, mas é impossível dizer-lhe que não. Quando explica as regras à sua nova cliente, surgem entre eles faíscas, bem como um desejo incendiário. Com Grace nos braços, John dá por si a baixar as próprias defesas. À medida que as noites amenas se tornam escaldantes e o assassino se aproxima, Grace e Smith enfrentam uma escolha crucial: seguir as regras ou seguir os seus corações.


ISBN: 9789898228918 – Quinta Essência (Leya) / 2012

Nas ruas de Manhattan, um sociopata anda à solta e o seu alvo são as mulheres ricas, poderosas e influentes, que possuem grande fortuna. Grace Hall, Condessa von Sharone é uma destas mulheres que pertence ao círculo das individualidades mais influentes desta cidade. E a sua riqueza fá-la ser um alvo para o louco que utiliza Manhattan como seu território de caça. 
Por causa destes eventos, Grace Hall decidi contratar o melhor especialista de segurança alguma vez visto. O seu nome é John Smith e ele é um homem que só vê trabalho à frente. Nada na sua vida tem prioridade e para John o trabalho é a sua vida, até ter conhecido Grace. 
Após Grace contratar John para se assegurar que nada de mal lhe acontece, os dois decidem que John irá viver temporariamente no apartamento de Grace. O acordo é uma mera praticabilidade mas depressa ambos compreendem que a atracção poderá interpor-se no caminho deles.
Além de correr perigo de vida, Grace vai no entretanto revelar alguns segredos no que concerne à sua família e o mundo parece que pára. A confusão na vida de Grace está instalada e parece que a sua atracção por John não é o maior dos seus problemas. 

Creio que não seja segredo nenhum que não sou fã da autora J.R.Ward. De facto, as nossas relações estão há já algum tempo cortadas. Tenho perfeita noção que não irei ler mais nenhum livro do pseudónimo, mas quando ouvi falar sobre o lançamento da série de Jessica Bird (o nome verdadeiro da senhora) decidi dar-lhe o benefício da dúvida e ver se o meu problema era com o pseudónimo ou com a escritora em si. 
Muito me esforcei para não criar um determinado conjunto de expectativas e estou orgulhosa de mim porque posso dizer que fui para esta leitura com uma mente aberta, conforme me foi possível. Abstraí-me ao máximo de me focar no nome da autora e consegui com isto ver o livro de uma perspectiva imparcial, ao máximo.
Embora este título me faça confusão e me faça levar as mãos à cabeça, não deixam de ser pequenos pormenores e no final de tudo, o que me interessa é que o conteúdo me satisfaça. O meu género literário favorito são os policiais, seja em que formato, estilo ou de que maneira são escritos. Este é considerado como um policial romântico, que é um formato que gosto muito, desde que ambas as partes se encontrem equilibradas. 
Neste caso, posso garantir que este livro é mais romance do que propriamente policial. Não é que seja um factor dominante, mas gostaria que as duas vertentes estivessem mais equilibradas.

A escrita da autora já não me é estranha e posso dizer que este registo é bem mais agradável do que a do seu pseudónimo. Flui muito mais facilmente e consegue atrair de forma mais eficiente a atenção dos leitores. No entanto, é impossível negar que os maneirismos estão lá, especialmente aquele que me irrita mais, que é o contacto inicial dos protagonistas. Para mim é impossível conceber que duas pessoas que se vejam pela primeira vez, tenham uma combustão espontânea nos primeiros 2 minutos. Uma coisa é paixão/amor à primeira vista, ou o que lhe quiserem chamar, outra coisa totalmente diferente é a parvoíce e o ridículo à primeira vista. O romance entre os dois protagonistas não é nada de especial, falta-lhe especialmente intensidade emocional, que é uma das coisas a que dou mais importância e a Bird não consegue mostrar-me isso. Ela gosta é de intensidade sexual e pouco aprofundamento, porque isso é que mostra como um casal gosta um do outro e como são importantes um para o outro.
Não gostei especialmente destes dois personagens, pois não senti grande ligação com os mesmos, mas acho que a autora fez um bom trabalho com a exploração dos protagonistas e especialmente com a do assassino.

Em relação à parte policial e misteriosa do livro, posso dizer que fiquei desiludida que fosse tão apressada. Apesar de ter sido bem explorada, acho que os eventos podiam ter-se desenrolado de forma mais natural e não tão rápida. Contudo, tenho que dar a mão à palmatória e referir que o mistério é denso de tal forma que só me apercebi da solução quando esta se revelou em frente dos meus olhos. Por isso, Bird merece um grande ponto positivo. Bem gordinho. 
Tanto o mistério principal, como o enredo secundário foram bem construídos e explorados e cheguei ao fim com a sensação que não me teria importado se a autora se tivesse estendido um pouco mais. 

Concluindo e resumindo, acho que a autora esteve bastante bem, considerando todas as nossas lutas passadas. De facto, parece que não é com o seu pseudónimo que não vou fazer as pazes, mas sim com a “original”. Após este livro, que embora não me tenha surpreendido conseguiu captar a minha atenção, quero continuar a seguir a série intitulada Mulheres Inesquecíveis.

Para quem gosta de policiais românticos, ao estilo de Sandra Brown, Nora Roberts, Tess Gerritsen (embora esta última comparação seja feita de forma muito generosa) e afins, creio que gostará de experimentar esta vertente da Bird, conhecida anteriormente pela saga da Irmandade.
Com romance, mistério e bastante acção, promete entreter o público que gosta de um livro com um desenvolvimento rápido e dinâmico. 
      


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Opinião – Cobiça

Editora: Leya / 2011
Chancela: Quinta Essência
ISBN: 9789898228604
Formato: Capa Mole
Núm. páginas: 536
PVP: 17,50 €

Sinopse:
Redenção não é uma palavra que Jim Heron conheça muito bem. A sua especialidade é a vingança e, para ele, o pecado é relativo. Mas tudo muda quando se torna um anjo caído e é incumbido da tarefa de salvar sete pessoas dos sete pecados mortais… e o fracasso não é permitido. Há muito que Vin diPietro se entregou ao trabalho… até que o destino intervém na forma de um autoproclamado salvador de aspeto duro e de uma mulher que o fará questionar o seu destino. Com uma entidade malévola pronta a reclamá-lo, Vin tem de unir forças a um anjo caído não só para conquistar a sua amada… mas também para salvar a sua alma.
Opinião:

Há alguns meses atrás tinha comprado a versão ebook deste livro, que também apresento aqui à direita. 
Devo, primeiro que tudo, dizer-vos que eu e a autora J.R.Ward já há algum tempo que não nos andamos a entender, por assim dizer. Eu já li alguns livros da outra saga que ela escreveu e que é editada em Portugal pela Casa das Letras e não foram livros que me arrebatassem por aí além, tendo já mesmo chegado a desistir de acompanhar essa dita série, intitulada “A Irmandade da Adaga Negra” .
Contudo, ouvi falar bem desta série, sendo que o maior elogio foi o facto de ser praticamente a oposta da série antecedente, pelo que  decidi arriscar e experimentar a série. 
Fui para esta leitura com algumas expectativas, convencida de que iria gostar e qual não é o meu espanto que por volta da página 110 decidi abandonar a leitura. 
Mas é mesmo verdade. Não me consegui obrigar a ler mais nenhuma página.  Reconheço que posso ter sigo algo influenciada pelos outros livros da autora, mas achei o enredo tão aborrecido, as personagens tão insípidas que não encontrei motivação para ir em frente. 
Normalmente não desisto logo à primeira tentativa, mesmo que o livro não esteja a ser particularmente do meu agrado. Posso mesmo dizer que são mais as vezes que acabo o livro com menos vontade do que desistir dele. 
Este não foi o caso. 
A ideia, na teoria, era interessante e cativou a minha atenção. A concretização da ideia e o desenvolvimento que a autora escolheu dar ao livro, já não me prendeu a atenção.  
Poderá realmente ter sido da altura em que li o livro, não ser a mais indicada. Mas este é um sentimento que se veio a tornar comum nos livros desta autora e por isso mesmo tomei a decisão de não seguir mais séries desta autora. 
Espero, no entanto, que ao ler esta opinião, tenham em conta que gostos não se discutem e que vocês ao lerem este livro, poderão apreciá-lo melhor que eu. Assim o espero.