A Rapariga de Papel

Há apenas alguns meses, Tom Boyd era um escritor famoso em Los Angeles, apaixonado por uma célebre pianista. Mas na sequência de uma separação demasiado pública, fechou-se em casa, sofrendo de bloqueio artístico e tendo como única companhia o álcool e as drogas. Certa noite, uma desconhecida aparece em sua casa, uma mulher linda e completamente nua. Diz ser Billie, uma personagem dos romances dele, que veio parar ao mundo real devido a um erro de impressão do seu livro mais recente.
A história é uma loucura, mas Tom acaba por acreditar que aquela deve ser de facto a verdadeira Billie. E ela quer fazer um acordo com ele: se ele escrever o seu próximo romance, ela poderá regressar ao mundo da ficção. Em troca, ele ajuda-a a reconquistar a sua amada Aurore. O que tem ele a perder?

ISBN: 9789722526388 – Bertrand Editora / 2013 – 356 páginas

A Papisa Joana

Eu sou uma fã confessa do autor contemporâneo francês, Guillaume Musso. Desde o primeiro livro que li dele, já há alguns aninhos atrás, que ele me conquistou com as palavras mágicas com que ele constrói os seus romances. Os livros dele têm sempre algo diferente que os distingue de outros que andam por aí. Seja o supernatural, a forma como o autor constrói enredos e vidas inteiras à volta do Destino e do acaso, desde o primeiro livro que li que sinto esta diferença, este algo especial nas suas obras. Por isso mesmo é que este autor se encontra  na lista dos meus favoritos e tenho lido os livros dele à medida que saem cá em Portugal (infelizmente ainda não consigo ler francês fluentemente).

A história deste livro não foge à norma das outras obras do autor. O enredo começa com uma situação que desencadeia pequenos acontecimentos que à partida parecem não ter ligação mas estão todos interligados. O destino, o acaso estão sempre presentes nas vidas destes personagens e é sempre fantástico o leitor aperceber-se que um simples acto, como deitar um livro no lixo, pode modificar de forma brutal a nossa vida. É o tal efeito borboleta, que o autor sempre soube ilustrar magnificamente nos seus livros.
Neste livro, o escritor Tom Boyd encontra-se num estado depressivo devido a problemas amorosos e isso fá-lo entrar numa espiral de auto-destruição, o que leva a que não consiga escrever mais. Os amigos dele, que sempre o acompanharam desde a adolescência difícil, tentam ajudá-lo mas Tom simplesmente recusa-se a ser ajudado. E no entanto, Billie (uma personagem fictícia que ele próprio criou) entra na sua vida. A Rapariga de Papel, como acaba por ser conhecida, vem mudar a vida do escritor e obriga-o a encarar os seus problemas. E assim nasce uma história de amor, com contornos muito belos. A linha entre a ficção e a realidade esbate-se e unem-se.

Uma história belíssima e curiosamente original, este foi um livro que me agarrou logo aos primeiros capítulos. Muitas vezes digo, a brincar, que gostaria de casar com a imaginação de Guillaume Musso e a verdade é que, a cada livro novo que leio dele, fico maravilhada com dita imaginação. Este autor é muitíssimo original e as suas histórias são sempre mágicas, mas ao mesmo tempo bem reais. Têm uma dimensão humana forte, parte que aprecio muito também.

A escrita dele, está mais que provado (a mim pelo menos) que é maravilhosa e deliciosa. Sei que quando pego num livro deste autor, é praticamente impossível que me venha a desiludir. É como voltar a casa.

Este livro revelou-se fantástico também por ser um livro sobre livros. Adoro ler livros sobre livros, dá-me a sensação que estou a ter um momento de Inception. E a forma como o autor construiu esta história apaixonou-me. Chegando às últimas páginas, o autor arriscou com o final. Posso dizer que este pode ser considerado o final mais “seguro”, pelo que poderá não agradar a todos os leitores. Contudo, a mim satisfez-me pela simples razão de que é mais real e é possível ligar-me mais a este final. Senti que isto podia provavelmente acontecer noutra realidade, mas no mundo real mesmo assim. E é um final que permite que o leitor faça deste livro, mais seu. Foi o que eu fiz, pois este foi um livro que me deixou uma marca feliz na memória.

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O Que Seria Eu Sem Ti?

Gabrielle tem dois homens na sua vida. Um é o pai, o outro, o seu primeiro amor. Um é um grande polícia, o outro um célebre ladrão. Desapareceram os dois há muito, deixando-lhe um vazio imenso no coração. No mesmo dia, à mesma hora, ressurgem para lhe inquietarem a vida. Conhecem-se, detestam-se, defrontam-se num desafio mortal. Gabrielle recusa-se a escolher entre os dois, gostaria de os manter na sua vida, de os aproximar, de os amar a ambos. Mas existem duelos em que a morte é o desfecho inevitável. A não ser que… 


Dos telhados de Paris ao sol de São Francisco. Um primeiro amor que ilumina toda uma vida. Uma história envolvente, repleta de amor e fantasia.



ISBN: 9789722522304 – Bertrand Editora / 2011

A mais recente obra de Guillaume Musso publicada em Portugal conta-nos a história de Gabrielle e das duas pessoas que realmente importam na sua vida. 
Um é o pai, que é um célebre ladrão de obras de arte. No entanto, os roubos de Archibald têm uma motivação complexa por trás de tudo e a pessoa que se encontra altamente capacitada para desvendar todos estes motivos é Martin, polícia especializado em roubos culturais, onde se inserem os objectos de arte mundial que Archibald rouba e junta ao seu espólio. 

No entanto, Martin não é um polícia qualquer. De momento, é um homem com um passado algo complicado e com assuntos inacabados. Isto tudo porque há uns anos atrás, a estudar em São Francisco conheceu o amor da vida dele – Gabrielle.
Contudo, sendo tão jovens quanto eram na altura, o romance acabou  prematuramente e sem explicação e Martin viveu o resto dos anos com a mágoa de ter perdido aquela que amava acima de todas as outras coisas. Separados por milhares de quilómetros de distância, os anos rapidamente passaram sem qualquer contacto entre os dois…mas na mente e no coração de cada um, o outro ainda persiste. E o sentimento que os uniu, tal como a dor que os separou ainda se mantêm firmes no espírito de cada um.

Archibald, elemento comum entre os dois, vai acabar por revolucionar a vida de cada um deles e vai também revolucionar o futuro dos dois. Se é destino ou não, a verdade é que Martin e Gabrielle voltam, anos depois, a reencontrar-se na cidade de São Francisco onde os velhos sentimentos e ressentimentos voltam a insurgir-se na superfície e embora ambos queiram retomar a relação no ponto onde a deixaram, há velhos assuntos  que têm de ser esclarecidos para que ambos consigam seguir o seu próprio caminho sem o fantasma do passado sempre na sombra…      
Não é segredo nenhum que Guillaume Musso é um dos meus autores favoritos de sempre. Já li todos os livros dele (menos o último que ele publicou intitulado The Girl on Paper, que ainda não saiu em terras lusas) e não consigo enjoar das narrativas dele. Os seus livros têm sempre um elemento que os torna especiais e que me faz apreciá-los da maneira como os aprecio. Não só a escrita do autor é inigualável, mas a forma como ele constrói os seus enredos e lhe dá um sabor fora do normal, é completamente fora de série. Apesar de todos os seus livros terem um pequeno elemento sobrenatural, o autor introduz esse elemento de forma a que o leitor acabe por acreditar plenamente que aquelas circunstâncias e situações poderiam de facto acontecer na vida real. E é isso que a meu ver torna estes livros tão diferentes e por isso, tão especiais. 
Nos 6 (se não estou em erro) livros que já li, não existiu nenhum que me desiludisse ou que não me envolvesse por completo e Guillaume Musso continua assim, a ser um autor de referência para mim. 

Em relação ao O Que Seria Eu Sem Ti?, posso dizer que mais uma vez, o enredo flui de uma maneira extraordinária e a criatividade e originalidade, que são a meu ver as imagens de marca do autor continuam bem presentes nesta obra. 
As personagens estão igualmente bem construídas e gostei especialmente do protagonista Martin que me emocionou com a sua personalidade e a forma como vê a vida. Gostei bastante do paralelismo entre polícia e ladrão que existe nesta história e foi muito engraçado ver a Gabrielle a lidar com estas duas personalidades fortes e determinadas. 

Mais uma vez, o final surpreende e o livro deixou novamente em mim uma sensação muito agridoce. Isto porque fiquei triste por o livro ter chegado ao fim e eu ter que me despedir, mas também fiquei contente por saber que é mais um livro que fica marcado no meu coração de uma forma especial e por saber que mais uma vez o autor mantém-se firme à sua imagem de marca e não desilude os seus leitores.

Recomendo para quem gosta de romances leves, com histórias originais e uma pitada de aventura. 
Adorei!

Volto Para Te Levar



Três personagens à beira do abismo, que se vão encontrar, destruir-se e amar-se. Ethan é um homem que aparentemente tem tudo, e que na verdade perdeu aquilo que tinha de mais importante. Céline está prestes a abraçar uma nova vida junto de um novo amor, mas não conseguiu esquecer o antigo. Jessie, uma jovem, quase uma criança, está perdida e não sabe quem é. Terão eles ultrapassado o ponto de não-retorno? Resta-lhes 24 horas para mudar as suas vidas. Mas será que o amor pode vencer a morte? E podemos nós mudar o destino?












ISBN: 9789722523554 – Bertrand Editora (11×17) / 2011



Aqui estou eu, com mais um livro de Guillaume Musso lido. Este autor é um dos meus favoritos e um dos quais que nunca me desilude. Assim, apenas me falta ler um livro dele, o último publicado em terras lusas. Eu e a minha mania de ter tudo em dia. Com os livros é impossível, com tanta coisa que sai e com tanta obra/série/ autor que acompanho, mas eu bem tento. 
Volto para te Levar traz-nos uma história peculiar, como já é hábito no autor. 

Céline, Ethan e Jessie são o pilar desta história que à primeira vista, parece uma história vulgar. Mas, quem já leu outros livros do autor decerto reconhece que os enredos que Musso cria não são sempre o que parecem. 
E assim, estes três personagens trazem consigo um passado que é preciso resolver; passado este que está envolto em dor, ignorância e decisões mal tomadas.
A possibilidade de mudar um certo rumo, apresenta-se quando Ethan revive um dia sem precedentes na sua vida: 31 de Outubro de 2007. Um dia em que uma personagem que perdeu tudo o que alguma vez significou para ele, Ethan irá poder compreender tudo aquilo que pode ou não mudar na sua vida; na atitude que ele toma perante o rumo que a sua vida tomou.
Neste livro, o autor vê-se a par com noções como o Karma e o Destino. Será que as más acções que fazemos, se reflectem de certa forma no destino que está reservado para nós?
Poderemos, nós, meros mortais, fintar o destino e moldar a nossa vida? Serão os sentimentos uma força maior que nos permite lutar contra o que acreditamos estar destinado para nós e para a nossa existência?

Guillaume Musso, tem nos seus livros uma marca que considero característica. Além de em cada um dos seus romances, ele conseguir passar mensagens que fazem o leitor reflectir, os seus livros favorecem elementos que mesmo não sendo naturais – e assim, não poderia acontecer na vida real – são altamente credíveis e são elementos que fazem sentido ao olharmos para o livro e para o enredo como uma rede de acontecimentos. E é esta marca tão característica do autor que me surpreende e me delicia sempre. 
Consigo juntar e arquivar pequenas pérolas de comportamento humano, pequenas reflexões que aponto para um dia mais tarde, reflectir o quão importante as palavras são e quanto peso e sentido elas transportam no nosso dia-a-dia. 

Embora me tenha custado um pouco a entrar no ritmo do livro, por sentir que não estava no espírito que considero adequado para este tipo de leitura, rapidamente me deixei envolver com as personagens que o autor nos apresenta. Personagens perturbadas, que cometeram erros quase imperceptíveis na sua vida e que no presente vivem assombradas por espectros que nos murmuram ao ouvido ” E se eu pudesse ter feito as coisas de forma diferente?”…. 

Considero que este livro tem uma carga emocional um pouco mais pesada do que nos outros livros, mas nem por isso, o torna menos especial. E por isso, mesmo sem expectativas, o autor, voltou mais uma vez a surpreender-me com a sua mestria de manipular sentimentos, atitudes, acções e acontecimentos que se sucedem de uma forma incrivelmente rápida. 

Uma leitura que me tocou e que me fez considerar o que poderá estar destinado para a vida de cada um de nós. 




Opinião – Porque Te Amo


Editor: Bertrand Livreiros / 2011
Chancela: 11×17
ISBN: 9789722522656
Formato: Livro de Bolso
Dimensões: 110 x 170 x 15 mm
 Núm. páginas: 328
PVP: 8,00€

Sinopse:

Layla, uma menina de cinco anos, desaparece num centro comercial de Los Angeles. Os pais, desfeitos, acabam por se separar. Cinco anos mais tarde Layla é encontrada exactamente no mesmo sítio onde tinha desaparecido, envolta num estranho mutismo. Onde esteve Layla estes anos? Com quem? E não menos importante, porque voltou?
Opinião:
Depois de 3 anos sem ler um livro do autor Guillaume Musso, decidi neste ano pôr as minhas leituras em dia.

Este autor é daqueles que está na minha lista do “nunca desilude”. Este Porque te Amo é um mais um exemplo e mais uma boa surpresa. Com uma sinopse de deixar água na boca e que parece prometer uma boa experiência, comecei com expectativas positivas a leitura deste livro.
O livro começa logo com um pedido do autor para os leitores não revelarem o fim do livro às pessoas a quem possam recomendar o mesmo.
Como é natural, fiquei logo curiosa com que surpresas este livro me poderia revelar. Este aviso, ainda que subtil foi, logo de início, como que uma certeza de que a leitura iria ser, como sempre, uma experiência fabulosa.
E não me enganei.

A escrita do autor, como ele já nos vem vindo a habituar é muito fluída e bastante cativante o que torna a leitura muito rápida para o leitor. Para uma leitora ávida como eu, o livro foi “consumido” em pouco mais de 24 horas.

A qualidade que mais aprecio neste autor é a capacidade excelente que ele tem de deixar mensagens importantes, mas sublimes, nos seus romances. Mensagens que nos deixam a pensar e que nos fazem reconsiderar as atitudes que temos perante a vida.

Com um enredo original e umas personagens com quem o leitor sente empatia logo desde o primeiro contacto, fica difícil não apreciar o livro. A história fala sobre o desaparecimento algo misterioso de uma menina chamada Layla, que aos 5 anos se vê separada dos pais, num acontecimento trágico.
Como consequência, os pais entretanto seguem caminhos diferentes e cada um lida com a dor e as repercussões deste acontecimento à sua maneira, até ao momento em que reaparecimento da menina em circunstâncias também misteriosas, alguns anos mais tarde, traz antigos ressentimentos e emoções ao de cima. 
 
O autor leva-nos então num percurso em que vamos descobrir o que realmente se passou no período em que a menina esteve desaparecida e vamos assistir a vários momentos que são cruciais para um final feliz, que não temos a certeza que irá acontecer.

O final, esse… não vos vou revelar, como é óbvio, mas digo-vos que é algo surpreendente.

Com um toque de inacreditável como já é imagem de marca do autor, este é mais um lindo romance de Guillaume Musso

Classificação: 4,5 – 5