Férias em Saint-Tropez

 

Numa villa em St. Tropez, no sul da França, cinco turistas que não se conhecem – todos eles a fugirem da sua vida do dia-a-dia – veem-se reunidos à força no pequeno Hotel dos Sonhos. Chez Violette parecera ser o refúgio perfeito para o detetive privado Mac Reilly e a sua namorada/parceira, Sunny Alvarez, e para os seus cães Pirate e Tesoro. Sunny chega primeiro e descobre que foram enganados, juntamente com várias outras pessoas que julgaram estar a alugar aquela elegante casa na Riviera francesa. De repente e de forma inesperada, são forçados a solucionar um crime e a desvendar um homicídio, tendo como pano de fundo a soalheira e glamorosa Saint- Tropez.

ISBN: 9789897260490 – Quinta Essência (Leya) / 2013 – 505 páginas


Este é o segundo volume do quarteto Mac Reilly publicado pela Quinta Essência. O primeiro livro deste conjunto (De Malibu, Com Amor) foi uma leitura agradável mas nada de extraordinário. Com mistério e romance, acompanhámos as aventuras de Mac Reilly e companhia por Malibu e também por França. Agora, Mac Reilly e Sunny voltam para desvendar mais mistérios, desta feita na exótica e irresistível cidade de Saint-Tropez, lugar tão desejado pelas celebridades e milionários de todo o mundo. 
Por já conhecer os livros da autora, já sabia bem o que esperar e o livro correspondeu exactamente às expectativas que tinha para ele. Mais uma vez, a autora apresenta-nos uma narrativa agradável, leve e fácil de ler. Com uma escrita simples, acorda a nossa imaginação com as suas belas descrições dos lugares idílicos onde acontecem as suas aventuras ficcionais e deixa-nos água na boca com as pratos gourmet e não só de que os nossos personagens desfrutam. Esta é para mim o grande ponto a favor destes livros. A autora nunca desilude com os seus cenários. 
Os mistérios são sempre interessantes e dão acção e movimento ao enredo e os romances, esses, uns são melhores que outros. No caso deste livro onde os protagonistas são Mac e Sunny, devo dizer que é dos romances mais fracos da autora. Não consigo perceber esta relação e para mim, falta-lhe sentimento e intensidade. A posição de Mac e Sunny quanto ao casamento é ridícula: Mac diz que Sunny é a mulher da vida dele, mas não quer casar e Sunny insiste em querer casar (nunca percebi esta obsessão com o casamento, que triste, parece que só se sente realizada na sua vida se conseguir que o homem lhe meta o anel de casamento no dedo). Por este e por outros factores, não consigo ligar-me com este casal como seria desejável. Tirando esta problemática acho que eles são um casal com todo o potencial, mas a autora estraga o panorama com toda esta insistência irritante no matrimónio. 
Este livro tem vários mistérios interligados que são interessantes q.b.. É verdade que não me deixaram muito ansiosa para descobrir quem era o culpado (ele era assustadoramente óbvio) e que a autora demorou a desenvolver o assunto mas ainda assim, foram muito curiosos de se ler. 
Já nos romances, este livro foi uma embrulhada. Além da confusão que a relação entre Mac e Sunny constituí, os outros romances que se desenvolveram foram tão pobres, tão pobres que fiquei com défice de romantismo a ler o livro. Acho que em vez de esticar tanto o desenvolvimento do mistério, a autora deveria era ter explorado melhor as relações e os problemas pessoais dos outros personagens, dar-lhes mais profundidade psicológica. Assim parece que acabou por juntar os personagens porque era conveniente. 
Este livro não vai ficar na minha memória como um dos melhores da autora, mas gosto sempre de ler os seus livros pelo factor de entretenimento. E pelas viagens que ela me ajuda a realizar. Quero ler os outros dois volumes deste quarteto. 

De Malibu, Com Amor

Quando o detective privado das estrelas de cinema, Mac Reilly, ouve o grito de uma mulher a sobrepor-se ao ruído das ondas a rebentar, a sua vida altera-se para sempre. Uma bela mulher perturbada envergando apenas um negligée preto de renda à porta de uma fabulosa casa de praia aponta-lhe uma arma.
Mac escapa à bala, mas por pouco. Quem é aquela mulher? Dias depois já desapareceu e a Smith & Wesson com que quase o matou aparece no carro dele.
Praticamente ao mesmo tempo, Allie Ray, estrela do grande ecrã e namoradinha da América, desaparece também. As duas mulheres estão relacionadas e Mac vê-se de repente envolvido numa teia de enganos. Vai precisar de ajuda para conseguir apurar toda a verdade.
É aqui que entra em cena Sunny Alvarez. Sunny e Mac têm uma relação marcada por alguns arrufos. Ultimamente, muitos arrufos. Mas agora ele precisa dela mais do que nunca.
Juntos iniciam uma perseguição que os levará da Califórnia do Sul até às praias do México, das ruas de Roma até às zonas rurais de França. Mantêm-se um passo atrás de um assassino esquivo e um passo à frente de uma actriz que só quer desaparecer…
Com as descrições, reviravoltas no enredo e personagens irresistíveis que são a imagem de marca de Elizabeth Adler, De Malibu, com Amor é suspense no seu melhor.
Em Malibu, Mac Reilly é um especialista em crimes relacionados com o mundo do cinema. No entanto, o detetive certamente não esperava deparar com uma mulher em negligée preto a apontar-lhe uma arma. Assim que se esquivou da bala, a desconhecida fugiu. Quem poderia ser aquela beldade misteriosa? Ao mesmo tempo, é anunciado o desaparecimento de Allie Ray, estrela de cinema, querida da América. Mac está convencido de que os dois casos se encontram relacionados… Mas como prová-lo? Para o ajudar, conta com a sua noiva eterna, a sublime Sunny Alvarez. Ambos irão envolver-se numa investigação que os leva da Califórnia às praias do México, das ruas de Roma ao interior da França em busca de um assassino e de uma atriz que quer a todo o custo recuperar o anonimato…

ISBN: 9789897260087 – Quinta Essência (Leya) / 2012 – 352 páginas


 

De Malibu, Com Amor é um livro que marca um novo quarteto da autora Elizabeth Adler. Tenho acompanhado os lançamentos desta autora e fico contente que continuem a publicar os romances dela, que oferecem entretenimento e são leituras leves perfeitas para acompanhar o verão. Em vez de termos uma sinopse, temos praticamente um resumo da obra pelo que não vale a pena estar a repetir as mesmas coisas na minha opinião só porque sim. Por isso mesmo, começo por dizer que já sabia muito bem o que esperar deste livro. Esperava um livro com muito mistério e muito romance à mistura e foi isso mesmo que encontrei. Já descobri que os livros desta autora são perfeitos para mim quando estou a precisar de ler coisas leves, que me ocupem a cabeça por alguns momentos sem puxar muito por mim. São leituras muito fáceis, com uma escrita simples mas ainda assim muito agradável. Para quem gosta de policiais mas gosta de ver também acompanhar uma história de amor, esta é a combinação perfeita. São livros que se devoram num instante e apesar de nunca chegarem, para mim, a ser leituras extraordinárias, conseguem sempre atingir as minhas expectativas: que é passar uns bons momentos na companhia de um livro que descreve boa comida, boas paisagens e um mistério interessante.
Tendo já lido todos os livros anteriores da autora não posso dizer que este Malibu seja dos meus favoritos. De facto, está bem longe de ser o meu favorito. O enredo é simples, com as habituais reviravoltas de um policial mas os personagens é que não me deixaram de todo convencida. MacReilly parece uma personagem interessante e com espaço para progredir ao longo dos restantes três livros, mas já a Sunny provocou-me alguma urticária, com aqueles acessos de mesquinhice, de birras de criança. O romance dele também não chegou a passar do morno/frio, pelo que nessa vertente este livro não foi nada de especial. Já a Allie, é outro caso. Gostei bastante da personalidade dela e parecia promissora na sua descoberta pessoal em França, mas acabou por me desiludir com aquele final.
Em suma, sinto que não há muito mais a dizer sobre este livro: é uma leitura que nos entretém e que nos deixa a babar com as descrições das paisagens e cenários paradisíacos. Mas se queremos algo mais que isto, talvez este não seja o livro indicado. Para mim, estas leituras continuam a resultar em certos momentos da minha vida e em certas disposições pelo factor de entretenimento e por serem histórias com contornos mais simples e mais românticos.

31

Regresso a Itália

O marido de Lamour Harrington morreu há dois anos. Desde então, Lamour deixou-se absorver pelo seu trabalho de arquiteta paisagista, mas nem sequer a criação de belas «salas» exteriores consegue devolver-lhe a paz interior. Quando é confrontada com uma horrível verdade sobre o marido que adorava, Lamour percebe que precisa de um lugar onde se reconciliar com a vida. Regressa à casa na costa amalfitana onde viveu com o pai durante os anos mais felizes da sua infância. Mas a casa das suas recordações contém os seus próprios segredos e obriga-a a enfrentar novas verdades sobre outro homem que amou em pequena. A morte do pai foi mesmo acidental? Ou esconderia alguma coisa que precipitou o seu desaparecimento precoce? 
Dividida entre dois homens misteriosos e irresistíveis, Lamour descobre que o passado tem formas de reaparecer quando menos se espera. E alguém quer assegurar-se que Lamour não revela os segredos daquele refúgio idílico e de sonho. Quando o passado e o presente colidem num clímax demolidor e cheio de suspense, Lamour deve encarar o que mais teme, para encontrar a coragem de viver a vida na sua plenitude. Regresso a Itália é um romance fascinante, que nos excita os sentidos e se lê de um fôlego.

ISBN: 9789898228765 – Quinta Essência (Leya) / 2012 – 344 páginas

Lamour Harrington teve, desde criança, uma vida invulgar. Vivia com o seu pai solteiro, que era escritor e levava uma infância despreocupada. Quando o seu pai, Jon-Boy decide ir viver para Itália para escrever o seu livro, leva a filha consigo. Lamour ali viveu durante algum tempo, até que o seu pai decidiu que a filha tinha de retomar os seus estudos e seguir com a sua própria vida. 
E foi isso que Lamour fez, com a ajuda da sua maravilhosa melhor-amiga Jammy e com o seu marido, Alex. Ou pelo menos assim pensava ela, até que o seu marido morre num acidente de viação e dois anos depois, Jammy decide contar-lhe sobre a verdadeira natureza de Alex. Lamour reconhece que após o período de luto que viveu, merece começar uma nova fase da sua vida e esse novo nascimento, novo começo, começa com Lamour descobrir o que realmente descobriu ao seu pai. As circunstâncias misteriosas que envolvem a morte de Jon-Boy assaltam Lamour há muito tempo e este regresso a Itália promete ser tudo aquilo que ela espera. 
O enterro do passado e o nascimento de um novo futuro. E isto tudo, polvilhado com doses saudáveis de amor e sensualidade. 

Os livros de Elizabeth Adler têm todos uma fórmula que não desilude. Para os leitores que gostam de descontrair com uma leitura leve com uma pitada de romance, estes livros são os ideais. No meio do mistério e do amor, a autora leva-nos sempre a viajar pelas mais variadas partes do mundo e mergulhar nas suas páginas é como estar realmente dentro de um guia de viagens, a conhecer os países e as regiões que ela tão bem retrata nas suas obras.
Os cenários paradisíacos não faltam nestes romances e estas leituras acabam por proporcionar verdadeiros momentos de relaxamento. São um óptimo exercício para a mente descansar e esquecer, ainda que por breves momentos, as preocupações do quotidiano.
É sempre com este pensamento que entro nas leituras de Elizabeth Adler e é por isso que as obras dela continuam a cativar o meu interesse. 
Posso dizer que os livros dela descansam o meu intelecto e penso sempre neles como um calmante ou como um refúgio inesperado. Por algumas horas posso viajar para Itália, para França ou para qualquer outro recanto do mundo. 

Regresso a Itália acaba por ser familiar devido a tudo o que disse aqui em cima. Respeita a fórmula a que a autora já nos habituou, mas nem por isso representa uma desilusão. Como sempre, a autora apresenta-nos um enredo muito leve, misterioso e cativante o suficiente para que se possa ler de uma assentada. 
Os personagens são bem construídos dentro da história que aqui se pretende. Os protagonistas passam sempre por uma jornada até chegarem ao final feliz. E nessa jornada, descobrem sempre algo que muda a sua vida. Seja o amor, seja algo que abala o centro do seu ser. Muitas vezes, descobrem as duas.
De alguma forma, todos os livros são uma jornada pessoal e cada personagem que a autora constrói tem de ultrapassar certos obstáculos para poder crescer dentro de si mesmo e tornar-se uma pessoa diferente. 
A escrita da autora é fluída e isso ajuda a que o leitor se integre muito bem dentro destes enredos. As paisagens e as descrições são deliciosas e a forma como a autora ajusta estes locais ao seus enredos e às suas personagens é feito de uma forma sublime e eficaz.

Não posso dizer que estes livros sejam muito diferentes uns dos outros, mas são sempre leituras agradáveis e é isso que me traz sempre de volta a esta autora. Parto sempre para estas leituras à procura de um escape e é sempre isso que encontro. E para mim, isso é mais que suficiente. 
Gosto destes livros porque me trazem sempre um sentimento de calma. Sabem a férias, de facto. 
Gosto de viajar através das páginas desta autora. E é isso que pretendo continuar a fazer. 

Opiniões da mesma autora:
     


Encontro na Provença

No Sul da França, os segredos serpenteiam pelo campo ensolarado como os ramos das videiras – e como um bom vinho, tornam-se melhores a cada ano que passa. Mas Franny Marten sabe pouco desse mundo. Tudo o que serpenteia através da sua pequena casa de campo na Califórnia é o sonho de se apaixonar. Franny pensava que o sonho podia tornar-se realidade – até que conhece a mulher do seu amante! Mas, quando começa a sentir que o seu coração já ficou destroçado demasiadas vezes, Franny recebe uma carta misteriosa que muda tudo… A carta é um convite para uma reunião da família Marten num château na Provença. Sabendo pouco sobre a família, Franny decide arriscar e faz as malas para a aventura de uma vida. A sua decisão de ir a França irá empurrá-la para um mundo na orla do tempo, onde o azul do Mediterrâneo se mostra ao longe com a promessa de que tudo é possível. E quando Franny descobre por que motivo o destino a levou à Provença, vai finalmente entender que quando se trata de amor, às vezes nem tudo é o que parece. Às vezes, é ainda melhor…

ISBN: 9789898228574 – Quinta Essência (Leya) / 2011 – 361 páginas

Franny Marten é uma jovem do Oregon que teve de lutar pela vida desde os seus dezassete anos após ter perdido ambos os seus pais. Viu-se obrigada a trabalhar em vários sítios para poder pagar o seu curso de veterinária e sempre viveu de forma frugal. Agora finalmente tem um trabalho estável, a sua casa apenas a si e ao banco pertencem e Franny encontra-se realizada. Pelo menos, na parte profissional da sua vida. Já a sua vida amorosa é outra coisa. Franny que apenas quer encontrar um homem que cuide de si e que a ame por quem ela é, tem um mau gosto incrível. O seu namorado do momento, Marcus, passa a vida a criticar o seu aspecto e o seu estilo de vida e Franny sabe que esta relação está prestes a chegar ao fim, embora ela não tenha força de carácter o suficiente para ser ela própria a terminar esta ligação amorosa. 
Mas Franny é surpreendida quando descobre, pela própria mulher de Marcus, que este é casado e que mandou a sua esposa terminar o caso amoroso. Franny decide então para consigo mesma, esquecer os homens e concentrar-se noutros aspectos da sua vida. Como a sua carreira de veterinária.
Mas então conhece Jake Bronson, um homem irresistível e que a conquista desde o primeiro momento. Claro que quando ele desaparece sem lhe deixar uma explicação, Franny está convencida que mais uma vez foi enganada pelo sexo masculino e decide fechar o seu coração em copas.
Contudo, o destino dá sempre as voltas mais mirabolantes e os dois voltam a encontrar-se na reunião em Provença para que Franny foi convidada. É a reunião da família Marten, da qual Franny não sabe nada pois o seu avô há muito se havia desvinculado destes parentes. Agora, no entanto, Franny abraça a ideia de conhecer novos familiares, uma família que paira na sombra de dois assassinatos. Resta saber se Franny irá de igual forma, abraçar a ideia de perdoar Jake Bronson, o único homem que a fez sentir-se especial.

Os livros desta autora já não constituem grande surpresa para mim, como é fácil constatar. Estou mais que habituada à sua escrita simples, sem grandes efeitos ou complicações. É um discurso feito para entreter e envolver o leitor numa aventura e é isso que a autora consegue fazer sempre. 
Com as suas descrições de cenários paradisíacos  é sempre garantido que estas leituras façam o seu leitor descontrair e sonhar que se encontram nestas praias e nestes cenários de férias muito apelativos.
Uns livros são mais virados para o romance, outros mais para o mistério. A linha é ágil e é certo que nos livros de Elizabeth Adler poderemos sempre encontrar algo dos dois. Neste caso, em Encontro na Provença, acho que a balança tende claramente para o romance. Não houve grande mistério para desvendar, apenas esperar que o assassino encontrasse justiça e portanto o foco manteve-se no romance entre os vários personagens desta obra.

Tive oportunidade de ler sobre a região da Provença e também tive a oportunidade de revisitar Saint Tropez, com Lola e Jack Farrar do livro Verão na Riviera. Engraçado como já não é a primeira vez que a autora refere os seus livros em passagem. Acho curioso e é uma oportunidade de termos um breve relance de outros personagens que já conhecemos de outra altura. E um pouco egocentrista, mas deixemos esta última passar.
Por isso, aquilo que posso dizer, é que continuo satisfeita com esta fórmula da autora e enquanto não me fartar, posso dizer que vou continuar a ler os seus livros. Entretém-me, como sempre digo. São leituras leves, com sabor a férias e que me permitem voar para sítios distantes que gostaria, algum dia, de visitar.  
Opiniões da mesma autora:


   


Viagem a Capri

Quando o magnata inglês Sir Robert Waldo Hardwick morre de forma misteriosa num acidente de viação, deixa uma carta a nomear seis pessoas que suspeita lhe tenham desejado a morte. Daisy Keane e o investigador Harry Montana juntam-se para levar os suspeitos (e outros convidados como manobra de diversão) num fabuloso cruzeiro pelo Mediterrâneo, com todas as despesas pagas pelo falecido Sir Robert. O mistério aumenta à medida que vão aportando em Monte Carlo, Saint-Tropez e Sorrento. E as reviravoltas inesperadas são apenas o princípio. 
Por fim, chegam à bela Villa Belkiss em Capri, onde será lido o testamento de Sir Robert… e o assassino desmascarado. Com a beleza da paisagem do Yorkshire, as estâncias do Mediterrâneo e o magnífico iate de cruzeiro, mais a atracção intensa entre o solitário Harry Montana e a desconfiada Daisy, as paixões inflamam-se e o encanto da Villa Belkiss deslumbra. 

ISBN: 9789898228451 – Quinta Essência (Leya) / 2011

Daisy Keane teve um passado que não gosta de recordar. Estava na mó de baixo quando conheceu Bob Hardwick. O marido tinha-a deixado por uma loira, sensual e bem mais nova que ela. Com ele tinha-lhe levado tudo: o carro, a casa e os poucos pertences que tinha. Agora está praticamente na penúria, com apenas 500 dólares na conta bancária. Começa a entrar em desespero, mas Bob Hardwick, que já passou por tempos difíceis e sabe o que é ser pobre, salva-a. Por isso mesmo, acaba por empregar Daisy como sua assistente pessoal e acaba por criar uma boa amizade com a mesma.
5 anos depois, Daisy recebe a notícia de que Bob Hardwick faleceu na sequência de um acidente rodoviário. Daisy fica devastada com a notícia, e aquando o funeral de Bob conhece um dos seus amigos mais antigos. 
Harry Montana conhecia Bob há 10 anos e recentemente, Bob entrou em contacto com Harry porque tinha andado a receber mensagens estranhas e um pouco ameaçadoras. Homem rico como é, Bob fez no decurso da sua vida alguns inimigos. Este também sabe que Harry Montana é o melhor investigador e por isso, entrega-lhe uma lista com 6 “inimigos” seus. Pessoas que poderiam ter algo contra Bob e que poderiam querer fazer-lhe mal.
Montana acaba a contar tudo isto a Daisy e explicar-lhe que Bob foi assassinado e que o próprio organizou um cruzeiro com destino a Capri, o cenário descontraído perfeito para que Daisy e Montana descubram juntos quem foi o culpado da morte de Bob.

Este é o quinto livro de Elizabeth Adler que leio e não pretendo que seja o último. Apesar de não serem livros extraordinários, são leituras descontraídas que me permitem variar um pouco as minhas leituras e é isso que me continua a apelar nos livros de Elizabeth. Não só tenho o prazer de viajar pelo mundo inteiro através das suas palavras, como acabo por me descontrair e fingir que estou mesmo nos cenários paradisíacos que a autora descreve. São livros fantásticos para mudar o ritmo, ler um romance leve e desvendar um ou outro mistério. 
Adoro este tipo de género de livro onde as autoras misturam o mistério com o romance. Embora para mim as rainhas do género seja a Nora Roberts e a Sandra Brown, Elizabeth Adler acaba também por entrar no top das melhores, porque junta todas estas paisagens magníficas. 
A sua escrita é leve, agradável, sem grandes ornamentos. O seu discurso é simples, com bastantes descrições e por isso mesmo, os seus livros lêem-se num fósforo. É outra qualidade nos seus livros que me agrada bastante.

Daisy e Montana foram um casal que eu gostei, apesar de a autora não ter desenvolvido muito o romance entre os dois. Achei que tinham uma dinâmica muito descontraída, bastante apropriada para o cenário em questão. Embora não haja grande desenvolvimento das personagens (o foco esteve mais no mistério) este foi um daqueles romances que nem me aquecem, nem me arrefecem. Foi agradável, mas mas. Faltou ali qualquer coisa.
Já o mistério de quem matou Bob Hardwick foi mais empolgante, apesar de eu ter conseguido adivinhar parte da solução. Digamos que me escapou um pequeno pormenor. Contudo, o facto de ter acertado não me entristeceu de maneira nenhuma. É sinal de que estive atenta, ou então foi apenas simples. Não sei. De qualquer das maneiras, gostei bastante de acompanhar o caminho para a verdade, apesar da ideia de juntar os suspeitos num ambiente controlado não seja completamente original.

Sumariamente, os livros da Elizabeth continuam a proporcionar-me momentos descontraídos, relaxantes e que sabem a férias. É o que me atrai nestas leituras e por isso, tenciono continuar a ler a autora (se bem que isto pode vir a mudar, para já, sinto-me contente com esta leituras, ainda que não completamente preenchida).

Opiniões da mesma autora:

      


     

Verão na Riviera

A americana Lola Laforêt pensava que tinha tudo: um casamento estável com Patrick, um francês muito encantador, e o Hotel Riviera, um espaço mágico voltado para o azul do Mediterrâneo, a sua grande paixão. Até que um dia Patrick desaparece misteriosamente sem deixar rasto…
Seis meses depois, Jack Farrar, um americano que passeia pelo mundo a bordo do seu barco, lança âncora na enseada do Hotel Riviera e vai mostrar a Lola o verdadeiro significado do amor. 
A atracção entre ambos é imediata, mas, após o que aconteceu com Patrick, Lola receia envolver-se novamente. Será Jack um homem de confiança? Quando a polícia a questiona acerca do paradeiro do marido e, em seguida, várias pessoas suspeitas reivindicam a posse do Hotel Riviera, Lola recorre à ajuda de Jack para encontrar o misterioso Patrick e resolver, de uma vez por todas, o seu futuro. 
ISBN: 9789898228338 – Quinta Essência (Leya) / 2010

O Hotel Riviera é um pequeno refúgio no sul de França. O hotel encontra-se situado mais propriamente em Cote d’Azur, perto de Saint Tropez, uma zona normalmente associada a riqueza, a extravagância. Um paraíso azul, invejável, onde Lola March Laforêt mantém o seu pequeno hotel que prima pela simpatia, qualidade de serviço e pela gastronomia saborosa. Isto porque Lola, não é só a gerente deste simpático hotel, mas também a chef de serviço. Este hotel é o orgulho de Lola e é também a sua razão de viver. Sem este espaço, Lola não seria nada, além de ficar sem casa e sem emprego. É, sem dúvida alguma, a sua joie de vivre. O hotel foi construído transformado depois de se ter casado com Patrick Laforêt, o francês que conquistou Lola em Las Vegas. Contudo, Patrick não pode ser considerado o homem de sonho de nenhuma mulher, pois além de ter o vício do jogo, tem também o vício das mulheres e há seis meses que este desapareceu e deixou Lola desamparada e com o casamento em suspenso. 
Lola sabe perfeitamente que a única razão plausível para este desaparecimento é outra mulher, porque o seu marido é um ser-humano completamente previsível. Assim, Lola mantém a gerência do hotel por mais um verão, que sem ela saber, iria mudar o resto da sua vida. 

Quando vê uma embarcação atracar na enseada onde tem o seu hotel, com um homem completamente fora do vulgar como comandante da embarcação, mal sabe que a sua vida vai dar uma reviravolta completa. Jack Farrar, um americano de Newport, e que adora viajar pelo mundo, não sabe igualmente, que quando conhecer Lola March Laforêt, a sua vida dificilmente será a mesma…

Sendo eu, conhecedora das obras de Elizabeth Adler, posso com certeza, dizer que Verão na Riviera não é dos seus melhores livros. De facto, esta leitura deixou muito a desejar, tal como a anterior já tinha deixado. Não posso dizer que vou deixar de ler esta autora, porque seria uma mentira, mas a verdade é que depois de ter lido Romance na Toscana, ainda não consegui ler outro livro dela que lhe comparasse ou superasse. 
Este livro foi ligeiramente mais mistério do que romance, ao contrário dos anteriores. O foco principal está no desaparecimento de Patrick Laforêt e o romance é posto em segundo lugar e na verdade, fez a autora muitíssimo bem, pois foi exactamente o mistério que salvou o livro. 
A escrita da autora continua ao nível de sempre e esse é um elemento constante que continua sempre a agradar-me – uma escrita leve, fluída e sem nenhum floreio em especial. É a típica leitura destinada a limpar a mente, leve e descontraída. Outro elemento constante na autora e aquele que vejo como sendo a sua imagem de marca, é as viagens que ela leva os seus leitores a fazer. Se quer viajar mas não o pode fazer por qualquer motivo, ler os livros de Adler é uma segunda escolha igualmente compensadora. A autora leva-nos a todo o mundo e neste livro podemos conhecer melhor o sul de França: Cote d’Azur, Marseille, Saint Tropez, e também um pouco de Itália. 
Podemos deliciar-nos com as paisagens que a autora nos descreve, mas também com a gastronomia a rigor. Esta é uma marca indelével nestes livros. 

O mistério não foi propriamente surpreendente, mas ainda assim, conseguiu trazer-me algumas surpresas com as quais eu não esperava. Gostei, sobretudo, da participação de Miss Nothingale, uma das hóspedes usuais do hotel Riviera, viúva de um ex-inspector da Scotland Yard, que tem uma mente desperta, ágil e que é a personagem que acaba por descobrir a pólvora, a chave do mistério de Patrick. 

Contudo, o romance entre Lola e Jack desiludiu-me um pouco, foi um bocado pãozinho sem sal. Estava à espera de um romance arrebatador, digno do paraíso de sul de França e acabei por criar expectativas demasiado elevadas para este casal. Tiveram alguns momentos ternurentos, mas foi apenas isso. As próprias personagens tiveram um desenvolvimento muito superficial, especialmente Lola que é abandonada pelo marido e esperava mais exploração desta personagem. Já para não falar que achei ridículo que ela tivesse uma galinha como animal de estimação e achasse que a galinha a amava e compreendia. Eu gosto de te mente aberta, mas há coisas que simplesmente me parecem absurdas. Enfim.

Concluindo, este livro não me encheu as medidas, apesar de a vertente misteriosa ter sido interessante, bem como a luta pelo Hotel. 
Uma leitura que não deve ser feita com muitas expectativas, mas que entretém. 
Espero que o próximo livro de Elizabeth Adler me conquiste de forma mais notória. 


Opiniões da mesma autora:
    

Lua-de-Mel em Paris

Deixe-se levar pelos sentidos nesta viagem à cidade mais romântica do mundo.

Paris, a cidade mais romântica do mundo, é palco de luas-de-mel de sonho e de paixões recentemente descobertas. E para Lara Lewis é o lugar onde ela e o marido viveram o amor no seu melhor. Mais de vinte anos depois, Lara deseja reacender a chama do seu casamento e planeia uma aventura romântica para os dois: reconstituir todos os momentos da sua idílica lua-de-mel em Paris e pela França, visitar os mesmos lugares, comer nos mesmos restaurantes, explorar as mesmas aldeias mágicas. Porém, quando o marido lhe diz, à última hora, que existe outra mulher na sua vida, o coração de Lara quase se estilhaça em mil pedaços.

Algures na estrada da vida, Lara perdeu-se a si própria. Agora, terá de descobrir um novo rumo para a sua existência. Inesperadamente, Lara dá um passo ousado e convida um homem, mais novo e com quem ela acaba de se envolver, para fazer a tão desejada segunda lua-de-mel. O que se segue é a história de dois apaixonados errando pela França numa louca aventura romântica, que se inicia com voos perdidos e bagagem extraviada e termina como sendo a viagem de uma mulher para se encontrar a si própria e ao amor que lhe escapou a vida inteira.

Lua-de-mel em Paris é uma incursão apaixonante pelos sabores, sons, paisagens e aromas de França e a história de uma mulher que se reconcilia com o seu passado e se converte na mulher que sempre desejara ser.


ISBN: 9789898228239 – Quinta Essência (Leya) / 2010

Lara Lewis, mulher de Bill Lewis há vinte e cinco anos – um muito aclamado doutor que tem como primeira prioridade e única, a carreira – quer celebrar a segunda lua-de-mel com ele, reconstituindo aquele que foi o percurso que eles fizeram há tantos anos atrás, quando estariam no auge da paixão e recém-casados, com a vida e o amor pela frente. Contudo, este diz-lhe que é chamado por questões de trabalho a Pequim e Índia e portanto, têm que adiar este evento. A questão é que Lara sabe que Bill não irá viajar sozinho e sabe igualmente que este arranjou uma mulher mais nova para o entreter. Desamparada e a sentir que a sua vida está a desmoronar, Lara vai passar uns dias na sua casa de praia, em Camel, para descansar a cabeça e tentar controlar as suas emoções. 
E é aí que vai conhecer Dan, um homem que é alguns anos mais jovem que ela, mas que rapidamente a consegue tirar do sério e lhe mostra um desejo e uma paixão avassaladoras, como ela nunca conheceu. 
Quando sabe que Bill já não irá voltar para fazer com que o seu casamento não se perca nas páginas da história do tempo, num impulso decide partir para França com Dan e fazer assim o percurso que tinha planeado e acaba por se apaixonar por Dan, sem sequer se aperceber. Em França, descobre que com Dan pode ser a mulher que sempre sonhou em ser – livre, desinibida, mas lá no fundo, uma voz ainda lhe diz que ela não pertence ao lado de Dan – jovem, viril, belo. E as recordações da primeira lua-de-mel com Bill assaltam-lhe o pensamento…
O que fará Lara? Abraçará o seu novo amor e a sua nova vida e liberdade ou continuará a reprimir quem é, junto daquele que envelheceu com ela e com quem partilhou metade da sua vida? Escolherá ser feliz e apaixonada ou resignada com memórias não muito felizes?

A minha experiência com este livro não é fácil de explicar, mas prometo que farei o melhor que conseguir. O que acontece é que eu sinto-me muito dividida quanto a esta história. Em geral, posso dizer que gostei do livro, que me encheu as medidas até certo ponto, mas por outro lado, fiquei desiludida com as circunstâncias em que o enredo se apresentou e com a forma como a trama acabou por se desenvolver. As personagens não foram das minhas preferidas, mas sentia-me também ao mesmo tempo, desejosa de ler o livro. Não porque não estava a apreciá-lo, mas exactamente o contrário – estava a gostar muito de ler o livro. Complicado, não é? Então vamos por partes.

Já tendo lido outros dois livros da autora, já sabia o que podia esperar encontrar neste Lua-de-Mel em Paris e foi isso mesmo que encontrei. A sua escrita deliciou-me como sempre – agradável, muitíssimo fluída, de tal maneira que só me apetecia largar o livro apenas quando este acabasse. Um dos meus aspectos preferidos desta autora é que ela leva os seus leitores a passear por todo o mundo e isso é já, para mim, a sua imagem.
Uma história leve, com sabor a paixão, onde o cenário nos seduz igualmente. A ideia do enredo é muito boa e é capaz de agradar a qualquer coração romântico, pela sua leveza e pela aura de felicidade e de amor que emana. É uma daquelas histórias que nos faz sonhar acordados, nem que seja só um pouco.  
A viagem que acompanhamos neste livro é toda ela um misto de emoções: desespero, infelicidade, nostalgia. Mas a contrabalançar tudo isto, temos uma viagem completamente mágica, sedutora, cheia de paixão e desejo. Quente, paradisíaca. Fria e reconfortante. Um sonho propriamente dito. 

As personagens centrais são Lara e Dan. Lara acaba de fazer 45 anos quando conhece Dan que está na casa dos 30 anos. A princípio, não conseguimos perceber nada que ligue estas duas personagens – ela é sofisticada, ele um homem simples e despretensioso. Contudo, não conseguem negar a atracção que existe entre os dois e sabem que nunca sentiram nada do que estão agora a sentir e isso é o que os liga, embora Lara não consiga perceber porque é Dan, um jovem atraente, se interessou por uma mulher mais velha que já tem uma peles aqui e acolá. E depois temos Bill, o marido infiel de Lara. E aqui começam os meus problemas com a história.

Eu sou uma opositora veemente a tudo o que possa conduzir a qualquer tipo de adultério, seja ele de que maneira for, em que circunstâncias se apresentar. Mesmo quando existe uma possível justificação, eu não consigo compreender nem concordar com este tipo de atitude. A meu ver, nenhuma relação pode abrir espaço para outra pessoa e para mim não é admissível que mesmo quando isto aconteça, a relação possa continuar igual. Das duas uma: ou existe perdão, ou então existe ruptura. O que se sucede neste livro é uma situação que eu não consigo conceber de maneira nenhuma. O marido trai a mulher, a mulher trai o marido e o casamento fica em suspenso até que um deles se digne a lembrar-se de que é realmente comprometido legalmente e emocionalmente com outra pessoa e que alguma das coisas tem que ceder – ou o casamento, ou o caso. 
Ora, irritou-me para já, que ambas as partes do casamento fossem infiéis (embora a autora escreva a história de maneira a que o leitor se compadeça da Lara e que assim a sua infidelidade seja desculpada) e depois, irritou-me igualmente que a própria Lara, uma mulher já feita e com idade para ter juízo, não tivesse o bom-senso e racionalidade suficiente para tomar uma acção e ir em busca do amor, sem ser preciso enganar o marido com a sua imoralidade e acabasse também por mentir, conscientemente a Dan. Não gostei da personagem e irritou-me que, sendo uma mulher madura, fosse tão cega para a vida. E burrinha. Sim, a mulher não sabia ler um mapa, nem conduzir sem andar a bater com o carro em muros. Credo, é pior que ler anedotas de loiras (nada contra as loiras, atenção).

Mas, apesar de a Lara ser uma personagem muito pobre, eu gostei muito de ler o romance entre ela e Dan e acho que teve um desenvolvimento bastante gratificante, se eu escolher tirar da minha mente o tal “pro-maior” que me chateia e por isso mesmo é que me é tão difícil explicar o que senti com esta leitura. Porque eu gostei, francamente, de ler o livro. Não gostei é dos aspectos que enunciei e se tivesse que descrever o livro com apenas uma palavra, escolheria: contraditório. Porque é isso que ele é e é assim que me sinto quando penso neste livro. É uma leitura agradável e leve por um lado, frustrante por outro e parece por vezes, que estou a ler um romance de uma adolescente com crises existenciais.

Vá lá é que a autora conseguiu não me desiludir noutros aspectos e por isso mesmo,vou continuar a ler os livros dela, que conseguem sempre dar-me bons momentos, mesmo que neste caso último, isso seja um pouco relativo.
É o livro mais fraco dela que já li até agora, mas continua na minha lista a ler. Uma sugestão leve, que nos leva a percorrer França de norte a sul e a conhecer os sítios mais apaixonantes deste país.

Opiniões da mesma autora:

  
  
    

Romance na Toscana

Gemma Jericho é uma médica nova-iorquina a braços com uma filha adolescente que não lhe dá um minuto de descanso e uma mãe que se preocupa com o facto de ela não ter vida própria. Por isso, quando a mãe, Nonna, recebe uma carta informando-a de que recebeu uma misteriosa herança na Toscana, Gemma, a donzela de gelo, arrisca: as três deixam para trás as precauções e partem para Itália em busca de um sonho e de uma nova vida.

Mas o que as três encontram no paraíso da Toscana não é exactamente o que haviam sonhado. Afinal, a herança de Nonna, uma bela villa a necessitar de obras, pode pertencer a um americano, Ben Raphael. Entre Gemma e Ben surge de imediato uma forte atracção, mas a relação amorosa é abalada pela intensa disputa imobiliária.

Será o amor de ambos suficientemente forte para resistir a todas as provações? Ou prevalecerá a força dos laços que ligam Gemma, Nonna e Livvie?

Gemma terá de escolher entre o homem que ama e a herança da família. E a sua vida nunca mais será a mesma…


ISBN: 9789898228154 – Quinta Essência (Leya) / 2009


Romance na Toscana é o segundo livro da autora Elizabeth Adler que leio. A estreia, fez-se com a obra intitulada Casamento em Veneza e foi uma experiência muito positiva. Por isso mesmo, as expectativas para este segundo romance eram um pouco mais elevadas, não só por ter gostado do livro anterior mas também por ter consciência de que o livro tinha como cenário Toscana, em Itália. Itália é um dos países que mais gosto. Apesar de já o ter visitado, em especial a área de Florença e arredores, não foi nem de perto nem de longe tudo aquilo que queria ver dentro desta nação. No entanto, sempre que tenho a possibilidade de ler um livro com cenário italiano, faço-o com imenso prazer por saber que vou ter a oportunidade de ler descrições que me deixam com água na boca e com saudades de voltar para explorar muito mais que aquilo que fiz.
E assim, lancei-me a este romance de Elizabeth Adler que prometia deixar-me extasiada, com o paraíso toscano.  

Nova Iorque é uma cidade estonteante. Sempre em movimento, ninguém pára para apreciar a beleza de um universo de betão criado pelo Homem, uma cidade que nunca dorme e que está sempre cheia de cores, movimento e vida. Dois nova-iorquinos: Gemma Jericho e Ben Raphael. Uma médica e um homem de negócios muito bem sucedido e também artista, quando tem tempo para o ser. Ambos vivem uma vida ocupada, sem tempo para aproveitam as boas coisas da vida. Ambos são pais solteiros e apesar de amarem as suas filhas com uma forte determinação, pouco tempo têm para elas devido às suas profissões exigentes. 
Gemma esconde um segredo, uma culpa que a atormenta todos os dias. É conhecida como uma donzela de gelo, celibatária há 3 anos, por motivos não totalmente conhecidos. Mas isto está prestes a mudar…
A vida de Gemma, Livvie  (a sua filha) e Nonna ( a mãe de Gemma) vai mudar completamente de rumo, após Nonna receber uma carta que a informa que tem uma herança a receber na aldeia de Bella Piacere, a sua terra natal. Esta herança consiste numa villa nesta pequena aldeia, que precisa de vários cuidados e precisa de ser remodelada com alguma urgência. E assim estas três mulheres metem-se a caminho de Itália, para poderem reclamar a sua herança. Aquilo que acabam por encontrar, ultrapassa todas e quaisquer expectativas e cada uma das três mulheres se apaixona tanto pela aldeia como pela própria villa que denota já algum cansaço. O problema é que Ben Raphael alega que é o proprietário legal da sua villa Piacere e tem os documentos que comprovam a sua afirmação segura. E agora, Gemma Jericho determinou Ben como seu inimigo nesta batalha de interesses, para determinar a quem, realmente, é que pertence a terra. Se à família Jericho, se à família Raphael. 
O problema é que a atracção entre os dois é inegável e veio complicar as coisas… de uma maneira que nenhum deles consegue perceber.

Mais uma vez, fiquei surpreendida com a escrita de Elizabeth Adler. Não sabia ao certo o que poderia vir a encontrar, mas acabei por ficar admirada com a obra. A escrita da autora é muito fluída e permite que o leitor tenha uma leitura rápida bem como agradável. Os capítulos pouco extensos e os vários POV’s (points of view – perspectivas; pontos de vista) permitem que o leitor não se canse muito da narrativa. A autora organizou o enredo de uma forma simples e intuitiva, que torna o ritmo de leitura muito dinâmico. 
Estou muito agradada com esta autora, embora tenha que referir que a sua obra anterior e esta são bastante diferentes. Casamento em Veneza é um policial romântico e este Romance na Toscana é um romance, que embora tenha algum mistério, tem um tom completamente distinto do anterior. 

Esta autora gosta muito de rechear os seus livros com descrições dos vários sítios por onde passa. É muito viajada e presenteia os seus leitores com um cheirinho de cenários idílicos, um pouco por todo o mundo. Com ela já viajei por Xangai, Paris, Veneza, Roma, Florença, Capri… sítios por onde a minha imaginação se pode perder de uma forma maravilhosa, tendo como guia as descrições maravilhosas que Adler faz. 
Pessoalmente gostei muito mais deste Romance na Toscana do que o livro anterior. Embora sejam ambos leituras fáceis e muito bonitas, este livro acabou por se revelar mais especial para mim. Tem uma história muito mais tocante, muito mais sentimental e o romance é bem mais bonito e romântico. Gostei muito de todas as personagens, acho que todas elas foram bem exploradas e a tal mudança de POV’s fez com que pudesse conhecer de uma forma diferente cada um deles. 

Reitero o que disse na minha opinião de Casamento em Veneza, é uma autora que pela sua simplicidade consegue conquistar os seus leitores. Vou continuar a acompanhar os trabalhos desta autora, com grande prazer. 

Perfetto.         


Opiniões da mesma autora:

Casamento em Veneza

Uma súplica leva-a a Veneza e muda a sua vida…

Mas um homem pode acabar definitivamente com ela…

Apesar de viver na cidade mais romântica do mundo, Precious Rafferty nunca se apaixonou perdidamente. Até que conhece Bennett James. Estará na altura de se deixar, finalmente, arrebatar pelo romantismo e ter o casamento dos seus sonhos em Veneza?

Do outro lado do mundo, em Xangai, Lily Song, prima de Precious, guarda um valioso e perigoso segredo de família. Quando Lily suplica a Preshy que se encontrem em Veneza e a alerta para os perigos que corre, a vida de ambas vai mudar para sempre.

Entretanto, em Paris, Precious conhece o escritor Sam Knight, um homem cativante, mas desencantado com a vida. Precious sente Sam cada vez mais próximo de si e receia que ele esteja também enredado nesta emaranhada teia de perigo e desejo. Será que Sam também não é quem aparenta ser? Esconderá algum segredo terrível? Em Veneza, Precious terá de serpentear através de um labirinto de traição e sedução para descobrir a quem poderá confiar, de uma vez por todas, o seu coração… e a sua vida.

Empolgante, exuberantemente descritivo e inteligente, Casamento em Veneza é um jogo do gato e do rato com muitas reviravoltas e romances arrebatadores. A mestria narrativa de Elizabeth Adler no seu melhor.

ISBN: 9789898228048 – Quinta Essência / 2009


Casamento de Veneza marca a minha estreia com a autora britânica Elizabeth Adler. A autora é desde 2009 uma aposta da editora Quinta Essência, uma chancela da Leya que se concentra em literatura feminina. Pouco sabia sobre esta autora e sinceramente, nunca foi uma autora que se destacasse dentro do mercado editorial e que me chamasse muito à atenção. Então porquê é que peguei neste livro e decidi experimentar a autora?
A resposta é muito simples: eu adoro descobrir novos autores. Interessa-me sempre poder ler coisas novas, descobrir novos livros, novos enredos, novos mundos e portanto, novos autores. Nunca se sabe onde se pode esconder um verdadeiro talento. 
Por isso mesmo, decidi dar uma oportunidade a esta autora e como gosto muito de livros que misturem policial com romance, decidi que a probabilidade de vir a gostar dos livros desta autora até era bastante favoráveis.

Precious Rafferty é uma mulher que está satisfeita com a vida, até certo ponto. Tem um negócio de antiguidades que herdou do avô, vive e trabalha numa cidade linda e considerada das mais românticas do mundo. Com o cenário parisiense a que tem direito, seria de esperar que a sua vida romântica fosse a ideal. Mas é exactamente o contrário, pois o amor verdadeiro, pelo qual Preshy anseia ainda não lhe bateu à porta. No entanto, quando inesperadamente conhece o sedutor Bennet James tudo parece encaixar no sítio correcto, pois ele parece ser o homem perfeito para ela. Até ele a ter abandonado no altar. 
Num cenário completamente diferente em Xangai, Lily Song – filha de pais pobres, jurou que nunca mais iria passar dificuldades económicas e por isso mesmo, gere o seu negócio de antiguidades com alguma liberdade. No entanto, depois da sua mãe morrer, recebe de herança um artefacto que tem estado na família há vários anos e que vale milhões de dólares. Os boatos instalam-se e quando Lily se apercebe, já várias pessoas indesejáveis estão interessadas na sua herança de família, e Lily acaba por temer a sua vida. 
Pior que isso é que o boato já foi arrastado para Precious Rafferty, a prima que nunca teve oportunidade de conhecer. Por isso mesmo, tem que a avisar dos perigos que pode correr, mesmo sem saber. 
Precious jurou nunca mais ser enganada e decidiu tirar férias de relacionamentos. Até que conhece Sam Knight, um homem misterioso, com um olhar assombrado e com alguns segredos. Precious, apesar de todas as recusas e reservas, começa a sentir-se atraída por Sam, um escritor de mistérios e de suspense. Mas não consegue deixar de se perguntar se a maneira como se conheceram foi assim tão inocente quanto isso. E quando este se oferece para tentar desvendar o mistério da Lily, Precious começa a desconfiar dos motivos de Sam… será que ela poderá confiar nele? Ou terá Sam motivos ulteriores, escondidos para além da superfície? 

Considerando que esta é a minha estreia com a autora posso dizer que me encontro deveras satisfeita com a minha leitura e a qualidade da mesma. É certo que as minhas expectativas não eram muito altas, mas acabei por gostar mais do que estava à espera. As opiniões quanto a esta autora dividem-se um pouco e creio que por isso mesmo, me encontrava de pé atrás. 
No entanto, Adler acabou por me surpreender com a sua escrita leve, sem grandes malabarismos e com um enredo simples, mas apesar de tudo, cativante. 
O suspense e o mistério apesar de básicos e óbvios, cativaram o meu interesse e mantiveram-me grudada ao livro. O romance não foi nada de especial, mas complementou bem o enredo do livro e a autora não deixou nenhuma ponta solta. Contudo, fazia muita falta um epílogo para que o leitor pudesse ficar com uma sensação mais segura de desfecho da história quanto aos personagens principais. 
Não irei dizer que o livro ficou marcado de maneira especial. Infelizmente, não aconteceu isso. Mas foi uma leitura que me deu algum prazer a ler, me manteve entretida durante o tempo que passei embrenhada nas suas páginas e que não me aborreceu.
Comparando com outras autoras do género que já li, tenho a sensação que existe sempre uma tendência para dar mais ênfase a uma das características: a componente policial ou a componente romance. Esta autora dá mais relevo à parte policial, a meu ver, mas mesmo assim, tive a sensação que apenas explorou ambas as componentes muito à superfície.
Se tivesse que arranjar um adjectivo para este livro, seria suave. Apesar de ter bastante acção e de ter um ritmo acelerado de narrativa (não só pelos capítulos pequenos, mas também pelo tom de escrita), o livro acabou por me parecer um pouco dormente, não pela história, mas mais pela falta de intensidade por parte da narrativa da autora. 

No entanto, vou ler mais algumas obras que me suscitam interesse e mais que isso, espero que os próximos livros me possam trazer iguais horas de descontracção e entretenimento.