O Outro Amor da Vida Dele


Está a viver o amor com que sempre sonhou?

Libby tem uma vida perfeita com um marido maravilhoso e uma casa enorme em frente à praia. Mas, aos poucos, começa a duvidar do amor de Jack e não acredita que ele tenha realmente superado a morte da primeira mulher, Eve.
Quando o destino interfere na relação de ambos, Libby sente necessidade de conhecer melhor o homem com quem se casou e a aparentemente perfeita Eve.
A jovem esposa descobre algumas verdades assustadoras sobre aquela família. Com receio das consequências, Libby começa a desconfiar que também ela terá o destino da primeira mulher que Jack amou.
Pode um novo amor apagar uma grande paixão?

ISBN: 9789720043443 – Porto Editora / 2012 – 448 páginas

Libby e Jack são um casal que tem tudo para ser feliz. Mas este casamento tem uma sombra, que impede que haja um verdadeiro compromisso pela parte de Jack.  A sua primeira mulher, Eve, morreu de uma forma algo suspeita e Jack ainda não conseguiu superar a perda do seu primeiro amor, apesar de estar convencido disso.
Libby sabe disso e até certo ponto compreende, mas começa a ficar cansada da sombra e da tensão que Eve traz à relação que tem com Jack. Até que esta começa a duvidar dos sentimentos do seu marido. Será que ele alguma vez a amou, de verdade? Ou só casou com ela para não estar sozinho, para poder de alguma forma, tentar encontrar uma substituta de Eve?
O casamento de Libby e Jack não está nos seus melhores dias quando os dois se vêm envolvidos num acidente rodoviário. Libby acaba por sofrer imensos ferimentos graves e as cicatrizes ficarão lá para o resto da sua vida para a recordar deste episódio. Mas este acidente também a fez perceber que o seu marido Jack está, mais que nunca, a reviver e a relembrar os seus tempos com Eve. Libby vai, conforme tenta ultrapassar o trauma psicológico e físico, perceber porque é que o seu marido ainda não conseguiu superar a perda da sua primeira mulher. E vai descobrir alguns segredos que não irão ser fáceis de suportar…

E com este livro, ponho as minhas leituras de Dorothy Koomson em dia. Já li todos os livros que foram publicados em Portugal e espero com ansiedade a publicação do último livro que ela lançou. A esta altura do campeonato, já está bem claro na minha mente que Dorothy se tornou uma autora obrigatória. Hei-de ler todos os livros que ela lançar. Pelo menos, assim será até ao dia em que ela me desiludir. (Espero sinceramente que isso nunca aconteça). 
De alguma forma, já olho para os livros dela como viagens emocionais a vários níveis. Serão sempre livros que me manterão indecisa quanto ao que sentir, até à última linha que ler. Ficarei sempre entre o ansiar por mais e o receio de ler mais, sob pena de ficar desiludida com o que as futuras linhas me poderão trazer. 

Contudo, acabo sempre por sobreviver a estas viagens. E chego sempre ao final como uma pessoa diferente, que ganhou alguma coisa com estes livros, com estas leituras. São leituras que apesar de me darem prazer, me mostram como poderemos ser melhores seres-humanos. Basta tentarmos. Eu sei que provavelmente não tentamos o suficiente. Ou a maior parte das vezes nem achamos haver motivos suficientes por aí que nos façam querer ser melhores, mais humanos, mais algo. Mas quando chego ao final destes livros, tenho sempre a vontade de tentar, pelo menos. 
Dorothy mostra-nos sempre o melhor e o pior lado da natureza humana. E adoro isso nela. A forma como nos repugna com a crueldade que pode existir no ser-humano, mas como ainda nos deixa com fé, como nos faz acreditar que também temos algo bom e que podemos cultivar esse lado. 

Todos os seus livros são intensos. Todos eles me tocam, embora de maneiras diferentes. E talvez seja por isso que é tão difícil escolher, dentro de todos, um que se destaque como sendo o meu preferido. Porque Dorothy é uma escritora de mão cheia, com um talento incrível para criar personagens humanas, reais. Que, nós como leitores, somos capazes de odiar, mas também de amar. 

Todos os livros têm neste momento, um pouco do meu coração. Pegando numa história simples, que têm tudo de quotidiano e de normal, somos capazes de retirar muita riqueza. E os enredos da Dorothy têm sempre essa qualidade. São coisas que poderiam acontecer a qualquer de nós, embora gostemos de pensar que não e, de alguma forma, a autora dá-lhe sempre uma aura de intensidade como ainda não encontrei em outro autor, dentro deste género literário. 

Podem não ser os romances mais perfeitos, mas são os mais reais e talvez aqueles que mais merecem um final (ou não) feliz. Porque são verdadeiros. E são relatos com os quais podemos aprender qualquer coisa.

Adorei. Acho que o Jack e a Libby tornaram-se personagens que quero manter em mente durante algo tempo. Gostei muito da história deles e acho que ambos me mostraram o que é o amor e como lutar por esse sentimento, quando estamos na mó de baixo.  


Opiniões da mesma autora:

          


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Amor e Chocolate

Amber Salpone não queria sentir-se atraída pelo amigo Greg Walterson, mas não consegue evitar. E, de cada vez que a atracção se concretiza em algo mais, a aventura secreta fica mais perto de se tornar numa relação séria, o que, sendo ele um mulherengo e tendo ela fobia ao compromisso, constitui um grande problema.

Enquanto Amber luta para aceitar o que passou a sentir por Greg, apercebe-se também de que ela e Jen, a sua melhor amiga, estão cada vez mais afastadas. Pouco a pouco, à medida que as duras verdades das vidas de todos vão sendo reveladas, Amber tem de enfrentar o facto de o chocolate não curar tudo e, por vezes, fugir não é opção…




ISBN: 9789720041128 – Porto Editora / 2011 – 410 páginas

Amber Salpone não anda necessariamente à procura do amor. Mas este tem sempre a mania de aparecer quando menos é esperado e a verdade é que esta é uma altura inoportuna, para dizer o menos. Amber já conhece Greg Walterson há três anos, pois ele é o melhor amigo do namorado da sua própria melhor-amiga. Confusos? Bem, este é um quarteto muito especial, cheio de segredos e de coisas por resolver.
Mas Greg é o epíteto da imperfeição masculina, pelo menos no que toca a personalidade. Em termos físicos, este homem é um pecado ambulante. Alto, de cabelos negros, atraente até mais não, nenhuma mulher lhe consegue resistir. Nem a própria Amber. 
Mas o facto de ele dormir com todas as mulheres que lhe dirijam mais de 3 palavras é um facto que a continua a exasperar e a deprimir ao mesmo tempo.
E quando Amber acaba por dormir com Greg, a sua vida vira-se do avesso. Não só acabou por dormir com uma pessoa que considerava seu amigo, terá de esconder este facto dos seus  outros dois amigos. 
Não só Amber tem medo de estragar uma amizade que considerava das mais importantes, bem como esta relação vai mudar a dinâmica da sua relação com a sua melhor-amiga, chegando a correr o risco de perder esta amizade. 
Contudo, a vida é feita de escolhas e todos nós temos, por vezes, de tomar decisões difíceis…

Estou aqui farta de vos mostrar o amor que sinto pelas obras desta autora. Sendo este o sexto livro que leio da autora, é certo que já conheço a sua escrita e o seu estilo de narrativa. De igual forma, já tenho alguma familiaridade com a forma como ela desenvolve os seus enredos e como constrói os seus personagens. 
Mas se há coisa que ainda não consigo prever nesta autora, são os seus finais. A senhora ainda me consegue surpreender em alguns finais.
De qualquer forma, já vou sentindo que sei o que esperar destas leituras. E é por isso mesmo, que normalmente adoro começar e percorrer estas leituras. Mas quando começo as chegar às últimas 50/60 páginas, começo a sentir uns arrepios de medo a lamberem a minha espinha. Receio do que a autora possa fazer assombra-me até que chego à última página e das duas uma: ou suspiro de alívio e abraço o livro com a felicidade a romper-me o peito, ou luto contra a vontade de atirar o livro à parede e de chamar todos os nomes à autora.

Como ainda não me rebentou um vaso sanguíneo, posso aferir que a autora até se tem saído bem com os seus finais. Mas com Amor e Chocolate, a autora testou o meu auto-controlo. Esticou os meus nervos de tal maneira que achei que até ao fim desta leitura me diagnosticavam neurose ou que teria um esgotamento nervoso e caía para o lado. E nem foi por causa da ansiedade de saber como é que o livro acabava. Foi mesmo logo de início. 
Este livro suscitou na minha pessoa  logo desde a primeira página, sensações contraditórias. Ora ficava contente, ora ficava extremamente irritada.
Tudo isto porque Greg é tudo aquilo que não gosto num personagem. Ele é um vadio, sem tirar nem pôr. Arranje-se as justificações possíveis e impossíveis, ele é um vadio. E não há paciência para lidar com pessoas deste género. Está bem que ele até se porta bem e ainda consegue surpreender o leitor, mostrando algumas facetas da sua personalidade que não se sabia existirem. Mas esta personagem representa tudo aquilo que desprezo nas relações humanas. 
Já a Amber, ou era uma chanfrada por um lado porque tem problemas crónicos de ciúmes, ou por outro lado queria espaço. Onde é que está a coerência? Pois, não está. Parece-me que estes dois extremos estão exagerados e não mostram sustentação ao longo da narrativa.

Mas contra todos estes aspectos negativos, eu adorei ler o livro. Apesar de não morrer de amor pela trama, as páginas iam passando com todo o gosto, como a autora já me habituou nos livros anteriores.
Eu própria acabei por me revelar uma leitora de extremos e isso é um pouco irónico.

A leitura acabou por se revelar fantástica, quando versou sobre amizade e tudo o que essa relação acarreta. Aí, este livro falou realmente comigo.

Este acabou por se revelar, até agora, a leitura mais fraca da autora, mas nem por isso, má.

Opiniões da mesma autora:

Um Erro Inocente

Durante a adolescência, Poppy Carlisle e Serena Gorringe foram as únicas testemunhas de um trágico acontecimento. Entre aceso debate público, as duas glamorosas adolescentes viram-se a braços com os tribunais e foram apelidadas pela imprensa de “As Meninas do Gelado”.
Anos mais tarde, tendo seguido percursos de vida muito diferentes, Poppy está decidida a trazer ao de cima a verdade sobre o que realmente sucedeu, enquanto Serena, esposa e mãe de dois filhos, não pretende que ninguém do presente desvende o seu passado. Mas é impossível enterrar alguns segredos – e se o seu for revelado, a vida de ambas voltará a transformar-se num inferno…
Emocionante e enternecedora, esta história fará com que nos perguntemos se alguma vez poderemos conhecer verdadeiramente aqueles que amamos.




ISBN: 9789720041005 – Porto Editora / 2010 – 448 páginas

Serena Gorringe e Poppy Carlisle são conhecidas como As Meninas do Gelado. Há 20 anos, ainda adolescentes foram as únicas testemunhas de um homicídio que nunca mais as deixaria de perseguir. 
Marcus foi a vítima. Veio a saber-se que era namorado destas duas adolescentes, bem mais velho que as menores de 16 anos. Chegou até a ser professor de Serena. Foi o primeiro amor destas jovens, que inocentemente, amavam um homem que escondia muitos segredos. 
A relação de Marcus com Serena durou 2 anos, enquanto a relação com Poppy durou menos 6 meses que isso. Ambas estavam presentes quando Marcus morreu e esse é um peso na consciência das duas. E que nunca as deixou de assombrar.
Serena que tem um segredo, vive aterrorizada que o seu marido e os seus dois filhos descubram e que com isso, a família se desmantele. Poppy, após ter passado 20 anos na prisão só tem um desejo: limpar o seu nome. Por isso, quer fazer Serena confessar o segredo que guarda.
Como a verdade tem o dom de vir ao de cima, há segredos que não podemos manter escondidos por muito tempo. Mas quando estes são revelados, podemos descobrir exactamente o contrário do que estávamos à espera.
Isto porque as aparências enganam…

E Dorothy Koomson consegue novamente. Desde que descobri esta autora que os livros dela se têm tornado um vício, uma obsessão, quase. Ainda não existiu nenhum deles que me tivesse desiludido. Este já é o quinto livro que leio e até hoje, é muito difícil escolher um que seja o meu preferido ou que se destaque de forma especial.
Gosto sempre imenso dos seus enredos, como é possível verificar, nas minhas opiniões sobre esta autora.
São sempre tramas emocionantes, fortes e muito, muito cativantes. Algumas são mais tristes que outras, mais injustas ou mais difíceis de “aguentar” que outras. Este enredo foi um dos que mais me emocionou até agora. 
Custou-me ler algumas cenas tal foi a raiva que senti. Ainda mais porque sei que estas coisas acontecem de facto no mundo real. 
Mas de uma forma geral, os livros dela fazem-me sempre reflectir as escolhas e as decisões que tomamos na nossa vida e de que forma é que isso se reflecte no nosso futuro. 
Faz-me olhar para trás e questionar-me se há algo que eu poderia ter feito de diferente, se podia ser melhor em algumas coisas, se devia ter dado uma resposta diferente às questões que me fizeram pela vida fora. 

Fez-me também reflectir sobre a inocência que representa a nossa criancice e como esta deve ser respeitada e até prezada.

Este livro também teve uma componente misteriosa mais evidente que nos livros anteriores. Confesso que consegui com alguma facilidade seguir o raciocínio e as teorias da autora, mas o final conseguiu na mesma, fazer-me ficar surpreendida. Ainda acabei por ficar boquiaberta no final, mesmo que lá no fundo da minha mente já esperasse este desfecho. 
Este livro contudo, foi lindo noutra vertente. Apesar de toda a injustiça que grassa este livro, de toda a maldade e apesar de mostrar uma realidade difícil de digerir, foi lindo ver que é possível um ser-humano seguir em frente e não deixar que o passado o consuma cegamente e que defina a sua personalidade.
Foi esperançoso ver a atitude das protagonistas, a forma como lidaram com o passado, com a dor, com a mágoa e foi brilhante vê-las levantarem-se do chão e continuarem com a sua vida. 

Já não sendo inocentes, tornaram-se das personagens mais fortes que já tive oportunidade de conhecer. 

Foi um livro muito bonito. E já tenho saudades da autora. 

Ao escrever esta opinião, ouvi uma música em repeat que acho que descreve de uma forma perfeita este livro. Ora dêem uma espreitadela, aqui

Opiniões da mesma autora:

   








O Amor Está no Ar

Deixe-se levar pela magia do amor…

Depois de sair de Londres para seguir o seu desejo de mudar de vida, Ceri D’Altroy jura abandonar definitivamente as suas manias de casamenteira. Isto porque parece que a sua simples presença acaba por incentivar as pessoas que encontra pelo caminho a mudar de vida.

No seu novo emprego, conhece Ed que decidiu declarar o seu amor por uma mulher que o enlouquece; Mel e Claudine, dois amigos de longa data que resolvem iniciar um romance ilícito; e Gwen, a chefe de departamento que é uma fumadora compulsiva e esconde um segredo profundo e sombrio que só quer partilhar com a sua nova funcionária.

Quem entra em contacto com Ceri, nunca mais volta a ser o mesmo.

Será ela o Cupido dos tempos modernos?


ISBN: 9789720041715 – Porto Editora / 2010 – 336 páginas



Ceri D’Altroy é uma pessoa invulgar. Parece que com apenas algumas palavras, consegue influenciar o rumo de vida de uma pessoa. Ela é conselheira, psicóloga e consegue agitar a vida de qualquer pessoa que se cruze com ela. Isto tudo porque Ceri é uma pessoa que respira energias positivas. Ela não consegue evitar. Simplesmente, emana um tipo de energia muito especial que afecta a vida de toda a gente e isso deve-se ao facto de ela ter cortado as amarras que a prendiam a uma vida sem felicidade. Pois é. Saiu de Londres, mudou-se para Leeds, rumo ao desconhecido e finalmente, foi seguir os seus sonhos. Aluga um quarto, numa moradia que partilha com dois estudantes universitários – Jake e Ed – e conhece vários professores que irão ser os seus colegas de profissão: Gwen, Mel e Claudine.
Todas estas pessoas vão ver a sua vida mudar irremediavelmente e a única coisa que têm em comum, além dos óbvios problemas que atravessam na sua vida, é a presença de Ceri nas suas vidas. 
Tal como se fosse uma Cupido dos tempos contemporâneos, Ceri acaba por se sentir frustrada com a sua vida, que é passada a consolar os outros e a dar conselhos – gratuitamente! 
Bem vistas as coisas, é injusto. Porque é que tem que ser ela a envolver-se na vida dos outros e a resolver-lhes os problemas. Ela só quer ser feliz, deliciar-se com os seus programas de televisão favoritos e encontrar o amor da sua vida… 
Porque é que ela não pode simplesmente ser normal?

Não é segredo nenhum que Dorothy Koomson se tornou rapidamente uma das minhas autoras preferidas. Conquistou-me com a sua escrita, com os seus romances, com o seu humor e sobretudo, com a sua sensibilidade. A autora consegue sempre captar a atenção do leitor, por estas serem tão reais. Várias me relaciono com os protagonistas, porque penso que a mesma coisa poderia facilmente acontecer na vida real de cada um de nós. Todos nós sabemos que as relações humanas nem sempre são fáceis e ninguém tem um manual de instruções para tornar estas relações mais simples. E a autora descreve todos os sentimentos humanos com muita perspicácia, clareza e de forma muito acertada. 
Os seus protagonistas são simples mortais, mas acabam por se tornar especiais à mesma, por causa da sua personalidade e da sua condição humana. Sentem, erram, magoam, sofrem, riem. E andam todos à procura do mesmo: da felicidade e do amor.

Apesar de ter lido variadas opiniões sobre este livro, que era mais fraco do que outros, mais uma vez não me relacionei com as críticas. Está a começar tornar-se difícil arranjar um livro dela que eu possa dizer que gostei claramente menos, porque todos me conseguem conquistar de alguma forma e apesar de existir alguns pormenores que no momento da leitura, mudaria, depois de os ler, já o faria. Porque seria mudar a essência dos livros, tal como eles se apresentam aos leitores e isso faria com o que o livro perdesse a capacidade de encantar.
Por isso mesmo é que a autora se insinuou de forma tão premente nas minhas preferências. Existe sempre algo que irremediavelmente me chama à atenção nos livros dela, me toca fundo e que não deixa indiferente. Este O Amor Está no Ar não foi nenhuma excepção.
É um livro num registo diferente daquele que a autora nos tem habituado, contudo. Foca várias personagens com muita atenção, em vez de dar atenção (quase) exclusiva ao protagonista. Acabamos por conhecer intimamente a vida de vários personagens, além da da protagonista. 

Achei um livro muito divertido, as personagens bem construídas e exploradas, com excepção da Gwen, que a meu ver foi a personagem que menos explorada foi e durante todo o livro foi descrita de uma forma injusta. Adorei este registo diferente, porque em vez de a autora se focar apenas na resolução de problemas da vida de Ceri, mostrou-nos também a vida dos outros personagens e mostrou-nos igualmente que eles próprios também conseguiram resolver os problemas das suas vidas. 
Temos vários romances a decorrer e uma experiência muito divertida acompanhá-los a todos em paralelo. 
Contudo, o que me deixou completamente fascinada por este livro, foi o final. Foi perfeito. Perfeito e que deixa a nossa imaginação a voar e a sonhar com as possibilidades felizes que este final nos traz.
A autora deu um golpe final de mestre. 

Deixou-vos curiosos? Se não, devia. Porque este livro é uma mistura de risos, amizade, mas mais importante, sobre o amor e sobre seguir os desejos do coração.   


Opiniões da mesma autora:

    


Bons Sonhos, Meu Amor

Nova Kumalisi faria qualquer coisa pelo seu melhor amigo. Ela deve-lhe a vida. Por isso, quando ele lhe pede que seja barriga de aluguer e dê à luz o filho dele com a sua mulher estéril, e apesar de saber que corre o risco de perder a amizade, Nova aceita.
Oito anos mais tarde, Nova está a criar o filho de Mal sozinha, porque a mulher dele mudou de ideias, escassos meses antes de a criança nascer, assim destruindo a relação entre os dois amigos.
Agora, Leo, o filho de ambos está gravemente doente. Nova quer que Mal conheça o filho antes que seja demasiado tarde. Foi preciso uma tragédia para que ambos se lembrassem do quanto significam um para o outro.





ISBN: 9789720041111 – Porto Editora / 2009 – 448 páginas

Nova Kumalisi e Malvolio – Mal para simplificar – foram criados juntos. O seu pai morreu quando ele ainda era jovem e a sua mãe sofre de um problema mental, pelo que desde cedo Nova e Mal se tornaram o apoio um do outro. Criavam uma unidade e sempre se amaram incondicionalmente, como só as crianças podem amar. No entanto, conforme foram crescendo, Mal e Nova apercebem-se que a grande amizade que mantêm é especial. Mais do que amizade, ambos se apaixonaram pelo outro, mas devido às circunstâncias em que vivem e às escolhas que fizeram na sua vida, a amizade incondicional que sempre mantiveram não poderá agora também passar disso mesmo. Uma grande amizade. 
Quando Mal e a sua mulher, Steph decidem ter um filho, pedem à sua melhor amiga Nova que seja barriga de aluguer, visto que Steph não poderá nunca ter filhos. Nova, que sempre fez tudo pelo amigo e sempre fará, após muita ponderação decide conceder este desejo ao casal e engravida de Mal. 
Contudo, o casal, inesperadamente, muda de ideias e Mal chega até a desaparecer da sua vida, deixando-a sozinha e desamparada, grávida de um filho seu. 
Nova mal quer acreditar que Mal, o seu amigo de todo o sempre, é capaz de lhe fazer tal coisa, mas a verdade é que o filho que carrega no ventre é o último pedaço de Mal que poderá guardar consigo e por isso, cria o filho de ambos sozinha. 
Nada a viria a preparar para o acidente que Leo, o seu filho de 7 anos apenas, viria a ter, obrigando o rapaz a ser submetido a uma cirurgia e um consequente coma profundo. Agora, Nova quer que Mal conheça o filho que nunca teve oportunidade de ver. Se ao menos as coisas fossem tão simples assim, tudo seria mais fácil…
Este é apenas o terceiro livro desta autora que leio. Contudo, desde o primeiro que me confessei fascinada pela sua escrita, pela sua envolvência, pelos seus enredos viciantes e por todo o leque de emoções que a sua narrativa me faz sentir. Dorothy Koomson é uma autora que gosta de mexer com os corações dos seus leitores, fazendo por isso, com as suas histórias românticas que têm sempre uma pitada de dramatismo. Nem sempre são histórias fáceis e os protagonistas passam sempre por momentos muitos difíceis que me trazem lágrimas aos olhos, mas é uma leitura que compensa a todos os níveis. Dos três livros dela que já li, posso dizer que cada um me toucou de forma diferente, mas todos – sem excepção – puxaram muito pelas minhas emoções e é por isso que continuo tão ansiosa, a ler os seus livros. 

Ainda fico impressionada quando penso com que rapidez costumo ler estes livros de Dorothy. Isto tudo porque mal começo a ler o prólogo, simplesmente não consigo parar mais. Se pouso o livro, ando sempre a pensar nele. Se não o leio, estou a pensar quando é que o poderei ler, à procura sempre de uns minutos extra para lhe deitar a mão. 
Existe uma força que me impele sempre para a leitura destes livros. As personagens, o enredo cravam as suas garras em mim e não me deixam sossegada até ao terminar esta viagem na sua companhia.
Quando me preparei para ler este livro (e o anterior a este igualmente, por sinal) não foram poucos os avisos de que estes livros não eram os melhores da autora, para que eu não tivesse muitas esperanças e isso colocou-me algo de pé atrás, sem saber o que esperar e a achar que estas seriam daquelas autoras que mudam de estilo conforme a direcção do vento. Hoje, ao olhar para trás para estas leituras, vejo que não estou particularmente de acordo quando se diz que não são os melhores livros. Embora não tendo muito para com que comparar, posso no entanto com alguma segurança, dizer que estas três obras estão todas praticamente ao mesmo nível, com pequenas diferenças que se devem ao facto de a autora fazer uma escolha: aposta mais no romance, ou não.
Sendo eu uma romântica incurável, será de esperar que goste de livros com ênfase no romance. E normalmente, assim o é.

Mas com Dorothy Koomson, não me sinto particularmente assim. E vou tentar explicar porquê. Porque os livros dela são românticos o suficiente sem ser preciso existir um final diferente àquele que efectivamente houve (não esquecendo que me estou a referir apenas a este livro e ao anterior que li). De certa forma, acabo sempre por desejar que a autora acabe o livro como eu quero e andamos ali numa força de vontades até à última página para ver quem é que tem razão, mas os livros dela preenchem-me a tantos outros níveis que é impossível ficar insatisfeita com aquilo que ela escreve e da maneira como o faz. Realmente, os últimos dois livros tiveram finais com os quais não esperava, mas isso não diminui a magia que esta autora tem em mim, nem um pouco. Embora continue a dizer que o primeiro livro é o meu favorito (até agora) os outros pouco lhe ficam atrás.

Por palavras mais simples, estou completa e totalmente fã desta autora e das suas histórias. Levam-me sempre a outro mundo: a um mundo de esperança, com um misto de emoções muito intensas que tiram um pouco de mim e dão-me um pouco mais a mim mesma também. 

Opiniões da mesma autora:

  
  

Pedaços de Ternura

Poderá um estranho curar o seu coração?

Kendra Tamale regressa a Inglaterra, fugindo de velhas mágoas e em busca de um novo começo. Conhece Kyle, pai de duas crianças e separado, de quem se aproxima, contra todas as suas expectativas.

Então, um terrível encontro com o passado obriga-a a enfrentar os seus fantasmas. Não consegue dormir, é despedida e a sua relação com Kyle e as crianças fica debilitada. A única forma de remediar a situação é confessar o erro terrível que cometeu há muitos anos atrás – algo que prometeu nunca fazer… 





ISBN: 9789720041593 – Porto Editora / 2008

Kendra Tamale é uma jovem de trinta e três anos que tem uma história emocionante para nos contar. A sua vida nem sempre tem sido repleta de alegrias e ela tem um segredo que insiste em esconder de toda a gente e a que atormenta todos os dias da sua vida… Após ter saído da faculdade em Leeds e ter ganho algum dinheiro com o seu primeiro emprego em recrutamento de trabalhadores temporários, Kendra decide mudar-se para a Austrália. Aí, encontra o amor da sua vida, Will. No entanto, a relação entre os dois é complicado e no meio dos dois existe um senão que impossibilita que eles sejam felizes juntos. E assim, após vários meses a viver neste país, acontece o inevitável e torna-se impossível para Kendra continuar a viver no país dos cangurus e decide retornar a casa, Inglaterra. Esta consegue empregar-se no seu antigo trabalho de directora de recrutamento e aluga um estúdio a Kyle, um homem com 37 anos que acaba de se divorciar da sua esposa, que tinha um problema de alcoolemia. À sua guarda tem os dois filhos, gémeos falsos – Summer e Jaxon.
A tensão que se vive neste seio familiar é muito grande e Kendra, que tem uma razão muito forte para não se querer envolver com crianças, vê-se rapidamente catapultada para a vida quotidiana destas duas crianças, que são realmente uma ternura. Os miúdos não conseguem perceber porque é que a mãe vive separada deles e a verdade é que estão a passar por períodos confusos e estão a sofrer com o desmantelamento da sua família. Kendra acaba por decidir que não poderá, nunca, abandonar estes meninos e o seu próprio sofrimento e a reticência que tem em deixar-se envolver directamente com crianças é posto de lado, para que estas crianças possam receber segurança, atenção e algum afecto e que possam (re)aprender a sorrir, não estando sempre a pensar nos conflitos familiares por que passam nesta altura. 

Kendra acaba por se apaixonar por estas duas crianças, mas o passado dela acaba por se encontrar rapidamente com ela e Kendra acaba por não aguentar a pressão, a não ser que ela decida enfrentar o mesmo. 

Este é o segundo livro de Dorothy Koomson que leio. A minha estreia fez-se, há bem pouco tempo, com a obra A Filha da Minha Melhor Amiga e eu simplesmente adorei o livro. Tinha iguais esperanças para este e foi com muito entusiasmo que comecei esta leitura. Posso dizer que a autora conseguiu captar a minha atenção tão eficazmente quanto conseguiu com o primeiro livro. A sua escrita é algo que não passa despercebido, pois articula o seu discurso de uma maneira que facilmente envolve o leitor na história, de tal modo que só queremos largar o livro quando ele acaba.
Esta segunda experiência, em termos de fluidez, escrita e enredo estão, portanto ao mesmo nível. Não consegui largar o livro e a escrita da autora deliciou-me, pela sua intensidade e pela forma como ela fala de assuntos que são fortes emocionalmente. 
Ao mesmo nível está também a construção das personagens: Kendra, Kyle, Summer e Jaxon são um quarteto tanto divertido como emocionantes. Adorei conhecê-los e a autora conseguiu descrever muito bem a dinâmica que se criou entre estes. As crianças, claro, foram uma alegria. Deram-me muitos momentos de felicidade e fartei-me de rir com as suas personalidades e com as suas birras. Uma ternura autêntica. 

Contudo, tenho que confessar que gostei mais da obra anterior do que esta. Não que este livro seja mau, muito pelo contrário. Foi um livro que me emocionou muito, que me mostrou que não é preciso descermos ao nível de pessoas com mau carácter para conseguirmos alguma justiça na nossa vida, e ao mesmo tempo falou-se sobre temáticas que são muito recorrentes nos dias que correm: divórcios (e não só, mas não quero estar a levantar muito o véu, para aqueles que ainda não leram este livro). 
Falou-se sobre amizade e falou-se sobre paixão e amor. É, sem dúvida alguma, um livro que me deu um enorme prazer ler e que me tocou em certos aspectos. 

Mas… estava à espera de um toque diferente, especialmente no que toca ao romance. Esperava um certo desfecho e até ao fim tive uma secreta esperança de que as coisas iriam acabar como eu gostaria que acabassem, mas a autora trocou-me as voltas e o desfecho foi ligeiramente diferente daquele que eu queria que fosse. 
Enfim. Não posso dizer que estou insatisfeita com o livro, porque não estou. Mas teria sido melhor se tivesse existido ali mais qualquer coisa. Faltou a este livro, um toque especial. 

Depois de Pedaços de Ternura, segue-se em Outubro a minha nova leitura desta autora. Estou ansiosa, pois agora que descobri Dorothy Koomson, não quero absolutamente mais nada, até me fartar. 


Opiniões da mesma autora:


A Filha da Minha Melhor Amiga

A forte relação de amizade entre Kamryn Matika e Adele Brannon, companheiras desde os tempos de faculdade, é destruída num instante de traição que marcará as suas vidas para sempre.
Anos depois desse incidente, Kamryn é uma mulher com uma carreira de sucesso, que vive sem ligações pessoais complexas, protegendo-se de todas as desilusões. Mas eis que, no dia do seu aniversário, Adele a contacta… A amiga de Kamryn está a morrer e implora-lhe que adopte a sua filha, Tegan, fruto da sua ilícita relação de uma noite com Nate.

Terá ela outra escolha? Será o perdão possível? O que estará Kamryn disposta a fazer pela amiga que lhe partiu o coração?
Uma viagem dolorosa e comovente de auto-conhecimento, uma leitura de cortar a respiração. 

ISBN: 9789720041241 – Porto Editora / 2008

Kamryn tinha tudo o que alguma vez podia desejar – um noivo que gostava de si tal e qual como ela era, uma melhor amiga fabulosa e que se encontrava sempre presente para quando ela necessitasse, um emprego que lhe permitia sentir-se realizada profissional e pessoalmente e uma afilhada adorável, de quem ela gostava muito e por quem daria tudo. Esta achava que tinha a sua vida planeada e tudo iria correr pelo melhor. O casamento seria dali a dois meses e todas as pessoas importantes estariam lá para a apoiar nesse momento tão importante da sua vida. 
No entanto, quando Kamryn descobre que a sua melhor amiga, Adele, e o seu noivo, Nate a traíram e que juntos conceberam a sua afilhada, Tegan, Ryn acha que a sua vida acabou ali. As duas pessoas em quem mais confiava na vida, desiludiram-na de maneiras que ela não consegue sequer começar a compreender e com tudo isto, Ryn acaba por cancelar o casamento e trocar a cidade de Londres pela de Leeds. 
Entretanto, passaram-se dois anos e no dia do seu aniversário, Ryn recebe uma notícia que a deixa completamente fora de si – a sua melhor amiga, Adele, encontra-se no hospital e resta-lhe pouco tempo de vida, pois esta sofre de uma doença terminal. E apesar de as duas amigas terem passado os dois últimos anos sem qualquer contacto, Adele pede a Ryn para que esta adopte de forma legal, a sua filha Tegan. 
E Ryn, sabe que é a última coisa que pode fazer antes de perder a sua melhor amiga da forma mais injusta possível. Esta é a única maneira de as duas amigas fazerem um género de trégua por todas as águas passadas. Contudo, Ryn tem plena noção de que ainda não perdoou totalmente Adele à sua traição e sabe perfeitamente de que criar Tegan será uma função emocionalmente difícil…

Esta foi a minha estreia com a autora Dorothy Koomson. Apesar de há alguns anos ter esta autora debaixo de olho, nunca consegui reunir todas as condições para arriscar a leitura destes livros. Não sei muito bem onde fui buscar esta ideia, mas a verdade, é que criei uma imagem na minha cabeça acerca desta autora e do seu estilo que acabou por se revelar muito longe da verdade. 
A verdade é que sempre achei que os livros desta autora seriam drama vendido aos quilos e livros com uma grande carga emocionalmente têm de ser escolhidos a dedo, não porque eu não gosto de os ler, mas porque tenho de os ler numa altura específica e não é de facto o meu género favorito, visto que eu sinto muito os livros e acabo por sofrer muito com os próprios personagens, histórias e as circunstâncias. Para mim, a vida real já tem drama a mais e acabo por restringir um pouco as leituras depressivas, por assim dizer.

Não posso dizer que este livro não é emocionalmente desafiante, porque é. Fala-nos sobre uma situação extremamente delicada – uma situação de luto, com uma criança desamparada sem perceber porque é a mãe a deixou, é uma situação que comove qualquer um. Contudo, estas circunstâncias não são descritas de uma forma que leva o leitor a pensar que o mundo está prestes a acabar e não há esperança para ninguém. Muito pelo contrário. A autora mostra-nos que apesar de esta ser uma situação difícil e extremamente delicada, existe maneira de superar as adversidades e as personagens lutam todos os dias para poder sorrir. 
Gostei muito da forma como a autora consegue emocionar o leitor com o dia-a-dia desta criança que luta por compreender porque é que já não pode ter a sua mamã a cuidar dela. 
Ainda assim, é uma leitura que apesar de ser  muito forte e emocional, acaba por dar alento e faz sorrir a quem tem o prazer de a ler.

O único contra nesta leitura, para mim, foi algumas falhas na protagonista que me mexeram os nervos e uma ou duas passagens que apareciam no livro sem nexo, sem nenhuma passagem lógica. De resto, tenho que referir a escrita viciante da autora e a forma apaixonante com que ela narra as vicissitudes da vida dos personagens que façam parte integrante deste drama. 

Esta foi uma história que me emocionou, que me tocou e que me deixou completamente agarrada ao livro. Chego ao final desta leitura com a certeza de que irei ler muitos mais livros desta autora, porque ela veio para ficar. 

Uma descoberta inesquecível e que já se tornou uma das melhores deste ano.