Acácia

David Anthony Durham é uma das novas apostas da editora Saída de Emergência no campo da fantasia. Uma saga que se inicia com Acácia – Ventos do Norte, primeira metade do primeiro livro, daquela que é uma trilogia no seu formato original. 
Foi por mero acaso que o livro veio parar às minhas mãos. Na verdade, nem esperava comprá-lo para já, nem lê-lo tão cedo, mas como ando perpétuamente aflita para acompanhar as séries decidi ver o que Acácia nos podia mostrar.
Este livro traz aos seus leitores o universo do Mundo Conhecido que é governado, actualmente, por Leodan Akaran, parte da família Akaran que governa este território desde há 22 anos para cá. 
Aparentemente, este Rei pouco tem que se preocupar. O seu reino parece viver tempos de paz, em conformidade por todas as nações que se espalham pelo Mundo Conhecido. No entanto, isto são apenas aparências enganadoras. Acácia, uma pequena ilha do Mundo Conhecido, transporta consigo como herança um segredo que é responsável por toda a prosperidade e conforto dos ilhéus que aí habitam.
E tudo se complica quando um assassino, proveniente do povo Mein, ataca esta pequena ilha. 
Os Acacianos estão prestes a entrar numa guerra sem precedentes e sem certezas quanto ao futuro que os espera.


Como começar a falar deste livro? Não me impressionou, infelizmente. É com alguma hesitação que falo sobre esta obra. A razão porque isto acontece é porque o livro é na realidade metade do seu original, pelo que não considero que seja justo julgar um livro que na sua essência está incompleto.
No entanto, sei que à partida, esperava muito mais do livro. Gostei do Mundo e do universo que o autor criou e tendo sido uma estreia, creio poder dizer com certeza que não esteve muito mal. 
Contudo, não me deixou a ansiar pelo resto do seu livro. Não consegui sentir na narrativa uma paixão, que faz com que o leitor se agarre tanto à trama quanto às personagens.
Enquanto leitora, não senti empatia por nenhuma personagem, nem pela trama que se desenvolve de forma paralela à vertente pessoal do livro. 
Estas características para mim, são cruciais para uma boa leitura. E é, normalmente, nos primeiros capítulos que a impressão (seja ela boa, má ou mediana) fica marcada. 
Neste caso, confesso que me sinto um pouco indiferente. Certas passagens captaram o meu interesse, mas outras, aborreceram-me muito. 
Criando assim um equilíbrio precário, não me sinto ansiosa para ler a outra metade do livro, cujo lançamento está previsto para o primeiro mês de 2012.


Mas, com tudo isto, não me posso esquecer que não tive oportunidade de aproveitar a leitura no seu todo e este pode ser um pormenor determinante para a avaliação desta leitura. Sinto-me benevolente o suficiente para dar ao autor o benefício da dúvida e dar-lhe, também, a oportunidade de me surpreender. 


Quanto à estreia, não posso dizer que seja impressionante e marcante, mas creio que existe mais que espaço e capacidade de escrita para melhorar este mundo de Acácia. 
A narrativa do autor é para mim, algo inconstante. Ora deixa o leitor envolvido nos seus relatos, ora desvia a atenção do leitor com assuntos que parecem demasiado triviais.


Dito tudo, terei de esperar pelos Presságios de Inverno, para poder fazer uma avaliação mais justa.