Promessa de Sangue

A saga continua e uma vez mais o amor tem de superar todas as dificuldades. A vida de Rose Hathaway nunca mais será a mesma… O recente ataque à Academia São Vladimir devastou por completo o mundo dos Moroi. Muitos morreram e os poucos que foram levados com vida pelos Strigoi esperam um destino ainda pior… Porém, apenas uma vítima importa: Dimitri Belikov. Rose vai ter de escolher entre cumprir a sua promessa e proteger Lissa – a sua melhor amiga e a última das princesas Dragomir – ou abandonar a Academia e dar caça ao homem que ama. Deverá Rose ir até ao fim do mundo para encontrar Dimitri e cumprir a promessa que ele lhe suplicou que fizesse? Terá ela força para destruir Dimitri ou irá sacrificar-se pela oportunidade de um amor eterno?




ISBN: 9789896661137 – Contraponto / 2011 – 384 páginas

Neste quarto volume da série de Richelle Mead, Academia de Vampiros, Rose encontra-se numa fase decisiva da sua vida. Depois do ataque massivo de Strigoi de que a Academia St. Vladimir foi vítima, Rose só pensa em procurar Dimitri Belakov, que foi uma das vítimas deste massacre. 
De todos os sítios em que Rose pensa em procurar Dimitri para realizar uma promessa antiga entre eles, Sibéria parece o lugar mais provável de o encontrar. E assim Rose parte para a viagem da sua vida, que acaba por se revelar uma viagem muito estranha e com mais sobressaltos do que ela estava à espera.
E não é só isso. Abandonar a Academia antes de se graduar como guardiã oficial, tem os seus custos. Para ir à procura de Dimitri, Rose teve que escolher entre a sua melhor amiga Lissa e o amor da sua vida. E esta não é uma escolha fácil. Ainda mais quando se torna claro que as coisas nos Estados Unidos e com Lissa também não estão muito calmas. O perigo espreita em todo o lado. 

Eu ando completamente viciada nesta série e as expectativas para este quarto volume, Promessa de Sangue, eram muito elevadas. Depois do final emocionante do terceiro livro, a leitura deste era obrigatória e mal podia esperar para saber o que iria acontecer. Demorei um pouco mais de tempo, porque as obrigações não me deixaram ter mais tempo para ler, mas confesso que até acabou por ser bom e ter as suas vantagens. Andava tão ansiosa para saber mais, que cada vez que lia um mero parágrafo, sentia tudo com uma intensidade diferente. Para mim, este quarto livro é o mais intenso de todos. Para já, é um livro de mudança. Tudo aquilo que tomámos como garantido até agora, já não o é e por isso é impossível saber o que esperar deste livro, a não ser que o leiamos com sofreguidão. 
Acho que foi um livro que nos mostrou um outro lado da Rose. O lado mais vulnerável dela, que sobressai mais quando se fala sobre o Dimitri e foi interessante ver o que é ela é capaz de fazer por amor. 
Além disso, também é interessante ver que para ela, o dever é muito importante e ela tem uma moral inabalável. Gostei imenso de conhecer esta face de Rose e creio que foi uma leitura óptima por isso mesmo. Não só os leitores tiveram oportunidade de ver um cenário diferente, como de conhecer um novo lado dos personagens de que tanto gostamos.

Aparte dos novos desenvolvimentos deste livro, posso dizer que a escrita da autora continua cativante como sempre. É uma narrativa muito fluída e muito mexida. Até quando nos encontramos nos momentos mais calmos, é perceptível aquela tensão, aquela expectativa que nos prepara para um momento de acção mais intensa. 
Por estes factores, esta continua a ser uma série que me agrada e muito. Escusado é dizer, que chegada ao final desta leitura, mal posso esperar para ler o quinto e que os meus níveis de ansiedade andam descontrolados. 

Não querendo dar spoilers para não estragar a experiência a alguém, este livro acabou por suscitar em mim dois sentimentos muito diferentes: raiva e desespero. Não é assim tão mau quanto parece. A verdade é que esta leitura é daquelas frustrantes. Não porque é má, muito pelo contrário. É porque quando temos um investimento pessoal na história, nas personagens e nos livros, a experiência de leitura torna-se muito mais intensa. E foi isso que se passou comigo. Às tantas andava já desesperada por não ter respostas instantâneas. 

Contudo, a espera torna as coisas muito melhores e tenho a certeza que quando chegar a vez de eu pegar no quinto volume, a leitura vai saber bem melhor. 

Entretanto, tenho uma má notícia para os leitores que lêem em português esta série. A Contraponto anunciou na sua página de facebook, em resposta à pergunta de uma leitora, que não prevê lançar mais volumes desta série. O que é extremamente lamentável, visto que apenas faltavam 2 livros para a série acabar. Podemos sempre contar com as editoras portuguesas para levar a cabo publicação de séries na integral. É o que nos vale (ironia). 

O Beijo das Sombras

A Primavera chegou à Academia de São Vladimir, e Rose Hathaway está quase a graduar-se. Chegou também o momento em que Rose tem de lidar com os seus pensamentos cada vez mais sombrios, o seu comportamento errático, e pior que tudo, ela acha que anda a ver fantasmas… Tudo isto porque teve de matar os seus primeiros Strigoi. 
E enquanto Rose põe em dúvida a sua própria sanidade mental, novas complicações se avizinham: Lissa recomeça as experiências com a sua magia, o seu inimigo Victor Dashkov pode ser posto em liberdade, e a relação proibida de Rose e Dimitri aquece mais uma vez. Mas quando uma ameaça mortal que ninguém podia prever transforma todo o seu mundo, Rose terá de arriscar a própria vida e escolher entre as duas pessoas que mais ama.
 
 
ISBN: 9789896660284 – Contraponto / 2011 – 336 páginas
 
Depois de Rose e os seus amigos terem sido raptados por um bando de Strigoi, que andam atrás dos membros das famílias reais dos Moroi para os matar e exterminar a raça de vampiros, é inevitável que a vida na academia esteja algo diferente. Rose, que já era conhecida no meio social da escola onde anda a treinar para ser guardiã de Lissa – a sua melhor amiga – acaba por se tornar ainda mais conhecida, mas não pelas razões que ela talvez gostaria. 
O ambiente na escola é algo pesado, pois os últimos acontecimentos não são exactamente felizes. Especialmente quando Rose descobre que Victor – seu antigo inimigo – só agora irá ser julgado e que poderá existir uma possibilidade (ainda que ínfima, que este possa sair em liberdade). Além disso, Victor é a única pessoa que sabe da atracção que existe entre Rose e o seu mentor sete anos seu sénior, Dimitri. O medo de que Victor diga a verdade acaba por desgastar Rose, que está a seis meses de se graduar como guardiã. Quando começa a ver fantasmas, à primeira, culpa o seu estado de stress, mas parece que afinal, os tais fantasmas que ela está a ver, têm um aviso muito importante para lhe dar…Eles vêm aí!
 
O final do segundo livro da série Academia de Vampiros, Beijo Gelado, acabou de uma forma propositadamente aberta e intensa, para criar expectativa nos leitores. Logo que acabei esse livro, passei para o terceiro porque não conseguia esperar para saber o que ia acontecer a seguir com Rose e companhia. 
Quem tem acompanhado o blogue nos últimos dias, já se apercebeu que eu ando completamente viciada nesta série de Richelle Mead. Não tenho lido mais nada e estes livros têm sido uma surpresa muito boa dentro deste género literário. Nunca esperei ficar tão “agarrada” a estes pequenos livros, mas a verdade é que não tenho conseguido pensar em mais nada se não ler mais, para conseguir descobrir qual é o passo que vem a seguir.
A escrita da autora é agradável, com um discurso que fluí de maneira muito natural. O leitor rapidamente entra neste mundo e sente-se mesmo parte integrante do mesmo. Os personagens são cativantes e o enredo é sempre cheio de movimento e acção.
Por outras palavras, estes livros são uma mistura de mistério, acção e romance. Tudo no mesmo pacote. E escrita da forma dinâmica como Richelle Mead faz, quem é que consegue resistir?
Eu pelos vistos, não. 
 
Este terceiro livro não foi nenhuma excepção. Já estava à espera de gostar e tinha algumas teorias para o que pudesse vir a acontecer. À semelhança dos livros anteriores descobri umas coisas, fiquei surpreendida com outras. É um livro com bastante acção, tal como os outros. E por isso, é impossível que haja algum momento mais aborrecido. 
Contudo, este livro acabou por se revelar ligeiramente diferente dos seus antecessores. Isto porque a relação entre o Dimitri e a Rose é explorada de uma forma diferente e mais definitiva neste terceiro volume. Creio que este poderá ser um dos picos mais altos na relação deles (que eu tanto adoro). 
A Rosa deste livro também é diferente. É uma Rose mais crescida, quase a perfazer os 18 anos de idade. É uma Rose que apesar de tão nova, já viveu muito e já passou por muito. E que, mesmo assim, se levantou e continuou a viver. E a crescer. 
Gosto imenso de como todos os personagens da autora têm evoluído neste série. Tem sido um prazer ver como é que a autora lida com todas as personalidades diferentes que criou e a forma como as faz crescer e evoluir está muito bem pensada. 
Como já disse noutra opinião, são personagens que valem a pena conhecer. 
 
Confesso que o final deste livro me deixou boquiaberta. Cheguei ao fim e mal conseguia respirar de ansiedade. Fui apanhada completamente desprevenida e admito que tenho um pouco de receio de como a história poderá evoluir a partir daqui. Contudo, tenho fé que a autora vá escrever outro sucesso, porque até agora não estou desiludida com a forma como a história se tem desenrolado. 
Vamos lá ver como é que a série se vai processar a partir deste momento sem igual. Tenho a sensação de que o quarto livro vai ser um ponto de viragem na Academia de Vampiros muito importante. 
 
Opiniões da mesma autora:
 
 

Beijo Gelado

Rose Hathaway não está a atravessar uma boa fase: o seu deslumbrante mentor Dimitri parece gostar de outra pessoa e em contrapartida o seu amigo Mason tem um fascínio enorme por ela. Para piorar a situação, Rose não consegue quebrar a ligação mental com a sua melhor amiga, Lissa, mesmo quando esta está com o namorado, Christian. Entretanto, perante a iminência de um ataque Strigoi, a Academia de São Vladimir decide tornar a viagem anual de esqui obrigatória a todos os alunos e juntar os guardiães, inclusive a lendária Janine Hathaway – a ausente mãe de Rose. Iludidos pela falsa segurança da paisagem cintilante e elegante do Idaho e na ânsia de vingar as vítimas dos últimos ataques dos Strigoi, três estudantes resolvem fugir para tentar encontrar e exterminar sozinhos um perigoso grupo de assassinos. Rose vê-se então obrigada a associar-se a Christian para os salvar, só que desta vez a jovem irá sujeitar-se a perigos que nunca imaginou ter de enfrentar.
ISBN: 9789896660420 – Contraponto / 2010 – 256 páginas
 
Seguindo os acontecimentos do primeiro livro, Rose Hathaway continua a ser a guardiã não oficial da sua melhor amiga, Lissa Dragomir. Embora Rose esteja determinada a defender Lissa para o resto da sua vida, dos Strigoi e do mundo exterior à academia onde elas estudam, ainda não está realmente preparada.
Por isso é que continua a ter aulas de combate com o seu mentor, Dimitri. Mas nem tudo é como Rose desejava. É que cada vez mais, começa a ter sentimentos pelo seu mentor, por mais inapropriado que seja. Não é só a diferença de idades que os impede de investir numa relação mais séria. É a preocupação de poderem esquecer o dever de cada um deles: proteger Lissa e metê-la sempre em primeiro lugar. 
É por isso que Rose vê a possibilidade de umas férias como um bálsamo. Para limpar a cabeça de todos os pensamentos de Dimitri e daquela que aparentemente, é a sua nova paixão. Contudo, as férias acabam por sair para o torto, quando três dos seus colegas da academia decidem ir procurar e enfrentar um ajuntamento de Strigoi e acabam por ser raptados por estes. Rose acaba por ter que ir atrás deles para tentar salvá-los, tendo em conta que ela própria foi uma das coisas que motivou a atitude dos seus amigos. 
 
Este é o segundo volume da série Academia dos Vampiros da autora Richelle Mead. A minha estreia com esta autora foi deveras positiva e foi com entusiasmo que comecei este segundo volume. Estava ansiosa para conhecer melhor a Rose, Lissa e companhia. Também, claro, queria saber mais sobre o Dimitri, que me conquistou logo no primeiro capítulo. 
Já sabia mais ou menos o que esperar e a verdade é que este livro, foi em si mesmo, uma surpresa muito boa. 
À semelhança do primeiro volume, é um livro de fácil leitura. A escrita da autora é muito fácil de seguir, é agradável e é bastante cativante. Atrai o leitor com uma facilidade incrível e até eu, que não sou propriamente fã de young-adult, me senti como parte integrante deste mundo.  A trama,  embora expectável, foi dinâmica e cheia de movimento e acção. 
De facto, a única grande diferença deste livro para o anterior, foi o ritmo da açcão. Este Beijo Gelado foi um livro que nunca parou, de modo que um leitor como eu, é incapaz de parar até que chegue até à última página. 
 
Contudo, além da narrativa bem trabalhada da autora, aquilo que eu mais aprecio nesta autora (até agora) é a forma como constrói os seus personagens. Na minha opinião ao primeiro livro, Academia dos Vampiros, tinha referido que estes personagens são algo incaracterísticos deste género literário, simplesmente, porque são personagens muito completas e muito bem pensadas. Não quero com isto dizer que não existem outros livros dentro do young-adult que tenham personagens tão completos quanto estes. De facto, já tive imensas surpresas dentro deste género. E continuo a ficar exultante quando vejo que é possível criar personagens dinâmicas, interessantes e realistas. Que valem a pena conhecer e acompanhar. 
Embora, novamente, tenham existido algumas atitudes por parte da Rose que eu não tenha apreciado, é impossível não reconhecer que a Rose vai aprendendo e evoluindo. 
 
Já a relação entre ela e o Dimitri não é a típica deste género. E talvez seja por isso que eu também estou a gostar de conhecer esta série. Este não é daqueles romances onde as preocupações adolescentes normais e usuais são a principal prioridade. De facto, até quase nem entram na lista das prioridades. É daquelas relações que derretem e frustram qualquer coração. É aquele sentimento de indecisão, de não saber como será o dia de amanhã que mais me atrai nestes dois personagens. Ambos sabem o que cada um sente pelo o outro e embora não possam ter estar romanticamente ligados por diversos obstáculos, é impressionante aqueles momentos fugazes e cheios de significado que eles têm. São momentos breves dentro da linha da narrativa, mas são tão intensos que parece que enchem muito mais páginas do que realmente fazem.
 
Este segundo volume acabou por me agradar também. E até uma surpresa, visto que li este livro num dia e fiz noitada com a ânsia de ler mais um capítulo, só mais um capítulo.  
Estou sinceramente contente por ter finalmente decidido experimentar esta autora e esta série de vampiros. Até agora está a valer a pena, vamos ver como corre o resto da  experiência. 
Sem dúvida que recomendo a quem gosta deste género literário. Àqueles que acham que não gostam, talvez um dia queiram experimentar pelo sabor da descoberta, talvez se surpreendam. Ou talvez não. Mas quem sabe…
 
 
Opiniões da mesma autora:
 
 
 
 

Academia de Vampiros

Lissa Dragomir é uma princesa Moroi – um vampiro mortal com um laço inquebrável com a magia da Terra – e deve por isso ser protegida dos Strigoi, os vampiros mais ferozes e mais perigosos – os que nunca morrem. Rose Hathaway, a melhor amiga de Lissa, é uma Dhampir – nas suas veias corre uma poderosa mistura de sangue de ser humano e de vampiro. Rose tem como missão proteger Lissa dos Strigoi, que tentam por todos os meios tornar Lissa uma deles. Após dois anos de uma liberdade proibida, Rose e Lissa são apanhadas e arrastadas de volta à Academia São Vladimir, escondida nas profundezas da floresta de Montana. Aí, Rose deverá continuar a sua educação de Dhampi, enquanto Lissa será educada para se tornar a rainha da elite Moroi. E ambas voltam a quebrar corações na Academia. No entanto, é dentro dos portões de ferro de São Vladimir que a segurança de Lissa e Rose está mais ameaçada. Os horríveis e sanguinários rituais dos Moroi, a sua natureza oculta e o seu fascínio pela noite criam um enigmático mundo repleto de complexidades sociais. Rose e Lissa vêem-se forçadas a deslizar por este perigoso mundo, resistindo à tentação de romances proibidos e nunca baixando a guarda, ou os Strigoi farão de Lissa um deles para a eternidade…
ISBN: 9789896660901 – Contraponto / 2011 – 264 páginas

Rose Hathaway e Lissa Dragomir são melhores amigas e Rosa é a guardiã de Lissa. Os guardiões são chamados dhampir, metade humanos e metade vampiros. São os guarda-costas dos Moroi, raça de vampiros que têm uma ligação íntima com magia. Respeitam os seus poderes e levam uma existência de harmonia com a Terra. As doze famílias reais dos Moroi são aqueles que poderão num futuro próximo ser o próximo líder da raça e por isso, a política é muito importante. Lissa é a única sobrevivente da família real Dragomir e por isso, a pressão está sempre presente no seu dia-a-dia. Muito mais agora que ela e Rosa descobrem que Lissa tem poderes únicos e algo perigosos para a sua própria existência. 
Por isso, acabam por fugir da escola privada que frequentam – Academia de São Vladimir.  Contudo, dois anos depois desta fuga, são apanhadas pelos guardiões da Academia e Rose acaba por ter que recuperar o tempo perdido com mais aulas e mais treinos, se quiser tornar-se guardiã oficial de Lissa. O seu mentor é Dimitri, um dhampir russo de 24 anos, que é irresistível em todas as frentes. 
Entre os dois, começa a nascer uma atracção inegável, mas além dos sete anos que os separam – que é um obstáculo para uma possível relação entre eles – o dever tem de ser a única prioridade dos dois. 
E essa prioridade chama-se Lissa, que anda a ser perseguida por alguém que quer controlar os seus poderes únicos. Serão os Strigoi, os vampiros imortais que querem acabar com a existência dos vampiros Moroi?

Esta série – Academia dos Vampiros – da Richelle Mead sempre me suscitou alguma curiosidade. No entanto, quando a moda dos vampiros se tornou incomportável, deixei de ter vontade de ler estes livros. E por isso, este livro esteve quase um ano à espera para ser lido. Finalmente voltei a ter vontade de lhe pegar e escolhi estrear-me com esta autora, entrando neste novo mundo com algumas expectativas. 
Apesar das expectativas, bem lá no fundo, não sabia o que esperar. Como se sabe, eu não sou propriamente fã do género young-adult, mas tenho que reconhecer que já tive imensas e boas surpresas. Existem aqueles livros que não são nada de especial e que se tornam chatos por terem todos aqueles dramas intermináveis adolescentes e triângulos amorosos que são escritos de maneira pouco inventiva ou mesmo cativante. 
Mas como já tinha visto boas opiniões a este livro tive alguma esperança que este se revelasse ser um bom livro dentro deste género. 
E sinceramente, gostei bastante da estreia. Surpreendeu-me bastante pela positiva.

A escrita da autora é muito boa. Embora as primeiras 100 páginas da narrativa tenham evoluído de forma um pouco lenta e vagarosa, o resto do livro leu-se num instante. Como digo, a escrita de Richelle Mead é cativante e fácil de seguir. O enredo do livro até é algo original, tendo em conta que vampiros é uma temática já muito batida. Gostei sinceramente do mundo que ela criou e conseguiu de facto agarrar o meu interesse. 
Ao início, como acontece em qualquer início de série, fiquei um pouco confusa com as particularidades de cada espécie (Moroi, Strigoi e Dhampir) mas rapidamente se apanha o jeito da coisa. 
Este livro também tem uma ponta de mistério e esse revelou ser mais um factor positivo para que a leitura deste livro fosse uma agradável. E confesso que fui surpreendida com o vilão. Apesar de agora parecer algo óbvio, na altura em que estava a ler o livro e a acompanhar a história, não desconfiei que o vilão fosse quem se revelou ser. 
Além disso, os personagens não são o típico young-adult (ou pelo menos o típico que eu não gosto nestes livros). Rosa é daquelas personagens que ainda hesita em algumas coisas, mas que é uma pessoa muito mexida, determinada e tem um carácter único. Tem sempre uma resposta na ponta da língua e apesar de ela ter tido algumas atitudes durante o livro com as quais não concordo, posso dizer que foi uma personagem que me surpreendeu. 
Já o Dimitri não é o típico herói deste tipo de livros. Para já é bem mais velho que a Rose e logo por aí, é algo que o distingue neste mundo young-adult. É uma personagem muito forte, igualmente determinada e é daqueles bad-boys a que ninguém consegue resistir. Tem um sentido de moral muito claro e é um profissional nato naquilo que faz. Confesso que estou ansiosa para o conhecer melhor. 

E podia dizer bem de todos os outros personagens (de importância) que apareceram neste livro. O conjunto de personagens deste livro admirou-me pela sua construção, pelas suas personalidades e por serem tão realistas, apesar de não estarmos a falar de meros humanos. 
Com isto, posso dizer que é um livro de leitura muito fácil que consegue agarrar a atenção do leitor com muita facilidade. A entrada para este mundo faz-se de uma forma algo subtil, mas ao chegar ao final deste primeiro volume, sente-se a necessidade de continuar. Para saber mais, para viver mais. 

E é por isso que passei instantaneamente para a leitura do segundo livro da série. Espero que seja uma surpresa tão boa quanto este livro foi.
Este Academia de Vampiros marcou uma estreia óptima para a autora Richelle Mead. 

A Mecânica do Coração

Edimburgo, 1874. Jack nasce no dia mais frio do mundo, com o coração… congelado. A Dr.ª Madeleine, a parteira (segundo alguns, uma bruxa) que o trouxe ao mundo, consegue salvar-lhe a vida instalando um mecanismo – um relógio de madeira – no seu peito, para ajudar o coração a funcionar. A prótese resulta e Jack sobrevive, mas com uma contrapartida: terá sempre de se proteger das sobrecargas emocionais. Nada de raiva e, sobretudo, nada de amor. A Dr.ª Madeleine, que o adopta e vela pelo seu mecanismo, avisa: «o amor é perigoso para o teu coraçãozinho.» Mas não há mecânica capaz de fazer frente à vida e, um dia, uma pequena cantora de rua arrebata o coração – o mecânico e o verdadeiro – de Jack. Disposto a tudo para a conquistar, Jack parte numa peregrinação sentimental até à Andaluzia, a terra natal da sua amada, onde encontrará as delícias do amor… e a sua crueldade. Um conto de fadas para adultos, ao estilo de Tim Burton ou Lewis Carrol.



ISBN: 9789896660734 – Contraponto / 2010

Jack é um bebé muito especial. Não só nasceu no dia mais frio em todo o mundo, como o seu coração revela ter nascido congelado. A doutora Madeleine, responsável por trazer o pequeno e pálido Jack ao mundo e especialista em criar soluções para deficiências corporais, decide incorporar um mecanismo nunca antes visto, em Jack, para que o seu coração consiga trabalhar de uma forma normal. O verdadeiro senão desta cirurgia é que o coração de Jack é mais frágil do que um coração normal. As batidas do seu coração, são respondidas pelo tick-tack do relógio de cuco e como este é constituído de madeira, não aguenta tão bem as emoções fortes. E desde cedo, a doutora Madeleine tenta instruir Jack a proteger o seu coração disso mesmo. De facto, Madeleina tenta preveni-lo e avisa-o que tem que proteger o seu frágil coração de cuco da emoção mais forte de todas: o amor.

No entanto, na sua primeira ida à cidade de Edimburgo, conhece uma cantora. Aquela que será o seu primeiro amor, aquela por qual ambos os seus corações batem mais forte. Jack que, apesar de todos os avisos que a Drª Madeleine lhe fez, não quer deixar escapar esta oportunidade de verdadeiro amor, parte em busca da sua cantora com o objectivo de a conquistar. 
O amor levá-lo-á até Andaluzia de onde a sua amada é natural e juntos vão descobrir-se a si e ao amor. Mas nem tudo é feliz e Jack vai aprender muito durante esta viagem emocional. 

Este livrinho muito pequenino acabou por se revelar uma grande surpresa. Já tinha ouvido falar muitas maravilhas sobre esta pequena obra, que em pouco mais de uma centena de páginas consegue dar ao protagonista e a nós, leitores, uma grande lição. Uma lição para recordar nos momentos tristes, para ensinar aos outros e para relembrar com um sorriso.
Gostei imenso da escrita do autor, que com uma simplicidade única consegue aproximar-nos das suas personagens algo excêntricas. Cada um deles tem o seu quê de especial e por isso mesmo, vou lembrar cada um deles com carinho grande. 
A verdade é que achei uma história tanto comovente quanto delicada. Com contornos fantasiosos o autor pega naquilo que conhecemos como emoções e mostra-as ao mundo, sem receio de nada. Elas estão lá, para quem as quiser  conhecer e compreender.  Achei fantástico a maneira como o autor pegou nestes personagens que à partida podem parecer algo patéticos e estruturou um enredo forte, lógico e acima de tudo, muito doce em todas as suas entrelinhas.

Adorei esta descoberta e acredito que este é um conto-de-fadas, tendendo para o estilo gótico, que todos deveriam ler. (Onde andam vocês, fãs de Tim Burton?Ide ler este pequeno tesouro. Ide, ide!


  

Sangue Quente

R é um jovem com uma crise existencial – ele é um zombie. Ele vagueia por uma América destruída pela guerra, pelo colapso social, e pela fome desmesurada dos seus companheiros mortos-vivos, mas ele anseia algo mais que sangue e cérebros. Ele pode falar somente algumas sílabas grunhidas, mas a sua vida interior é profunda, plena de maravilha e desejo. Ele não tem quaisquer memórias, nem identidade, nem pulsação, mas tem sonhos.

Depois de vivenciar as memórias de um menino adolescente ao consumir o seu cérebro, R faz uma escolha inesperada que começa com um tenso, desajeitado, e estranhamente doce relacionamento com a namorada humana da vítima. Julie é uma explosão de cor no meio da sombria e cinzenta paisagem que cerca R.

A sua decisão de protegê-la vai transformar não apenas R, mas também o seu companheiro Morto, e talvez o seu mundo inteiro.”


ISBN: 9789896660659 – Contraponto / 2012

Por entre os destroços de uma antiga cidade, vagueia um grupo de zombies que pretende alimentar-se dos poucos humanos vivos que por ali ainda vivem. Esta é uma cidade fantasma, completamente destruída, cinzenta e sem vida, tal como os zombies que se vão arrastando a gemer, desesperados por comida. No meio desse grupo, no entanto, encontra-se um zombie diferente de todos os outros e muito especial dentro da sua espécie. Estes seres não retiveram qualquer lembrança da sua vida anterior, nem o seu nome e não conseguem falar, a não ser proferir umas sílabas muito arrastadas, sem qualquer sentido. R (a única letra que se lembra do seu nome), um rapaz zombie, é diferente, pois na sua mente, os pensamentos não podiam ser mais claros nem fluentes. Além disso, consegue falar melhor do que todos os outros zombies. Mas o que torna R um zombie completamente diferente de todos os outros dentro da sua espécie é o facto de ele questionar não só a sua existência, mas também a dos vivos. O que reservará o futuro tanto para os mortos como para os vivos? R tem uma mente cheia de sonhos e questões para serem respondidas e mal sabe que a sua própria existência está prestes a mudar, quando ele e um pequeno grupo de zombies se dirige à cidade para se alimentarem. Para os zombies, o mais importante na alimentação, são os cérebros dos vivos. Isto porque além de serem a parte mais saborosa, é a parte mais importante da nossa anatomia. Não só retém recordações, mas também sentimentos, como o amor. Quando R acaba de se alimentar do cérebro de um jovem chamado Perry, começa a experienciar as recordações do mesmo. Mas dentro destas recordações, está uma jovem por quem Perry está apaixonado. Ela chama-se Julie e R, decide salvá-la e instalá-la dentro da sociedade dos zombies. Esta integração trará muitas mudanças a este mundo…       

Os zombies, são desde sempre uma temática de horror muito apreciada pelo mundo fora. De facto, estes seres que se encontram apenas meio-vivos são uma inspiração constante para o mundo artístico, seja dos livros, seja dos filmes, seja das séries. Mas como em tudo na vida, existem ciclos e fases. Neste caso, o mundo da literatura também se baseia muito em modas e ondas. Se há uns anos atrás, os zombies estavam na berra e só se viam filmes por aí com esta temática, depressa deixámos de ver esse fenómeno espalhado por todo o lado. Mas agora, os zombies voltaram à carga. Não só nas séries, mas também nos livros. E é assim que o jovem autor Isaac Marion nos apresenta este Sangue Quente, uma aposta da editora Contraponto que promete deixar-nos a reflectir sobre a condição humana. E não só.

Tenho que confessar que apesar de gostar de experimentar todos os tipos de literatura e ter uma mente aberta, os zombies são uma temática que não me fascinam sobremaneira. No entanto, após ter lido a sinopse desta obra, achei que valia a pena arriscar. E tenho que admitir, que apesar do livro não se ter revelado uma leitura fantástica e inesquecível, também acabou por me surpreender. 
Para começar, tenho que dar os parabéns ao autor pela ideia tão original que teve. Hoje em dia, parece que é muito difícil arranjar algum novo conceito que ainda não tenha sido trabalhado. O mundo criativo não é tão fácil quanto parece e por isso mesmo é muito gratificante ler uma coisa nova, com originalidade. Esta leitura é no geral, muito criativa e original e isso é um grande ponto positivo, logo à partida. O segundo ponto positivo, é a maneira como o autor nos apresenta esta história. Gostei bastante da sua escrita e ainda mais, por o autor ter escolhido relatar esta história através dos olhos de R. Não só porque podemos conhecer esta personagem como mais ninguém conhece – dá a sensação que estamos dentro da sua cabeça e pensamentos – mas também porque permite que o personagem principal de aproxime mais do leitor e que crie assim um relato mais intimista. Acho importante que o autor se dê ao trabalho de aproximar o seu protagonista do público. 

Contudo, após estes pontos positivos tenho que confessar, que mesmo não sabendo de que forma é que o autor ia explorar o seu enredo, esperava outra coisa. Conforme fui avançando na leitura, dei por mim a pensar que a história ficaria melhor se o autor tivesse escolhido um sub-enredo para manter cativa a atenção dos seus leitores. Acabei por achar os acontecimentos um pouco estáticos e apesar de existir uma evolução racional dentro da história, não foi nada que me arrebatasse, nem que me entusiasmasse. Entre os pensamentos de R, das memórias de Perry e da relação que se estabelece entre Julie e R, pouco mais há para explorar neste mundo dos zombies. Sei que o livro é muito pouco extenso e por isso não se pode pedir muita exploração, mas acabei o livro com uma sensação agridoce, mais para o agri do que para o doce, se é que me entendem. 
O saldo final é positivo, embora ache que o autor poderia ter explorado melhor este mundo. Mas com certeza o autor estará a pensar explorar mais este mundo na continuação, porque o final é claramente aberto e traz mil e uma possibilidades.

Dito isto, acabei por encontrar um livro diferente, fora da minha área de conforto e apesar de não ter ficado sem palavras, acho que também não me dei nada mal. O autor tem muitos pontos positivos e muitas vantagens neste mundo da escrita, especialmente no que toca à maneira como conseguiu fazer-me reflectir sobre a condição humana e sobre o ciclo natural das coisas.

O meu conselho final: Read outside the box! 


A Evolução de Calpurnia Tate

O meu nome é Calpurnia Virginia Tate, mas, nesses tempos idos, toda a gente me tratava por Callie Vee. Nesse verão, tinha onze anos e era a única rapariga de um total de sete irmãos. Conseguem imaginar pior do que isto? 


O verão de 1899 é quente na adormecida cidade do Texas onde vive Calpurnia, e não há muitas maneiras eficazes de combater o calor. A mãe tem uma nova ventoinha comprada na cidade, mas a única alternativa que Callie encontra é cortar discretamente o cabelo, uns furtivos dois centímetros de cada vez. Também passa muito tempo no rio na companhia do seu irascível avô, um ávido naturalista, e descobre assim que cada gota de água está cheia de vida – nada como olhar através de um microscópio! 

Ao mesmo tempo que Callie vai explorando o mundo natural à sua volta, consegue desenvolver uma forte relação com o avô, contornar o perigo que é viver com seis irmãos e aprender o que significa ser-se rapariga na viragem do século. 

A autora estreante Jacqueline Kelly dá vida a Callie e à sua família, capturando um ano verdadeiramente invulgar com uma sensibilidade e sabedoria únicas.


ISBN: 9789896660994 – Contraponto / 2011




A Evolução de Calpurnia Tate, da autora estreante Jacqueline Kelly foi uma aposta do ano passado, por parte da editora Contaponto. Aquando o lançamento, fiquei muito curiosa com esta obra, não só pelo título que é curioso, mas também pela capa e a própria edição trabalhada e invulgar a que este livro teve direito. Todos esses elementos trabalharam a favor do meu interessante por este livro e apesar de eu ter intuído logo de início, pela sinopse, que poderia não ser um livro totalmente do meu agrado, decidi arriscar a sua leitura e experimentar.
Mais uma vez, a contar com o empréstimo da Tinkerbell, esta leitura foi patrocinada pela iniciativa blogring do blogue My Imaginarium. Por isso, um muito obrigada, visto que já são muitas as leituras que apenas acontecem devido a esta iniciativa. 

Esta obra relata-nos um ano (1899/90) de vida de Calpurnia Tate, uma rapariga texana com quase doze anos. Na cidade de Texas, em 1899 o calor que se faz sentir naquele verão é completamente insuportável. A família de Callie faz os possíveis e os impossíveis para arranjar maneiras de refrescarem o seu lar, chegando até a comprar uma engenhoca muito moderna: uma ventoinha para afugentar as temperaturas elevadas que se fazem sentir. Esta família, com um tamanho modesto, é constituída pelos pais de Calpurnia, pelos seus 7 irmãos e ainda pelo seu avô, um naturalista fiel seguidor de Charles Darwin, cientista amador e ávido por conhecimento que passa a vida no rio da cidade de Fentress, à procura de novas espécies de insectos para a sua colecção crescente que habita na sua biblioteca.
O verão de Callie está a ser completamente entediante e aborrecido, até ao momento em que conhece e abraça a Ciência. Com a ajuda do seu avô, a crescente proximidade entre os dois vai permitir que Callie descubra na Ciência um companheiro para a vida e acalenta assim o sonho de se tornar uma cientista, numa posição em que possa mostrar ao mundo os seus saberes e as suas descobertas. A sua ânsia em aprender e a sua ambição são características nunca antes vista nesta cidade do Texas, mas o virar do século está aí e com ela muitas mudanças vão tomar rumo… 


Não sei muito bem o que esperava deste livro, quando pela primeira vez peguei nele. Foi uma leitura que acabou por me deixar dividida em vários aspectos. Por um lado, gostei do livro e considero que foi uma leitura com resultados positivos pois não só é educativo (com todas as menções a Darwin, Marie Curie e Newton) como também é um livro com algum humor, que permite descontracção. A escrita da autora é bastante fácil de seguir e  a mesma construiu um enredo com uma lógica simples e interessante. A personagem principal, Calpurnia, é deveras engraçada com as suas tiradas sarcásticas e a sua perspectiva de vida. As artimanhas que ela arranja para se desviar do caminho que a mãe traçou para ela são igualmente hilariantes e foi uma personagem que me deu verdadeiro prazer em conhecer. Foi uma heroína devidamente explorada e cheguei ao final com sentimento de tristeza por não saber mais sobre a personagem. 

Já por outro lado, a autora faz notar no final do livro que tomou liberdades quanto ao contexto histórico da altura e embora não condene a decisão da autora – afinal foi a forma como ela preferiu apresentar o livro – preferia que o registo histórico tivesse sido o mais próximo do original possível. Ficção já eu leio muita e devido à minha fascinação pelo tema de história mundial é-me impossível preferir um relato ficcional neste aspecto. Gostaria de ter visto tanto empenho para o contexto histórico, como a autora teve para a temática da ciência e da física. Contudo, não posso deixar de referir que a autora escolheu mostrar-nos 3 exemplos de invenções que tiveram um impacto enorme na sociedade mundial, de uma forma interessante e que ficou bem encaixada no enredo: a Coca-Cola, que viria logo desde início a fazer furor, o automóvel e finalmente, mas não menos importante, a invenção do telefone.  

Embora não possa dizer que a ciência como disciplina teórica seja um tema que suscite grande interesse, não posso dizer que a leitura não tenha sido proveitosa. 
No entanto, se tivesse lido mais opiniões sobre o livro provavelmente não lhe teria dado uma oportunidade, o que é pena porque apesar de não ter sido um livro que me tenha enchido as medidas, nem que me tenha arrebatado (de facto, esperava algo mais, embora não consiga especificar o quê) foi um livro que me educou um pouco mais sobre uma temática diferente e que acima de tudo, me entreteu. 

A pergunta final sobre se recomendaria este livro a alguém terá de ser respondida por vós mesmos. Aos entusiastas do conhecimento, acredito que possa ser uma leitura proveitosa, mas não há como ler e ter a certeza. Quem sabe, esta obra poderá surpreender-vos…



Opinião – Vingança

Opinião:

E já acabei o segundo volume da série Fever, da autora Karen Marie Moning. Foi num instante que li este livro. De facto, de um dia para o outro, devorei as páginas deste volume que me deixou com uma opinião ainda melhor da série. Se o primeiro livro não me tivesse conquistado, este decerto tê-lo-ia feito.
Não posso deixar de mencionar o quão impressionada estou com este estilo de escrita. A meu ver, a autora encontra-se francamente no seu melhor e não deixa os seus leitores descansarem enquanto o livro não estiver acabado. Isto porque ela construiu aqui um mundo verdadeiramente interessante e com seres que apelam verdadeiramente à minha curiosidade. Além disso, a autora baseia-se fortemente na cultura Celta, que é outra coisa que me fascina. Assim sendo, todos estes factores juntos num livro , fazem-no por demais apelativo, e é por isso mesmo que me encontro a ler a série quase de forma compulsiva.
Antes de mais, quero relembrar que podem ver a minha opinião sobre o primeiro volume – Anoitecer – aqui.

Este livro, “Vingança” trouxe-nos algumas mudanças, trouxe-nos mais conhecimento acerca do universo que a autora construiu e traz-nos a nós leitores, mais ansiedade.
A autora consegue de forma maravilhosa agarrar o leitor às suas descrições. O humor continua bastante presente nesta série, mas o que falta à outra série, a autora compensa nesta. Falo nomeadamente do tom mais sério que a autora deu à série Fever, falo também da exploração mais abrangente à cultura Celta, falo de um enredo mais cativante e desafiante para o próprio leitor, que dá por si mergulhado nos acontecimentos e dá por si sedento de obter mais conhecimento acerca do que está a decorrer com os personagens e com o universo que nos conquistou.

Embora em termos de enredo e evolução da história, não tenha havido grande diferença entre os dois volumes que já li, já se notou uma evolução nas personagens, principalmente nos dois personagens cruciais: Barrons e Mac.
Mac continua a tentar adaptar-se à nova realidade que é a sua vida em Dublin e continua desesperadamente à procura de vingança pelo assassinato da sua irmã Alina.
No entanto, Mac depressa dá por si envolta em mais segredos e mistérios do que aqueles que consegue compreender por si mesma e acaba por não saber em quem pode confiar, visto que dificilmente se percebe quem são os bons e quem são os maus nestes livros cheios de adrenalina e emoção.


Reforçando a ideia de que este segundo volume não ter trazido grandes revelações acerca de todos os mistérios que já se encontram introduzidos na trama, oferece aos seus leitores uma dose de adrenalina e mistério bem mais intensa, bem como a introdução de questões pertinentes que deixam o leitor completamente viciado nestes livros. Claro que apenas poso falar por mim, mas creio estar a fazer passar da melhor maneira o meu entusiasmo, porque este livro foi o que classifico de uma boa leitura, completa e que me satisfez. Proporcionou-me bons momentos, tal como também me proporcionou momentos de angústia, mas no geral, foi um livro que me envolveu totalmente e é isso que pretendo sentir ao ler um livro. Pode não ser um livro para todos os gostos, mas certamente agradará a quem gostar do género literário de fantasia urbana.

É também por isso que lamento a decisão da editora responsável por estes lançamentos, que não irá apostar mais nesta série. Permiti-me contactar as Edições Contraponto quanto a esta questão e aproveito para vos deixar o que me foi respondido:

Boa tarde,
Li os dois livros publicados pela Contraponto da autora Karen Marie Moning e ao fazer mais pesquisas soube que faz parte de uma série.
Queria informar-me se a editora pretende publicar os restantes 3 livros da série Fever?
Obrigada.
Cumprimentos,
Filipa —-

Cara Filipa,
Agradecemos desde já o seu contacto.
Quanto à sua questão, não está prevista a publicação de mais livros da série Fever, de Karen Marie Moning, dado que os resultados dos primeiros livros não nos permitem continuar a publicar os livros seguintes, ao contrário daquilo que eram as nossas expectativas.
Publicamos várias sagas na Contraponto que estão a correr bem, e esperávamos que a da KMM, tendo um grupo de fãs tão fiel, tivesse igualmente bons resultados o que infelizmente e para grande tristeza nossa não aconteceu. Lamentamos desapontar as fãs da autora e compreendemos a sua desilusão.
Com os melhores cumprimentos,
Catarina —-
Direcção de Internet

Apesar de tudo, eu continuarei a seguir a série e sinto-me feliz por ter adquirido os 5 livros que completam a série em inglês, pelo que depois de concluída a leitura deste segundo volume avancei já para o livro seguinte com o qual espero não ficar desiludida. Provavelmente não irei postar as minhas opiniões no blogue, devido não ir de encontro aos objectivos que tenho para este meu espaço que é falar e opinar obras que se encontram publicadas em Português.




Opinião – Anoitecer

Opinião:
Este não é o primeiro livro que leio desta autora. De facto, eu sigo com muita atenção a outra série que a autora escreveu, intitulada “Highlander”. Esta série é publicada em Portugal pela editora “Saída de Emergência”, mais propriamente pela chancela “Chá das Cinco”.
No entanto ,foi com grande satisfação que recebi a notícia que a outra série seria publicada pelas Edições Contraponto. Na altura em que saíram os dois primeiros livros decidi esperar para ver se a Editora não passava a perna ao público e deixava a série em águas de bacalhau, passo assim a expressão.
Claro que não fiquei surpreendida quando os meus receios se tornaram realidade e a Editora apenas publicou os primeiros dois livros do que me parece ser uma série aliciante e com potencial.
Assim, decidi adquirir a série em inglês na sua totalidade e não me arrependo da minha decisão. Assim, poderei sem qualquer problema ler até ao último volume, uma série que me conquistou com o seu primeiro livro. 

Não posso deixar de fazer algumas comparações com a outra série da autora. As duas séries, a meu ver, não têm muitas semelhanças. O tom de escrita é completamente diferente e embora goste muito da série dos Highlanders, tenho de confessar que esta, foi uma brisa de ar fresco. Completamente diferente do que estava à espera, encontrei a autora Karen Marie Moning num registo de escrita diferente, mas nem por isso, menos cativante.
Embora existam realmente elementos comuns entre as séries, nomeadamente a referência aos seres Fae e também a referência ao Druidismo e à cultura Celta, as semelhanças são apenas no nomes que se encontram. Aquilo que a autora não aprofundou na série Highlander, fá-lo na série Fever de uma maneira bem mais abrangente e que deixa o leitor cativo das descrições deste mundo que não é totalmente novo, mas também ainda não é totalmente conhecido. As nuances do mundo que a autora nos apresenta neste primeiro volume da série Fever, são incompletas, como seria de esperar para o primeiro livro de uma série. Afinal não é segredo nenhum que os primeiros livros de uma série raramente mostram o seu verdadeiro potencial, visto que na maioria das vezes, são livros que têm um papel mais informativo, com menos acção e que pretendem acima de tudo, introduzir o leitor num admirável mundo novo – e este é-o certamente. Conquistou-me logo nos primeiros momentos e deixou-me deslumbrada.
Para quem gosta do género literário fantasia urbana, convido-vos a experimentarem este livro.

O livro conta-nos a história da protagonista MacKayla Lane, Mac para os amigos. Quando a sua irmã, Alina é encontrada morta em Dublin em circunstâncias não normais, Mac decide deixar temporariamente a sua vida segura e estável no estado de Georgia para pressionar a polícia a reabrir o caso de homícidio da sua irmã e levar o seu assassino à justiça. Mas tudo acaba por se complicar e Mac vê-se sozinha numa cidade estrangeira com vários elementos que desconhecia. Até que acaba por encontrar Jericho Barrons que irá tornar-se o seu guarda e também quem vai ensinar Mac a sobreviver num mundo que até agora lhe era desconhecido e que esconde vários perigos. Assim, Mac e Barrons juntam-se numa improvável parceria para tentarem encontrar um artefacto mítico e perigoso, que irá trazer aos dois a satisfação de atingirem os seus objectivos individuais. Mac pretende encontrar o assassino da sua irmã e fazer justiça pelas suas mãos, já que a polícia nada poderá fazer contra inimigos que nem sequer tem conhecimento. E Barrons… bem, Barrons é uma personagem muito misteriosa e esconde com muita perícia os verdadeiros objectivos que quer ver atingidos.

Assim, o que posso dizer sobre este livro é que foi muito bem-estruturado e cativou-me do início ao fim. É sem dúvida uma série que vou ler até ao quinto e último livro . Ainda mal entrei neste mundo mirabolante e cheio de acção e estou já a desejar por mais. De facto, já comecei a leitura do segundo volume, para não perder a embalagem e todo o entusiasmo. Encontro-me ansiosa para conhecer mais sobre este mundo e ver como é que as personagens apresentadas neste primeiro livro, vão evoluir.

Há muitas surpresas que me esperam e mal posso esperar para descobrir mais!