A Árvore dos Segredos

Um amor proibido nas Pampas argentinas. Numa apaixonante paisagem onde o sol se põe em tons de fogo, a escritora inglesa, Santa Montefiore, escreve um épico de amor, desilusão e segundas oportunidades. No rancho de Santa Catalina os irmãos Solanas vivem e crescem juntos. Quando Paco se apaixona por uma irlandesa, Anna Melody, tudo muda na família. A filha de ambos, Sofia, que cresceu sob a sombra da Ombu na quente planície, vive um amor proibido que a obriga a deixar a terra que sempre amou. Uma saga de família a levar-nos da Inglaterra à Argentina, numa cuidada narrativa de emoções fortes com um inigualável odor a gardénias… Ombu é a única árvore nativa nas Pampas. De ancestrais raízes essa árvore cresce e observa em silêncio os homens e mulheres que por ali passam. Sofia, filha de um argentino e de mãe irlandesa, espiga rebelde e decidida. A sombra da árvore é o seu esconderijo favorito. Ali pode passar horas a observar a vasta paisagem, conversando com os primos Maria e Santiago. Enquanto a sua mãe, Anna Melody, se tenta adaptar à terra do marido, Sofia cresce enraizada naquele lugar não concebendo sequer partir. Ao apaixonar-se pela pessoa errada é obrigada pela família a abandonar o rancho voltando vinte anos depois… Um épico de amor, perda e aprendizagem da vida. Natural de Winchester, Inglaterra, mas de ascendência argentina, Santa Montefiore escreveu um poderoso romance sobre o sentimento de pertença a um lugar, sobre a violência das paixões e o deixar para trás o passado recomeçando noutro lugar, investindo em outros afectos. Na vida não amamos só uma vez, nem de uma só forma. Sofia, a protagonista, descobre isso já mulher. Mas descobre-o ainda a tempo de ser feliz.

ISBN: 9789724242453 – Círculo de Leitores / 2001

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Nas pampas argentinas, em Santa Catalina, vive uma família extensa. A família Solanas. Várias gerações passaram por esta casa e deixaram a sua marca neste espaço. As crianças nas férias de Verão, têm muito que fazer. Jogam pólo, vão à piscina, andam a cavalo e visitam o ombu que se encontra na propriedade, pedindo à árvore os desejos que querem ver cumpridos. Diz-se mesmo que esta árvore é mágica e a verdade é que ela assim o é, pelo menos até as mesmas crianças crescerem e deixarem de acreditar na magia desta árvore. Sofia Solanas e Santiago são primos direitos e são também os melhores amigos. Andam sempre juntos, são inseparáveis. Até que Sofia começa a sentir algo mais por Santi e as coisas complicam-se. Afinal, ela ainda é uma criança e não pode saber, na verdade, o que realmente quer. Já para não falar na reacção que os seus pais teriam se alguma vez descobrissem que Sofia nutria estes sentimentos pelo seu primo direito. Contudo, não escolhemos quem podemos amar e Sofia e Santi acabam por esquecer a opinião dos outros e preocupam-se em amar-se um ao outro apenas. Como era esperado, a relação é descoberta pela família e Sofia é obrigada a afastar-se de Santa Catalina. Os caminhos de Sofia e de Santi acabaram por se separar e as vidas de cada um deles nunca mais vai ser a mesma. Contudo, e se…?

Este livro foi-me recomendado por uma amiga e confesso que me encontrava muito receosa para o ler, razão pela qual adiei a sua leitura por meses afim. No entanto, eu acredito que cada livro tem uma altura certa para ser lido e agora que finalmente me decidi a ler esta obra, que marca a minha estreia com a autora Santa Montefiore, sei perfeitamente que não poderia existir melhor altura para ler este livro. Mal comecei a ler o livro, fiquei presa à sua história. O primeiro impacto foi a forma como a autora descreve a Argentina e a vida neste país. Fiquei deslumbrada logo à primeira “vista”. Fiquei fascinada pela paisagem das pampas argentinas e pelo contraste que existe entre o meio urbano de Buenos Aires e o campo. Parece um país apaixonante. Fiquei com imensa vontade de o visitar.

A escrita da autora é portanto, cativante, para dizer o mínimo. A narrativa chamou-me logo à atenção, pois é fluída e apanha o leitor desprevenido. Eu, mais ainda, porque não estava à espera de encontrar o que acabei por encontrar neste livro. O que encontrei foi uma história muitíssimo bem construída, uma família e personagens apaixonantes, além de toda a riqueza descritiva da paisagem e da história do país. Estes são todos parâmetros que, quando são bem executados, me conquistam numa leitura.

Encontrei o relato de várias gerações. Um testemunho histórico, diria. Encontrei múltiplas histórias de amor. Cheias de paixão, ressentimento e arrependimento. Encontrei o destino. E encontrei também algumas lições que prometem deixar a sua marca no meu futuro. O facto de ter podido acompanhar diversas gerações desta família deu-me uma perspectiva muito alargada de como é a realidade da Argentina nas várias épocas que aqui são faladas. Mas a intensidade do discurso nunca muda e acabamos por amar estas personagens como se fossem a nossa própria família. Sentimos o sofrimento de cada um e partilhamos com elas, as suas alegrias e as suas tristezas.  É algo poderoso sentir que pertencemos a um mundo que conhecemos dentro das páginas de um livro. E foi assim que me senti quando comecei a ler A Árvore dos Segredos. Facilmente senti que fazia parte desta família, que me sentava à mesa para jantar com eles e que jogava pólo e que sentava no ombu a pedir os meus desejos e a rezar para que eles se realizassem rapidamente. Sofia e Santi, especialmente ficaram no meu coração, por razões muito particulares. Estes os dois têm uma história…emocionante.

Este livro despedaçou-me o coração, fez-me sofrer. E voltou a colar as peças todas, colocou-o de novo, inteiro, dentro do meu peito. Várias foram as vezes que quis gritar de frustração  chorar de desespero e rir de felicidade.

Mas só nos apercebemos do muito que gostamos de uma coisa quando a deixamos durante algum tempo. Quando regressamos, vemo-la num tom completamente diferente porque, de súbito, somos capazes de nos afastar para nos apercebermos de como realmente é. Passamos a amar com muita intensidade todas as coisas que anteriormente tínhamos como certas, porque sabemos o que é passar sem elas. ”

– in A Árvore dos Segredos

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A Hora Mágica




Até há pouco tempo, a Dra. Júlia Cates era uma das mais respeitadas pedopsiquiatras do país. Em Rain Valley, onde vive, nunca acontece nada de especial – até ao dia em que uma menina emerge das profundezas da floresta e chega à vila. É uma vítima completamente diferente: uma criança encerrada num mundo de inimaginável medo e isolamento. Estará Júlia à altura? Num dos seus romances mais ambiciosos, Kristin Hannah proporciona-nos uma história emocionante sobre a resiliência do ser humano, o triunfo da esperança. E sobre os locais misteriosos do nosso coração.






ISBN: 9789724246246 – Círculo de Leitores / 2010 – 424 páginas

Uma menina é encontrada numa árvore. Encontra-se agarrada a um lobo. Está assustada, agitada e é preciso uma rede e tranquilizantes para a trazer até ao chão. Ellie, comandante de polícia da pequena cidade de Rain Valley , está encarregada de descobrir a identidade desta pequena criança que foi encontrada na orla do bosque. Desde cedo, Ellie se apercebe que há de estranho com a rapariga. Esta criança tem algo de selvagem em si, irracional. Não fala, recorre aos uivos para exprimir os seus sentimentos e emoções. Rapidamente é intitulada como a Rapariga-Lobo pelos meios de comunicação social, devido às suas capacidades extraordinárias de rapidez de movimento, agilidade e feracidade.
Só existe uma pessoa que pode salvar esta criança e essa é a irmã de Ellie que não se encontra nas melhores fases da sua vida. A sua carreira acabou de ser destruída e Julia encontra-se muito vulnerável emocionalmente pois acabou por perder o trabalho que ama e para o qual se esforçou durante tantos anos. Ajudar esta criança, que irá baptizar de Alice, será uma segunda oportunidade para ela. 

Para os mais atentos, devem ter-se apercebido que este foi um dos livros escolhidos para o desafio aos leitores que fiz aqui no Labirinto. Disse igualmente que começaria este desafio pelo livro de Kristin Hannah. A Hora Mágica acabou por se revelar uma estreia muito boa. No início não sabia muito bem o que esperar, mas pela sinopse, deduzi que seria um policial/thriller. Não classificaria esta obra como sendo um policial. Pelo menos, não completamente. Claro que a essência do livro se encontra no mistério que envolve a pequena criança que aparece, pois não se sabe nada sobre a mesma e o facto de ela não falar é um enigma que o leitor está constantemente, ao longo da leitura, a tentar resolver.
Mas este livro é bem mais que a solução de um mistério. É mais do que encontrar a chave que resolve tudo e que permite existir um final feliz.
É um livro que nos fala sobre a crueldade que existe por aí nesse mundo e obriga-nos a pensar no número alarmante de sequestros de crianças que existem todos os dias. Crianças que nunca são encontradas e que acabam por cair no esquecimento. É alarmante. Desesperante. 
Ainda me consigo lembrar da primeira vez que, quando em criança, me perdi dos meus pais. A sensação de desespero foi tão grande que bloqueei totalmente. Cheguei a pensar que nunca mais na vida veria os meus pais. Felizmente, tive presença de espírito suficiente para dizer a um segurança que me tinha perdido da mamã e vá lá que o final foi um feliz. Mas existem muitos por aí que não o são.
E esta história mostra-nos, como é a vida depois do trauma que é um sequestro. Mostra-nos como a pequena Alice sobreviveu a um período intenso de maus tratos e como reaprendeu a falar e a expressar as suas emoções e sentimentos. Como voltou a ser criança e a sentir-se segura. 

O que mais gostei nesta obra foi a forma como a autora descreveu o desabrochar da Alice, mas também da Julia. Foram as personagens que mais me interessaram em todo o livro, não apenas por serem as protagonistas da história, mas por terem sido personagens que me inspiraram. Ambas se encontravam numa fase da vida muito infeliz e conseguiram tornar-se novas pessoas, com a ligação que formaram entre elas. São personagens muito fortes e que não se rendem com facilidade. Gostei muito de acompanhar o crescimento destas duas personagens e confesso que além da escrita, o que mais gostei em Kristin Hannah foi a forma como ela constrói as suas personagens. E apreciei também o facto de a autora ter construído dois romances, de uma forma subtil, como quem não quer a coisa, mas belos da mesma forma.  
Também gostei bastante da escrita, embora não tenha gostado da tradução. Existiram vários termos que não me soaram bem, que não encaixaram dentro da narrativa e tenho pena de não ter arranjado antes o original. Sei que a experiência teria sido bem melhor.

Em suma, gostei bastante da minha estreia com a autora e lerei mais livros dela, mas tenho noção que não lerei mais nenhuma tradução, com muita pena minha.

   

Lembranças Macabras


Nas caves de um museu de Boston, um meticuloso assassino deixa pequenas mensagens dentro do corpo das suas vítimas. As múmias, quase esquecidas, são afinal vítimas de alguém fascinado pela cultura e pelos antigos rituais de morte egípcios. Maura Isles, médica forense, e Jane Rizzoli, detective, cedo percebem que a chave do mistério reside na arqueóloga do museu, a quem o criminoso parece querer ofertar as mortes. Aliando suspense a um exímio conhecimento médico-científico, Tess Gerritsen constrói um inquietante enredo de sólidas e surpreendentes personagens. Presentes nos seus livros, estas personagens inspiraram a criação de uma série televisiva. 



Uma adolescente de dezasseis dorme pacificamente no seu quarto, com a janela aberta numa noite quente de verão. A sua mãe entra no quarto para verificar se está tudo bem, quando se apercebe de uma sombra no quarto da sua filha. A sombra do mal e que a persegue há tanto tempo. 
Em Boston actual, é encontrada uma múmia nas caves de um museu. Múmia esta que se crê ter dois mil anos, de acordo com o tecido que envolve o corpo, que é considerado um tesouro e um artefacto. A médica legista Maura Isles, após ter feito alguns testes de raio-x à múmia com a ajuda de dois especialistas, chega à conclusão que o corpo que se encontra guardado e envolvido naqueles preciosos tecidos não é um artefacto, mas sim uma mulher que foi assassinada há alguns anos atrás. 
No Egipto, a busca do pelotão militar antigo perde-se no tempo, quando a mesma se revela infrutífera. 
Após algumas revelações estonteantes, Jane Rizzoli e Barry Frost, os parceiros encarregues da investigação desta caso macabro, o par apercebe-se que a antropologia é um tema que liga todos estes acontecimentos. E há 20 anos atrás, a escavação no Egipto parece ser o pronto central para este mistério. 
O criminoso, que se crê ser um antropólogo com interesse em Egiptologia, deixa à polícia as suas lembranças, souvenirs aterrorizantes, incluindo múmias modernas e outros que têm como objectivo retratar costumes anciãos. O mal anda por aí e o mistério parece não ter fim, até que Jane Rizzoli consiga descobri qual é a verdadeira ligação entre estes três acontecimentos. 

Este é já o sétimo livro da série de policiais/ thrillers da autora que leio. A cada livro que folheio, parece-me impossível parar. A dupla Jane e Maura é completamente imparável e todos os seus casos e peripécias são alucinantes, tal como viciantes. 
Nunca cheguei a pensar que me pudesse tornar uma fã tão fiel desta autora. Agora que olho para trás, parece-me impossível que o primeiro livro desta série não me tenha conquistado de forma óbvia, mas ao fim de 7 livros tenho a certeza absoluta do que digo, quando afirmo que Tess entrou há já algum tempo, para a minha lista de autora obrigatórias.
Não me surpreendeu o facto de ler lido este livro em pouco mais de 24 horas, porque a escrita de Tess Gerritsen ainda não conseguiu desiludir-me e por isso mesmo, acabo por entrar de forma muito fácil na história e parece que só consigo parar quando chego à última página. 
Lembranças Macabras baseia-se muito em conceitos antropológicos. Tenho que confessar que fiquei admirada pela forma como a autora escolheu apresentar este tema. O leitor tem oportunidade de conhecer mais sobre o processo de mumificação de um cadáver e tem também oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o que significa ser um antropólogo. No entanto, cheguei ao final do livro com vontade de descobrir mais e senti que a minha sede de conhecimento sobre esta temática não ficou completamente satisfeita.  Gostaria que a autora tivesse explorado e aprofundado mais esta temática. 

Pela primeira vez, vejo o parceiro de Jane Rizzoli assumir alguma espécie de protagonismo, o que é um ponto positivo. É importante, especialmente em séries que se tendem a estender por muitos livros, que os autores dêem oportunidade a outros personagens aparecerem mais. Não só torna o enredo mais dinâmico, como podemos constatar que o autor tem alguma preocupação com a evolução da série. Uma série como esta não se pode tornar estática, por isso é bom ver a autora a diversificar um pouco as circunstâncias do enredo. 
Gostei muito deste caso. Até quase ao final do livro, acreditei – ingenuamente – que sabia a solução para o mistério. Acabei por confirmar que apenas algumas das minhas teorias é que se encontravam correctas, mas as surpresas estiveram lá também. De tal forma, que cheguei a ficar boquiaberta com algumas verdades. 

Com apenas mais um livro publicado em Portugal, com o título Seitas Malditas, estou quase a colocar esta série em dia a minha cabeça começa a testar algumas teorias no que se concerne ao futuro da série. O décimo livro da série será publicado em Agosto nos Estados Unidos e estou positivamente ansiosa para saber que novidades estarão lá contidas.
Durante o mês de Julho, tenciono ler os próximos dois livros, porque além de esta série já constar dentro da minha lista de favoritos, existe duas personagens em particular que continuam constantemente a desafiar a minha imaginação. 
Uma delas é a Maura Isles, que está numa fase de vida algo complicada e parece ter estagnado. Espero que os próximos livros tragam novidades quanto à sua situação. 
A segunda é o Barry Frost, devido aos acontecimentos desta obra. A autora inseriu aqui uma ocorrência que me surpreendeu e pergunto-me qual será o destino desta personagem. É algo pelo qual anseio saber, igualmente. 
Até ao próximo livro, as minhas perguntas continuarão sem resposta, mas espero que em breve consiga mudar esta situação.

Para quem gosta de um bom policial com grandes cargas de suspense, mistério, adrenalina e entretenimento ao mais alto nível, esta série é das melhores. 




O Clube Mefisto

O mal pode espalhar-se como uma doença? A prática Jane Rizzoli, detective na Brigada de Homicídios de Bóston, não acredita, nem por um minuto, em forças sobrenaturais. Quando analisa o local do crime busca a mente do criminoso, vasculha entre vestígios para encontrar provas, para chegar ao assassino. Para este caso talvez tenha contudo de por alguns dos seus preconceitos de lado… Com a valiosa ajuda de média legista, Maura Isles, investiga a sucessão de crimes em que as vítimas são desmembradas e em que uma apocalíptica mensagem é inscrita nos corpos. O estranho Clube Mefisto, que investiga a origem genética do mal, oferece-se para ajudar a polícia, mas mesmo eles, habituados a lidar com a morte, se sentem atemorizados com os sinais deixados pelo serial-killer.
Um thriller assinado por Tess Gerritsen, a combinar ciência, crime e romance. Médica de formação, a escritora norte-americana decidiu dedicar-se à ficção aliando os seus conhecimentos em medicina e investigação forense a uma poderosa imaginação criminal. Uma combinação a fazer-nos tremer a cada página…

ISBN: 9789724245140 – Círculo de Leitores / 2009



Véspera de Natal – esta é uma época religiosa de grande importância para todos nós. Mesmo para aqueles que não acreditam em religião, a época natalícia é aquela que representa o bem e a pureza da condição humana. Mas nem sempre é assim. O mal está por todo o lado e nem nesta época de bondade e generosidade este pára. O mal prolifera por todo o lado, nós insistimos em ignorar porque assim nos convém, pois é uma forma de manter um espectro de tranquilidade e felicidade na nossa rotina. 
Mas Jane Rizzoli e Maura Isles sabem bem que o mal e os criminosos nunca tiram férias e por isso mesmo, não ficam admiradas quando recebem uma chamada, a relatar um crime na véspera natalícia. Aquilo que não sabiam é que este crime é perturbante e horrorífico, tanto, que não existem palavras que conseguem descrever o horror que uma jovem mulher sofreu às mãos de um criminoso que entrou na sua casa e desmembrou o seu jovem corpo, deixando as partes desmembradas por toda a casa. Já não bastava o crime ser um dos mais horríveis que as duas colegas tiveram oportunidade de ver, os símbolos que se encontram gravados nas paredes da casa trazem uma aura ritualista ao crime. A palavra Peccavi sobressai no meio de tudo, por significar “Eu pequei”.

No decurso da investigação, Jane Rizzoli chega ao conhecimento de uma organização chamada Clube Mefisto, que é composta por professores e por profissionais das mais variadas áreas de conhecimento. Estes acreditam que o mal é uma entidade viva e que é uma entidade que é originada de forma hereditária. E dentro desta organização existe uma personalidade muito misteriosa que se encontra envolto em tantas camadas de política e cunhas, que se torna mesmo intocável. O homem é Anthony Sansone, que insiste que o seu clube pode ajudar a delegação de Homicídios de Boston a resolver este mistério e por fim, apanhar o serial-killer que anda a colocar a cidade de Boston em alvoroço, devido aos seus crimes cruéis e demasiado inteligentes. 
Jane Rizzoli e Maura Isles estão prestes a pegar no caso que irá marcar ambas as carreiras. Será que vão aguentar a pressão do mal? Ou irão ser perseguidas durante toda a sua vida por estes crimes?

Mais uma vez, apresento aqui no meu cantinho uma opinião dos livros da autora Tess Gerritsen. A série Rizzoli & Isles continua a mostrar-se leituras cada vez mais viciantes e cheias de adrenalina. Este é já o sexto livro da série e rapidamente me aproximo dos últimos livros que foram publicados. Tenho apreciado estes livros de tal forma, que tendo a lê-los com bastante tempo de intervalo, para que possa sempre ter um à mão, quando a minha disposição assim pede. Contudo, este mês foi a excepção à regra, em que li dois livros da série praticamente de seguida. Estou a adorar acompanhar de perto o quotidiano destas duas profissionais – Maura Isles e Jane Rizzoli. É interessante acompanhar a vida destas duas colegas de trabalho/ amigas pessoais e mais importante que isso é ter a oportunidade de ver as personagens crescerem e aprenderem conforme vão avançando nas suas vidas. Este livro foi particularmente interessante para mim, porque tem uma temática ligada à religião e à História da religião e fiquei bastante curiosa para ver como é que a autora ia transportar alguns mitos religiosos para a ficção. 
Gostei bastante de ver a autora a explorar este tema de forma concisa e dinâmica. Desde o primeiro volume da série que não me sentia tão em sintonia com a intensidade que a autora pretende transmitir aos seus leitores. Os últimos volumes da série, a meu ver, poderiam ser considerados como policiais. Mas este, tem mais características de thriller e foi um pormenor que me agradou muito. Aprecio o esforço que a autora faz para não deixar que a série se torne estática e sem movimento. 
Não me desiludi, disso posso garantir-vos. A autora não falha – já tenho alguma confiança com as obras dela para poder dizer que a maneira como ela me embala com a sua escrita e com os enredos envolventes que constrói nunca mudam, nem nunca esmorece. Ao fim dos primeiros três capítulos, é garantido que Tess consegue captar a minha atenção de uma forma extraordinária. Estes livros estão cheios de ritmo, adrenalina e mistério até à última página.  

Por isso mesmo é que não gosto de ler os livros dela de seguida, porque nunca se sabe quando é que irei ter saudades da escrita dela e assim nunca corro o risco de chegar à prateleira e de me aperceber que não tenho nenhum livro dela para ler. 

O Clube Mefisto volta a concentrar-se na vida de Maura Isles, a médica legista, que assiste muitos dos casos que Jane Rizzoli tem que investigar. Fiquei muito curiosa para ver o que os próximos livros irão reservar para esta doutora, que insiste em ser apática no que toca a vida amorosa dela, mas ao mesmo tempo passei o livro frustrada. A autora está a prolongar um certo aspecto na vida da Maura que é quase doloroso para os fãs desta série, isto porque não se consegue ver a luz ao fundo do túnel, nem a solução para o problema. 
Espero que o próximo volume da série traga algum avanço no que toca à Maura e companhia.

Concluindo, não posso deixar de frisar que para quem gosta de policiais, esta série é de leitura obrigatória