Um Conto de Natal

Um Conto de Natal ou O Natal do Sr. Scrooge é talvez um dos mais conhecidos contos da literatura universal e, sem dúvida, o mais conhecido conto de Natal. Nele, todo o sortilégio do Natal é tratado na prosa de um dos melhores caricaturistas sociais de todos os tempos, que foi talvez aquele que melhor soube apreender e transmitir o espírito do Natal!
Inúmeras vezes adaptado ao teatro, cinema e televisão, poucos serão aqueles que ainda não ouviram falar do fantasma do Natal Passado, do fantasma do Natal Presente e do Fantasma do Natal Futuro e do velho avarento que é visitado por estes espíritos que lhe transmitirão o verdadeiro sentido do Natal.
Escrito por Charles Dickens em 1843, Um Conto de Natal merece agora uma grande produção cinematográfica da Disney, recorrendo às mais modernas tecnologias.
Salienta-se que esta edição inclui as ilustrações originais, concebidas por John Leech, ilustrador preferido de Dickens.
ISBN: 9789721060548 – Publicações Europa-América / 2009 – 184 páginas

Este pequeno conto de Natal é um dos mais famosos em todo o Mundo. Já foi adaptado ao teatro, ao cinema e à televisão. 
Charles Dickens, um dos autores mais importantes da história da Literatura Inglesa, escreveu esta pequena história no século XIX que nos conta o invulgar ódio de Mr. Scrooge pela época natalícia. 
Ebenezer Scrooge é um empresário que simplesmente repugna o conceito de Natal, em todas as suas vertentes. Ebenezer é um homem amargurado, egoísta e nem na época natalícia disfarça qualquer espírito de bondade. 
Sete anos depois do seu parceiro de negócios Marley morrer, Scrooge recebe a visita do fantasma do mesmo em sua casa. O fantasma do seu antigo amigo adverte-o que durante as próximas noites este irá receber a visita de três fantasmas diferentes, que lhe vão de uma forma ou outra, mostrar em que consiste o espírito do Natal e com isto, vão tentar com que Scrooge seja consciencializado para a importância desta época e porque é que nós, seres-humanos, damos tanta importância aos sentimentos mais altruístas e bondosos nesta altura do ano.
Os fantasmas que o visitam são o Fantasma do Passado, o do Presente e o Futuro. 
O fantasma do Passado mostra-lhe um episódio particular da sua infância. O do Presente mostra-lhe o que ele poderia apreciar e aproveitar se não mantivesse aquela atitude solitária e de ódio. E, finalmente, o do o fantasma do Futuro mostra-lhe o que é os próximos tempos revelam se ele não mudar a sua atitude.

Já tenho este pequeno conto para ler há mais de um ano. Contudo, como sempre achei que teria mais piada lê-lo mesmo na época natalícia, guardei-o para o mês de Dezembro. Este pequeno conto, apesar de breve, consegue dar-nos uma lição. De uma forma fantasiosa e que nos relembra os contos de fadas, Charles Dickens dá-nos a conhecer uma personagem que vive amargurada com a vida. Vive solitária e simplesmente, não vê nada de positivo. Contudo, tal e qual como nos contos de fadas, às personagens principais, é-lhes sempre dada a possibilidade de mudar o seu destino. Por isso mesmo, se no final das visitas dos fantasmas, Scrooge não conseguir perceber onde é que está a errar, poderá considerar-se uma causa perdida. 
A moral do conto prende-se exactamente com o facto de no Natal, os sentimentos humanos mais bondosos, se encontrarem em maior evidência. Se não podemos ver esse tipo de sentimentos durante todo o ano, que pelo menos, exista um período todos os anos, que na nossa vida possamos abrir os corações para o mundo lá fora e unirmo-nos com aquilo que a Humanidade tem de melhor na sua natureza: amor.  



    

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