A Cidade de Vidro

Para salvar a vida da mãe, Clary tem de ir à Cidade de Vidro, o lar ancestral dos Caçadores de Sombras – não a incomoda que a entrada nesta cidade sem autorização seja contra a Lei e que violá-la possa significar a morte. Piorando mais a situação, ela vem a saber que Jace não a quer lá e que Simon foi encarcerado na prisão pelos Caçadores de Sombras que suspeitam de um vampiro que tolera a luz do Sol. Ao tentar descobrir mais pormenores sobre o passado da sua família, Clary encontra um aliado no misterioso Sebastian. Com Valentine a reunir toda a força do seu poder para destruir de uma vez por todas os Caçadores de Sombras, a única possibilidade de estes o derrotarem é combater ao lado dos seus eternos inimigos. Mas podem os Habitantes do Mundo-à-Parte e os Caçadores de Sombras pôr de lado o seu ódio mútuo e aliarem-se? Embora Jace compreenda que está pronto a arriscar tudo por Clary, poderá ela utilizar os seus poderes recentes para ajudar a socorrer a Cidade de Vidro – custe o que custar? O amor é um pecado mortal e os segredos do passado provam ser letais quando Clary e Jace enfrentam Valentine no último volume da trilogia Os Instrumentos Mortais – obra que figura na lista de sucessos literários do New York Times.Caçadores de Sombras é o título da trilogia que começa com A Cidade dos Ossos, com uma fantasia urbana povoada por vampiros, demónios, lobisomens, fadas, e que é um autêntico romance de acção explosiva.

ISBN: 9789896570903 – Planeta / 2010 – 408 páginas


Depois de ter tido experiências muito positivas com os dois volumes anteriores, reservava muitas expectativas para o terceiro volume da série Caçadores de Sombras de Cassandra Clare. A Cidade das Cinzas foi um livro que me deixou com água na boca para saber mais desenvolvimento sobre o mundo de Jace, Clary e companhia e embora já tenha passado um ano desde que li o segundo volume (o tempo passa sempre incrivelmente depressa e nem damos por ele) ainda tenho muito presente os acontecimentos pendentes que esperava ver resolvidos neste novo volume da série. Recordo-me na altura que esperava que este A Cidade de Vidro ultrapassasse qualquer expectativa e que fosse “tudo o que esperava de um livro”. Talvez esta questão das expectativas seja na verdade algo traiçoeiro, mas a verdade é que acabei esta leitura com um sentimento de desilusão ténue. Quando penso neste livro, penso em acção, penso num bom enredo que não nos deixa adormecer mas esperava MUITO mais. Depois de um segundo livro que nos deixa boquiabertos com várias revelações, este seguimento parece-me um resfriado.
Além das expectativas elevadíssimas que tinha para este livro, também tenho que dizer que o meu entusiasmo tinha desaparecido um pouco devido a um spoiler inadvertido que vi postado na internet (sem qualquer aviso para a existência dele, já agora! I should beat the bastard that posted that! Argh.) E apesar de tentar ter feito com que este conhecimento não estragasse a minha leitura, acabou por diminuir um pouco o prazer que dela retirei e isso é algo que não consigo controlar racionalmente.
Esta é uma leitura agradável, que não nos deixa descansar: está sempre a pedir a atenção do leitor. Mas ainda assim não posso dizer que tenha sido um livro que me tenha deslumbrado. Tem acção, tem romance (tem respostas muito aguardadas que esperávamos obter neste volume e não mais tarde) mas ficou, para mim, a faltar a adrenalina, a paixão desenfreada, a intensidade que senti nos volumes anteriores.
O enredo está bem planeado com diversos twists muito interessantes e isso ajuda a que a leitura nunca se torne aborrecida. A autora conseguiu gerir muito bem o desenvolvimento do fio narrativo e escolheu bem as alturas em que deveria lançar num novo e tentador twist. Quanto às personagens confesso que Clary e Jace continuam a ser de interesse para mim mas não são nem de perto os meus favoritos, o que parece algo estranho sendo que a história se desenvolve em torno deles.  Mas de facto, assim é. Estou muito mais interessada com o desenvolvimento da personagem de Simon que me parece tão promissora e tem momentos tão deliciosos.
Esta é uma série que pretendo continuar a ler mas para a próxima, irei aproximar-me do livro com expectativas bem menos elevadas.

Pássaros Feridos

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A Cidade das Cinzas

Clary Fray só que­ria que a sua vida vol­tasse ao nor­mal. Mas o que é nor­mal quando se é um Caça­dor de Som­bras? A mãe em estado de coma indu­zido por artes mági­cas, e de repente começa a ver lobi­so­mens, vam­pi­ros, e fadas? A única hipó­tese que Clary tem de aju­dar a mãe é pedir ajuda ao dia­bó­lico Valen­tine que, além de louco, sim­bo­liza o Mal e, para pio­rar o cená­rio, tam­bém é o seu pai. Quando o segundo dos Ins­tru­men­tos Mor­tais é rou­bado o prin­ci­pal sus­peito é Jace, que a jovem des­co­briu recen­te­mente ser seu irmão. Ela não acre­dita que Jace de facto possa estar dis­posto a aban­do­nar tudo o que acre­dita e aliar-​se ao dia­bó­lico pai Valen­tine… mas as apa­rên­cias podem iludir.

ISBN: 9789896570620 – Planeta Editora / 2010 – 360 páginas

O Regresso do Rei - Senhor dos Anéis, Vol.3

Este é o segundo livro da série Caçadores de Sombras da autora Cassandra Clare. Quando decidi começar esta série no verão, nunca fiz planos para lhe dar seguimento tão depressa quanto acabou por acontecer mas a verdade é que estes livros convidam a uma leitura compulsiva. E é por isso que três dias depois de ter acabado de ler o primeiro volume desta série, dei por mim a ler o segundo.
Depois de tudo o que Clary descobre sobre si no primeiro livro, era impossível ficar sem saber como é que a história iria desenvolver-se. Quando estava a ler este livro, pensei várias vezes que esta obra/série parece uma série de urban-fantasy (adulta) sem tirar nem pôr. As estratégias narrativas são muito semelhantes, com um “caso” a resolver em cada livro e depois temos o romance em paralelo que têm sempre problemas em avançar. Claro que a diferença é as idades dos personagens, mas tirando o nível de tensão sexual (neste caso os adolescentes andam calminhos) e de linguagem explícita, não há grandes diferenças.

O que não é nada mau, sendo que um dos meus géneros favoritos é precisamente a fantasia urbana. De facto, uma das coisas que mais gostei neste volume foi as descrições tão ricas de Manhattan e arredores. A trama principal da narrativa foi muito bem conseguida pela autora, a meu ver. Todos estes homicídios e todas aquelas perseguições e sobressaltos deram movimento à acção e o livro nunca se tornou aborrecido. O facto de o Valentine estar por trás de tudo ainda mais interessante torna a trama, pois há muito que (ainda) quero saber sobre esta personagem.

Já em termos de personagens e desenvolvimento das mesmas tenho que dizer que me sinto algo dividida (estou já a ver que isto vai virar moda com esta autora). Não posso afirmar que este grupo de adolescentes seja parvo ou chato, por isso fico contente por esta série  young-adult se estar a revelar ser uma em que eu consiga suportar os adolescentes que fazem parte dela. Embora a Clary me tenha testado a paciência uma vez por outra, não me irritou mais que outros personagens adultos que eu conheça. Mas em termos de romance, confesso que não gostei tanto como estava à espera depois da intensidade que foi o primeiro livro. Não vou expor aqui as minhas teorias porque seriam grandes spoilers. Embora eu tenha muitas ideias e especulações e esteja curiosa para saber se estou no frio ou no quente, senti-me várias vezes frustrada por a autora estar a pressionar aquele triângulo amoroso, que é tão usual nestes livros. Eu tenho outras ideias para o Simon. Já o Jace, é uma personagem fabulosa com aquelas tiradas humorísticas e toda aquela aura de arrogância.

Pontos positivos para o Alec e para o Magnus, personagens que estiveram maravilhosamente bem neste volume. O Jace esteve perfeito também. E a Maia, nova adição à série, promete.

Estes twists ao longo do livro foram deveras óbvios, tenho que dizer. Só o twist final foi mais surpreendente e mesmo assim… Espero que o terceiro livro da série me consiga tirar verdadeiramente do sério. Apesar de ter adorado estes dois livros que já li, estou à espera de algo mais. Talvez o próximo seja tudo aquilo que eu espero de um livro.

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A Cidade dos Ossos

No Pandemonium, a discoteca da moda de Nova Iorque, Clary segue um rapaz muito giro de cabelo azul até que assiste à sua morte às mãos de três jovens cobertos de estranhas tatuagens.
Desde essa noite, o seu destino une-se ao dos três Caçadores de Sombras e, sobretudo, ao de Jace, um rapaz com cara de anjo mas com tendência a agir como um idiota…

 

ISBN: 9789896570231 – Planeta Editora / 2009 – 415 páginas

 

O Regresso do Rei - Senhor dos Anéis, Vol.3

 

Este é o primeiro livro da série Caçadores de Sombras ou Mortal Instruments, como é intitulada no original. É também a minha estreia com a autora Cassandra Clare, apesar de já ter ouvido falar imenso da autora e de todas as suas obras. Este livro, A Cidade dos Ossos vai também ser alvo de uma adaptação cinematográfica o que ajuda ao reconhecimento que esta obra tem, não só junto do público juvenil mas também do adulto. Sendo que eu gosto muito de ler este tipo de fantasia urbana, estava muitíssimo curiosa para começar esta série. Clary é uma jovem de 15 anos que vive uma vida normal, sem sobressaltos. Ela cresceu sem pai mas a sua mãe compensa por ser tão protectora de Clary. Contudo, numa saída ao clube Pandemonium com o seu melhor-amigo Simon, Clary testemunha um crime contra um rapaz que lhe tinha chamado anteriormente à atenção. O crime foi cometido por três personalidades únicas e igualmente cativantes. Clary acabaria por descobrir que estes três jovens são Caçadores de Sombras e que matam demónios. Clary acaba por entrar neste mundo sem ter sido convidada e acaba por desenterrar muitos segredos sobre si e sobre a sua família. Em jogo está a estabilidade de todo um universo.

Este livro foi uma montanha-russa de emoções. Comecei a leitura sem nenhuma expectativa em especial, mas cedo me apercebi que este é daqueles livros que nos agarra à primeira oportunidade. Rapidamente me vi envolta neste mundo dos Caçadores de Sombras e foi impossível parar de ler até poder tirar todas as minhas dúvidas e resolver todas as minhas suspeitas. Não sei em que ponto fui irremediavelmente conquistada, só sei que aconteceu. E o livro acabaria por abalar o meu coração e o meu espírito. A premissa do livro é interessante e com um mistério por trás que apela a todo e qualquer leitor. A autora vai colocando twists ao longo de toda a história para que o leitor não perca o interesse na história. E de facto, é impossível ficar desinteressado nesta história. Eu que o diga, mal consegui tirar os meus olhos das páginas, tal era a ânsia que tinha de ler mais um capítulo. 

A escrita da autora é viciante. Não sei se há outro objectivo que a descreva. Ela capta o leitor como um pescador capta um peixe com o anzol. É uma escrita igualmente agradável e nem damos pelas páginas a passarem por nós enquanto estamos embrenhados na trama à nossa frente. As personagens são um grupo muito cativante. Além de Clary e Jace que, como protagonistas, são aqueles que mais atenção merecem e mais destaque têm, não podemos descurar todos os outros. Confesso que achei todas as personagens interessantes à sua maneira. Mesmo os vilões. Posso dizer, com toda a certeza, que isto não acontece assim tão usualmente quanto isso. Seja Isabelle, Alec, Simon, Hodge, Valentine ou Luke, todos eles exerceram um fascínio sobre mim. Até mesmo Jocelyn, mais pelo que se soube através de outras personagens do que pela própria. 
Todo o grupo é interessante e confesso que estou curiosa para conhecer cada um deles. 

O world-building é igualmente cativante. Pareceu-me um conceito original e que tem muito que se possa explorar, não só pela diversidade de espécies que habita este universo mas por ser tão rico. As descrições pareceram-me deveras gráficas, no sentido em que facilmente consegui imaginar o mundo que ela criou. Para primeiro livro, creio que a autora conseguiu começar a série com o pé direito de forma a que o leitor chegue ao final do livro e queira ler, de forma algo desesperada, o segundo e restantes livros que constituem esta série. 

Foi um livro que resultou muitíssimo bem para mim, a todos os níveis – seja pelo universo, pelo mistério, pelo romance, pela trama/escrita ou pelas personagens. E tenho que admitir que apesar de, na altura, ter suspeitado que a autora iria  criar aquele twist, isso não impediu que a autora me desse cabo do espírito. As minhas emoções ainda estão um pouco em alvoroço com este livro e isso é para mim, o derradeiro sinal de que esta será uma série que vou seguir com um olho atento. Não podia pedir mais para um primeiro livro de série.

E segue-se o segundo, muito brevemente. 

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