Percy Jackson e o Último Olimpiano

O aguardado desfecho da premiada série de fantasia «Percy Jackson e os Olimpianos».
Os mestiços passaram o ano inteiro a preparar para a batalha contra os Titãs, sabendo que a vitória é pouco provável. O exército de Cronos está mais forte do que nunca, e a cada novo deus ou mestiço que é recrutado, o poder de Cronos aumenta cada vez mais.
Enquanto os Olimpianos lutam para travar o monstro Tifão, Cronos avança em direção à cidade de Nova Iorque, onde o Monte Olimpo quase não tem vigilância. Cabe agora a Percy Jackson e ao seu exército de jovens semideuses travarem o Senhor do Tempo.
Neste muito aguardado quinto e último livro da série best-seller «Percy Jackson e os Heróis do Olimpo», a profecia envolve o dia do 16.º aniversário de Percy. E, enquanto luta por travar o fim da civilização ocidental nas ruas de Manhattan, Percy enfrenta a terrível sensação de que, na realidade, está a lutar contra o seu próprio destino.

ISBN: 9789724622415 – Casa das Letras (Leya) / 2014 – 368 páginas


Chegada ao último livro da série Percy Jackson, tenho pena de me despedir. Foi uma viagem e tanto, porque desde o primeiro momento em que peguei nesta série nunca mais a larguei e por isso é com muita pena que tenho de dizer adeus aos personagens que me acompanharam nestas mil e uma aventuras mitológicas. O autor ofereceu-me muitos momentos bem passados nestes cinco livros que tiveram de tudo um pouco: acção, mistério, aventura, conhecimento e ainda romance.
Em todas as minhas opiniões desta série tenho feito sobressair (e sob pena de me repetir, peço desculpa por o ter de fazer mais uma vez) a escrita do autor e a forma tão inteligente e vivaz com que ele dá vida à mitologia grega num cenário contemporâneo. E de forma incrivelmente credível, devo acrescentar.
Este livro foi o clímax da série porque Percy celebra os seus 16 anos e é nesta altura que se espera que uma grande profecia se realize e claro, Percy, encontra-se no meio dessa profecia que pode ditar o final da mitologia grega como a nós conhecemos neste universo ficcional.
Este volume, por ser o último é ligeiramente diferente dos outros. Este livro é praticamente todo ele passado em cenas de batalha e de sobrevivência e há poucos momentos de stress-relief, ou melhor dizendo, há poucos momentos de descontracção. Está sempre algo a passar-se que necessita de atenção urgente. É um livro cheio de movimento e acção pelo que tem um ritmo de leitura muito rápido (neste aspecto, nada difere dos outros livros).
Por ser um livro decisivo, foi um volume que li com extrema avidez. Estava ansiosa para saber qual seria os destinos das personagens que tanto gostei de conhecer tal como Percy, Annabeth e Grover. É realmente incrivelmente difícil despedir-me deste trio maravilha.
Não estou desiludida com o final desta trilogia, muito pelo contrário. O final que o autor escolheu para esta saga fez-me sorrir e esperar pela possibilidade de mais.
Esta será daquelas séries que me vai deixar recordações muito felizes e posso igualmente dizer que quero ler mais livros deste autor, que é sem dúvida uma experiência a repetir.

4

Percy Jackson e a Batalha do Labirinto

Percy está prestes a começar o ano letivo numa escola nova. Ele já não esperava que essa experiência fosse muito agradável, mas quando teve de enfrentar um esquadrão de líderes de claque tão esfomeadas quanto demoníacas, imediatamente se apercebeu que tudo podia ficar muito pior.
Neste quarto volume da série Percy Jackson, o tempo está a esgotar-se e a batalha entre os Deuses do Olimpo e Cronos, o Senhor dos Titãs, está cada vez mais próxima. Mesmo o acampamento dos meio-sangues, o porto seguro dos heróis, torna-se vulnerável à medida que os exércitos de Cronos se preparam para atacar as suas fronteiras, até então impenetráveis.
Para detê-los, Percy e seus amigos semideuses partirão numa jornada pelo Labirinto — um interminável universo subterrâneo que, a cada curva, revela as mais temíveis surpresas.

ISBN: 9789724620855 – Casa das Letras (Leya) / 2012 – 376 páginas


Este é o quarto e penúltimo livro da série de Percy Jackson. Durante estes últimos tempos tenho-me dedicado a esta série com uma paixão e uma dedicação incríveis. A verdade é que desde que me agarrei ao primeiro livro, não tenho conseguido parar e só parei mesmo quando acabei a série. A escrita do autor é tão viciante que é impossível mesmo parar de ler os seus livros. Em termos gerais, receio que não haja nada de novo que eu possa dizer sobre o livro. Este está estruturado à semelhança dos anteriores e a fórmula é exactamente a mesma. Contudo, o enredo vai avançando e desenvolvendo um pouco mais a cada volume que se lê. Além disso, Percy vai ficando mais velho e com mais responsabilidades. Conforme se aproxima dos seus 16 anos, mais peso nos seus jovens ombros ele tem.
Ainda assim, este volume retrata a jornada de Annabeth, Grover, Tyson e Percy pelo Labirinto com os muitos perigos que este esconde. É o Labirinto mais mortal de qualquer existência e aqueles que de lá conseguem sair, por vezes, não saem de lá com a sua sanidade mental intacta.
Este volume foi, de longe, o meu favorito na série (como já acabei a série, posso dizer isto com absoluta certeza). Não é que este livro seja fundamentalmente diferentes dos seus companheiros, porque não o é, mas de qualquer forma adorei esta ideia de uma demanda por um Labirinto. Senti-me como a Annabeth, fascinada pela criação deste Labirinto e pela sua estrutura, a forma como compreende os nossos pensamentos e se vai modificando e crescendo e tornando-se mais caótico.
De igual forma, também gostei imenso de conhecer a história por detrás do criador deste Labirinto e acho que o autor, como sempre, consegue trazer a mitologia antiga de forma à vida de uma forma maravilhosa que não só nos suscita a vontade de melhorar a nossa cultura geral mas também de aprofundar o conhecimento que temos da mitologia grega.
Nunca tinha encontrado uma série juvenil que me agradasse tanto e acho que a vertente mitológica e a escrita do autor é o grande forte nestes volumes todos.
Adorei o livro, continuo a adorar acompanhar as aventuras do Percy Jackson e companhia e fiquei delirante com a possibilidade de ler logo de seguida o volume que encerra esta série maravilhosa.
Com livros assim, sinto sempre alguma dificuldade em exprimir-me com muitas palavras mas o que interessa é que a viagem valeu mais que a pena.

4

Percy Jackson e a Maldição do Titã

Uma chamada urgente e aflita do amigo Grover é o sinal para Percy Jackson da iminência de mais uma batalha memorável. É também hora de convocar todos os seus poderosos aliados semideuses, de pegar na sua confiável espada de bronze e¿ ter a ajuda de sua mãe. Os semideuses correm imediatamente em seu auxílio e descobrem que Grover fez um importante achado: dois poderosos meio-sangues, Bianca e Nico di Angelo, cujo parentesco é desconhecido. Mas não é só isso que os espera. O titã Cronos criou a sua mais traiçoeira estratégia, e os jovens heróis caíram como presas indefesas. Mas não são os únicos em perigo. Um antigo monstro – que dizem ser tão poderoso que poderia destruir o Olimpo – ressurgiu e Artemis, a única deusa que parece saber como combatê-lo, está desaparecida. Percy e os seus amigos juntam-se aos Caçadores de Artemis e têm apenas uma semana para encontrar a deusa desaparecida e desvendar o mistério sobre este terrível monstro. Pelo caminho eles enfrentarão o seu mais perigoso desafio: a petrificante profecia da maldição do titã.

ISBN: 9789724620251 – Casa das Letras (Leya) / 2011 – 336 páginas


Este é o terceiro volume da série Percy Jackson, série esta que não consigo largar de tão viciada que estou. Estes livros são incrivelmente compulsivos e estou muito contente por estes se terem cruzado no meu caminho. Tenho lido os livros todos de seguida, numa autêntica maratona de Percy Jackson e companhia. Como disse nas minhas opiniões aos livros anteriores (que conseguem encontrar aqui e aqui) fiz vários elogios à escrita de Rick Riordan, os quais mantenho neste volume. A forma como ele conduz o seu enredo e a sua história é incrivelmente fluída e integra o leitor nas aventuras os personagens, de maneira que se torna difícil separarmo-nos destas histórias. O segundo volume tinha acabado de forma muito abrupta, com o conhecimento de que algo importante viria a caminho das vidas de Jackson e companhia e por isso, este terceiro livro prometia muitas revelações bombásticas.
Foi sem dúvida um volume cheio de acção, à semelhança dos seus anteriores, em que Percy, Thalia e Annabeth junto com outros companheiros vêem-se a par de uma profecia que os assombra há muito tempo. Estes estão numa batalha constante contra o grande Deus Titã, Kronos, que ameaça o reinado dos Deuses do Olimpo.
Esta será a primeira vez que digo que o relato de Percy não me parece demasiado adulto para a idade que o autor lhe deu, porque a esta altura do campeonato, Percy tem já 14 anos e agora sim, sinto que as suas palavras já estão à altura da idade que ele tem.
Estes livros são sempre cheios de movimento e nunca se tornam aborrecidos. A cada capítulo acontece sempre algo que nos impele a continuar a leitura de forma ávida e isso, aliado à escrita do autor, ajuda a que estes livros sejam lidos de um momento para o outro, com incrível facilidade. Por outro lado, simplesmente adoro a maneira como o autor trouxe de novo à vida a mitologia grega. É simplesmente fantástico. Este é um universo muito rico, que o autor sabe explorar como ninguém. Apesar de ser um tema que me interessa, a forma como o autor deu uma nova perspectiva a estas figuras mitológicas e às suas personalidades, foi algo que me conquistou irremediavelmente.
E como não poderia deixar de ser, este livro também acaba de uma forma que é impossível não ir a correr ler o quarto livro. Coisa que não perdi tempo a fazer. Os últimos dois livros da série ainda prometem oferecer muito e eu estou ansiosa para saber mais.
Como última nota, estou ansiosa para saber quais serão os destinos de Annabeth, de Rachel, de Grover e claro: do grande herói Percy.

4

Percy Jackson e o Mar dos Monstros

O ano de Percy Jackson foi surpreendentemente calmo. Nenhum monstro se atreveu a colocar os pés no campus da sua escola em Nova Iorque. Mas quando um inocente jogo do mata entre Percy e seus colegas se transforma numa disputa mortal contra um grupo de gigantes canibais, as coisas ficam… digamos, complicadas. E a inesperada chegada da sua amiga Annabeth traz mais más noticias: as fronteiras mágicas que protegem a Colónia dos Mestiços foram envenenadas por um inimigo misterioso e, a menos que encontrem uma cura, o único porto seguro dos semideuses tem os seus dias contados. Nesta emocionante e divertida continuação da série iniciada com Os Ladrões do Olimpo, Percy e seus amigos precisam se aventurar no mar dos Monstros para salvar a Colónia dos Mestiços. Antes, porém, o nosso herói descobrirá um chocante mistério sobre sua família — algo que o fará questionar se ser filho de Posídon é uma honra ou simplesmente uma piada de mau gosto.

ISBN: 9789724619958 – Casa das Letras (Leya) / 2010 – 249 páginas


Depois de ter lido sofregamente o primeiro volume da série Percy Jackson, saltei imediatamente para o segundo, com a certeza que este livro me iria oferecer uma dose generosa de acção e entretenimento. Não estava enganada. Neste segundo volume da série, Percy começa a ter sonhos estranhos com o seu amigo e ex-protector Grover, que tinha partido numa demanda perigosa à procura do Deus Pan. Percy acha que o seu amigo pode estar em perigo de vida e quando este retorna com Annabeth e o seu amigo introvertido da escola, Tyson, à colónia, (que está a passar por uma fase de perigo também com a destruição da árvore que mantinha vivas as barreiras de protecção mágicas) estes decidem ir numa demanda também: salvar Grover e encontrar aquilo que permitirá salvar o campo a que chamam de lar. Contudo, isto implica que eles têm que passar pelo Mar dos Monstros e essa será uma tarefa nada fácil para estes heróis.
Este foi mais um livro que adorei. Não me quero repetir muito com os elogios que já dei ao autor, aquando escrevi a minha opinião sobre o livro Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo. O que é importante salientar neste volume é que a escrita do autor continua viciante, fluída e incrivelmente agradável. É como se mergulhássemos neste universo mitológico e não conseguíssemos voltar à tona para respirar. Até agora, tenho constatado que estes são livros que se lêem compulsivamente e que se devoram em muito pouco tempo. Embora sejam virados para um público mais jovem, não posso deixar de me sentir mágica e heróica quando entro neste mundo e quando acompanho as aventuras de Percy.
Quanto às personagens, os meus elogios e também as minhas críticas mantêm-se. Acho que o autor explora bem os personagens e neste volume claramente deu-se mais espaço a Annabeth para ela crescer. Contudo, continuo a achar que o relato de Percy é demasiado adulto para a idade que ele tem (já fez os 13 anos neste segundo volume). Ainda assim, é muito fácil o leitor esquecer-se da idade do protagonista quando está embrenhado na sua leitura e talvez possa assumir que isso não é um pormenor tão importante. Pelo menos não estraga a experiência da leitura, mas ainda assim, esperava mais consistência.
O livro acaba de uma forma fantástica, com um twist maravilhoso e que me deixou com vontade de ir a correr ler o terceiro livro (óbvio que fiz isso mesmo e encontro-me de momento a lê-lo). O autor, até agora, soube explorar bem os acontecimentos e creio que é muito inteligente a forma com que ele tem manipulado o enredo para que cada livro pareça melhor que o outro.
Posso dizer que estou sinceramente viciada neste universo do Olimpo e dos Deuses e vou continuar a ler a série com muito entusiasmo.

4

Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo

Percy Jackson está prestes a ser expuso do colégio interno…novamente.E esse é o menor dos seus problemas.Ultimamente, criaturas fantásticas e os deuses do Olimpo parecem estar a sair das páginas de mitologia para entrarem na sua vida.E o pior de tudo é que ele parece ter enfurecido alguns deles.O raio-mestre de Zeus foi roubado e Percy é o principal suspeito.
Agora, Percy e os seus amigos têm apenas dez dias para encontrar e devolver o símbolo do poder de Zeus e restabelecer a paz no Olimpo.Para o conseguir terá de fazer bem mas do que descobrir o ladrão: terá de enfrentar o pai que o abandonou, resolver o enigma do Oráculo e desvendar uma traição mais ameaçadora e poderosa do que os próprios deuses.

ISBN: 9789724619378 – Casa das Letras (Leya / 2010 – 331 páginas


 Já tinha Percy Jackson debaixo de olho como possível leitura futura, mas foi graças a uma amiga que me emprestou o primeiro volume para eu ler que comecei esta série mais cedo que mais tarde. Esta minha amiga tem um bom faro para estas recomendações que me faz ou melhor dizendo, sabe sempre em que momentos deve estragar o meu plano de leituras tão bem organizado. E assim acabei por me embrenhar nesta aventuras do Olimpo, sem saber o que me esperava.
A premissa do livro é simples: Percy Jackson é um jovem que tem problemas na escola. Tira péssimas notas, arranja sempre confusão, tem deficit de atenção, é hiperactivo, disléxico e acaba sempre por ser expulso dos colégios internos onde a sua mãe o inscreve. Percy sente-se como um alien, deslocado do mundo em que está a viver e a realidade não se lhe afigura muito feliz e estimulante. E um dia, tudo isso muda com o conhecimento recém adquirido de que há algo diferente e excitante que se esconde sob o véu desta que achamos ser a nossa realidade. Percy descobre que é metade humano e metade Deus, descobre que é filho de um grandes Deuses do Olimpo e mais chocante que isso, descobre que Zeus suspeita que tenha sido Percy que tenha roubado a arma mais poderosa do Olimpo: o raio de Zeus. Percy, que apenas agora está a descobrir que afinal não é uma criança com problemas de atenção ou hiperactividade, mergulha neste novo mundo estranho mas que lhe finalmente lhe mostra que ele tem sido a que pertence, como nunca antes tinha sentido.
A escrita do autor Rick Riordan é incrivelmente viciante, é o primeiro aviso que faço a futuros leitores desta série. Eu devorei este livro em pouco mais de um dia e nem conseguia tirar os olhos das páginas do livro, tal era a ânsia de saber mais, de ler mais, de devorar mais. Este é um mundo imaginário que nos mantém cativos, sedentos de mais e é incrivelmente rico em imagens. É, sem qualquer dúvida, um mundo fantástico e rico em acção e entusiasmo.
Para além da escrita viciante que nos deixa completamente grudados às páginas de aventuras de Percy e companhia, temos toda aquela envolvente mitológica, que para quem gosta, é uma delícia. Viver no mundo do Olimpo, rodeado de Deuses poderosos, cada qual com as suas características próprias é simplesmente delicioso! (Este adjectivo parece-me realmente apropriado). Adorei entrar neste mundo da Grécia Antiga, adorei enriquecer a minha cultura geral mitológica, ainda que esta estivesse envolvida com o mundo ficcional que o autor criou para os propósitos desta série. As descrições do Olimpo, do universo de Hades… enfim, de todo o universo mitológico deixaram-me a querer mais e mais. O autor conseguiu dar uma nova perspectiva à existência destes Deuses que não acharia possível. Trouxe-os à vida de uma forma enérgica e muito interessante, com twists que deixam os leitores cativos da sua narrativa.
Para o momento, serviu como perfeito encaixe para a minha disposição. Um livro que me agarrasse, que me entretivesse e que me deixasse a salivar por mais.
O único ponto menos positivo deste primeiro volume prende-se com a caracterização dos personagens mais novos. Tendo em conta que Percy Jackson neste volume tem 12 anos de idade, esperava uma narrativa menos introspectiva, ou pelo menos um pouco mais leve. Parece-me que o relato de Percy é demasiado adulto para a idade que o autor lhe deu. Ainda assim, foi um pequeno pormenor no meio de tantos outros que me agradaram sobremaneira.
Venham os próximos!

4

Outlander – A Libélula Presa no Âmbar

Durante vinte anos Claire Randall manteve o seu segredo. Mas agora, de férias nas majestosas e misteriosas Highlands, Claire planeia revelar à sua filha uma verdade tão impressionante como os acontecimentos que lhe deram origem: o mistério de um antigo círculo de pedras, um amor que transcende os limites do tempo e a verdadeira identidade de James Fraser, um guerreiro escocês cuja valentia levou uma Claire ainda jovem da segurança do seu século de vida para os perigos de um outro tempo. 

Mas um legado de sangue e desejo vai testar Brianna, a sua bela filha. A fascinante viagem de Claire vai continuar em Paris, ao lado de Carlos Stuart, na corte intriguista de Luís XV. Jamie tem de ajudar o príncipe a formar alianças que o apoiem na reconquista do trono de Inglaterra. Claire, no entanto, sabe que a rebelião está fadada ao insucesso. A tentativa de devolver o Reino aos católicos resultará num banho de sangue que ficará conhecido como a Batalha de Culloden, e deixará os clãs escoceses em ruínas. No meio das intrigas da corte parisiense, Claire enfrenta novamente um velho rival, tenta impedir o morticínio cruel e salvar a vida do homem que ama. 

ISBN: 9789724620275 – Casa das Letras (Leya) / 2011 – 1004 páginas

Claire Randall esteve desaparecida durante alguns anos, até que o seu marido, Frank Randall, quase perdeu a esperança de a reencontrar. Contudo, Claire reapareceu no mesmo sítio onde havia originalmente desaparecido. Quando a encontraram, demonstrava estar algo confusa e como se estivesse em estado de choque. Mas rapidamente se descobriu que além disto tudo, também estava grávida de uma menina. 
A menina foi criada como sendo uma Randall toda a sua vida, mas quando Frank morre, deixando Claire viúva, esta decide contar à sua filha a verdade sobre quem é o seu pai. Para isso, viaja com ela para a Escócia nas Terras Altas e prepara-se para relatar as suas viagens ao passado, aos tempos em que viajou de forma misteriosa para o século XVIII e se integrou na corte francesa com o seu amante escocês, Jamie Fraser, um escocês que tem muitas aventuras e experiências para contar. 

Este é o segundo volume da série Outlander da autora Diana Gabaldon que leio. O primeiro causou-me uma impressão muito positiva e finalmente ganhei coragem para pegar neste segundo volume, que tem cerca de 1000 páginas. As expectativas eram algo elevadas devido à primeira impressão que tive desta autora. 
Tenho que referir (como já o fiz em tantas outras vezes aqui no blogue) que tenho sempre algum receio destes livros demasiado extensos, pois podem tornar-se algo redundantes e podem igualmente trazer muita informação que não traz nada de novo ao enredo e andam ali a engonhar sem andar para a frente. 
Contudo, este livro mostrou ser algo completamente diferente, à semelhança do livro anterior. 
A escrita da autora é incrivelmente fluída para quem escreve livros tão extensos. O leitor mal dá pela passagem das páginas e rapidamente entra no ritmo da narrativa e mergulha na história de uma forma muito natural. O leque de personagens que a autora nos dá a conhecer é vasto e do mais variado possível, sem nunca se tornar aborrecido ou confuso, no entanto. Os protagonistas, Jamie e Claire, são um casal incrivelmente realista. Apesar de todas as aventuras (boas e más) que vivem, mantêm-se juntos e a relação deles é recheada de momentos vivos e intenso, mas também com alguns obstáculos que são precisos ultrapassar. 
O início deste livro foi algo confuso. À primeira vista, parece haver um grande vazio entre os acontecimentos do final do primeiro volume até ao início deste segundo. Contudo, conforme vamos avançando na leitura, a autora começa a juntar as peças do puzzle e gradualmente se começa a responder às perguntas que, inicialmente, surgiram. 
A pesquisa histórica está muito completa nestes romances. Para quem quer conhecer o percurso histórico do século XVIII da Escócia, creio que irá apreciar estes romances. A ênfase na tramas políticas é grande e o livro é sempre cheio de movimento. Apesar da sua extensão, nunca me senti aborrecida durante a leitura e creio que isso é um factor fundamental quando se lê este tipo de livros, que têm mais de 600/700 páginas.
Este segundo volume não fala apenas sobre a Escócia, no entanto. O livro divide-se entre a França, na corte do rei Luís XV e na Escócia/ Inglaterra. Apesar de isto parecer uma grande confusão de lugares e de circunstâncias muitíssimo diferentes, conforme os leitores vão avançando na leitura, nada é deixado ao acaso e a verdade é que esta autora consegue estruturar a história de uma forma organizada e clara. E apesar da informação apresentada ser muita, a autora vai-nos relembrando de aspectos importantes durante o livro, ajudando assim de forma útil a nossa memória. 
De facto, esta série está a revelar-se ser uma grande descoberta. Chegando ao final deste segundo volume, tenho que dizer que me encontro ansiosa para ler mais e saber mais. O final deste livro é propositado para manter os leitores com água na boca e por isso, é com grande entusiasmo que espero pela chegada da minha encomenda do Voyager, o terceiro livro desta série. Só me resta esperar que a editora Casa das Letras continue a publicação desta série, porque em termos de romances históricos acredito que faça parte dos melhores – pelo menos dentro das séries que eu conheço e que li. 
Estou muito agradada com estes livros e as expectativas, até agora, têm sido superadas. Espero que assim continue. 
Opiniões da mesma autora:

Outlander – Nas Asas do Tempo

Claire leva uma vida dupla. Tem um marido num século e um amante noutro…

Em 1945, Claire Randall, ex-enfermeira do Exército, regressa da guerra e está com o marido numa segunda lua-de-mel quando inocentemente toca num rochedo de um antigo círculo de pedras. De súbito, é transportada para o ano de 1743, para o centro de uma escaramuça entre ingleses e escoceses. Confundida com uma prostituta pelo capitão inglês Black Jack Randall, um antepassado e sósia do seu marido, é a seguir sequestrada pelo poderoso clã MacKenzie. Estes julgam-na espia ou feiticeira, mas com a sua experiência em enfermagem, Claire passa por curandeira e ganha o respeito dos guerreiros. No entanto, como corre perigo de vida a solução é tornar-se membro do clã, casando com o guerreiro Jamie Fraser, que lhe demonstra uma paixão tão avassaladora e um amor tão absoluto que Claire se sente dividida entre a fidelidade e o desejo… e entre dois homens completamente diferentes em duas vidas irreconciliáveis.

Vive-se um período excepcionalmente conturbado nas Terras Altas da Escócia, que culminará com a quase extinção dos clãs na batalha de Culloden, entre ingleses e escoceses. Catapultada para um mundo de intrigas e espiões que pode pôr em risco a sua vida, uma pergunta insistente martela os pensamentos de Claire: o que fazer quando se conhece o futuro?

Um misto de ficção romântica e histórica, Outlander – Nas Asas do Tempo já foi publicado em 24 países.


ISBN: 9789724619743 – Casa das Letras (Leya) / 2010

Outlander – Nas Asas do Tempo marca o início de uma série que tem até à data 7 volumes, sendo que o oitavo tem publicação prevista para o ano de 2013. O primeiro volume já está publicado desde 1991 e finalmente em 2010, a editora Casa das Letras decidiu apresentar aos leitores portugueses a saga Outlander, que conta já com dois volumes publicados. 

O primeiro volume fala-nos sobre uma verdadeira viagem no tempo. Estamos em 1945, após a Guerra Mundial e o mundo encontra-se todo ele anestesiado, pois os tempos de paz parecem estar muito distantes. A vida não é tranquila e a morte encontra-se ao virar da esquina. Claire, ex-enfermeira e que viveu este período conturbado a assistir aos danos que uma guerra pode causar, está numa segunda lua-de-mel com o seu marido Frank, pois o casal passou vários anos separados. 
O objectivo é que ambos se reencontrem e se voltem a conhecer. E que (re)encontrem o desejo e a paixão, visto que querem também ter um filho que  venha celebrar a união deles. O palco deste período romântico é a Escócia e tudo corre como esperado, até que um dia, Claire anda em busca de uma planta num rochedo muito misterioso, intitulado Craigh na Dun, que tem a fama de ser um portal megalítico. O que Claire está prestes a descobrir é que este dito portal tem fama, mas esta é realmente merecida porque Claire acaba por entrar num do rochedos e acabar por viajar até 200 anos atrás. 
Agora, Claire, enfermeira dos tempos modernos vê-se transplantada para o século XVIII, mais precisamente para o ano de 1743, onde irá acabar no meio de uma guerra entre ingleses e escoceses. Sendo que Claire é inglesa, a sua presença na Escócia é vista com muita desconfiança por parte do clã que a integra no seu território. Contudo, Claire acaba por se adaptar à vida na casa do clã que a acolheu e acaba por se tornar a médica de serviço da região. Aquilo que ela não esperava é ter que recorrer ao casamento com Jamie para se salvar da ameaça de captura dos ingleses. Contrariada, acaba por contrair matrimónio com Jamie, nunca calculando que acabaria por se apaixonar por outro homem. E contudo, quando pensa em Frank, 200 séculos mais à frente, à sua procura, Claire não consegue conter a sua consciência pesada.

Sendo que o conflito nas Terras Altas promete grassar com muita rapidez e tendo Claire conhecimento de como as coisas irão suceder-se, o que irá ela escolher? Voltar para 1945 – para os braços do seu marido Frank ou escolherá ela manter-se nos braços de Jamie, seu marido do século XVIII onde poderá fazer a diferença?

Confesso que a temática de viagens temporais sempre exerceu em mim algum fascínio e por essa razão em particular, fiquei interessada neste livro. Recordo-me que adquiri este livro logo quando vi que tinha finalmente saído em português (na altura, não lia em inglês como leio agora). No entanto, o livro ficou quieto na minha estante por bastante tempo, não só porque é um livro muito extenso, mas também como é incómodo levar o livro comigo para o meu dia-a-dia por ser muito pesado. Estas edições, apesar de serem bonitas não são nada práticas e por isso mesmo, o livro teria que ser lido num período em que pudesse estar de férias, em casa descansada, a lê-lo. 
As férias deste ano foram decisivas. Olhei para o livro na estante e decidi que seria agora e não mais tarde que leria este livro que conta com quase 800 páginas. É um «senhor livro», se me permitem a expressão. Mal eu sabia que o seria em todos os sentidos.
Já devem estar carecas de ler por aqui que eu e os livros extensos nos olhamos, à partida, com muita cautela. Isto porque, a meu ver, o autor tem que saber construir um livro desta extensão e não são todos os que conseguem. 
Este ano tenho tido algumas surpresas nesse sentido. Parece que os autores já não têm receio de escrever livros grandes, mas fazem-no de uma forma inteligente, que cative o leitor ao invés de o cansar. Diana Gabaldon acabou por se revelar fazer parte integrante dessa lista de autores que me surpreendeu. 

Isto porque não só a escrita da autora é viciante e envolve o leitor com muito pouco esforço, mas também o enredo é igualmente cativante. A verdade é que nunca esperei gostar tanto deste livro e fiquei absolutamente boquiaberta quando dei por mim a não querer largar o livro, ou a pensar nele quando não o estava a ler. Foi uma obra que me consumiu completamente enquanto o estava a ler e foi uma história que me cativou do início ao fim e apesar de eu achar que esta história se contaria igualmente bem em menos páginas, não mudaria nenhuma dessas tais páginas. 
E para um livro com tantas páginas como este tem, isso é dizer muito. 
As descrições da Escócia são imensas e recheiam todo o livro. É um delírio para a minha imaginação e acabei por me render não só ao ambiente que a autora criou mas também às personagens que ficaram marcadas. 
A Claire é uma heroína algo complexa – é uma pessoa forte, mas também teve alguns traços que me chatearam um pouco tal como a imprudência e a precipitação. Para uma pessoa tão inteligente, parecia por vezes bloquear e acabava por pôr em marcha alguns acontecimentos parvos que me mexeram nos nervos.
Contudo, Jamie é tudo o que Claire não é. É um homem muito ponderado, que pensa muitas vezes antes de tomar uma acção mais definitiva e acabou por equilibrar de uma forma positiva as características que falharam na heroína. 

Somando tudo, Diana Gabaldon construiu uma aventura escocesa altamente viciante que me conquistou logo na primeira página. De tal forma que estou francamente ansiosa para saber o que o futuro desta série reserva. Contudo, o segundo volume ainda vai ficar algum tempo na estante, exactamente pelas mesmas razões que referi no início, quando expliquei o porquê de ter demorado tanto tempo a descobrir as maravilhas deste livro. Infelizmente, se eu acho que este livro é pesado, o outro é capaz de ser ainda mais pesado e por isso mesmo terá que esperar a sua vez, ainda que eu esteja em pulgas para saber que novas aventuras Claire e Jamie nos podem trazer. 

Este é um daqueles romances históricos muito completos e que valem a pena ter debaixo d’olho. Arrisquem e percam-se nesta maravilhosa aventura!  

Sugestão de Leitura – Agosto

 Primeiro que tudo quero explicar o intuito deste post. Como o título do post indica esta será uma iniciativa mensal que pretende ser de índole sugestiva. Decidi assim, todos os meses sugerir, aos leitores e seguidores d’ O Labirinto dos Livros, aquelas que são as leituras que significam algo para mim: sejam elas, um autor, um livro, uma série, etc… Pegarei então nesta pequena amostra do que é a literatura e tentareis mostrar-vos porque é que esta sugestão tem aqui lugar. Não quer dizer que a sigam, certamente, não nos podemos ocupar de todos os livros que, inexplicavelmente, nos aparecem à frente todos os dias, mas espero com isto encontrar um ponto em comum com os seguidores e sobre o qual, podemos falar/discutir. Especialmente, se isso implicar falar sobre uma coisa da qual somos fãs e que nos dá prazer.
Espero que apreciem a iniciativa e que possam vir dizer de sua justiça.


Então, este mês, para inaugurar o que irá ser neste blogue uma iniciativa mensal de sugestões literárias, escolhi uma autora muito conhecida no mundo do género literário de romance paranormal. 
Eu já li estes 8 volumes que aqui apresento, portanto deixem-me falar-vos um pouco desta sugestão que vos estou a dar. 
Esta é uma série, como já disse de romance paranormal. Para quem ainda não se sente muito familiarizado com este género e por isso tem receio de experimentar digo-vos que são livros que misturam romance, elementos sobrenaturais e, neste caso, mitologia.
A autora, Sherrilyn Kenyon, apresenta-nos o mundo dos Predadores da Noite, que são homens que protegem a humanidade dos Daimon; seres que não são conhecidos pelos humanos e que fazem das suas almas, a sua substância de sobrevivência. A cada livro que vamos lendo, vamos conhecendo mais sobre este mundo que tem muito mais para nos mostrar do que aquilo que parece à superfície. 
Cada livro individual relata a história de um casal que se insere ulteriormente, nos problemas de todo um universo vasto e complexo que a autora construiu. A cada passo vamos descobrindo mais sobre este mundo e todas as particularidades do mesmo. 
Esta série é rica em histórias de amor comoventes, mas também rica em outros pormenores, tal como é exemplo a política de um mundo que os leitores ainda não compreendem totalmente, mas que a cada livro se sentem compelidos a querer descortinar o que ali se passa.
Para quem aprecia este género, esta autora é certamente uma boa escolha. Um universo curioso, com várias ramificações, que ao fim de cada livro não perdem a graça, mas deixam-nos sim, a desejar por mais.

Quem ainda não teve oportunidade de experimentar um livro deste género, aqui tem uma excelente opção. Garanto-lhe que não poderá resistir aos Predadores da Noite. 

Este livro, Acheron, que aqui apresento à direita, também é parte integrante da série ” Predadores da Noite” e como tal também deverá aparecer na minha sugestão, mesmo tendo sido publicado por outra editora – neste caso, é a Casa das Letras. Aconselho a leitura deste livro apenas na ordem da série, porque estão sujeitos a encontrar informações sensíveis acerca de alguns personagens e mesmo pormenores sobre o enredo.
Este é, pessoalmente, um dos meus livros favoritos da série. (Realmente eu não li por ordem, mas apenas por ignorância – por isso não façam como eu).

Acabo a minha sugestão mensal, com um convite para se juntarem a mim (nos comentários ou na página do facebook) para falar sobre esta série, com algumas perguntas:

O que achou? Recomendaria estes livros aos seus amigos?
Já conhecia a autora? Tem curiosidade em ler os livros? 

Juntem-se à conversa! E já sabem que no próximo mês haverá outra sugestão.


Como nota adicional, podem encontrar o seguimento da série por ordem aqui.