O Segredo do Alquimista

Ben Hope é um soldado de elite com um passado trágico que se dedica a resgatar crianças raptadas.

Tudo começa quando Ben é contratado para descobrir um manuscrito que pode salvar uma criança moribunda. Trata-se de um documento que contém a fórmula da imortalidade, criada pelo eminente alquimista Fulcanelli, pseudónimo da personagem real, famoso autor de dois tratados de alquimia e cuja verdadeira identidade permanece obscura.

Ben Hope rapidamente percebe que a fórmula secreta é cobiçada por muitos, pelas piores razões… À medida que a sua pesquisa avança, vê-se enredado no tenebroso passado nazi e nas intenções obscuras de uma secreta irmandade moderna, a Glaudius Nomini, numa perigosa aventura que vai de Paris ao Langedoc, último reduto dos Cátaros, onde o segredo está escondido há séculos.

ISBN: 9789896571726 – Booket (Planeta Editora) / 2011 – 416 páginas


Ben Hope é contratado para encontrar um manuscrito bastante valioso, artefacto que se acredita encerrar nas suas palavras a fórmula para a vida eterna. Esta fórmula foi descoberta por um alquimista muito famoso chamado Fulcanelli que desapareceu misteriosamente há quase oitenta anos atrás sem deixar rasto. Com ele, levou apenas o seu segredo. Aquela que seria uma missão fácil à primeira vista torna-se o grande pesadelo de Ben Hope, que acaba por se ver envolvido neste mistério que rodeia Fulcanelli e o seu manuscrito secreto. A ser perseguido por todo o Sul da França por uma organização católica extremista com raízes na Inquisição, Ben tenta alcançar os objectivos da sua missão enquanto defende a vida da bela cientista Roberta que acabou por ser envolvida nesta confusão devido às suas pesquisas cientifícas. Esta é uma história que mistura religião, alquimia, muito mistério,  acção e ainda uma pitada de romance.

Gosto bastante de policiais e/ou livros de aventura com mistério à mistura. O Segredo do Alquimista encaixa perfeitamente nessa designação e embora não encoraje o hábito das comparações literárias, posso dizer que esta leitura soube-me bastante a um Dan Brown ou a um James Rollins.
De facto, estou até um pouco surpreendida. Não tinha muitas expectativas para esta leitura, pelo que peguei no livro sem saber o que esperar. Apenas tinha esperança que fosse uma história que agarrasse o meu interesse (como é quase garantido que todos os policiais o façam). Por isso mesmo, fiquei surpreendida quando fiquei grudada à história logo nos primeiros capítulos. Esta foi daquelas leituras a que eu posso chamar a leitura compulsiva ou leitura “lê-porque-não-existe-amanhã“. Isto porque peguei no livro e quando dei por mim já tinha lido metade das suas páginas! Quando olhei para a página em que ia nem quis acreditar. A escrita de Scott Mariani é muito cinematográfica e é com uma facilidade incrível que o leitor vê as cenas que o autor está a descrever no seu livro. Foi quase como estar a ver um filme a passar-me pelos olhos, à medida que virava as páginas. Essa, para mim, é uma qualidade importante num autor. Quando este nos consegue transportar para o seu mundo fictício com uma facilidade estonteante que até parece que estamos mesmo na primeira fila a assistir aos acontecimentos, quer dizer que ele foi bem sucedido a agarrar a nossa atenção e a manter-nos interessados até ao final. Digo na primeira fila porque certamente não gostaria de estar envolvida em tais perseguições e perigos. Não sei como reagiria. 😛

Já o enredo, achei particularmente interessante. A alquimia não é uma área que conheça muito e portanto foi interessante conhecê-la sob esta perspectiva. O autor conseguiu integrar bem a pesquisa que fez no seu enredo. Confesso que teve alguns contornos fantasistas que foi para mim difícil ajustar ao tipo de história que o autor estava a contar mas de qualquer forma foi um enredo que me deixou interessada até à última página. Os pontos fracos para mim podem-se resumir a dois pontos: primeiro, o facto de ser um tipo de história já muito explorada (um ex-soldado com traumas emocionais parte numa missão para descobrir um dos maiores segredos do mundo e entretanto no decurso dessa missão descobre uma beldade pela qual se apaixona irremediavelmente  no decurso da dita missão mas este insiste que esse amor não lhe trará nada de benéfico e quando tudo chega ao fim separam-se por algum tempo, até que este decide que ela era a mulher da sua vida e vivem felizes para sempre – até ver) e segundo, o óbvio aproveitamento de existirem mais livros na série para não desenvolver de forma mais extensa os personagens.

É óbvio que não estou muito entusiasmada em meter-me em mais outra série… mas confesso que poderia estar interessada em ler pelo menos a sequela. Veremos se a oportunidade surge. Foi uma leitura interessante, que me deu momentos de entretenimento mas que acabou por não me fascinou por aí além. Contudo, nunca se sabe o que o autor pode mostrar em outros livros. Por isso, mantenho a mente e as expectativas em aberto.

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