Tristão e Isolda

A missão do cavaleiro Tristão é muito simples: tem de viajar até à Bretanha e levar consigo Isolda a Loira, uma bela princesa que deverá casar com o Rei Marco da Cornualha. Mas um desafortunado incidente faz com que Tristão e Isolda bebam uma poção do amor e fiquem irremediavelmente apaixonados. Juntos, deverão enfrentar a ira do Rei Marco, fugirão pelas terras da Cornualha e demonstrarão a todo o mundo a força do seu amor.

Joseph Bédier, um dos romancistas mais importantes do século XX, popularizou a história de amor entre Tristão e Isolda ao escrever esta novela, que reunia todos os detalhes da lenda numa só obra.

ISBN: 9788415101475 – Bibliok / 2011 – 189 páginas

O Hobbit

Este é o relato narrativo de uma das lendas arturianas mais conhecidas do mundo, o romance trágico de Tristão e Isolda e é um mito que tem atravessado os tempos e tem atraído a atenção de muitos escritores que imortalizam este romance cada um à sua maneira. Os nomes mais conhecidos que adaptaram este mito foram por exemplo, Gottfried von Straßburg no século XIII (com um romance em prosa), Richard Wagner no século XIX (com uma ópera), Dante e este romance de Joseph Bédier. Este mito chegou inclusivamente às salas de cinema numa adaptação cinematográfica que conta com os nomes de James Franco e Sophia Myles.

É portanto uma daquelas histórias que é eternamente relembrada e adaptada de perspectivas muito diferentes umas das outras.
Não conhecia muito bem este mito e a forma como este se tinha originado, por isso quando peguei no livro para o ler decidi ir fazer uma pesquisa para saber o que iria encontrar neste pequeno livro que nem chega às 200 páginas. De igual forma, também não conhecia o nome Joseph Bédier, embora este seja apelidado dos romancistas mais importantes do século XX. E assim pode dizer-se que entrei para este leitura praticamente como uma tabula rasa.

O autor, com uma linguagem simples e nada de muito elaborada agarra o leitor para este ambiente de romance, traições e amores proibidos. É com facilidade que o leitor entra no espírito desta lenda e se vê transportado para o mundo rústico, diria, que é representado nas linhas deste romance. Há uma qualidade mágica em toda a história, a sensação de que estamos a ler algo que ultrapassa os tempos e é eterno e se pararmos um pouco, conseguimos imaginar-nos dentro de uma taberna a ouvir este relato da boca de um trovador, cantando com paixão os infortúnios de um casal irremediavelmente apaixonado.

Contudo, apesar da história ser realmente bela e apaixonante, o que retirei da leitura não foi mais do que um tempo agradável, um entretenimento proveitoso, mas não algo que me deixasse uma marca indelével. Aquilo que começou como um relato de uma história de amor, perdeu um pouco o calor lá mais para o final e nas últimas páginas em vez de encontrar o clímax intenso e poderoso, um momento que fala pela obra inteira sem ser preciso muitas palavras, encontrei apenas mais um parágrafo desconjuntado, que não fez jus ao desfecho deste romance trágico. A mensagem que o livro acabou por passar não é a de que este é romance maior que as vontades dos amantes, belo no seu elemento trágico, mas sim que este é um romance que não tinha razão de ser e que acabou em desgraça.
Shakespeare, de longe, conseguiu capturar essa beleza do amor trágico em Romeu e Julieta que Joseph Bédier não consegue e talvez por isso a leitura tenha perdido um pouco da sua magia para mim.

Foi uma leitura que acabou por amargar mas que não deixou de me proporcionar alguns momentos agradáveis.

Pássaros Feridos

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3 thoughts on “Tristão e Isolda

  1. É um dos que quero ler 🙂 Gostei da tua opinião eheheh não é deslumbrante, mas é uma boa leitura. E desde que assim seja, já vale a pena

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