Duas Meninas Vestidas de Azul

Depois de terem festejado o 3º aniversário das gémeas Kelly e Kathy, Margaret e Steve Frawley saem para ir a uma festa, deixando as meninas ao cuidado da babysitter. Ao regressarem a casa, deparam com a polícia, que lhes dá a mais terrível das notícias: as crianças foram raptadas e os criminosos exigem oito milhões de dólares para as devolver à família.
Em pânico, o casal decide pagar o resgate, na esperança de terem as filhas de volta. Porém, ao chegarem ao local marcado, encontram apenas Kelly, num carro abandonado com um cadáver no lugar do condutor e um bilhete a revelar que Kathy, a outra menina, fora morta acidentalmente e o corpo largado no oceano.
Contudo, durante a missa em memória de Kathy, Kelly aproxima-se da mãe e diz-lhe ao ouvido: «Mãe, a Kathy está cheia de medo daquela senhora velha. Ela quer voltar para casa.» Os incidentes vão-se sucedendo e Margaret começa realmente a acreditar que a filha está viva e que as meninas estarão a comunicar telepaticamente uma com a outra, e que Kelly poderá ajudar a descobrir o paradeiro da irmã.

ISBN: 9789722521727 – 11×17 (Bertrand Editora) / 2010 – 413 páginas

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Duas Meninas Vestidas de Azul conta-nos a história do rapto de duas gémeas verdadeiras, Kathy e Kelly, que foram retiradas do seu quarto enquanto uma ama tomava conta delas. Os pais, quando chegam a casa e recebem as notícias, ficam em desespero. Pouco depois de celebrarem o terceiro ano de vida das suas meninas a tragédia acontece. Ninguém esperava. O resgate que os raptores pedem é impeditivo para estes pais que compraram recentemente a casa naquele bairro e esgotaram assim todas as suas poupanças. A exigência é de oito milhões de dólares, uma quantia verdadeiramente astronómica e que só consegue ser paga com a ajuda preciosa da empresa onde o pai das crianças trabalha, que se voluntariou para pagar o resgate das meninas raptadas. 
Contudo, no momento da troca do dinheiro pelas crianças algo corre de forma inesperada e apenas uma das crianças, Kelly, é devolvida em segurança aos pais. A outra é dada como morta, mas sendo gémeas verdadeiras, Kelly e Kathy têm uma ligação especial entre as duas. Uma linguagem própria que só elas conhecem e há um fio invisível que as une mesmo quando quilómetros de distância física as separam. E Kelly continua a contactar com a sua irmã. Desta forma, as forças policiais e os pais da gémeas unem-se num esforço para resgatar a outra gémea, que se encontra gravemente doente e nas mãos de criminosos. 

Esta leitura foi a minha estreia com o grande nome de suspense, Mary Higgins Clark. Este livro encontrava-se na minha prateleira já há vários anos e finalmente decidi dar-lhe uma oportunidade e não o deixar esquecido na estante por mais (sabe-se lá quantos) anos. Confesso que apesar de já ter ouvido falar muito bem deste nome da literatura, não reservava muitas expectativas para esta leitura. Sabia que estaria dentro de um dos meus géneros favoritos, o policial/suspense, e por isso não reservei nenhuma expectativa especial para este livro. Assim sendo, comecei a ler com a ideia de que ia ler sobre o rapto de duas meninas e que esta história pudesse talvez ser um relato mais real, mais perto da realidade que se conhece do que pura ficção. Ou seja, o que quero dizer com isto é que o que esperava desta história é que pudesse ter um final mais triste (como tantas crianças que nunca vemos serem restituídas à sua família) ao invés de ter o típico final conto-de-fadas. E viveram juntos, felizes para sempre

A autora decerto criou um relato com o qual os leitores se podem relacionar. O mediatismo à volta do rapto das crianças e todo o desespero dos pais e consequente investigação é um procedimento que todos conhecemos. Conforme lemos, parece que estamos a ver um daqueles filmes, com o cunho inegavelmente Americano, onde os polícias fazem os possíveis e os impossíveis para que a investigação corra pelo melhor. Sentimos a adrenalina e entramos na viagem. A autora tem decididamente um discurso muito imagético. Por essa qualidade, é um livro que se embrenha no leitor e que se lê de uma forma muito agradável, sem cansar. Foi o que mais gostei na leitura. 

Em termos de enredo, posso dizer que foi uma leitura agradável mas senti que não fiquei 100% investida na mesma. Foi um bom entretenimento, uma companhia óptima para a tarde chuvosa de férias mas não foi mais que isso. Posso dizer que fiquei curiosa com outros livros da autora, mas não irei ler os livros dela a correr. 

Pássaros Feridos

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