The Almost Moon

A woman steps over the line into the unthinkable in this brilliant, powerful, and unforgettable new novel by the author of The Lovely Bones and Lucky.

For years Helen Knightly has given her life to others: to her haunted mother, to her enigmatic father, to her husband and now grown children. When she finally crosses a terrible boundary, her life comes rushing in at her in a way she never could have imagined. Unfolding over the next twenty-four hours, this searing, fast-paced novel explores the complex ties between mothers and daughters, wives and lovers, the meaning of devotion, and the line between love and hate. It is a challenging, moving, gripping story, written with the fluidity and strength of voice that only Alice Sebold can bring to the page.

ISBN: 9780316022835 – Little, Brown and Company / 2007 – 216 páginas

O Hobbit

Alice Sebold é uma autora mais conhecida pelo seu romance The Lovely Bones que foi um livro que me marcou imenso quando o li pela primeira vez. Lembro-me que gostei particularmente da escrita tão intensa da autora e de todas as emoções que a narrativa me arrancou. Por isso, quando este Almost Moon (que não se encontra publicado em Portugal, para já) foi um dos livros mais votados para o meu Desafio aos Leitores, estava entusiasmada. Há muitos anos que não lia nada da autora e estava com esperança que a escrita dela fosse tão boa quanto o que eu me recordava.

Fui avisada que esta não era uma história típica, muito pelo contrário e isso não me alarmou até ao momento em que comecei realmente a ler o livro. Conseguimos logo pela primeira frase do livro perceber o que vamos encontrar nesta história. É um livro que se constitui por uma rápida sucessão de acontecimentos e a acção é muito corrida, pelo que é uma leitura que se lê rapidamente. Contudo, confesso que me foi difícil apreciar este livro. Helen Knightly conta-nos em 24 horas como é ultrapassar a barreira de mãe e filha, para passar a ser uma criminosa e assassina e mostra-nos o quanto as relações humanas podem ser desafiantes e desesperantes.

Helen, que nos conta a história na primeira pessoa, tem uma voz fortíssima e isso é uma característica que reconheço da autora. Já no outro livro que li de Alice Sebold a voz da narradora era muito forte e difícil de ignorar pelo que o leitor sente-se completamente ligado à história que ela nos conta. Contudo, o meu problema com este livro foi mesmo com a Helen, protagonista destes acontecimentos macabros, para dizer o mínimo. Helen é uma pessoa com problemas. Foi condicionada pelos pais que teve, pela relação que estes tinham e tudo isso contribuiu para que a sua personalidade se desenvolvesse da forma como se desenvolveu. E tudo isso é compreensível. Todos nós somos condicionados por isso, de uma maneira ou de outra. No entanto, não consegui ligar-me a esta personagem. Não consegui desligar da narrativa, mas não me consegui ligar à personagem, por pouco sentido que isto possa fazer. E de facto, o meu pensamento mais recorrente durante a leitura foi – como é que é possível? Estou a abanar a cabeça do choque e do nojo por alguém poder/ conseguir ser assim.

Posso dizer que para quem gosta de ler sobre pessoas com mentes labirínticas e “fucked-up” (perdoem-me a expressão) este é um livro que poderão gostar e apreciar. Eu gostei da dimensão humanística do livro, das relações pessoais, do quanto são confusas e do quão complicadas podem ser. Mas à parte isso, confesso que não foi uma leitura que me deu grande prazer.

Pássaros Feridos

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