Catch-22

Volvidos cinquenta anos sobre a data da sua primeira edição, Catch-22 persiste como uma das pedras angulares da literatura americana e um dos mais divertidos – e aclamados – romances de todos os tempos. Figura nas listas dos “melhores romances” da Time, da Newsweek, da Modern Library, da The New York Public Library, da American Library Association, do The Observer e do The Guardian.
Passado em Itália durante a II Guerra Mundial, conta a história do capitão Yossarian, comandante de bombardeiros, um herói incomparável e matreiro, que está furioso porque milhares de pessoas que não conhece de lado nenhum o querem matar. Mas o seu verdadeiro problema não é o inimigo – é o seu próprio exército, que está sempre a aumentar o número de missões de voo que os homens têm de cumprir para completarem a sua comissão de serviço. Porém, se tenta arranjar uma desculpa para ser dispensado das perigosas missões que lhe são atribuídas, Yossarian viola a Catch-22, o Artigo 22, uma norma burocrática hilariante mas ao mesmo tempo sinistra: um homem é dado como doido se continuar a participar voluntariamente em perigosos voos de combate, mas se apresentar um pedido formal de dispensa é declarado mentalmente são e, como tal, esta é-lhe negada.
Desde que Catch-22 foi publicado, em 1961, nenhum outro romance a ele se compara na intensidade e no fulgor com que caracteriza a brutal insanidade da guerra.

ISBN: 9789722046596 – D. Quixote (Leya) / 2011 – 541 páginas

O Hobbit

Este é um dos clássicos modernos que toda a gente já leu, quer ler ou dizem os entendidos, todos devemos ler pelo menos uma vez na vida. Uma obra fulcral para a literatura norte-americana, que versa sobre a Segunda Guerra Mundial e o mundo da burocracia da autoridade militar. Joseph Heller tornou-se largamente conhecido por ter escrito esta obra e confesso que não tinha grande curiosidade em ler tal obra, a não ser quando comecei a estudar literatura norte-americana.

Quando comecei a ler este livro, não o fiz esperando uma obra de grande calibre. Na verdade, não sabia o que esperar e por isso não criei nenhuma expectativa em especial.
Mas mal comecei a ler o livro, apercebi-me que este livro iria representar uma leitura de alguma dificuldade. É incrível como é que uma pessoa se consegue aperceber, logo às primeiras páginas, quando certo livro nos vai cativar ou não. A questão é que logo às primeiras páginas soube que não me ia apaixonar por este livro e assim foi. Podia apontar vários factores para que esta leitura não tenha corrido de forma perfeita, mas aquele que mais pesou para mim foi o de não ser a leitura certa no momento certo.
Nesta altura do ano, costumo dar preferência a outros livros tal como policiais ou romances mais leves que permitam que a minha mente se descontraia e não clássicos, que em regra são livros que necessitam de mais atenção e de mais disponibilidade emocional. A meu ver, este livro precisava de uma leitura mais disponível e paciente e não foi isso que aconteceu, pelo que a experiência que tive com esta obra revelou-se bem amarga.

De facto, achei a leitura morosa, a escrita de Joseph Heller aborreceu-me – não diria de morte, mas esteve lá perto – e infelizmente não consegui entrar no enredo nem liguei muito às personagens. Mas, o que me surpreende é a contrariedade dos meus sentimentos durante a leitura porque embora a escrita e a história em si me tenha aborrecido, também existiram momentos em que eu sabia reconhecer que o autor estava a criar uma situação hilariante e a descrever de forma cómica os acontecimentos mas de alguma forma, o riso não explodia. É como se a parte racional de mim soubesse que x situação deveria ter piada, mas a parte emocional não explodia de riso. É deveras frustrante pensar que um livro pode ter tão pouco efeito em nós.
Até este ponto, se tivesse que classificar a leitura, diria que era uma leitura difícil e portanto daria 2 estrelas. (até me custa dizer tal coisa). Contudo, o que pesou mais para a minha classificação geral foi não a escrita, nem o humor, nem os personagens ou enredo, mas sim o Artigo 22 propriamente dito. Na minha opinião pessoal foi essa temática que safou este livro do aborrecimento total.

Tenho que considerar que o autor, de uma forma quase banal, traz à luz uma parte importante da nação e cultura norte-americana – aquela que é a instituição militar e a burocracia que envolve todo este poder. Tenho a certeza que todos os países experienciam problemas similares com o nível de burocracia exagerada, mas de alguma forma, lendo este livro, poderíamos sentir-nos tentados a dizer que esse é um problema exclusivamente americano. O ridículo do nível excessivo que existe na burocracia do sistema militar americano é exposto pelo autor de forma caricata, mas incrivelmente eficaz. E por isso, não posso dizer que esta leitura tenha sido uma perda de tempo.

Pelo contrário, acredito que podemos retirar sempre alguma coisa de todos os livros que lemos e neste caso pude ver que a guerra e as instituições governamentais têm, no seu seio, muitas situações ridículas e caricatas que nem sempre passam despercebidas aos civis (não deveria caracterizar o autor como sendo civil pois ele fez parte deste sistema militar quando jovem, mas de qualquer maneira é através da sua obra que os civis podem estar a par deste tipo de ocorrências – adaptadas à ficção, claro).

Pássaros Feridos

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