Marina

Marina, tal como a obra que consagrou Zafón, é um romance mágico de memórias, escrito numa prosa ora poética ora irónica, assente numa mistura de géneros literários (entre o romance de aventuras e os contos góticos) e onde o passado e o presente se fundem de forma inigualável. Classificado pela crítica como «macabro e fantástico e simultaneamente arrebatador», Marina propõe ao leitor uma reflexão continuada sobre os mistérios da condição humana através do relato alternado de três histórias de amor e morte. Ambientada na cidade de Barcelona, a história decorre entre Setembro de 1979 e Maio de 1980 e depois em 1995 quando Óscar, o protagonista, recorda a força arrebatadora do primeiro amor e as aventuras com Marina, recupera as anotações do seu diário pessoal e revisita os locais da sua juventude.

ISBN: 9789896571191 – Planeta / 2010 – 260 páginas

O Regresso do Rei - Senhor dos Anéis, Vol.3

Carlos Ruiz Zafón é um dos grandes nomes da literatura espanhola contemporânea. Este nome começou a ser largamente conhecido devido ao sucesso que o seu romance A Sombra do Vento fez por esse universo literário fora, embora este seja o livro mais querido do autor, segundo ele próprio diz.
Tendo adorado todos os outros livros que já li dele (especialmente o A Sombra do Vento) foi com muitas expectativas que iniciei esta leitura, apesar de não saber o que aqui iria encontrar. O cenário de Barcelona, já usual nos seus livros, continua mágico como sempre, pois as descrições que o autor faz da cidade transportam uma magia que não é facilmente definível. A sua escrita, além dos cenários que o autor cria, são dois factores que tornam as suas obras realmente especiais. As suas personagens e as emoções destas, são outro.
Marina é rico em todos estes factores apesar de ser um livro pequeno. E eu apaixonei-me completamente por ele. Pela história, pelas personagens e por todos os momentos intensos que recheiam esta obra. Diria que o livro é uma mistura de fantasia com romance –  um romance inocente, breve, mas ainda assim um romance. E sem dúvida que foi uma mistura que resultou na perfeição. Adorei o Óscar, desde o início. Senti-me impelida a ler as aventuras dele e da Marina e foi muito difícil dizer adeus a este protagonista. Porque há histórias que nos conquistam e muitas vezes não sabemos explicar porquê.
E esta foi uma delas.
O enredo parece-nos leve, à partida, mas nele se encerra uma certa lição, algo que podemos retirar para a nossa experiência de vida e essa é uma grande qualidade nas obras de Zafón. Adoro a forma como ele transforma uma simples história num mundo infinito cheio de possibilidades. É um mundo encantado, mas muito real. É um mundo muito apaixonante, mas por vezes desesperante.
Enfim, é um mundo que me conquistou logo às primeiras palavras e foi a leitura certa no momento certo. Não há muito mais que possa explicar isso.

A vida concede a cada um de nós raros momentos de felicidade. Às vezes são apenas dias ou semanas. Às vezes, anos. Tudo depende do nosso destino. A recordação desses momentos acompanha-nos para sempre e transforma-se num país de memória a que procuramos regressar durante o resto da nossa vida sem o conseguir.

~ Carlos Ruiz Zafón in Marina

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