O Medo do Homem Sábio – Parte I

Agora em O Medo do Homem Sábio, Dia Dois das Crónicas do Regicida, uma rivalidade crescente com um membro da nobreza força Kvothe a deixar a Universidade e a procurar a fortuna longe. À deriva, sem um tostão e sozinho, viaja par Vintas, onde, rapidamente, se vê enredado nas intrigas políticas da corte. Enquanto tenta cair nas boas graças de um poderoso Nobre, Kvothe descobre uma tentativa de assassínio, entra em confronto com um Arcanista rival e lidera um grupo de mercenários, nas terras selvagens, para tentar descobrir quem ou o quê está a eliminar os viajantes na estrada do Rei.
Ao mesmo tempo, Kvothe procura respostas, na tentativa de descobrir a verdade sobre os misteriosos Amyr, os Chandrian e a morte da sua família. Ao longo do caminho Kvothe é levado a julgamento pelos lendários mercenários Adem, é forçado a defender a honra dos Edema Ruh e viaja até ao reino de Fae. Lá encontra Felurian, a mulher fae a que nenhum homem consegue resistir, e a quem nenhum homem sobreviveu… até aparecer Kvothe.
Em O Medo do Homem Sábio, Kvothe dá os primeiros passos no caminho do herói e aprende o quão difícil a vida pode ser quando um homem se torna uma lenda viva.

ISBN: 9789895578498 – 1001 Mundos (Edições ASA) / 2011  – 703 páginas

O Regresso do Rei - Senhor dos Anéis, Vol.3

O Medo do Homem Sábio – Parte I é a primeira metade do segundo volume que integra a trilogia Crónicas do Regicida. O livro foi dividido em duas partes devido à sua extensão que mete respeito. Juntando as duas partes, este segundo volume conta com 1387 páginas, o que não é pouco. Tenho que concordar com esta decisão, embora normalmente abomine estas divisões por achar que não faz sentido dividir ao meio uma obra que é suposto ser lida como apenas uma. Mas estes livros são enormes, pesados… não são propriamente fáceis de transportar, por isso a divisão é uma decisão estratégica ajuizada, a meu ver.
E falando sobre o livro propriamente dito, depois daquela que foi uma estreia maravilhosa com o livro O Nome do Vento, as minhas expectativas não se podiam encontrar mais elevadas. Ansiava verdadeiramente para conhecer melhor esta personagem misteriosa e tão complexa que é Kvothe, homem de muitas caras. Mas não ansiava apenas conhecer mais dele, mas sim de todos aqueles que o rodeiam nas suas aventuras.

A estrutura do livro continua igual – vamos tendo flashbacks sucessivos da vida de Kvothe e o Cronista vai apontando o relato com uma dedicação e entusiasmo sem igual. A escrita do autor continua igualmente cativante. Havia dito no primeiro volume que o autor escreve de uma forma maravilhosa, com várias histórias entrelaçadas noutras e a forma como o faz é tão intuitiva que é impossível não nos sentirmos bem-vindos a este universo fantástico. Contudo, apesar de na minha opinião a escrita do autor continuar ao mesmo nível, a narrativa foi um pouco mais lenta e não tão dinâmica. A história demorou a avançar e tendo em conta que isto foi apenas a primeira parte, senti-me por vezes receosa que o livro não ganhasse ritmo.
Felizmente, tal não aconteceu e o enredo ganhou ânimo do meio para a frente, o que ajudou a uma leitura bem mais rápida, feita com muito mais entusiasmo.
Nesta primeira parte do livro a fantasia a que tivemos direito ver no primeiro volume foi neste inexistente. O autor concentrou-se mais na educação do nosso herói e também mais no romance do que propriamente na acção ou mesmo mistério. Digamos que esta parte pode ser considerada como sendo a construção dos pilares da história. Veio preparar as bases e a partir de agora poderemos ver mais movimento e mais acção (suponho eu).

O que mais gostei neste volume foi tudo o que teve que ver com a aprendizagem de Kvothe na Universidade, adoro aquele espaço, a forma como o autor o construiu e não me importava de visitar um Arquivo como este que existe na Comunidade. Parece o sítio perfeito para me perder por dias, semanas, anos.
Embora esta primeira metade não se tenha revelado tão perfeita como estava à espera, adorei a oportunidade de continuar a seguir as memórias de Kvothe e é exactamente por isso que se segue a leitura da segunda metade, para não perder a embalagem.
Kvothe e companhia prometem ainda muitas emoções e expectativas elevadas à parte, foi uma leitura que me agradou por me mostrar como é belo o mundo das histórias.

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