Livros versus Tv #31

Há umas semanas fui ver o filme The Great Gatsby ao cinema.

Estava muito ansiosa para ver esta adaptação cinematográfica. Porquê?

Já tinha lido o livro há dois anos pela primeira e tinha gostado bastante. Este ano, voltei a ler o livro pela segunda vez e se possível ainda tinha gostado mais. Já tinha estudado esta obra ao pormenor e de facto, pode-se considerar que ver o filme até era espécie de trabalho de casa.
Por já me sentir bastante familiarizada com esta obra, penso que a opinião que escrevi dela, faz pouco jus à mesma. De facto, há muito que se poderia dizer deste clássico e a minha opinião apenas toca em dois pontos que na altura me tocaram mais.
Ainda assim, para quem tiver curiosidade de ler o que disse sobre esta obra, pode fazê-lo aqui.

Então, o que é que aconteceu? Aconteceu que este filme acabou por me fazer ficar indecisa. Vamos por partes.
Eu tive duas pessoas a ver este filme. A espectadora que foi ver este filme ao cinema por prazer e entretenimento e a espectadora que foi ver este filme sendo estudante de literatura e especialmente da norte-americana.

Como primeira, esperava um filme que me arrebatasse os sentidos e por esse prisma, o filme está exactamente ao mesmo gosto. Tem uma boa banda sonora, eclética. O filme é todo cheio de cor e movimento e por isso, não é aborrecido. Muito pelo contrário, é cheio de vida e conseguiu capturar na perfeição aquele ambiente boémio dos anos 20. Está um filme muito Hollywoodesco, diria. E se fosse só a analisar estes factores, teria adorado o filme. No entanto, há que referir que achei o cast maravilhoso, todo ele. Mas, de forma mais especial, o Leonardo DiCaprio. Ele esteve fabuloso, a meu ver.

Contudo, como a segunda pessoa, esperava uma coisa completamente diferente. Esperava ver um filme fiel à obra literária que o inspirou (e isso foi, tanto quantos os filmes podem ser fiéis aos livros). Não esperava no entanto que a banda sonora deles fosse tão contemporânea, sendo que estão a tentar retratar uma época diferente e embora o jazz tenha estado presente, não fiquei satisfeita. Tenho a ideia que eles pouco se esforçavam para retratar os anos 20 nos Estados Unidos da América e deveria ter sido melhor captado. Apenas se preocuparam em fazer a parte do entretenimento, das luzes e da festa, da grandiosidade, mas é pouco credível.

Como disse antes, creio que duas pessoas foram ver este filme, que tinham expectativas muito diferentes. E isso acabou por se revelar contra-produtivo. Ainda agora, quando olho para trás e tento dar uma opinião mais definitiva sobre o filme, me encontro dividida. Creio que posso dizer que gostei, mas que esperava mais.

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