Procuro-te

Daisy tem apenas vinte e cinco anos quando a mãe morre nos seus braços. Embora saiba há muito que foi adoptada, sempre se sentiu amada pelos pais e pelos irmãos. Para Daisy, aquela é a sua família. Todavia, o luto vai abalar o equilíbrio doméstico e revelar rivalidades encobertas. A serenidade dá lugar à devastação, e a jovem sente que é a altura certa para partir em busca das suas raízes e confrontar-se com o passado. 
Na ânsia por saber mais sobre Ellen, a sua mãe biológica, e à medida que vai desvendando a história da família, Daisy descobre as duras verdades por detrás do seu nascimento. Dotada de uma inabalável determinação, Ellen sobrevivera a uma infância traumática: a morte da sua própria mãe estava envolta numa aura de mistério e os maus-tratos de que fora vítima às mãos da madrasta haviam-na marcado irremediavelmente. O destino quis que a sua coragem fosse constantemente posta à prova. O tempo encarregou-se de apagar o rumo dos seus passos. 
Mas Daisy não desistirá de a encontrar, nem que para tal tenha de renunciar ao amor da sua vida.
ISBN: 9789892306469 – Edições ASA / 2009 – 400 páginas
 
Daisy sempre soube que era adoptada. Contudo, nunca sentiu vontade ou necessidade de saber quem era a sua verdadeira mãe, nem de conhecer a sua família biológica. No entanto, quando a sua mãe adoptiva morre, esta deixa-lhe uma caixa de recordações onde Daisy encontra os seus dados de nascimento. Esta acaba por se sentir curiosa em conhecer as suas origens, num momento em que a sua vida se encontra num ponto de viragem. 
A única coisa que tem para continuar é o nome da sua mãe biológica, visto que o pai não consta dos seus dados de nascimento. 
E é assim que Daisy vai à procura da sua mãe biológica para conhecer as suas origens. O que não esperava é que a história da sua família biológica fosse uma tão trágica e com tantos segredos. 
 
Procuro-te é o quarto livro que leio desta autora. Embora não possa dizer que esta autora me tenha alguma vez surpreendido, por alguma razão, continuo a apostar nas obras dela. Não sei muito bem se isto tem alguma explicação lógica, mas a verdade é que, volta e meia, acabo sempre a ler um livro dela. 
A escrita de Lesley Pearse apesar de ser fluída e agradável q.b., tem uma característica que me impede de gostar mais das suas obras. É a capacidade extrema que ela tem para o drama. Não que isso seja mau, muito pelo contrário. Só que, por vezes, é demais. E por isso mesmo é que ainda não existiu nenhum livro dela que me tocasse de maneira especial. 
Apesar de ela construir enredos e personagens interessantes, há sempre algo que falta. Estava com esperanças de gostar deste livro porque é algo diferente do que é costumeiro na autora. Normalmente, ela escreve romances históricos ou ficção histórica e este livro é um romance contemporâneo. 
Não se deixem enganar, o drama continua cá. Mas é um drama numa época diferente. E eu simplesmente tinha algumas expectativas que este livro se revelasse diferente dos outros. 
 
E de certa maneira, até acabou por ser diferente. Só não foi assim tão entusiasmante quanto aquilo que eu estava à espera. O livro lê-se muito bem, é uma leitura que se desenvolve de uma forma muito natural e sem grandes complicações. O enredo é interessante e a aura de mistério impele o leitor a continuar a sua leitura para poder descobrir o futuro dos personagens que aqui nos são apresentados.
Contudo, isto não foi o suficiente para mim. Ou melhor dizendo, não foi o suficiente para me admirar. No final, acabei por sair desta leitura com um sentimento de neutralidade. 
Não havia nada de absolutamente errado na forma como a autora construiu a sua  história e como criou os personagens, mas não foi uma leitura que me emocionasse. Ou que me tocasse de alguma forma em especial.
 
No que toca ao mistério, acabei por desvendar, com alguma facilidade, a verdade. E talvez esse seja outro factor que me impediu de gostar mais deste livro. Estava, secretamente, à espera que a autora escolhesse algo que fosse menos óbvio, para que a leitura se tornasse diferente aos meus olhos. 
Contudo, não posso dizer que não gostei de conhecer a história da mãe de Daisy. Na verdade, como já disse antes e volto a repetir, esta é daquelas leituras que se lê com uma desenvoltura grande. Mas se estão à espera de algo estonteante, não creio que o vão encontrar por aqui.
 
Dito isto, o balanço que faço da autora até agora é um que se caracteriza pela neutralidade, quase. De todos os livros que já li, posso dizer que há uns bons e outros menos bons. Mas ainda não existiu nenhum que me deixasse fora de mim. 
O que me faz pensar que, se calhar, esta autora não me irá surpreender muito mais com outras obras dela. 
 
Opiniões da mesma autora:
 
 Nunca Me Esqueças 
 
 
 
 
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