A Colónia do Diabo

Ao fundo das Montanhas Rochosas, a terrível descoberta de centenas de corpos mumificados desperta a atenção internacional e provoca uma acesa controvérsia. Apesar das dúvidas quanto à origem desses corpos, a comissão local da Herança Nativa Americana reivindica os restos mortais pré-históricos, assim como os estranhos artefactos encontrados na mesma gruta: placas de ouro gravadas com uma escrita desconhecida. No decorrer de uma manifestação no local da escavação, uma antropóloga tem uma morte horrível e é reduzida a cinzas numa violenta explosão à vista das câmaras de televisão. 
Todas as provas apontam para um grupo radical de nativos americanos, do qual faz parte uma jovem militante que consegue escapar com algumas dessas valiosas placas. Perseguida, ela pede ajuda à única pessoa que poderá ajudá-la: o seu tio, Painter Crowe, diretor da Força Sigma. Para ajudar a sobrinha e descobrir a verdade, Painter dá início a uma guerra entre as mais poderosas agências de espionagem do país. Surge contudo uma ameaça ainda maior quando uma assustadora reação em cadeia nas Montanhas Rochosas provoca uma catástrofe geológica que põe em perigo a metade ocidental dos E.U.A. 
Painter Crowe une forças com o comandante Gray Pierce para desvendar os segredos de uma sombria cabala que manipula a história americana desde a fundação das treze colónias. Mas conseguirá Painter descobrir a verdade – e causar a queda de governos – antes que tudo o que lhe é caro seja destruído?

ISBN: 9789722524834 – Bertrand Editora / 2012 – 496 páginas

Dois amigos decidem fazer uma exploração a uma gruta que está envolta em inúmeros mitos e superstições, herança cultural dos índios nativos dos Estados Unidos da América. O mito que envolve esta gruta nas Montanhas Rochosas diz que quem tentar sair da mesma, acabará por provocar a tragédia pelo mundo fora. Talvez até o fim do mesmo. Da existência como a conhecemos. Estes jovens acabam por encontrar uma realidade assustadora dentro desta gruta: estava cheia de restos humanos. Um dos jovens acaba por sair e depois da gruta ser estudada por especialistas acabam por verificar que os restos humanos que ali se encontram não são propriamente nativo americanos. A confusão instala-se e o mistério tem de ser resolvido o quanto antes, antes de os meios de comunicação social se apercebam do que aquela gruta encerra. 
Contudo, as coisas complicam-se porque esta gruta tinha ouro e um artefacto valioso. No entanto, esse artefacto provocou uma explosão que matou um dos estudiosos e a Sigma acaba por entrar em acção, para tentar perceber o que é que despoletou a explosão e também perceber porque é que os restos que foram encontrados naquela gruta não são nativo americanos, como deveriam ser. 
Cientistas no outro lado do mundo acabam por perceber que os responsáveis por aquela explosão são nanopartículas que foram perturbadas quando o artefacto da gruta foi retirado do seu local de repouso. 
Agora, no meio da confusão, a Sigma vê o seu inimigo de sempre, que nunca está muito longe entrar no meio deste mistério e tentar roubar-lhes o ouro. 
É uma viagem ao passado dos Estados Unidos da América, até ao tempo das colónias que não nos deixa um minuto para respirar.

James Rollins é um autor conhecido pelo seu espírito de aventura. Todos os seus livros são romances dignos de filmes como Indiana Jones ou O Tesouro. Na verdade, James Rollins escreveu um livro baseado no filme Indiana Jones e  Reino da Caveira de Cristal. Portanto estão a ver o que se pode esperar dos livros dele. Muita pesquisa histórica, mestria em misturar facto e ficção e muitos tiros, muitas fugas e corridas estonteantes no meio das páginas destes livros. 
O autor tem uma série, do qual este livro faz parte, que se intitula Força Sigma. Este A Colónia do Diabo é já o sétimo livro desta série. A colecção era editada pela Difel, editora que entretanto entrou em processo de falência. A Bertrand pegou neste autor e continuou a publicar os seus livros.
Para que saibam, eu já li todos os livros desta série e sou fã, por isso é com imenso agrado que vejo que a Bertrand investiu neste autor. Eu recomendo sempre que os livros sejam lidos por ordem, porque cronologicamente faz mais sentido. Mas na verdade, não existe qualquer impedimento para que os livros sejam lidos individualmente. 

Há bastante tempo que não lia nada do autor. Desde o último livro da série até à leitura deste ano, creio que passou mais de um ano e por isso posso dizer que sentia algumas saudades da escrita do autor. O que mais gosto nos seus livros é a forma como ele mistura factos com ficção, de forma a que o leitor quase que fica convencido que aquilo que é ficção pode realmente ser verdadeiro. O autor também faz um ponto de honra em todos os seus livros, que é destrinçar aquilo que é facto e aquilo que ele escreve como ficção. É fantástico para os leitores perceberem o que é inventado e onde está a base verdadeira. 
A escrita do autor é cheia de ritmo e dinâmica. Há poucos momentos parados neste livro e a verdade é que em todos os momentos se sente muita adrenalina, de maneira que quem está deste lado, parece que mergulha nas páginas e vai fazer companhia aos protagonistas do livro.
Tendo em conta que já li todos os livros anteriores desta série, posso dizer que foi um prazer voltar a encontrar personagens que já conheço há algum tempo. Apesar do meu hiato ter sido comprido, rapidamente me vieram à memória pormenores que pensei estarem esquecidos. 

Gostei particularmente do caso que a força Sigma deste livro está a tentar desvendar. A história americana é muito rica em mitos, mistérios e superstições e por isso foi muito interessante ler sobre os Founding Fathers da América, sobre as origens dos nativos americanos e sobre a cultura – riquíssima – deles. E mais ainda, gostei de aprender algumas coisas sobre a nanotecnologia, que cada vez mais, é algo importante e fundamental para a evolução da nossa ciência. 

Este livro deixa no ar uma pergunta muitíssimo importante, que vai marcar a mudança de rumo desta série. Estou ansiosíssima para ler o oitavo livro desta série e estou a cruzar os dedos para que a Bertrand continue a publicar esta série. 

Para quem gosta de mistérios, aventura, níveis elevados de adrenalina, esta é uma boa aposta. 

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