Outlander – A Libélula Presa no Âmbar

Durante vinte anos Claire Randall manteve o seu segredo. Mas agora, de férias nas majestosas e misteriosas Highlands, Claire planeia revelar à sua filha uma verdade tão impressionante como os acontecimentos que lhe deram origem: o mistério de um antigo círculo de pedras, um amor que transcende os limites do tempo e a verdadeira identidade de James Fraser, um guerreiro escocês cuja valentia levou uma Claire ainda jovem da segurança do seu século de vida para os perigos de um outro tempo. 

Mas um legado de sangue e desejo vai testar Brianna, a sua bela filha. A fascinante viagem de Claire vai continuar em Paris, ao lado de Carlos Stuart, na corte intriguista de Luís XV. Jamie tem de ajudar o príncipe a formar alianças que o apoiem na reconquista do trono de Inglaterra. Claire, no entanto, sabe que a rebelião está fadada ao insucesso. A tentativa de devolver o Reino aos católicos resultará num banho de sangue que ficará conhecido como a Batalha de Culloden, e deixará os clãs escoceses em ruínas. No meio das intrigas da corte parisiense, Claire enfrenta novamente um velho rival, tenta impedir o morticínio cruel e salvar a vida do homem que ama. 

ISBN: 9789724620275 – Casa das Letras (Leya) / 2011 – 1004 páginas

Claire Randall esteve desaparecida durante alguns anos, até que o seu marido, Frank Randall, quase perdeu a esperança de a reencontrar. Contudo, Claire reapareceu no mesmo sítio onde havia originalmente desaparecido. Quando a encontraram, demonstrava estar algo confusa e como se estivesse em estado de choque. Mas rapidamente se descobriu que além disto tudo, também estava grávida de uma menina. 
A menina foi criada como sendo uma Randall toda a sua vida, mas quando Frank morre, deixando Claire viúva, esta decide contar à sua filha a verdade sobre quem é o seu pai. Para isso, viaja com ela para a Escócia nas Terras Altas e prepara-se para relatar as suas viagens ao passado, aos tempos em que viajou de forma misteriosa para o século XVIII e se integrou na corte francesa com o seu amante escocês, Jamie Fraser, um escocês que tem muitas aventuras e experiências para contar. 

Este é o segundo volume da série Outlander da autora Diana Gabaldon que leio. O primeiro causou-me uma impressão muito positiva e finalmente ganhei coragem para pegar neste segundo volume, que tem cerca de 1000 páginas. As expectativas eram algo elevadas devido à primeira impressão que tive desta autora. 
Tenho que referir (como já o fiz em tantas outras vezes aqui no blogue) que tenho sempre algum receio destes livros demasiado extensos, pois podem tornar-se algo redundantes e podem igualmente trazer muita informação que não traz nada de novo ao enredo e andam ali a engonhar sem andar para a frente. 
Contudo, este livro mostrou ser algo completamente diferente, à semelhança do livro anterior. 
A escrita da autora é incrivelmente fluída para quem escreve livros tão extensos. O leitor mal dá pela passagem das páginas e rapidamente entra no ritmo da narrativa e mergulha na história de uma forma muito natural. O leque de personagens que a autora nos dá a conhecer é vasto e do mais variado possível, sem nunca se tornar aborrecido ou confuso, no entanto. Os protagonistas, Jamie e Claire, são um casal incrivelmente realista. Apesar de todas as aventuras (boas e más) que vivem, mantêm-se juntos e a relação deles é recheada de momentos vivos e intenso, mas também com alguns obstáculos que são precisos ultrapassar. 
O início deste livro foi algo confuso. À primeira vista, parece haver um grande vazio entre os acontecimentos do final do primeiro volume até ao início deste segundo. Contudo, conforme vamos avançando na leitura, a autora começa a juntar as peças do puzzle e gradualmente se começa a responder às perguntas que, inicialmente, surgiram. 
A pesquisa histórica está muito completa nestes romances. Para quem quer conhecer o percurso histórico do século XVIII da Escócia, creio que irá apreciar estes romances. A ênfase na tramas políticas é grande e o livro é sempre cheio de movimento. Apesar da sua extensão, nunca me senti aborrecida durante a leitura e creio que isso é um factor fundamental quando se lê este tipo de livros, que têm mais de 600/700 páginas.
Este segundo volume não fala apenas sobre a Escócia, no entanto. O livro divide-se entre a França, na corte do rei Luís XV e na Escócia/ Inglaterra. Apesar de isto parecer uma grande confusão de lugares e de circunstâncias muitíssimo diferentes, conforme os leitores vão avançando na leitura, nada é deixado ao acaso e a verdade é que esta autora consegue estruturar a história de uma forma organizada e clara. E apesar da informação apresentada ser muita, a autora vai-nos relembrando de aspectos importantes durante o livro, ajudando assim de forma útil a nossa memória. 
De facto, esta série está a revelar-se ser uma grande descoberta. Chegando ao final deste segundo volume, tenho que dizer que me encontro ansiosa para ler mais e saber mais. O final deste livro é propositado para manter os leitores com água na boca e por isso, é com grande entusiasmo que espero pela chegada da minha encomenda do Voyager, o terceiro livro desta série. Só me resta esperar que a editora Casa das Letras continue a publicação desta série, porque em termos de romances históricos acredito que faça parte dos melhores – pelo menos dentro das séries que eu conheço e que li. 
Estou muito agradada com estes livros e as expectativas, até agora, têm sido superadas. Espero que assim continue. 
Opiniões da mesma autora:

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