Rapariga com Brinco de Pérola

No século XVII, em Delft, uma próspera cidade holandesa, tudo tinha uma ordem pré-estabelecida. Ricos e pobres, católicos e protestantes, patrões e criados, todos sabiam o seu lugar. Quando Griet foi trabalhar na casa do pintor Johannes Vermeer, pensou, por isso, que conhecia o seu papel: fazer a lida doméstica e tomar conta dos seis filhos do pintor. Ninguém esperava, porém, que as suas maneiras delicadas, a sua perspicácia e o fascínio demonstrado pelas pinturas do mestre a arrastariam inexoravelmente para o mundo dele. Mas, à medida que a rapariga se tornava parte integrante da sua obra, a intimidade crescente entre ambos ia espalhando tensão e decepção na casa e adquiria a proporção de um escândalo em toda a cidade.




ISBN: 9789725647257 – Quetzal Editores / 2008 – 224 páginas

No decurso de um acidente de trabalho, o pai de Giet fica cego. A família é pobre e por isso, Giet vê-se obrigada a aceitar um trabalho de criada na casa da família Vermeer, onde o pinto Johannes Vermeer tem o seu estúdio. Catharina, a sua mulher e os seus cinco filhos (e o sexto quase à porta) prometem muito trabalho para a nova criada da família. 
Griet, que está responsável por limpar o estúdio do artista, acaba por mergulhar no mundo do pintor, quase inadvertidamente. 
Primeiro limpava apenas o estúdio, sem sequer se cruzar com o seu amo, mas rapidamente se torna, em segredo, a sua ajudante, onde mistura cores e compra ao artista os materiais que ele necessita.
Pieter, filho de um acougueiro, está interessado em casar com Giet e quer tirá-la da casa dos Vermeer.
Quando o pintor mostra vontade e interesse em pintar Griet, o caos e o escândalo na pequena vila de Delft instala-se…
Há anos que tinha o DVD na minha prateleira para ser visto. Contudo, quando o comecei a ver uma vez, reparei que era baseado numa obra literária. Como tal, pus o DVD de lado, até ao dia em que pudesse ler o livro primeiro. Só depois é que veria o filme. Quando fui pesquisar sobre a obra escrita por Tracy Chevalier fiquei muito curiosa pois a capa do livro era-me vagamente familiar. Quando descobri que a autora se tinha inspirado na pintura do pintor Johannes Vermeer, mais fascinada fiquei pois não sabia que a obra teria factos verdadeiros associados a ela.
A escrita da autora acabou por não me conquistar, até a achei algo aborrecida em várias passagens, mas confesso que pintou a realidade do século XVII de uma forma muito interessante, especialmente no que toca à divisão entre católicos/ protestantes e a hierarquização de classes na sociedade holandesa.
Gostei muito da personagem do pintor e tive pena que a autora não tenha escrito a história do ponto de vista dele, alternado com o relato da Giet. Acho que a obra teria ficado bem mais dinâmica e mais interessante.

No final de tudo, este é um pequeno livro que originalmente através de uma pintura, cria uma realidade algo remota e que nos convida a imaginar como seriam os tempos e o quotidiano na cidade holandesa de Delft no século XVII. 
Infelizmente, não achei o livro nada de especial e não fiquei com muita vontade de ver o filme. Fica para futura ponderação.

   


Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s