O Sorriso das Mulheres

Para Aurélie Bredin, as coincidências não existem. Jovem, sensível e atraente, é a proprietária de um pequeno e romântico restaurante, Le Temps des Cerises, situado no coração de Paris, a dois passos do Boulevard Saint-Germain. Naquele pequeno restaurante forrado a madeira, com toalhas aos quadradinhos vermelhos e brancos, o seu pai conquistou o coração da sua mãe graças ao menu d’amour. E foi ali, rodeada pelo aroma do chocolate e da canela, que Aurélie cresceu e onde encontra consolo nos momentos difíceis da sua vida. Mas agora, magoada pelo abandono de Claude, nem sequer a calidez acolhedora da cozinha é capaz de consolá-la.
Uma tarde, mais triste que nunca, Aurélie refugia-se numa livraria. Um romance, O Sorriso das Mulheres, chama a sua atenção. Quando o folheia, descobre que a protagonista é inspirada nela e que Le Temps des Cerises é um dos cenários principais. Graças a esta prenda inesperada, volta a sentir-se animada. Decide entrar em contacto com o autor, Robert Miller, para lhe agradecer. Mas isso não é fácil. Qualquer tentativa de conhecer o escritor – um misterioso e esquivo inglês – morre na secretária de André Chabanais, o editor que publicou o romance. Porém, Aurélie não desiste e quando um dia surge efectivamente uma carta do autor na sua caixa de correio, acaba por daí resultar um encontro bem diferente daquele que tinha imaginado…

ISBN: 9789898228895 – Quinta Essência (Leya) / 2012 – 292 páginas

Aurélie Bredin é uma mulher que acredita no destino e acredita também em coincidências. Ela só quer uma coisa na vida: encontrar o amor da sua vida, enquanto lhe cozinha umas quantas refeições no seu restaurante Le Temps des Cerises. Como cozinheira, os únicos livros que alguma vez lhe interessaram são os livros de culinária. Contudo, depois de se ver obrigada a fugir de um polícia obstinado, entra numa livraria e é lá que descobre o romance que vai mudar a sua vida para sempre. 
O Sorriso das Mulheres é uma obra que foi escrita por um autor inglês que apresenta no seu enredo maravilhosas coincidências. É que a protagonista deste romance é dona de um restaurante chamado Le Temps des Cerises, tem um vestido verde, olhos verdes, cabelos louros… A verdade é que esta personagem é ela!
Ao voar para a contracapa do livro, para ver a fotografia deste autor que se inspirou nela mesma para escrever o seu romance, Aurélie está certa de que nunca o conheceu, mas a verdade é que o autor tem que a conhecer a ela, para poder ter escrito com tanto detalhe sobre o seu restaurante e sobre ela própria. Por isso mesmo, esta decide entrar em contacto com o autor através da editora que publicou este livros: Éditions Opale, onde entra em contacto com o assistente editorial André Chabanais, o responsável por trazer este livro para o mercado francês.
A verdade é que existem alguns obstáculos que se apresentam à comunicação entre Aurélie e o autor Robert Miller e existem vários pormenores que não encaixam nos sítios certos… Aurélie mal sabe o que estará para vir, mas O Sorriso das Mulheres irá mudar irremediavelmente a sua vida.

Nem sequer conhecia este livro, embora conhecer a capa de passagem. Contudo, um dia o título passou-me pelos olhos e fiquei a pensar nele. Durante bastante tempo. Até que por acaso, surgiu a oportunidade de o ler  e nem cabia em mim de contente. Se este livro fosse capaz de me deixar com um sorriso na cara após a sua leitura, a sua missão estaria cumprida. 
Foi com algumas expectativas que comecei a ler este livro, sabendo bem que a editora Quinta Essência aposta sempre em romances leves e enredos apaixonantes. Bem, estava à espera de uma comédia romântica leve, com algum humor, assim ao estilo de Elizabeth Adler ou qualquer outra autora que faça parte do catálogo da Quinta Essência. E foi isso que encontrei.
E até mais.

Não esperava de maneira nenhuma que este livro me conquistasse. Esperava antes um sorriso breve, que deixasse a sua marca no final. O que eu não esperava é rir à gargalhada com André Chabanais, com o seu pânico e o seu stress constante. As conversas que ele teve com o Adam Goldberg foram uma comédia absoluta e provocaram o meu riso constante, tal era o absurdo da situação. Os infortúnios por que André passa são dignos de irem para um programa de apanhados e com certeza, só acontecem é nos filmes. Mas mesmo assim, não deixam de ter piada. E são divertidos. (Quando ele fala sobre os telefonemas da sua querida mãe…)
Não posso qualificar o quanto adorei este personagem, que foi tudo. Foi romântico, foi divertido e no meio disto tudo, ainda conseguiu sofrer e ao mesmo tempo aprender com os seus erros. Não sei se aconteceu com mais alguém, mas sinceramente, o discurso dele, quando está enervado, é do melhor.

Já Aurélie, não foi uma personagem que me tenha cativado tanto. Gostei dela, sim. Mas faltou ali qualquer coisinha. Ela pareceu-me ser um pouco alucinada. Eu sei que por aí nesse mundo existem groupies, mas ela dá uns ares assim de louca, a querer combinar coisas com um autor inglês desconhecido. No final, acabou por me suscitar alguns momentos divertidos e também alguma ternura, mas ficou a faltar qualquer coisa nesta personagem. 

Como podem calcular, a escrita de Nicolas Barreau é fantástica para este género de literatura. E cumpre de forma perfeita a sua missão. É uma escrita muito fluída, simples mas ao mesmo tempo dotada de algumas palavras que nos fazem pensar sobre o amor, com algum humor e muito, muito sentimento. Gostei bastante da sua escrita e fez-me sentir mais leve. Touché, Monsieur Nicolas.
(Gostei também do paralelismo que foi feito com o Robert Miller e com o próprio autor).  

Em suma, é uma leitura muito agradável que deixa os leitores com um sorriso no final. Promete divertir e encantar os seus leitores com uma bela história de amor. 

  
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4 thoughts on “O Sorriso das Mulheres

  1. Anonymous says:

    Então e só 3 estrelas? A mim um livro de 3 estrelas não me “conquista”.

    Estou cansada de reviews politicamente corretas. Parece que estão mais preocupados em agradar às editoras que em ser sinceros.

  2. Olá Anónimo,

    Esta não é uma review para agradar às editoras, até porque eu nem sequer tenho parcerias nem faço críticas para agradar a ninguém que não seja a mim.
    A classificação é algo relativo e para mim as 3 estrelas fazem sentido, mas se leste a dita review consegues perceber que não gostei da protagonista. Sendo que é uma personagem central, onde a história gira à volta dela, este foi um elemento que impediu que eu desse as tais mais estrelas que me parece que estavas à espera.
    Aquilo que me levou a dar esta classificação prende-se com isso, embora o livro me tenha conquistado noutros aspectos.
    Se estás cansada de tais reviews, sente-te livre para não as leres, mas também não julgues as reviews se não conheces a pessoa que as faz. E se há coisa que este blogue não faz é fazer críticas para agradar.

  3. Cara Anónimo (que mal que fica, mas como nem tem direito ao género feminino no blogger…tem de ser mesmo assim),

    Concordo em certa parte (já lá vamos), com o que escreveu. A sério que gostei, mas é adequado a outra freguesia, e não a este blog certamente.
    Está cansada das reviews politicamente correctas? Olhe, eu também! E por isso, dou-lhe um conselho: não leia as opiniões! É muito simples, foi a estratégia que eu adoptei. Não leio, pois realmente, por muito mau que o livro seja, é só maravilhas sobre o dito cujo, e depois ficamos nós a pensar que somos as ovelhas negras do rebanho. É uma canseira não é?
    Mas vamos lá à parte que realmente me chateou:
    “Parece que estão mais preocupados em agradar às editoras que em ser sinceros.” – Mas nós temos de agradar às editoras? Foi a Quinta Essência que escreveu o livro??? Que eu saiba vejo lá Nicolas Barreau e não a editora pertencente ao grupo Leya. Portanto o que disse, não faz qualquer sentido e só o facto de ter escrito o que escreveu, compactua ainda mais com as reviews politicamente correctas, que tanto lhe cansa.

    Cheguei a referir que o “Labirinto dos Livros” não tem parcerias? Pois, o agradar às editoras, fica portanto em águas de bacalhau.

    Se eu fosse a si,(olhe que não sou pessoa de dar dois conselhos a uma anónimo, mas fiquei preocupada com esse cansaço) deixava a blogsfera literária por uns tempos. Vá fazer qualquer coisa de útil, olhe porque é que não estuda HTML? Assim, pode criar o género feminino para o seu nome e talvez da próxima vez possa comentar realmente como é, anónimA.
    Parece que está mais preocupada em manter o anonimato que a mostrar realmente quem é.

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