A Culpa É das Estrelas



Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.



ISBN: 9789892320946 – Edições ASA / 2012 – 256 páginas





Hazel Grace é uma doente terminal. Foi-lhe diagnosticado um cancro nos pulmões, sem possibilidade de cura. No entanto, a evolução rápida da medicina, permite que Hazel se torne apta para um tratamento experimental, Phalanxifor. Este medicamento acaba por impedir que o tumor dos seus pulmões cresça e se torne pior e portanto Hazel vai vivendo conforme os seus pulmões da treta lhe deixam.
Os pais têm receio que a sua filha fique deprimida com a realidade que se lhe apresenta, sendo que a depressão é um efeito secundário de se saber que vamos morrer. Por isso mesmo, Hazel tem o seu grupo de apoio, com vários sobreviventes do cancro, onde trocam as suas histórias, as suas batalhas e rezam pelas suas vidas e dos outros que diariamente lutam contra todos os tipos de cancro. 
Hazel acha tudo isto um pouco deprimente, pois ela já aprendeu a aceitar as condições em que tem de viver. 
Contudo, é neste grupo de apoio que conhece Augustus Waters, que simplesmente não consegue tirar os olhos de cima dela. E ela, dele. Porque ele é realmente atraente. Em todos os sentidos. 
Augustus está há 14 meses livre de qualquer sinais de cancro. Ele próprio já lutou a sua batalha e o resultado disso é a sua perna protética.  
Hazel e Augustus tornam-se dois grandes aliados e chegam até a apaixonar-se, embora Hazel ainda mantenha as suas dúvidas quanto a este romance entre os dois, pois não quer que Gus sofra, de nenhuma maneira com a possibilidade que existe de ela morrer.
Augustus, persistente, conquista o coração e os afectos de Hazel e a relação entre os dois floresce de uma maneira belíssima. Até chegam ir os dois a Amesterdão  onde vão à procura do seu escritor favorito e também de algumas respostas referente ao livro que ele escreveu.
Hazel finalmente pode ser uma adolescente dita normal, com o Augustus a seu lado. Esta é a emocionante história das estrelas Hazel e Gus…

A minha história com este livro é algo interessante. Descobri-o quando ele saiu em inglês, porque o rebuliço foi impossível de ignorar. Coloquei-o na minha wishlist. Após algum tempo, comprei-o, simultâneo à sua saída em Portugal e consequente rebuliço.
Embora a sinopse me tivesse interessado, não era uma leitura com prioridade, porque nunca tinha lido nada do autor, entre outros motivos. 
Contudo, este é o livro favorito de uma das minhas amigas e este livro intrometia-se sempre nas nossas conversas, todos os dias. Mas eu contava manter-me fiel aos meus planos. Quando voltava a casa, ficava sempre a pensar no livro e na maneira que a minha amiga falava sobre o mesmo e a minha firmeza começou a mostrar algumas falhas, até que simplesmente cheguei um dia a casa e comecei a lê-lo, tinha de acabar com este suspense
E agora percebo porque é que a minha amiga fez tanta pressão para eu dar mais prioridade a este livro de John Green. Isto porque acho que nunca tive uma estreia tão…forte. Emocionante. Inesquecível. Angustiante, no bom sentido (se é que existe algum bom sentido nesta palavra). Heart-breaking

Sim, eu fartei-me de chorar com este livro. Não foram umas lágrimas ao acaso, foi um dilúvio a sério. Tal que parecia que me estavam a arrancar o coração do peito. Não tenho problemas nenhuns em chorar com livros, embora não possa dizer que sou muito chorona com eles. Sou mais com filmes. Contudo, há alguns escolhidos que me fazem derramar uma pequena lágrima, mas são ainda mais raros aqueles que conseguem fazer-me chorar a sério. Oh, e este A Culpa é das Estrelas arrasou-me por completo. Nem me deu possibilidade de respirar convenientemente. Ora me fazia rir, ora me fazia chorar. Contudo, sempre, desde o início manteve o meu coração num forte aperto, durante todo o livro. Não tive remédio, senão abraçar esta viagem. Vivi, sofri, ri, chorei como se fosse um dos personagens. Como se eles fossem os meus melhores amigos e não creio que tenha alguma vez encontrado um livro assim. 

A história de Gus e de Hazel é uma coisa sem igual. É tão emocionante, tão linda, tão tudo que é impossível arranjar adjectivos para esta história de amor. Ambos são protagonistas inteligentes e com uma atitude astuta e divertida, difícil de ignorar ou de ficar indiferente a.  
Depois temos a escrita do autor, que é algo como mágica. Envolve o leitor de uma forma muito interessante. Acaba também por ser uma escrita divertida, dinâmica, mas que permite ao leitor aproximar-se da história, dos personagens e da realidade que se vive nos seus livros. Eu adorei a sua escrita e este foi a minha estreia com ele. Não me posso queixar, de maneira nenhuma. 

Agora que acabei o livro, posso dizer que quando cheguei ao fim, fiquei dormente. Completamente. Estou de ressaca literária, porque este livro fez-me sentir tanta coisa, de maneira tão intensa e tudo ao mesmo tempo que acho que agora estou completamente dormente, sem sentir absolutamente nada. 
Perdi a conta ao tempo em que fiquei a olhar para o tecto do meu quarto, após ter acabado a leitura deste livro, permitindo o meu coração libertar tudo o que sentiu com este livro e com estes personagens. 
Ainda agora, não consigo explicar muito bem o que senti com o livro. Tristeza? Not quite. Alegria? Sim, mas é uma alegria complicada de explicar. Êxtase? Talvez, por ter encontrado uma riqueza literária. Desânimo? Em algumas partes sim, porque este é um tema complicado e porque nós humanos tendemos a esquecer-mo-nos da nossa mortalidade.

Mas acima de tudo isso, este livro fez das minhas emoções o seu fantoche. Amei. 

  


10 thoughts on “A Culpa É das Estrelas

  1. Filipa, já li este livro há um mês, já escrevi opinião, mas a verdade é que continuo sem saber que dizer sobre ele. Acho que nunca vou conseguir encontrar palavras para descrever verdadeiramente o que sinto e senti durante a sua leitura… Depois de chegar ao fim, fiquei como tu… apática!

    Adorei a opinião 😀
    beijinho*

  2. Obrigada Ray! 😀
    Se alguma vez decidires escrever uma opinião, ficarei curiosa para a ler embora compreenda o que dizes, é difícil adjectivar esta leitura.

    Beijo e boas leituras para ti! 😀

  3. Pelo que percebi este livro não é para mim, eu choro com TUDO! Bom, não tudo, mas quase tudo. Sou pior nos filmes, mas nos livros também choro bastante.

  4. Oh Addle, mesmo que sejas assim, acho que este livro vale a pena ler! Normalmente também tenho tendência para ficar de pé atrás quando vejo algum livro que me possa fazer chorar, mas se existe livro que vale o choro, é este! 😀
    Não o metas de parte já. 🙂

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