Bons Sonhos, Meu Amor

Nova Kumalisi faria qualquer coisa pelo seu melhor amigo. Ela deve-lhe a vida. Por isso, quando ele lhe pede que seja barriga de aluguer e dê à luz o filho dele com a sua mulher estéril, e apesar de saber que corre o risco de perder a amizade, Nova aceita.
Oito anos mais tarde, Nova está a criar o filho de Mal sozinha, porque a mulher dele mudou de ideias, escassos meses antes de a criança nascer, assim destruindo a relação entre os dois amigos.
Agora, Leo, o filho de ambos está gravemente doente. Nova quer que Mal conheça o filho antes que seja demasiado tarde. Foi preciso uma tragédia para que ambos se lembrassem do quanto significam um para o outro.





ISBN: 9789720041111 – Porto Editora / 2009 – 448 páginas

Nova Kumalisi e Malvolio – Mal para simplificar – foram criados juntos. O seu pai morreu quando ele ainda era jovem e a sua mãe sofre de um problema mental, pelo que desde cedo Nova e Mal se tornaram o apoio um do outro. Criavam uma unidade e sempre se amaram incondicionalmente, como só as crianças podem amar. No entanto, conforme foram crescendo, Mal e Nova apercebem-se que a grande amizade que mantêm é especial. Mais do que amizade, ambos se apaixonaram pelo outro, mas devido às circunstâncias em que vivem e às escolhas que fizeram na sua vida, a amizade incondicional que sempre mantiveram não poderá agora também passar disso mesmo. Uma grande amizade. 
Quando Mal e a sua mulher, Steph decidem ter um filho, pedem à sua melhor amiga Nova que seja barriga de aluguer, visto que Steph não poderá nunca ter filhos. Nova, que sempre fez tudo pelo amigo e sempre fará, após muita ponderação decide conceder este desejo ao casal e engravida de Mal. 
Contudo, o casal, inesperadamente, muda de ideias e Mal chega até a desaparecer da sua vida, deixando-a sozinha e desamparada, grávida de um filho seu. 
Nova mal quer acreditar que Mal, o seu amigo de todo o sempre, é capaz de lhe fazer tal coisa, mas a verdade é que o filho que carrega no ventre é o último pedaço de Mal que poderá guardar consigo e por isso, cria o filho de ambos sozinha. 
Nada a viria a preparar para o acidente que Leo, o seu filho de 7 anos apenas, viria a ter, obrigando o rapaz a ser submetido a uma cirurgia e um consequente coma profundo. Agora, Nova quer que Mal conheça o filho que nunca teve oportunidade de ver. Se ao menos as coisas fossem tão simples assim, tudo seria mais fácil…
Este é apenas o terceiro livro desta autora que leio. Contudo, desde o primeiro que me confessei fascinada pela sua escrita, pela sua envolvência, pelos seus enredos viciantes e por todo o leque de emoções que a sua narrativa me faz sentir. Dorothy Koomson é uma autora que gosta de mexer com os corações dos seus leitores, fazendo por isso, com as suas histórias românticas que têm sempre uma pitada de dramatismo. Nem sempre são histórias fáceis e os protagonistas passam sempre por momentos muitos difíceis que me trazem lágrimas aos olhos, mas é uma leitura que compensa a todos os níveis. Dos três livros dela que já li, posso dizer que cada um me toucou de forma diferente, mas todos – sem excepção – puxaram muito pelas minhas emoções e é por isso que continuo tão ansiosa, a ler os seus livros. 

Ainda fico impressionada quando penso com que rapidez costumo ler estes livros de Dorothy. Isto tudo porque mal começo a ler o prólogo, simplesmente não consigo parar mais. Se pouso o livro, ando sempre a pensar nele. Se não o leio, estou a pensar quando é que o poderei ler, à procura sempre de uns minutos extra para lhe deitar a mão. 
Existe uma força que me impele sempre para a leitura destes livros. As personagens, o enredo cravam as suas garras em mim e não me deixam sossegada até ao terminar esta viagem na sua companhia.
Quando me preparei para ler este livro (e o anterior a este igualmente, por sinal) não foram poucos os avisos de que estes livros não eram os melhores da autora, para que eu não tivesse muitas esperanças e isso colocou-me algo de pé atrás, sem saber o que esperar e a achar que estas seriam daquelas autoras que mudam de estilo conforme a direcção do vento. Hoje, ao olhar para trás para estas leituras, vejo que não estou particularmente de acordo quando se diz que não são os melhores livros. Embora não tendo muito para com que comparar, posso no entanto com alguma segurança, dizer que estas três obras estão todas praticamente ao mesmo nível, com pequenas diferenças que se devem ao facto de a autora fazer uma escolha: aposta mais no romance, ou não.
Sendo eu uma romântica incurável, será de esperar que goste de livros com ênfase no romance. E normalmente, assim o é.

Mas com Dorothy Koomson, não me sinto particularmente assim. E vou tentar explicar porquê. Porque os livros dela são românticos o suficiente sem ser preciso existir um final diferente àquele que efectivamente houve (não esquecendo que me estou a referir apenas a este livro e ao anterior que li). De certa forma, acabo sempre por desejar que a autora acabe o livro como eu quero e andamos ali numa força de vontades até à última página para ver quem é que tem razão, mas os livros dela preenchem-me a tantos outros níveis que é impossível ficar insatisfeita com aquilo que ela escreve e da maneira como o faz. Realmente, os últimos dois livros tiveram finais com os quais não esperava, mas isso não diminui a magia que esta autora tem em mim, nem um pouco. Embora continue a dizer que o primeiro livro é o meu favorito (até agora) os outros pouco lhe ficam atrás.

Por palavras mais simples, estou completa e totalmente fã desta autora e das suas histórias. Levam-me sempre a outro mundo: a um mundo de esperança, com um misto de emoções muito intensas que tiram um pouco de mim e dão-me um pouco mais a mim mesma também. 

Opiniões da mesma autora:

  
  
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15 thoughts on “Bons Sonhos, Meu Amor

  1. Ahhhhh!
    Bem, bem…revirei os olhos quando o Mal aparece lá em casa a dizer que é a única coisa que pode oferecer… lol ok, sexo como compensação numa situação tão grave… enfim. Decidi ignorar, porque é mesmo daquelas cenas que me metem os cabelos em pé! :O
    Fiquei orgulhosa quando a Nova se manteve firme, mas depois claro, tinha de estragar tudo… atribuí aquela à tentação… Acho que a autora apenas lhe quis dar aqueles momentos de felicidade… toda a vida quiseram ser mais que amigos, ao menos tinham de ter uma cena… já que ela da primeira vez engravidou mas nem teve proveito! Foi nessa linha de pensamento que me dirigi, porque isso é que nem fiquei tão chateada.. mas não foi dos melhores momentos não! :s

  2. Desculpa a linguagem crua que vou usar, mas pelos santinhos, eles foderam como cachorros. Acho que isso não lhe trouxe felicidade alguma. Ainda se fosse uma coisa mais romântica…

    bahhhh *revira os olhos*

  3. Também já deviam andar um pouco desesperados, querer uma coisa por tanto tempo e não a poder ter deve ser desesperante! 😛
    Mas percebo o que queres dizer. Provavelmente na cabeça da autora a coisa saiu diferente, mas depois cá fora soou a outra coisa, ahahah 😀

  4. OLÁ!Já algum tempo que não deixava uns comentários no teu cantinho, vejo que as leituras vão de vento em popa e ainda bem.Tenho de ler esta escritora. gostei mt da tua opinao!

  5. Olá Filipa,
    Eu sou fã da Dorothy Koonsom!
    Estou neste momento a ler o 4º livros dela, Amor e chocolate e é tal como dizes quero ler, todos os bocadinhos são para ler umas folhitas… Gostei muito do 1º que li O filho da minha melhor amiga.
    Gosto imenso da escrita dela e dos seus finais surpreendentes!
    Bjs
    Dulce Barbosa

  6. Olá Dulce!
    Até me deixas ansiosa para ler. O próximo livro que irei ler dela (talvez o faça em Novembro) vai ser o “O Amor está no Ar” – espero não estar a errar no título!
    Estou ansiosa! 😀

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