O Verão das Nossas Vidas

Capri: uma ilha lendária, mergulhada em sabedoria e mistérios seculares… 

Uma mulher que aprende finalmente a confiar na vida e no amor… 

Mãe e filha, separadas durante anos, à procura de uma forma de enfrentarem juntas o futuro… 


Há dez anos, Lyra Davis deixou para trás as pessoas que mais amava, incapaz de reconciliar as expectativas da família com as aspirações do seu próprio coração. Agora vive tranquilamente no meio de uma comunidade de expatriados em Capri, aprendendo devagar, com cuidado e pela primeira vez, a viver em pleno, desabrochando graças à amizade de um homem único que reconhece nela a sua alma gémea. 

Em Newport, Rhode Island, Pell Davis está preparada para assumir o seu lugar entre a elite local. Porém, tanto ela como a irmã mais nova, Lucy, ainda suspiram pela mãe que as abandonou quando eram crianças, para serem criadas pelo pai que as adorava. Pell acha que conhece os motivos da sua mãe, que julgava poder amá-las melhor se partisse. Mas agora, com o pai morto, Pell decide atravessar o oceano para encontrar a mãe de quem se recorda e as verdades escondidas que Lyra nunca fora capaz de contar… 

Sentimental e inesquecível, O Verão das Nossa Vidas revela como um romance improvável dá nova forma ao significado do amor e uma família resiste ao reavivar de memórias para encontrar um novo caminho.


ISBN: 9789898228291 – Quinta Essência (Leya) / 2010

A família pode ser um organismo muito frágil sem darmos por isso…
Lyra abandonou as suas duas filhas e o seu marido há uma década. Atrás dela, deixa um rasto de destruição. As filhas, Pell e Lucy, não conseguem lidar com a partida abrupta da mãe e necessitam da ajuda profissional de psicólogos, até que possam aceitar que a mãe delas já não faz parte das suas vidas.  
Estas duas meninas, que hoje são já adolescentes conscientes – Pell com 16 anos e Lucy com 14 – acabam por nunca aceitar completamente o abandono da sua mãe e acabam por se habituar a que o pai delas seja tenhas as duas funções: a de pai e a de mãe. Contudo, após a morte do pai, devido a um tumor cerebral, Pell decide ir visitar a mãe ao refúgio que encontrou há tantos anos atrás – Capri. 
O objectivo é (re)conhecer a sua mãe e perceber o porquê de ter abandonado as suas pequenas filhas e o seu marido. Mas acima de tudo, é tentar fazer que a sua mãe volte a fazer parte da sua vida e da da sua irmã, agora que estas se encontram sozinhas no mundo. 
Em Capri, vai encontrar mais do que esperava e perceber que nem tudo aquilo que nos dizem é uma verdade incontestável…

Este é o segundo livro que leio da autora Luanne Rice. A minha estreia fez-se com o livro O Último Beijo, do qual gostei imenso. Contudo, nunca mais se apresentou a oportunidade de ler mais livros desta autora, pelo que há dois anos que não lia nada dela. 
No blogring, acabei por ter oportunidade de (re)encontrar esta autora e a experiência não me desiludiu de nenhuma forma. As recordações que tinha da minha estreia vieram todas à superfície e acabei por gostar tanto desta leitura quanto gostei do primeiro livro que li dela. 
A escrita da autora é leve, agradável e exactamente aquilo que se pede para descontrair a mente. Num registo simples, a autora apresenta-nos uma história sobre amor, sobre perda, sobre famílias, mas sobretudo, uma história sobre perdão. 
Gostei do enredo e da história, de tal forma que rapidamente esta leitura me consumiu. Li o livro em três tempos e apesar de ter adivinhado a forma como as coisas se passariam, a história encheu-me as medidas. 
Contudo, o mesmo não posso dizer sobre os personagens. De facto, acho que estes eram pouco credíveis e estavam mal explorados. 
Difilmente diria que Pell e Lucy, tinham, respectivamente 16 e 14 anos e custa-me acreditar que crianças com esta idade sejam tão adultas mentalmente quanto a autora quis fazer parecer. Não esquecendo que eu já passei por essa idade, isso parece-me muito irreal. Mesmo tendo em conta que estas crianças não tiveram uma infância despreocupada, acho que a autora exagerou muito na personalidade matura destas pequenas adolescentes. 

Por outro lado, viu-se perfeitamente o quão imatura Pell foi, tendo em conta a atitude que teve com o seu namorado, Travis. Ou mesmo a atitude de criança mimada que teve com a mãe, quando esta lhe contou uma verdade indesejada sobre o pai que tanto idolatrava. Enfim, esta inconsistência de caracter acabou por me chatear sobremaneira e o facto é que a história acabou por perder devido a Pell, que nem merecia ter sido a protagonista deste livro. Acho que a história teria ganho mais consistência e conteúdo tendo a Lucy como protagonista, visto que foi ela que se apercebeu da realidade que esta família vivia logo desde cedo e foi a única no agregado familiar que não vivia com palas nos olhos. 

No entanto, no geral, acabei por ficar satisfeita com esta leitura, principalmente com o cenário a que o leitor teve direito. Capri é uma ilha deliciosa e as descrições que a autora fez deixaram-me com água na boca. Apeteceu-me largar tudo e voar até Itália, onde poderia ir ver tudo aquilo, mas ao vivo. Imperdível.

Uma forma muito agradável de nos despedirmos do verão. 


13 thoughts on “O Verão das Nossas Vidas

  1. Percebo o que queres dizer em relação à Pell mas acho que estás a ser muito dura com “ela” 🙂

    Já foi há algum tempo que li este livro, e tenho breves vislumbres da leitura, mas lembro-me que a Pell me irritou bastante com a sua atitude perante o Travis, mas que no fim acabei por conseguir dar-lhe algum crédito.
    Alguns pensamentos e acções dela são condenáveis, mas não sei até que ponto são assim tão maus, tendo em conta o facto de se tratar de uma adolescente.

    Por outro lado, isso vai um pouco contra a maturidade que a autora lhe quer conferir, visto que depois “deixa” que a Pell tenha atitudes destas.
    Portanto eu concordo com o que dizes e percebo, apesar de achar que a autora é que é a culpada ahah 😀

  2. Mas o meu intuito não é ser dura com ela, mas é inegável que existe aqui uma contradição, por pequena que seja. Eu compreenderia a atitude dela para com o Travis (mesmo que depois ela tenha vindo a redimir-se) se a autora não lhe tentasse conferir atitudes de uma mulher adulta.
    Ainda há pouco li um livro sobre uma adulta a lidar com uma perda e a Pell tinha mais ou menos a mesma atitude e isso é incongruente com uma miúda de 16 anos, que tem uma atitude de mãe…
    Está um pouco incoerente, mas enfim. A natureza humana é isso mesmo… mas gostava que ela tivesse sido uma adolescente mais vulgar, como merecia ser… e assim, mais credível! =P

  3. Ohh… tenho pena que não tenhas gostado! É assim, também não é um livro fora do normal, mas ela tem um muito agradável que é O Último Beijo se alguma vez quiseres voltar a experimentar a autora… 😛
    Mas pronto, também não podemos gostar de tudo! 😀

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