Desaparecidas

Uma mulher sem identificação parece ser apenas mais um corpo a aguardar a autópsia no Instituto de Medicina Legal de Boston — até ao momento em que a doutora Maura Isles vê o cadáver abrir os olhos. A desconhecida, completamente em pânico, é levada de imediato para o hospital, onde acaba por matar um segurança e fazer vários reféns, incluindo a detetive Jane Rizzoli, que fora internada nessa manhã para dar à luz o seu filho.
No exterior do hospital, o marido de Jane, o agente do FBI Gabriel Dean, desespera ao ver as horas passarem sem que a polícia consiga resolver aquilo que tudo indica ser um vulgar sequestro de vários reféns. Contudo, depressa o caso começa a revelar-se bem mais complicado e com implicações mais profundas quando um segundo sequestrador entra em cena. E momentos antes de o grupo de resgate tomar o hospital de assalto para libertar os reféns, a mulher avisa Jane: «A Mila sabe.»
Quem é Mila? Qual o terrível segredo que esconde? E por que razão os serviços secretos estão tão empenhados em ocultar todas as provas que poderiam ajudar a resolver o caso? Numa corrida contra o tempo, Jane e Gabriel partem em busca da misteriosa Mila, que detém a chave que poderá desvendar o tenebroso mistério. Mas há mais alguém desesperado para a encontrar, e disposto a tudo para a silenciar…

ISBN: 9789722524728 – 11×17 ( Bertrand Editora) / 2012




Um dos maiores medos do ser-humano é acordar depois da morte…

Um corpo de uma mulher chega à morgue. Esta foi encontrada num dos portos de Boston, o corpo virado de costas para cima, movimentando-se ao sabor da água. As autoridades competentes são chamadas e após alguns procedimentos básicos que são realizados para assegurar que esta vítima de afogamento pode ser declarada morta e enviada para a morgue, para que lhe seja efectuada uma autópsia. 
A médica legista Dr. Maura Isles encontra-se no escritório a fazer horas tardias, após ter concluído uma autópsia. Enquanto está a fazer um dos seus relatórios, esta necessita de ir ao local de refrigeração onde os corpos inertes são conservados até que possam ser autopsiados. Quando Maura se prepara para regressar ao seu escritório, ouve um barulho que provém de uma das câmaras refrigeradas. E o improvável e o assustador acontece: quando Maura abre um dos sacos pretos para ver de onde vem o barulho, o cadáver que o saco conserva abre os olhos. Como é que é possível uma pessoa que foi declarada morta se encontra agora viva? 
Esta desconhecida é então enviada para o Hospital, para a secção dos Cuidados Intensivos para receber cuidados, mas ninguém sabe quem esta mulher é, de onde vem, nem o que lhe aconteceu. E a mulher não profere nem uma palavra. Mas o pior ainda está para vir…
Quando esta mulher desconhecida decide tomar um grupo de reféns dentro do hospital onde estava a ser tratada, Boston entra em rebuliço. O caos instala-se e a confusão prospera. Ainda mais, porque uma das reféns é Jane Rizzoli, que se encontrava no lugar errado à hora errada. E quando a única exigência da transgressora é ter acesso a um jornalista e a um operador de vídeo, o mistério que recai sobre esta personalidade ainda mais se aprofunda.  
Como explicar este mistério? Que mensagem é que a mulher desconhecida quer passar? Estaremos prestes a assistir a um massacre?  


Quem frequenta este blogue, já percebeu que esta autora é uma presença obrigatória na minha estante. Agora que descobri que esta série de policiais melhora de livro para livro, não quero deixar de ler os livros de Tess Gerritsen por nada neste mundo. Cada vez que pego num livro dela, a minha vida entra em suspenso até que eu o acabe. Isto é devido à capacidade inata da autora de criar um enredo que envolve os leitores de uma forma brilhante. Posso dizer com toda a certeza que já sou fã da escrita de Tess e dos livros que ela escreve. Os seus thrillers são frenéticos, cheios de suspense, ritmo e são leituras que me agradam, sempre. 


Este quinto volume da série Rizzoli & Isles não é no entanto, um livro nada fácil de digerir. Isto porque este é volume é altamente perturbador, pesado e é um abrir de olhos muito eficiente. 
A autora escolheu como temática principal o tráfico de humanos. Mais propriamente, jovens menores ucranianas que são ilegalmente levadas para território americano, para o mercado da prostituição.
Ainda que não seja um tema fácil de ler e que seja de facto muito perturbador, como anteriormente disse, lá acabei por concluir que a maneira como a autora estruturou o enredo acabou por ser interessante e tudo isso fez com que este quinto volume da série se tornasse um dos mais emocionantes até agora. Fez-me reflectir sobre o mal que prolifera por esse mundo fora e que passa despercebido a muitos de nós. O mundo é belo, mas também esconde muitas coisas feias e a verdade é que todos nós escolhemos ver e absorver as coisas da maneira como queremos. Esta obra fez-me pensar  em quantas crianças, em quantas pessoas por aí estão a ser maltratadas e em situações precárias enquanto eu vou andando pela rua, alheia a toda esta maldade que corrói as entranhas da nossa sociedade. 
Mais chocante que isso tudo, foi a maneira como a autora pegou nas grandes potências do mundo e nos governos e a importância que estes têm no que toca a esconder estes assuntos feios quando assim lhes interessa. É apavorante ver o que o poder político pode arquitectar, ao mesmo tempo que constrói uma fachada civilizada, feita para mostrar ao mundo e para manter as aparências. É também mortificante apercebermo-nos de que quanto mais civilizados dizemos que nos tornamos, mais o oposto desta afirmação se torna realidade.


Para mim, esta leitura foi uma viagem completamente alucinante, cheia de emoção, raiva e sentimento de injustiça para com o que era feito às jovens inocentes. Foi um livro perturbador em muitos aspectos, mas também esperançoso, por ver que a justiça pode de facto trabalhar, mesmo que esta seja imperfeita. Um dos melhores thrillers/policiais que já tive a oportunidade de ler, tendo em conta que a descoberta que fiz a umas páginas do final me deixou completamente boquiaberta. Como as aparências iludem…



Opiniões da mesma autora:

                       




6 thoughts on “Desaparecidas

  1. p7 says:

    Confesso que li a tua opinião a medo, porque ainda não li este, mas a curiosidade bateu mais forte, e fui recompensada. Apenas fiquei com mais vontade de ir roubar o livro à minha mãe! 😉

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