Lembranças Macabras


Nas caves de um museu de Boston, um meticuloso assassino deixa pequenas mensagens dentro do corpo das suas vítimas. As múmias, quase esquecidas, são afinal vítimas de alguém fascinado pela cultura e pelos antigos rituais de morte egípcios. Maura Isles, médica forense, e Jane Rizzoli, detective, cedo percebem que a chave do mistério reside na arqueóloga do museu, a quem o criminoso parece querer ofertar as mortes. Aliando suspense a um exímio conhecimento médico-científico, Tess Gerritsen constrói um inquietante enredo de sólidas e surpreendentes personagens. Presentes nos seus livros, estas personagens inspiraram a criação de uma série televisiva. 



Uma adolescente de dezasseis dorme pacificamente no seu quarto, com a janela aberta numa noite quente de verão. A sua mãe entra no quarto para verificar se está tudo bem, quando se apercebe de uma sombra no quarto da sua filha. A sombra do mal e que a persegue há tanto tempo. 
Em Boston actual, é encontrada uma múmia nas caves de um museu. Múmia esta que se crê ter dois mil anos, de acordo com o tecido que envolve o corpo, que é considerado um tesouro e um artefacto. A médica legista Maura Isles, após ter feito alguns testes de raio-x à múmia com a ajuda de dois especialistas, chega à conclusão que o corpo que se encontra guardado e envolvido naqueles preciosos tecidos não é um artefacto, mas sim uma mulher que foi assassinada há alguns anos atrás. 
No Egipto, a busca do pelotão militar antigo perde-se no tempo, quando a mesma se revela infrutífera. 
Após algumas revelações estonteantes, Jane Rizzoli e Barry Frost, os parceiros encarregues da investigação desta caso macabro, o par apercebe-se que a antropologia é um tema que liga todos estes acontecimentos. E há 20 anos atrás, a escavação no Egipto parece ser o pronto central para este mistério. 
O criminoso, que se crê ser um antropólogo com interesse em Egiptologia, deixa à polícia as suas lembranças, souvenirs aterrorizantes, incluindo múmias modernas e outros que têm como objectivo retratar costumes anciãos. O mal anda por aí e o mistério parece não ter fim, até que Jane Rizzoli consiga descobri qual é a verdadeira ligação entre estes três acontecimentos. 

Este é já o sétimo livro da série de policiais/ thrillers da autora que leio. A cada livro que folheio, parece-me impossível parar. A dupla Jane e Maura é completamente imparável e todos os seus casos e peripécias são alucinantes, tal como viciantes. 
Nunca cheguei a pensar que me pudesse tornar uma fã tão fiel desta autora. Agora que olho para trás, parece-me impossível que o primeiro livro desta série não me tenha conquistado de forma óbvia, mas ao fim de 7 livros tenho a certeza absoluta do que digo, quando afirmo que Tess entrou há já algum tempo, para a minha lista de autora obrigatórias.
Não me surpreendeu o facto de ler lido este livro em pouco mais de 24 horas, porque a escrita de Tess Gerritsen ainda não conseguiu desiludir-me e por isso mesmo, acabo por entrar de forma muito fácil na história e parece que só consigo parar quando chego à última página. 
Lembranças Macabras baseia-se muito em conceitos antropológicos. Tenho que confessar que fiquei admirada pela forma como a autora escolheu apresentar este tema. O leitor tem oportunidade de conhecer mais sobre o processo de mumificação de um cadáver e tem também oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o que significa ser um antropólogo. No entanto, cheguei ao final do livro com vontade de descobrir mais e senti que a minha sede de conhecimento sobre esta temática não ficou completamente satisfeita.  Gostaria que a autora tivesse explorado e aprofundado mais esta temática. 

Pela primeira vez, vejo o parceiro de Jane Rizzoli assumir alguma espécie de protagonismo, o que é um ponto positivo. É importante, especialmente em séries que se tendem a estender por muitos livros, que os autores dêem oportunidade a outros personagens aparecerem mais. Não só torna o enredo mais dinâmico, como podemos constatar que o autor tem alguma preocupação com a evolução da série. Uma série como esta não se pode tornar estática, por isso é bom ver a autora a diversificar um pouco as circunstâncias do enredo. 
Gostei muito deste caso. Até quase ao final do livro, acreditei – ingenuamente – que sabia a solução para o mistério. Acabei por confirmar que apenas algumas das minhas teorias é que se encontravam correctas, mas as surpresas estiveram lá também. De tal forma, que cheguei a ficar boquiaberta com algumas verdades. 

Com apenas mais um livro publicado em Portugal, com o título Seitas Malditas, estou quase a colocar esta série em dia a minha cabeça começa a testar algumas teorias no que se concerne ao futuro da série. O décimo livro da série será publicado em Agosto nos Estados Unidos e estou positivamente ansiosa para saber que novidades estarão lá contidas.
Durante o mês de Julho, tenciono ler os próximos dois livros, porque além de esta série já constar dentro da minha lista de favoritos, existe duas personagens em particular que continuam constantemente a desafiar a minha imaginação. 
Uma delas é a Maura Isles, que está numa fase de vida algo complicada e parece ter estagnado. Espero que os próximos livros tragam novidades quanto à sua situação. 
A segunda é o Barry Frost, devido aos acontecimentos desta obra. A autora inseriu aqui uma ocorrência que me surpreendeu e pergunto-me qual será o destino desta personagem. É algo pelo qual anseio saber, igualmente. 
Até ao próximo livro, as minhas perguntas continuarão sem resposta, mas espero que em breve consiga mudar esta situação.

Para quem gosta de um bom policial com grandes cargas de suspense, mistério, adrenalina e entretenimento ao mais alto nível, esta série é das melhores. 




6 thoughts on “Lembranças Macabras

  1. Olá Anónimo,

    Percebo o que quer dizer, mas a ligação não é só à arqueologia. De facto, até são as duas, embora eu só tenha identificado uma, porque foi a que mais teve interesse para mim. Os conceitos que a autora fala aqui no livro pertence à Paleoantropologia – que estuda os ossos e etc (a múmia que aqui se fala).

    Embora uma das personagens seja arqueóloga, nem todos os conceitos aqui falados são de arqueologia.

    Abraço!

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