Sugestão Literária – Junho

Este mês quero falar sobre uma das minhas obras literárias preferidas de todos os tempos. Toda a gente já ouviu falar sobre Orgulho e Preconceito da autora Jane Austen. 
Jane é das autores mais importantes da literatura mundial, consagrando-se uma das autoras mais importantes do século XVIII / XIX.. Nasceu no ano de 1775 e faleceu no ano de 1817 e os seus livros são conhecidos por todo o mundo. O Orgulho e Preconceito é um dos favoritos à escala mundial, tendo sido alvo das mais variadas adaptações televisivas e os chamamos re-tellings da história, onde outras pessoas pegam na ideia base e recriam a história.

Foi o primeiro livro que li da autora e nunca mais me esqueci dele. Já vi também a série da BBC e vi mais recentemente a adaptação cinematográfica. Não me canso de ler, de ver e de recordar os momentos maravilhosos que passei na companhia de Orgulho e Preconceito. É uma obra que aconselho a todos, sendo ou não fãs de clássicos. É de todas as formas, imperdível. Isto sim, é uma verdadeira obra de arte. 

Deixo-vos com a minha opinião, sobre o mesmo. A opinião foi escrita logo após ter lido a obra, portanto data de Janeiro de 2011. Não irei modificar de alguma forma as minhas palavras, para que possam ver da forma mais verdadeira o que senti com este livro. 

Orgulho e Preconceito


Acabei. E bem posso dizer que este clássico me surpreendeu muito. Nunca fui fã de autores clássicos, mas sempre soube reconhecer no entanto, que poderia estar a perder bons livros.

Este é um dos casos onde isto mais se verifica.

Começando logo pelo tema – orgulho e preconceito – a autora não poderia ter feito um melhor trabalho para arranjar uma melhor história que realmente dignificasse estes dois conceitos.
Primeiro que tudo, a apreciação geral é bastante positiva. Surpreendeu-me o bastante para ficar com curiosidade acerca de outras obras da autora.
Quanto à escrita, ao contrário de outros clássicos, é impossível dar argumentos negativos. 
Toda a história está muito bem estruturada, a própria escrita. Não é demasiado descritivo, a título de exemplo, gostei do pormenor quando a autora refere : “Não será necessário referir todos os lugares por onde eles passaram… ” Isso mostrou-me que a história tem tudo e o mais importante para mim, coerência e interesse e não se alonga em aspectos desnecessários .
Não fui para a leitura deste livro com algum tipo de expectativas, simplesmente, porque não sabia o que esperar. Claro que não é por acaso que este livro é um sucesso mundial e muito aclamado. Até se pode ver pelas adaptações cinematográficas. Mas decidi ser imparcial, porque as críticas são pessoais e podem a meu ver, tornar-se injustas para com o livro.
Admiro o facto de a escritora fazer um retrato fiel e bastante real do que era a sociedade daquela época. E sem dúvida, este autora tem tudo a seu favor, porque consegue de uma maneira extraordinária relatar toda essa realidade crua em termos irónicos e que muitas das vezes, ao longo do livro, me fizeram rir.
Resumindo, este livro foi decididamente uma surpresa bastante agradável, até ao ponto de me ser muito importante esclarecer vários pormenores nas personagens que me suscitaram muito interesse.
Todos eles tiveram grande importância para que o livro fosse tão maravilhoso.
Em relação a personagens e pormenores da história em si:
Mr. Bennet, é sem dúvida, um dos meus favoritos. A sua atitude para com as filhas e a mulher não poderiam ter sido as mais indicadas, considerando a família que ele tinha. Ele está muito bem em todo livro, incluindo o episódio da Lydia. Está excepcionalmente bem. Compreendo todas as atitudes dele durante o livro dele e é a presença mais sensata de todo o livro.
As duas grandes tiradas dele – que adorei para ser sincera, porque me fartei de rir, foram: 

Cap. XLVIII: “Deixe-se disso – disse ele -, não fique triste. Se for uma boa menina nos próximos dez anos, levá-la-ei a ver uma parada.”

Cap. LVII: (…) ” Mr Darcy, que nunca olha para uma mulher senão para criticar, e que provavelmente nunca olhou para si em toda a sua vida! (…) – Você não está a achar graça? “

Demonstra realmente a sua presença bem disposta em todo o livro. 
Mrs. Bennet, Lydia, Kitty, Mary – Coitadas. Sempre tolas, do início ao fim. Mas o livro não teria metade da graça sem a presença, por vezes extremamente irritante e humilhante destas pessoas. Lydia foi uma franca desilusão por ter feito a loucura que fez com o Whickam. Nunca gostei deste último, porque me pareceu sempre cheio de falsidades e isso confirmou-se logo quando ele mudou as suas atenções da Liza para a Miss King. Que homem mais desprezível.
A Mary é a única que se safa, apesar de ter pouca importância. Mas sempre que apareceu, deu sempre um lado inteligente e as coisas que ela disse tinham sempre algum lado de verdade. A mais inteligente e sensata das mais novas.
Irmãs Bingley – Horríveis. Criaturas mais nojentas. Desde o início a serem falsas e invejosas. São elas que na minha opinião que caracterizam a parte mais importante de preconceito. Claro que não se pode excluir o facto de serem umas mentirosas compulsivas, mas eram de uma presença imprescindível, para os dois pares felizes encontrarem a sua felicidade da melhor maneira. 
Georgiana e Lady Catherine – A irmã de Mr. Darcy é realmente muito querida. Adorei que tivesse aceite Elizabeth sem qualquer hesitação. Lady Catherine, bem, percebo as razões dela, a fim de proteger o sobrinho e até a tolerava, mas a partir do momento em que ele vai visitar os Bennet para acusar e maltratar a Liza, deixou de ter interesse para mim e passou a ser um grande abutre a pairar sobre a felicidade de Darcy e de Liza.
Os tios Gardiner suscitaram grande felicidade. Sem eles, também não teria sido possível Darcy e Liza encontrarem a felicidade. E de facto, eles são personagens adoráveis.
Os Collins são realmente enfadonhos. Desde o início ao fim. Claro que gostei deles, por terem permitido a Darcy e a Liza o grande momento alto do livro e sem dúvida o mais especial, que foi a declaração de Mr. Darcy a Liza. Até me senti obrigada a transcrever a declaração porque sem dúvida, deixou marcas em mim própria. 

Cap. XXXIV : “Em vão tenho lutado comigo mesmo : nada consegui. Os meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente.” Absolutamente lindo.

Falta apenas aqueles que tanto interesse tiveram para o livro em si. O quarteto fantástico, como fiquei a pensar neles. 
Jane e Bingley, são para mim, o início e a razão pela qual Darcy e Liza encontram o amor e a felicidade. É tudo devido a eles. Bingley foi sem dúvida, a grande influência, apesar de ele ter sido no próprio livro, o grande influenciado por acções alheias. Este romance está lindo e não poderia de melhor forma retratar a realidade, como também é exemplo disso o outro casal importante. Mas o facto de o Bingley não ser alheio às opiniões do amigo, mostra que ele acima de tudo e apesar de ser de classe superior, também se deixa afectar por pormenores que são inerentes a todo o ser humano, seja ele de que classe for. E isso é uma das características que mais gosto nele. Ele é sem dúvida, a grande inspiração para o amor entre Darcy e Liza. Jane é o complemento perfeito para ele, doce e sempre a tentar encontrar o melhor que o mundo e as pessoas têm para oferecer. 
Já Elizabeth e o Darcy, bem, eles fazem valer tudo. A personalidade sagaz dela foi sempre um pormenor de admiração em mim. E o facto de também não se contentar com aquilo que lhe aparece à frente é também muito positivo. Ela é sem dúvida muito sensata (excluindo Darcy da equação) e apesar de nem sempre ter sido justa, aprendeu rapidamente com os seus erros e daí para a frente foi sempre perspicaz a resolver os infortúnios que teve de ultrapassar. Darcy é também o complemento perfeito para ela e sem dúvida que a faceta orgulhosa dele lhe fica muito bem, porque sem isso seria impossível ele tornar-se tão “apetecível” aos olhos de Elizabeth. Foi bastante acertado ela ter rejeitado as suas propostas da primeira vez, porque teria sido um erro. Elizabeth só a partir desse momento, começa a entender a verdadeira essência de Mr. Darcy e a perceber que pode realmente almejar a ser feliz com ele. 

5 estrelas! (o comprimento é escandaloso, eu sei!) 


Como podem ver, adorei mesmo muito o livro. Quem já leu, gostou? Sentem o mesmo que eu? Quem não leu, ficou com vontade de ler? Façam-me chegar as vossas impressões sobre a sugestão que vos dou aqui. 

3 thoughts on “Sugestão Literária – Junho

  1. Vale mesmo a pena, tenho quase a certeza que irás adorar o livro, Jo! 😀
    Espero que tenhas oportunidade de o ler brevemente e claro que depois quero ler a tua opinião! 😀

  2. Este é um livro maravilhoso! Eu quando o li também não tinha grandes expectativas e surpreendeu-me pela positiva. A partir daí tentei ler os restantes livros da autora mas ainda só consegui ler o Persuasão e A Abadia de Northanger. Os dois também são belíssimos, mas o Orgulho e Preconceito continua a ser o meu preferido.
    Acho que foi uma excelente escolha para sugestão literária!
    Já agora, tens um selinho à tua espera no meu blog.
    Beijinhos

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