Dei-te o Melhor de Mim

Este novo e aclamado romance de Nicholas Sparks conta a história emocionante de Amanda e Dawson, dois adolescentes envolvidos na mágica experiência do primeiro amor. Contudo, sob a pressão familiar e social, são obrigados a seguir vidas distintas. Somente vinte e cinco anos mais tarde voltam a encontrar-se, por altura da morte do único homem que tinha protegido o jovem casal apaixonado. E se para ambos o amor de outrora se revela intacto, confrontam-se inevitavelmente com as escolhas feitas e os compromissos assumidos. Qual então o sentido daquele encontro, se nada podia mudar o passado? 

ISBN: 9789722347044 – Editorial Presença / 2011


Faz anos que eu e Nicholas Sparks não nos encontramos. De facto, durante muito tempo lia todos os livros dele logo aquando os seus lançamentos e foi um dos autores que mais tempo permaneceu no meu top de preferências. No entanto, acabei por me chatear com uma mania chata do autor, que pelos vistos, nunca irá mudar. Esta particularidade fez com que virasse costas aos livros dos autor e durante muito, muito tempo não voltei a olhar para nenhum livro deste senhor. 
A verdade é que há pouco tempo me dei conta que também eu tenho uma mania chata, que é o querer ter tudo em dia. E ao aperceber-me de que as únicas obras que me faltavam ler dele eram as 3 mais recentes, comecei a ponderar umas tréguas com os livros de Nicholas Sparks.

Dei-te o Melhor de Mim foi então o livro escolhido para iniciar este período de tréguas com o autor. Todos sabemos que as histórias de livro para livro não diferem muito. Romances com uma dose bastante saudável de dramas e com a sua tragédia de estimação, Nicholas Sparks consegue sempre apelar aos corações românticos e consegue também, com isto, criar um romance básico que apela às massas, que faz ultimamente com que as suas obras vendam como pãezinhos quentes. 
Esta obra não tem nada de diferente de todas as outras. Uma capa com um cenário envolvente, um título cativante e o nome do autor em destaque já faz muitas maravilhas. 
A sinopse, similar a muitas outras, promete umas boas horas de choro para libertar todas as emoções que sem sabermos, guardamos cá dentro com ressentimento.

E assim Nicholas Sparks volta a fazer um sucesso editorial sem fazer nada de diferente. A receita de sucesso já há muito que se encontra patenteada e é por isso mesmo que este autor para mim, nunca irá ser mais nada que vulgar. Não posso dizer que Sparks não foi bem sucedido a construir um bom enredo e personagens interessantes, porque foi. Mas a falta de originalidade é notória e é um factor que me tem vindo a cansar em demasia. 
A história base é sempre a mesma, a quantidade de drama igualmente e embora o autor tenha criado aqui uma imagem de marca, gostaria de ver mais diversidade da parte do senhor. Ele próprio não sai da sua zona de conforto, porque sabe perfeitamente aquilo que funciona com o público. 

Não existe realmente nada de mal com isso, mas para mim, é uma fórmula que já não funciona como há uns anos atrás. 
No entanto, creio que poderá agradar a muitos leitores por aí fora, especialmente se tiverem lido poucos livros dele. 
Para mim, foi uma experiência muito morna: não me aqueceu, nem me arrefeceu.

Resta-me agradecer, com todo o coração, à Rute que foi a responsável pelo empréstimo deste livro. 




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