O Hipnotista

Erik Maria Bark é o mais famoso hipnotista da Suécia. Acusado de falta de ética, e com o casamento à beira do colapso, jurou publicamente nunca mais praticar a hipnose nos seus pacientes e há dez anos que se mantém fiel à sua promessa. Até agora. 

Estocolmo. Uma família é brutalmente assassinada e a única testemunha está internada no hospital em estado de choque; Josef Ek, de apenas 15 anos, presenciou o massacre dos seus pais e irmã mais nova, sendo ele próprio encontrado numa poça de sangue, vivo por milagre. 

Nessa mesma noite, Erik Maria Bark recebe um telefonema do comissário Joona Linna solicitando os seus serviços urge descobrir a identidade do assassino e para tal Josef deverá ser hipnotizado. Erik aceita a missão com relutância, longe de imaginar que o que vai encontrar pela frente é um pesadelo capaz de ultrapassar os seus piores receios. 

Dias mais tarde, o seu filho de 15 anos, Benjamin, é sequestrado da própria casa. Haverá uma ligação entre estes dois casos? Para salvar a vida de Benjamin, o hipnotista deverá enfrentar os fantasmas do seu passado e mergulhar nas mentes mais sombrias e perversas que jamais poderia imaginar; o que tinha por difuso revela-se abominável, o que tinha por suspeito surge como demoníaco. Para Erik, a contagem regressiva já começou… 

Uma leitura compulsiva carregada de suspense. Um mistério caracterizado por estranhos e inesperados contornos.


ISBN: 9789720040664 – Porto Editora / 2010


O Hipnotista – um livro muito falado, que fez e continua ainda a fazer sensação. Ultimamente tem havido um boom de autores nórdicos a escrever policiais e thrillers..Depois do fenómeno Stieg Larrson, é normal que a expectativa quanto a estes autores seja elevada e é certo que, os nórdicos vieram para ficar.
Agora é a vez da dupla Lars Kepler fazer a sua estreia em Portugal com este livro que com um título muito apelativo e uma sinopse igualmente interessante, promete fazer a delícia dos seus leitores.

Assim sendo, esta obra começa de uma forma muito característica: uma família foi assassinada, mas como que de uma forma milagrosa um dos membros desta família – Josef – consegue sobreviver, ainda que em estado crítico.
O inspector Joona Linna fica então carregado deste caso e rapidamente chega à conclusão que para que a única solução é que Josef identifique o responsável pelo assassinato pela sua família. Hipnose é a única alternativa possível considerando o estado físico e mental em que Josef se encontra.
Joona contacta então o médico e hipnotista Erik Bark que outrora alcançou muito sucesso nesta prática.
No entanto, após uma sucessão de acontecimentos menos felizes, Erik vê-se ser acusado de falta de ética e aqui ficou uma promessa de que ele não voltaria à hipnose, custasse o que custasse. 
Dez anos depois, Erik vê o seu casamento desfazer-se a cada dia que passa e quando recebe uma chamada de Joona Linna, algo no rumo da sua vida volta a mudar. A chamada traria Erik de volta ao mundo da hipnose.
Mas quando o seu filho hemofílico é raptado, Erik começa a pensar que talvez o que aconteceu há dez anos atrás seja mais do que parece…. Parece que o passado não ficou passado e decidiu repercutir-se no presente.


Muito sinceramente, esperei muito mais deste livro. A culpa nem foi pelas expectativas que criei porque vi poucas opiniões. Deixei-me guiar pelo instinto e pela descoberta e confesso que me arrependi de certa forma. O livro não me encheu as medidas e a fórmula da dupla Lars Kepler não me maravilhou de maneira nenhuma. Aliás, até tenho alguns pontos que não gostei, que me fizeram bastante confusão e daí, que prejudicaram em grande escala a minha leitura.
Um dos factores foi mesmo a escrita da dupla. Embora já tenha lido livros de outras duplas, nunca me fez tanta confusão como agora. Não sei como esta dupla se organiza na escrita, mas a verdade é que não apreciei a escrita, nem os tempos verbais que eles insistiram em utilizar. Não permitiu que a leitura fosse tão fluída e isso é um ponto de partida para que a experiência não corra bem. É um pormenor que agoira maus momentos, para mim. 
Segundo pormenor que me fez confusão é a organização do enredo e da sua história. O livro começou muito bem, com um assassinato brutal a uma família que parecia ser um verdadeiro mistério e toda a temática da hipnose pareceu-me realmente interessante. Até ao momento em que os escritores decidem mudar o foco da história e em vez de estarmos a ler um policial, estamos a ler um thriller psicológico que não é de nenhuma forma, a mesma coisa.

Não apreciei de forma nenhuma esta mudança de rumo e acabou por estragar a minha disposição para a leitura. Isto porque thrillers psicológicos não são nada o meu tipo de leituras; eu gosto de policiais com um verdadeiro mistério, que ponha uma cabeça a pensar e a conjecturar possibilidades infinitas. Que façam que o meu sangue corra com adrenalina. Isso não aconteceu neste livro e senti-me de certa forma enganada, por levarem um leitor a pensar que está a ler um policial e depois encontra uma coisa completamente diferente e que nada tem que ver com o assassinato que deu origem à história.

No entanto, gostei bastante da forma como os autores desenvolveram as personagens. Acho que há muitas coisas a melhorar, mas talvez este seja um ponto que a dupla deve manter sempre. Senti-me próxima das personagens e dos sentimentos que eles viviam, e isso é um bom sinal e nada fácil de fazer com que aconteça.

Por isto tudo, a dupla não irá para a lista de autores obrigatórios a ler. Muito longe disso, de facto. Contudo, irei ler o segundo volume da série que fala sobre o inspector Joona Linna – O Executor – apenas porque já o tenho na prateleira. 
Um livro que não me marcou e que não vai ficar para a memória. 


   

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