A Demanda do Visionário

PODE CONTER SPOILERS PARA QUEM SÓ LEU ATÉ AO LIVRO “A CORTE DOS TRAIDORES”
E assim acaba A Saga do Assassino. Com o livro “A Demanda do Visionário”, os leitores dizem um adeus temporário a Fitz e companhia. Temporário, porque Fitz promete voltar em força com a série “O Regresso do Assassino”,  que já conta com 3 volumes publicados pela Editora Saída de Emergência e o 4º estando previsto para 2012.
As expectativas para este livro (que é no original a segunda metade do último livro da trilogia) eram altas. O final aproximava-se e em apenas 400 e muitas páginas tudo teria que ficar resolvido.
A Demanda do Visionário continua a acção que se tinha iniciado já no volume anterior, intitulado A Vingança do Assassino. Fitz que tinha iniciado a sua viagem para ir de encontro ao seu rei, Veracidade, continua a sua demanda, que até agora havia sido recheada de imprevistos.
Majestoso, que se auto-proclamou Rei dos Seis Ducados continua a espalhar a desgraça e a miséria em todos os Ducados e pouco se importa com a ameaça que os Navios Vermelhos representam para o seu reino, deixando o seu povo na pobreza extrema e sem recursos para combater os Salteadores.
E continua empenhado em fazer com que Fitz fique morra – desta feita, de forma permanente.
A única solução e a última esperança é que Veracidade tenha sido bem sucedido no seu empreendimento para contactar os Antigos e solicitar a ajuda destes seres que poucos conhecem e raros ouviram falar.
Confesso que me sinto algo dividida quanto a este livro. Poucas foram as coisas que me surpreenderam e no geral, creio que ficou a faltar sentimento e intensidade a este final. Esperava um livro mais intenso e se tivesse que escolher apenas um adjectivo para esta obra, o escolhido seria: frouxo.
A minha escolha de adjectivo tem por bases alguns factores que se revelaram fundamentais durante esta leitura.
Num livro com quase 500 páginas, era de esperar que o final da saga fluísse de forma natural, dados em passos racionais. No entanto, foi completamente o contrário que se sucedeu. Achei um livro muito parado (mais do que é normal). Não que isto seja uma característica má em circunstâncias normais, mas torna-se menos positiva quando se passam mais de 400 páginas a descrever exageradamente situações que pouca influência tiveram na trama e como consequência, o final e a explicação de tudo, foram resolvidos em apenas 1 capítulo e pouco mais. O livro acabou por se revelar desequilibrado e o final ficou atabalhoado com coisas por resolver.
Por outro lado, a narrativa foi rica em detalhes sobre o território das Montanhas e os leitores tiveram assim uma oportunidade para se deleitarem com descrições que alimentam a imaginação e deixam os leitores nas nuvens. Além disso a autora, deu oportunidade a que os leitores pudessem conhecer mais aprofundadamente a Manha e o Talento bem como as personagens Panela e Esporana, que nos foram apresentadas no volume anterior. Temos ainda oportunidade de rever Breu, Kettricken e o Bobo, personagens que haviam feito falta no livro anterior. 
Como disse no início, poucas coisas me surpreenderam. Fiquei insatisfeita com algumas explicações que a autora deu. Por outro lado, fiquei realmente exultante com algumas revelações sobre Moli. Atrever-me-ia a dizer que o livro realmente valeu a pena apenas e só por este pormenor, o qual já esperava há demasiado tempo que acontecesse. 
Pode-se realmente dizer que o final é agridoce, mas embora nos deixe com sentimentos contraditórios, achei-o o mais adequado e o mais realista. 
Assim sendo, a série no geral recebe o meu aval e voltarei a este universo em 2012.
Até já!
   
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