O Leitor

Opinião:

Foi com grandes expectativas que iniciei a leitura deste livro. Este livro é bastante conhecido, mas ainda mais quando foi alvo de uma adaptação cinematográfica que granjeou a admiração por parte do público de forma esmagadora.

Confesso que sem saber com certeza sobre o que o livro falava, excepto que teria algo a ver com o período pós II Guerra Mundial, foi com entusiasmo que comecei a ler este livro.
Esta é uma época que exerce um fascínio muito grande em mim, portanto quase estava convencida de que iria ser uma excelente leitura. Não é preciso grande esforço para se encontrar críticas que dizem maravilhas sobre esta obra e não pretendendo dizer que este livro não merece esses ditos elogios, foi com um grande sentimento de desilusão que terminei a leitura desta pequena obra.

Indo por partes, analisando o que não gostei nesta história posso à partida dizer que mal soube que os protagonistas viviam uma história de amor, foi motivo para a leitura não desenvolver como seria desejável. É para mim muito difícil apreciar uma história de amor, quando um casal se envolve romanticamente e um deles é menor. Por muito que digam que a história é linda e sentimental, eu não achei nada disso. Mesmo que as intenções fossem mostrar que o amor não escolhe idades e que atravessa qualquer barreira, para mim é largamente impossível apreciar um romance onde os personagens têm uma diferença abismal de idades.

Hanna Schmitz tem 36 anos e Michael Berg tem apenas 15, quando este romance toma forma. Embora possa existir quem alegue que esta atitude é preconceituosa, não é assim que eu vejo a questão. Simplesmente, a forma como fui educada não “vê” estas idades como sendo apropriadas para uma relação sexual, pelo que se torna difícil aceitar isto como uma perspectiva viável, em que as duas personagens se amam. Isto para mim, não se classifica como nenhuma espécie de amor, digam o que digam. Ressalvo, no entanto que esta é a minha opinião e assim me exprimo aqui livremente, sem querer ofender os pontos de vista de outrém.

Posso com toda a certeza dizer que só este facto, que à partida parece ser um pormenor secundário ao resto da história, me prejudicou toda a leitura. Confesso até que tive de parar a leitura porque não estava mesmo a entrar no espírito da narrativa e foi com um esforço quase sobrenatural que terminei este livro.
Todo o enredo que fala sobre a acusação que Hanna está a lidar e todo o julgamento foram as únicas coisas que “safaram” esta leitura.
Gostei da escrita do autor e parece-me que a sua narrativa é bastante melancólica, mas a ideia que ele teve para o seu relato, foi uma que se revelou infeliz a meu ver e que simplesmente não me conseguiu agradar.
As personagens que ele criou decididamente não criaram nenhuma ligação comigo. Não senti empatia, nem nenhuma comoção para com nenhum dos dois.

Não achei uma história comovente, embora tenham existido momentos (ligados a referência com os livros) que me tenham feito sorrir.

De resto, não retiro nada positivo desta leitura, a não ser os factores que referi. Com muita pena minha, parece que faço parte da minoria que não apreciou este livro.



        

One thought on “O Leitor

  1. Olá Filipa, provalvelmente o factor determinante para não teres apreciado tanto a leitura deste livro, foi precisamente as expectativas demasiado elevadas que levavas antes de o ler.Quem sabe numa outra altura… por vezes acontece.
    De qualquer das formas gostei bastante da tua opinião,bastante clara sobre a tua opinião.
    Parabéns.

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