45 dias de Desafios Literários: Dia 6 – Livro que leste mais vezes

Os livros que até hoje li mais vezes (que me lembre) têm ambos uma história ligada à minha família. Um deles, foi um dos primeiros livros não juvenis que li, por influências familiares e o outro foi-me oferecido também por um familiar. Um dos livros coincide com a descoberta da leitura e o segundo inicia um ciclo de bibliofilia. 
Por isso mesmo, são dois livros que por terem a importância que têm se reflecte no número de vezes que já foram folheados. 
Poderia tentar dizer-vos o número de vezes que já os li, mas a verdade é que já perdi a conta. Nota-se no uso que os livros têm e o quanto já foram apreciados nas minhas mãos, sem nunca se perder a novidade.


O primeiro livro de que falo tem de título “Um Crime no Expresso do Oriente” e é da autoria da grande mestre do crime Agatha Christie.
Esta colecção do Círculo de Leitores foram os primeiros livros “adultos” que li e com os quais descobri, verdadeiramente, a literatura. Foi assim que o bichinho se instalou, apesar de já antes, em criança, ler. 
Este livro, “Um Crime No Expresso do Oriente” acabou por se tornar o meu favorito de todos os tempos e ao longo dos anos já perdi a conta às vezes que li sobre este crime, que nunca perde a novidade. Aos meus olhos, de cada vez que leio o livro encontro sempre algo de novo, algum pedaço de texto que consegue deixar este livro num canto especial da minha mente.

Agatha Christie acabou por se tornar a minha autora favorita desde género literário e até hoje, encontrei poucos nomes que lhe fazem jus. No entanto, também acabei por abrir os meus horizontes e encontrei outros géneros literários que me surpreenderam. 
Contudo, não é segredo nenhum que os policiais são e serão sempre o meu género de eleição. É, para mim, uma magia que nunca se perde.



O segundo livro que referi, responsável pelo início da minha bibliofilia, foi na altura em que o recebi, uma prenda inesperada. Embora o gosto pela leitura tenha ficado sempre e nunca tenha deixado de ler, contentava-me com a leitura de 10 livros por ano no máximo.
Esta prenda veio como que despertar de uma maneira exponencial a vontade de ler, adquirir e mais tarde falar e comentar sobre os livros que lia.
É outro livro que me tocou de uma maneira especial e que ainda hoje me continua a surpreender. Apesar de saber a trama de cor e salteado, é sempre com muito agrado que mergulho nas páginas deste livro. Apesar de este “A Dama Negra” não ter sido o primeiro livro que li desta autora, este enredo tem qualquer coisa que me apelou. Para mim, foi uma leitura inédita, mas ao mesmo tempo, foi um sentimento de reconhecimento. 
Passo a explicar: a autora faz belas descrições de Itália, nomeadamente de Florença, cidade que poucos anos antes havia visitado.
Certamente já vos poderá ter acontecido a vocês o mesmo que eu senti ao longo deste livro. É inexplicável o que se sente quando ao ler as descrições, podemos recorrer à nossa memória e recordar esses mesmos passos que demos em certo passeio, em certo local. Digo-vos que é melhor que a imaginação e damos por nós a vermo-nos nos sítios que a autora descreve, aqueles mesmos que já percorremos. Foi, na altura, e continua a ser uma experiência diferente para mim, de maneira que o livro também ficou guardado num local especial das minhas recordações. Posso garantir-vos que já li o livro mais de 15 vezes. Embora não me lembre do número exacto sei que anda por volta desse número. Poderão achar um exagero, mas eu digo-vos que para livros especiais não conta o número de vezes que se lê um livro, porque parece sempre a primeira vez.
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6 thoughts on “45 dias de Desafios Literários: Dia 6 – Livro que leste mais vezes

  1. Olá e boa-tarde!

    Adoro Agatha Christie, é uma das minhas escritoras favoritas, principalmente, porque ela fez algo que poucos escritores fazem: deixou-me literalmente viciada numa personagem, o pequeno detective Poirot.

    Quanto ao livro, adorei lê-lo e é uma obra que não me canso de reler, mesmo já sabendo o final.
    Foi o primeiro livro da Agatha Chrietie em que consegui descobrir o assassino sem chegar às últimas páginas.

  2. Olá 🙂

    Concordo com o que dizes sobre a escritora. Também é uma das minhas escritoras favoritas. Mais tarde, depois dos livros, devorei as séries (acho que passa na RTP Memória) com o Poirot como personagem principal.

    Também adoro ler e reler o livro, há sempre algo de novo para apreciar. 🙂

  3. Olá Filipa:)
    Há anos que não leio Agatha Christie. Tenho saudades. Tenho de marcar um novo encontro com o Poirot.
    A Dama Negra da Nora Roberts é uma leitura que persigo há algum tempo. Dizem que é o melhor da Nora.

  4. Mafi says:

    Tenho os dois, nunca li nenhum…sou uma desgraça xD

    ahahahah gostei da parte de ler 10 livros por ano, eu tmb era assim pensava que lia muito naquela altura, hoje leio 10 num mês 😛

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